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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entorpecimento mortífero

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A frustração, o medo e desesperança dão bons temas para escrever. Aliás, eles já são o próprio assunto. Eu, quando recebo noticias ou baques na minha vida - o que acontece quase o tempo todo, diga se de passagem - tendo a escrever melhor. Com mais tristeza, consequentemente com mais literatura.

Refletir sobre minha escrita faz parte de uma tomada de consciência sobre mim mesma e meus sentimentos. Quais os momentos em que escrevo? E como escrevo nesses momentos? Qual a época em que mais escrevo contos eróticos, por exemplo? Cabe a reflexão.

Sei que isso pode não interessar as pessoas, mas analisar isso, para mim, me faz entender a mim mesma ou pelo menos ajuda. Meu psiquismo, meus processos cognitivos e de assimilação de coisas ruins que acontecem em minha vida. Só na semana passada tive duas notícias ruins, duas preocupações sobre o futuro. Dois pequenos problemas que não me definem, mas me incomodam. Com essas coisas eu só sinto vontade de escrever. Escrever, chorar e morrer. O fardo de viver, às vezes, me deixa muito deprimida e muito desgostosa com a vida.

Às vezes, nem a literatura consegue me tirar desse entorpecimento mortífero. Deve existir uma força sobrenatural dentro do meu ser, porque mesmo com tudo desmoronando eu ainda consigo cumprir minhas obrigações diárias, os trabalhos da faculdade, etc. A demanda de estudos pelo menos mantém minha mente ocupada e eu deixo de sentir ímpetos de me jogar debaixo de algum carro em uma avenida movimentada.

Tudo é pesadelo, tudo é tempestade. E eu não acordo nunca desse sono que não oferece descanso, nem alento. Só dor, angústia e pesadelos. Eu não sei até quando eu vou conseguir me manter ocupada o suficiente para não desistir e não mergulhar de vez nesse entorpecimento.


Rafaela Valverde

Você vai se arrepender

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Você vai pagar muito caro pelas coisas que me fez e ainda faz. Não porque eu tô te desejando mal, mas porque quem planta colhe e as suas maldades, sua falta de remorso por me machucar vão voltar para você. Não porque eu estou morrendo de raiva neste exato momento e porque gostaria que você sofresse pelo menos 0000,1% do que eu venho passando nesses últimos tempos.

Não é só por isso. Eu não te desejo mal, pelo contrário, espero que você seja até mais feliz do que foi comigo. Pelo menos vai valer a pena todo meu sofrimento. Mas, mesmo não desejando mal, sei que uma hora a conta vem e você vai ter que lidar com isso. Já não estou mais em sua vida, porque eu fiz questão de me afastar. Se fosse por você até hoje estaríamos naquela amizade colorida e superficial idiota. Aliás, é só disso que você gosta agora: relações idiotas e superficiais. E de pensar que já te achei a melhor pessoa do mundo...

Eu sei que sempre voltava atrás, sempre ia falar com você. De novo, de novo e de novo. Mas dessa vez eu não suporto mais manter você por perto. Eu tenho nojo de você. Das coisas que você tem me dito ultimamente. Me tratando como se eu fosse um produto descartável. Eu sou uma pessoa, tenho sentimentos. E parte deles são para você. Mas você só sabe desprezar e jogar fora tudo de bom que alguém possa te oferecer.

Você não serve pra mim. Eu acho até que nunca serviu. O que tivemos foi um mero acaso. Pra você, falta de coisa melhor e pra mim, a maior ilusão da minha vida. Eu não quero mais correr atrás, eu não quero mais desistir de ficar zangada com você "em nome dos nossos bons momentos juntos." Eu quero que você se exploda, quero distância de você. Assim como você quer que eu me exploda. Vou passar a ser com você como você é comigo: nada, indiferente, vácuo... Vou inexistir na sua vida. Eu juro que é definitivo.

Estou me afastando e quando essa decisão parte de mim, você sabe que é realmente definitivo. Você me conhece muito bem. Sou das que demoram para dar adeus, mas quando dou eu dou. Pra mim é melhor. Minha saúde mental agradece por eu me afastar de você. Mas você vai se arrepender e essa sua voz escrota, sem culpa, sem um pingo de empatia vai mudar. Ah, vai! E eu vou saber.




Rafaela Valverde


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Dias tristes

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Eu só sinto vontade de três coisas: chorar, escrever e morrer. Eu ontem disse que nasci pra sofrer. Eu tomei um baque na quinta, na sexta e outro no sábado. Ontem passei o dia quase todo deitada vendo série e estudando, enquanto quase todas as pessoas do planeta estavam se divertindo. Eu não sei qual rumo minha vida vai tomar. Eu não sei se existe algum rumo. Especialmente quando se trata de mim.

Fui feliz em poucos momentos da minha vida. E agora, sou menos ainda. Minha vida ão entra nos eixos e eu não sei mais o que fazer para que as coisas se encaixem. A minha parte eu faço. Estudo muito, procuro emprego e ou estágio, mas não flui. Talvez a parte que esteja me faltando fazer seja ter fé. Sim, eu acho que eu preciso de mais fé. Eu tenho inveja das pessoas que têm fé. Através da fé é possível aceitar certas coisas.

Minha fé até existe, mas é um pouco volúvel. Eu não consigo me manter com fé. Não sei como realizar manutenção. Eu não sei como continuar levando minha vida. Tomo surras da ia o tempo todo e não me sinto mais forte para lutar.

Mas, talvez, não seja só a falta de fé. Talvez eu tenha nascido pra me estrepar mesmo, como já tinha imaginado antes. Já penso nisso há anos.  Eu sinto uma tristeza tão profunda às vezes que chega a doer. Não sei como afastá-la. Na verdade eu até já soube, hoje não sei mais. Meus artifícios não funcionam mais. Ler um livro, ouvir música, focar nos estudos não têm adiantado mais. 

A tristeza até vai, mas volta. E volta intensa. Não sei de onde tiro forças para levantar da cama. Tem dias que nem tiro e nem levanto. Mas, não posso me dar a esse luxo, já que preciso me formar e ganhar dinheiro. Minhas oscilações entre triste e não triste estão cada vez mais presentes na minha vida. E não sei mais como pará-las. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Eu e os óculos


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Voltei a usar óculos depois de quase três anos de lentes de contato. Eu escolhi um modelo de óculos bem estiloso e diferente de tudo que já usei antes, mas pelo meu grau ser muito alto e a grana ser pouca acabei ficando com uma lente grossa. Eu odeio óculos. Sempre odiei e desde ontem estou me sentindo um pouco angustiada em ter que usar esse troço no meio da minha cara.

Sinto que muda muito minha fisionomia e me deixa menos bonita. Nunca me senti bonita de óculos. Até compartilhei um texto no Facebook sobre minhas angústias, mas aqui que é o espaço adequado para isso. Eu estava pensando ontem, o dia todo, que ninguém vai me olhar mais. Ninguém vai se sentir atraído por mim mais. Por causa dos óculos... Bom se já não olhavam antes... Pode parecer besteira, mas não é. Não para mim.

Tenho uma necessidade de me sentir bem. De me sentir bonita pois passei minha infância e minha adolescência sofrendo de baixa auto-estima. Baixíssima auto estima. E os óculos, além do meu peso, cabelo e aparência como um todo, eram responsáveis por isso. Me sinto meio triste, mas vai passar. Eu sei. Mas é assim que estou me sentindo no momento. Querendo fazer cirurgia de redução de miopia, querendo nascer de novo, sem isso. Pedindo para não ser tão cega... Tudo meio idiota, mas eu sou assim.


Rafaela Valverde
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