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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Livro Antes Feliz do que Mal Acompanhada - Emanuela Carvalho


Terminei de ler o livro Antes Feliz do que Mal Acompanhada de Emanuela Carvalho. O livro foi lançado no ano passado aqui em Salvador. Emanuela é baiana. Encontrei- o por acaso nas estantes de sugestões de leitura da Biblioteca Central dos Barris. Me interessei pelo título e texto da contracapa e trouxe. 

O livro traz histórias anônimas de 25 mulheres sobre relacionamentos abusivos, violências física, psicológica e sexual e todo o sofrimento vindo desses relacionamentos. Dá uma dor no coração ler algumas dessas histórias. A gente que é mulher sempre se vê em situações como essas, em que nosso amor próprio vai embora, expulso por nós mesmas. 

Muitas vezes, amamos mais o outro do que a nós mesmas e quase sempre a vida mostra nosso erro. Há no livro histórias de relacionamentos abusivos entre mulheres também, há filhos envolvidos, dor, lágrimas, tristeza, falta de amor próprio, juventudes destruídas... Há coisas demais. E quando a gente para e pensa que são casos reais (a autora se inspirou em casos reais para escrever as histórias) misturados a um pouco de ficção, claro. Mas quando a gente percebe quantas mulheres estão envolvidas nesse tipo de relação, mesmo que tentem esconder e mostrar para o mundo o quanto são felizes, a gente pensa: "poderia ser eu..." ou "antigamente eu também agiria assim, hoje mais não..." 

Querendo ou não a gente se vê ali. Quantas mulheres não foram e são enganadas até hoje por homens e mulheres também, que acham que são seus donos? Que são possessivos, controladores e mau caráter... São esses alguns dos pensamentos que vêm à mente enquanto lia esse livro. É triste e dói saber que ainda somos tratadas como as culpadas por esses abusos. Muitas vezes recriminadas e julgadas... Bom, é isso. O livro é bastante interessante, por trazer casos próximos da gente, são histórias daqui de Salvador e nos faz refletir...




Rafaela Valverde












quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017


Já é carnaval! Bom, aqui em Salvador já é carnaval desde domingo hahaha. Êta cidade que tem festa. Parece que todos os nossos problemas estão resolvidos. Nosso transporte público é maravilhoso, nassas ruas limpas, a educação e a saúde são as melhores do mundo. Está tudo resolvido, vamos pular e nos divertir! 

Não que eu não goste do carnaval. Até gosto e já curti bastante na infância e pré- adolescência, mas eu acho que o carnaval tem muita gente, ou seja muita violência. A violência só aumentou ao longo dos anos e eu sinceramente não estou afim de ser assaltada, nem apanhar da polícia. Porque eles batem mesmo em quer que esteja passando, não estão nem aí. Prefiro me preservar. Em 2015 retornei ao carnaval depois de dez anos sei ir e achei meio sem graça, o mais do mesmo. Não sei como as pessoas vão todos anos pular nas mesmas ruas, dançar as mesmas músicas - sem coreografia - e ver os mesmos artistas que usam as mesmas roupas todos os anos.

Há outras questões, sobretudo sociais que me afastam do carnaval, mas não vou falar sobre elas agora, pois dão muito pano para manga. Definitivamente não estou afim de problematizar nada hoje não. Só estou aqui discorrendo sobre alguns aspectos do carnaval. Hoje (ou não sei se é só hoje) parece que há uma discriminação velada com quem não vai ao carnaval, ou quem não gosta. Parece ainda que existe uma obrigação de se gostar da folia. Quem não gosta ou não vai vira um ET. Mas eu não ligo, não problematizo, não falo nada. Apenas falo: gosto mas não vou. É meu direito, pronto!

E quem for espero que vá em paz. Sem intenção de brigar ou perturbar. Porque tem umas pessoas que parecem que saem de casa com o cão no corpo para brigar. Aff! É isso. Quem sabe no ano que vem eu vá? Estou buscando coisas novas no carnaval, mas não tenho muita certeza se é possível. Todo ano é a mesma coisa. Enquanto isso vou descansar e aproveitar esses dias sem UFBA. XAU!


Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Mulheres no buzu


Hoje eu peguei um ônibus para ir à faculdade. Quanto a isso, nada atípico. Atípico mesmo foi me deparar com a gritaria que havia ali. Na frente do ônibus, perto do motorista, havia umas mulheres adultas gritando e gargalhando de manhã cedo. Primeiro: eu não sei por que algumas pessoas são tão felizes, especialmente em dias de semana, às seis da manhã. O povo de Salvador é muito feliz, feliz de mais, feliz à toa, feliz sem motivo. A gente só vive com os dentes abertos e olhe que a cidade fede a mijo e esgoto, imagine se vivêssemos numa cidade com bom aroma!

Em segundo lugar, essa imagem, das moças rindo, nos deixa evidente o quanto somos intolerantes com o o outro. Eu fui intolerante com elas. Eu e as algumas outras pessoas do ônibus. É possível perceber também o quanto somos intolerantes com os mais jovens: se fosse um grupo de estudantes com o mesmo comportamento, todo mundo "cairia matando". Sei disso porque já fui estudante e porque já fiz esse tipo de algazarra dentro do ônibus e fui constantemente rechaçada, junto com os colegas que faziam isso comigo.

A maioria das pessoas não suporta esse tipo de comportamento de adolescentes. Adolescentes fazendo essas coisas é ruim para a imagem, são baderneiros, etc. Mas um monte de "muié véia" pode! Eu acho isso uma vergonha alheia, seja lá quem for. É chato, é feio e incomoda as pessoas. É falta de educação. Mas em Salvador falta de educação é normal, os ônibus dessa cidade além de serem barulhentos, quentes, sujos, ainda são pontos das maiores faltas de educação que eu já vi na minha vida. Sim, por que ainda tem os bonitos, geralmente jovens e estudantes, que não tiram a mochila das costas mesmo o ônibus estando socado.

Nós, baianos somos muito mal educados. Chego, infelizmente a essa conclusão. Mas voltando aos jovens, eu acho que nós jovens adultos e adultos na meia idade somos muito intolerante com os adolescentes. Os meninos são discriminados o tempo todo pela gente. E não podem fazer o que a gente cansava de fazer quando tinha a mesma idade deles. Parece um círculo vicioso, vamos crescendo e ficando ranzinzas, por isso eu repito que se fossem jovens protagonizando uma cena como a de hoje, os adultos do "buzu" ficariam indignados. Por que é um absurdo que esses jovens se comportem dessa forma! Acho até que os meninos estão contidos. Estão tolhendo nossos meninos. Enquanto os adultos viram um monte de retardados.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A professora e coreógrafa Lia Robatto

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Lia Robatto é coreógrafa, dançarina e professora, nasceu em São Paulo mas mora em Salvador desde os anos 1950 quando veio ser assistente da professora de dança russa Yanka Rudzka que veio fundar a escola de dança da UFBA. Continuou dançando, se aperfeiçoando e virou professora de dança, fazendo a graduação de bailarina.

Casou - se com o fotógrafo e arquiteto Sílvio Robatto e fez história na dança da Bahia. Lia criou nos anos 1960 as suas primeiras coreografias para a Companhia de dança da UFBA. Após um tempo foi para a escola de teatro, onde trabalhou por um tempo, retornou posteriormente  à escola de dança. Onde ficou e deu aulas até se aposentar em 1982.

Em 1983 tornou se diretora do departamento de dança da FUNCEB, onde criou uma escola de dança. Criou ainda  a Usina de Dança do Projeto Axé.  Trabalhou na secretaria de Cultura da Bahia e montou vários espetáculos encenados pelo Balé do TCA, Grupo Experimental de Dança e outros.

Lia publicou três livros sobre dança. Dois pela editora da UFBA  e um outro pela editora da Casa de Jorge Amado com Lúcia Mascarenhas. O trabalho de Lia é grande. Ela ainda é diretora, dramaturga, curadora, etc. Passei a conhecer um pouco seu trabalho por causa da minha pesquisa de iniciação científica. Mas como a maioria dos seus espetáculos são relacionados à dança, eu e minha orientadora resolvemos mudar.

Lia recentemente doou seu acervo para o Centro de Memória da Bahia que fica no terceiro andar da Biblioteca Pública da Bahia nos Barris. Eu tive a oportunidade  de ver algumas coisas e ter em mãos a lista de todo  acervo. É enorme. Quem tiver interesse, passa lá. O pessoal é super acessível.



Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Voto nulo 2016

Imagem da internet
Esse ano eu não vou votar em ninguém. Não sei, talvez vote em uma candidata a vereadora que realmente defende, abriga e trabalha pelos animais há anos e não é uma oportunista como muitos por aí. Pois bem, mas ainda assim não decidi se vou votar em alguém. Estou pensando em anular meu voto pela primeira vez. Fiz meu título há mais de dez anos e sempre fiz questão de votar, mas dessa vez é diferente. Estou desesperançada. E quem não está?

A democracia brasileira foi ferida. Não, eu não sou de esquerda, nem de direita. Eu não me rotulo. Eu só defendo a justiça e a democracia. E acho que qualquer pessoa de bom senso deveria defender. Eu acho sim que o governo de Dilma foi um desastre, principalmente nos aspectos político e econômico. O país foi lançado em uma crise que antes havia sido uma "marolinha". Enfim, tenho muitas críticas ao governo, mas acho que assim como diversos outros governos estaduais, municipais e até federais, com seus erros e acertos, chegaram ao fim. Por que só o governo de uma presidenta, uma mulher chega ao fim mesmo sem crime de responsabilidade fiscal? Mesmo sem nenhum crime?

Eu ainda não havia me pronunciado sobre esse assunto aqui, mas é esse o meu posicionamento. Me lembrei de escrever sobre política porque sempre de manhã estou ouvindo o horário político na rádio no caminho da faculdade. Faço questão de ouvir os dez minutos do horário eleitoral gratuito. Sim, gosto de saber como estão as campanhas, quais são as promessas e as mentiras que estão sendo contadas. Sim, porque é isso que eu ouço. Mentiras e ataques aos opositores. Será que não é possível fazer campanhas políticas sem baixaria? Sem atacar o outro? Isso me incomoda bastante e diminui mais ainda a minha vontade de votar.

O da TV eu não vejo, por que em geral não vejo TV, mas sei que é bem bizarro também. E sinceramente, não me interessa! Eu escuto o da rádio porque como vocês já sabem sou ouvinte fã da rádio Metrópole já saio de casa com o fone de ouvido e como são só dez minutos eu escuto para ver o que está ruim, bom ou péssimo;;; Ouço para criticar mesmo. E só consigo sentir que estou sendo enganada. Eu que sou tão desconfiada, como pude confiar em político algum dia na minha vida?

Que me desculpe quem faz campanha, segue, admira ou trabalha com candidatos, mas eles, em sua maioria, não me representam. Há candidato para a prefeitura de Salvador que diz que vai "conversar biblicamente com traficantes para acabar a violência", cara, que idiotia é em que estamos mergulhados? A candidata colocada em segundo lugar repete algumas das mesmas promessas do prefeito quando se elegeu há quatro anos e o prefeito que pleiteia reeleição nem cumpriu algumas dessas promessas... Me poupem! Eu não acredito mais em vocês!





Rafaela Valverde
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terça-feira, 19 de julho de 2016

Reflexões de passarela

Imagem da internet
As pessoas vivem com pressa e pior que paradoxalmente reclamam que o tempo está voando. Os anos voam, envelhece se rápido. Ruas movimentadas são atravessadas destemidamente, tudo pela vontade de chegar mais rápido ou pela impaciência. E eu penso imediatamente no quanto a vida é valiosa. Ela não merece que nós arrisquemos tanto por tão pouco. Só para chegar uns minutinhos antes?

De cima da passarela eu observo, eu penso. É um turbilhão de ideias que vêm tão rapidamente e a pessoa continua lá esperando os carros pararem de passar para ela atravessar a rua. "Mas como assim, você já poderia ter vindo pela passarela, seu jumento!" Daí eu não entendo muito bem o raciocínio dessas pessoas e sigo meu caminho com a minha mente demente apostando corrida mentalmente com aquela pessoa otária que tem síndromes suicidas em plenas avenidas movimentadas de Salvador.

O que vale aqueles momentinhos economizados atravessando uma avenida ao invés de simples e seguramente atravessar pela passarela? O trabalho? Almoço? O crush esperando? Uma entrevista de emprego? Uma aula? Prova? O que é mais importante do que apenas não virar mingau de baixo de um ônibus ou de um caminhão? Bem, eu não entendo e nunca vou entender. Vou continuar passando pela passarela, sem me importar se estarei sendo chamada de abestalhada como se diz por aqui.

Mesmo tendo medo de passarela. Bem, eu ainda não decidi se é medo de passarela mesmo ou se é medo de altura. Só sei que não gosto. Não ando nas extremidades, de jeito nenhum. Somente no meio. E correndo. Quando dá. Passarelas são equipamentos muito caros para a cidade e são muito úteis e inteligentes, então por que eu vou seguir uma lógica primitiva de atravessar uma rua ou avenida movimentada? Para refletir!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Biblioteca Pública dos Barris está fechada: a quem interessa?

Imagem da internet
Em um estado e em um país em que a leitura não é valorizada e quase ninguém lê, a maior biblioteca do estado encontra se fechada ao público há vários dias. No dia 10/06, uma sexta feira ainda pudemos adentrar no prédio para estudar, porém antes de 17h havia um rapaz nas portas de vidro fechando-as e controlando para que ninguém entrasse, só saísse. Ele me informou que era devido a uma greve dos seguranças que estavam sem receber e resolveram paralisar por tempo indeterminado. Só voltariam quando recebessem os salários atrasados. Justo.

O setor de empréstimo estava fechado. Grades com cadeado. Isso é uma falta de respeito com os frequentadores. Que são poucos, mas geralmente jovens que não têm condições de comprar livros e que realmente se importam com a leitura. Já vi também muitos idosos lá no setor de empréstimo. São essas pessoas que ficam prejudicadas, pois para quem frequenta e gosta de ir às bibliotecas faz muita falta.

Eu acho isso uma total e completa falta de respeito e já registrei uma reclamação na Ouvidoria do estado. Porque é isso que nós cidadãos devemos fazer. Devemos reivindicar nossos direitos e reclamar de algo que esteja nos prejudicando. Nesse caso, eu estou precisando de meus livros para incrementar minhas leituras tanto para fruição quanto para adquirir conhecimento e não posso tê- los. 

Realmente gosto de bibliotecas, sempre gostei e frequento a biblioteca central há uns dez anos e exijo que o funcionamento seja restabelecido. Vou ficar batendo nessa tecla e vocês não sabem o que é mexer com os livros e com a biblioteca de alguém. Se não tem dinheiro para pagar os funcionários da segurança, diminua os gastos do nosso dinheiro para benefícios e salários altíssimos dos políticos, inclusive o governador que deveria cuidar muito mais da parte educacional e cultural do estado já que afirma o tempo todo que se importa tanto com a educação. 




Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de março de 2016

Reflexões sobre o Salvador Card e suas incoerências

Imagem da internet
Ando pensando algumas coisas sobre o Salvador Card ultimamente. O Salvador Card é o que dá meia passagem aos estudantes, integração nos ônibus diferentes, enfim, o cartão para passar nos ônibus da cidade. O projeto era vinculado ao Seteps antigamente e até era chamado de Seteps, porém hoje está ligado também à prefeitura de Salvador. Não tenho bem certeza, mas parece que é um acordo entre prefeitura e sindicato dos empresários de empresas de transportes públicos da cidade.

Então, de um tempo para cá, não sei bem dizer quanto, o projeto resolveu se reformular. Houve uma popularização dos cartões, quase todas as empresas são adeptas para transporte dos seus funcionários, a maioria dos estudantes possuem um cartão de meia passagem e ainda há o bilhete avulso, que qualquer cidadão pode ter e pegar dois ônibus pagando apenas uma passagem no período de duas horas.

Além disso houve uma dispensa maciça do trabalho do humano e as recargas passaram a ser exclusivamente através de totens. Antes do início das revalidações anuais para que os estudantes continuem usando o serviço durante 2016 ainda havia pessoas carregando os valores em dinheiro no cartão. Agora não. As pessoas estão lá apenas para revalidar. Um processo que ao meu ver também é falho.

O Salvador Card possui três pontos fixos de recarga dos cartões em pontos específicos da cidade. Abriram postos móveis em alguns shoppings e totens foram distribuídos em algumas faculdades, como a UNEB e a Unijorge por exemplo. Porém ainda é pouco, comparado à quantidade de pessoas que havia antes para fazer as recargas e que provavelmente foram demitidas. Os totens são úteis, mas são máquinas, será que se um dia quebrarem ou precisarem passar por alguma manutenção, haverá pessoal suficiente para lidar com essa contingência? A resposta é não. Fora que as filas continuam, o que invalidou um pouco o princípio da praticidade dos totens. Ah e os totens não dão troco e só aceitam notas novas (sem rasuras e que não estejam amassadas, recusando as que estão) e ainda só é possível inserir notas a partir de cinco reais. Moedas e dois reais não! Já passei maus bocados por causa disso!

E para voltar a falar de revalidação, eu revalidei recentemente o meu cartão e o de minha irmã. Nossos comprovantes de matrícula mal foram olhados, os documentos de identificação então nem se fala. Não foi pedida a mim nenhuma comprovação de parentesco com a minha irmã, já que estava revalidando o cartão dela de estudante.

Há ainda a questão da segurança sobre quem está ou não utilizando esses cartões de estudantes, pois no início era um sistema bem rigoroso, onde só as pessoas da família podiam fazer a recarga e a revalidação apresentando documentos de identificação que eram analisados e a depender do estado não eram aceitos. Havia também a questão da digital que era solicitada nos ônibus a fim de identificar os estudantes. Essa medida de segurança foi muito criticada por mim, pela lentidão que gerava dentro dos coletivos, JÁ QUE NUNCA FUNCIONOU BEM! 

Mas aí de repente, a solicitação da digital ou identificação biométrica que começou com tanto rigor e todos tivemos que fazer o cadastro dos nossos dedinhos em tempo hábil, não existe mais! Quem me disse isso foi uma cobradora de ônibus! Sim! Ela disse: " esqueça isso de botar o dedo, isso acabou!". Eu me senti enganada, por que depois de tanta agonia em nossa cabeça (quem lembra desse período sabe o que estou dizendo), simplesmente não existe mais. Como assim? Cadê a segurança? Não há mais solicitação de digitais? Quer dizer então que quaisquer pessoas podem recarregar meu cartão (totens) e ainda podem utilizar nos ônibus "de boa"? Como assim, Seteps? Hein Salvador Card? Prefeitura? Alguém para explicar? Só eu quem penso nisso?

E ainda há mais uma coisa: a diminuição de funcionários no órgão além de aumentar o número de desempregados na cidade e no estado, será que não ajudou a piorar o atendimento e conferimento dos documentos, diminuindo a segurança? Afinal, é muita gente e o serviço tem que ser rápido. A resposta é SIM! Fica a reflexão ou as reflexões. Temos que reclamar e chamar atenção para o que está errado, é o nosso dever enquanto cidadãos!



Rafaela Valverde

sábado, 12 de março de 2016

Roubaram meu celular

Imagem da internet


Há umas semanas eu fui roubada e levaram meu celular novinho. Eu só tinha pago umas três parcelas dele e foi o primeiro celular bom que eu tinha realmente tido coragem de comprar. Primeiro e último, por que agora se um dia voltar a ter celular, vai ser uns fuleiros mesmo. 

Foi na última semana de fevereiro, que já foi uma semana bem difícil para mim. Aliás, os últimos meses têm sido bem difíceis para mim. Não sei como é que eu consigo suportar tanta adversidade, com tanta força. Nem sabia que eu tinha tanta força, na verdade.

Então, estava na frente do shopping da Bahia, entrando no ônibus e num vacilo de dois minutos, fiz uma coisa que eu nunca fazia: coloquei o celular no bolso da frente da mochila, só enquanto eu subia no ônibus. Foi nesse momento que um maldito ladrão abriu a minha mochila e levou meu celular e meu óculos de sol.

O mais engraçado é que segundo algumas pessoas, isso é muito comum ali naquela região, inclusive policiais me falaram isso. Então, por que não ficam policiais à paisana por ali, para prender esses desgraçados? Mas também passei a pensar que estamos passando por um problema tão grave em nosso estado e em nosso país, onde não há interesse em mudar a situação de impunidade, que enquanto estava na delegacia, fazendo a queixa um dos atendentes me informou que os policiais prendem e no outro dia eles estão soltos e ainda voltam na delegacia para pegar os documentos. Isso é o cúmulo do absurdo. Eu, se fosse policial realmente não teria motivação em prender ninguém. Eu tenho vergonha desse país.

Pois bem, fiquei muito triste durante uns dias, porque vou continuar pagando um objeto que quis tanto e que não tenho mais. Mas agora já me conformei, não tem jeito né? O que me surpreende nisso tudo é que não estou sentindo muita falta não. Do WhatsApp então, menos ainda! Não pretendo ter celular tão cedo. Comprei um tablet baratinho para ler os textos da faculdade, ver minhas séries e abrir meus e-mails. E é só. Estou me sentindo mais livre sem celular!



Rafaela Valverde

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Carranca - Vivendo do Ócio



Meu barquinho vai subir o São Francisco
Como quem sobe os degraus de uma igreja
Não vou entregar minha cabeça em uma bandeja
Quero morrer na peleja

Descubra o que você ama e deixe que isso te mate
Tudo vai te matar, essa que é a verdade
Descubra o que você ama e se entregue sem temor
Tudo vai te matar, melhor morrer de amor

A gente tem que viver
Sorrindo quando é pra chorar
Pra fazer a morte tremer
De medo de vir nos buscar



Gosto imensamente dessa música, ela é do novo CD da banda Vivendo do ócio, Selva Mundo e ela me passa uma mensagem de luta e perseverança e é assim que eu permanecerei.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

É melhor pensar duas vezes - Vivendo do ócio




Pode ir, e só volte quando você ver a porta aberta
Dizem por aí que você anda louca dizendo que sou eu a
Pessoa certa
Agora está sentindo na pele, se lembra quando eu me
Rastejava por você?
Só faltava me pisar...

A gente faz aqui e paga aqui
E o troco vem todo em moedas
E você não vai trocar

Se falar comigo de novo
Posso até te dar um soco
Acho melhor não, tenho amor as minhas mãos

Pode achar, que eu sou um bêbado, idiota, sem noção
Acredite eu sou um pouco mais do que você imagina
Esse teu olhar de desprezo só faz com que eu me sinta
Cada vez melhor

Mas eu vou repetir que eu só não quero que você fale
Comigo de novo
Que eu sou capaz de te dar um soco
Acho melhor não, prefiro vodka com limão
Acho melhor não, prefiro ir pro bar
Encher a cara até cair no chão




Rafaela Valverde

domingo, 15 de novembro de 2015

Tristeza e consternação com tanta tragédia!

 Criança morta (Candido Portinari, 1944)
O ano de 2015 em sua reta final está me entristecendo. Muitas tragédias vem ocorrendo nesses últimos dias. No Brasil e no mundo. Ando estarrecida com os altos índices de violência em nosso país que já impera há anos sem controle. O que em minha opinião é fruto de uma dívida social e de uma desigualdade sem tamanho construída gradativamente em nosso país, por diversos motivos.

Enfim, esse é o primeiro problema que me entristece e me indigna dia após dia. Mas esse já virou um problema banal. Ninguém mais se revolta e faz campanhas sobre isso. Mas isso vitima dezenas de pessoas por dia. Números altíssimos de mortes relacionados à violência me chocam diretamente. Mas não vemos campanhas contra nossas mazelas sociais.

Mas esse é um outro assunto. Então, há uns dias um avião russo caiu no Egito matando 224 pessoas. O avião foi derrubado por um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico. Em seguida já no início do mês de novembro, aconteceu o rompimento das barragens em uma pequena cidade de Minas Gerais. Vários lugares foram atingidos inclusive algumas cidades do estado do Espírito Santo mais próximas do estado mineiro. As localidades atingidas estão soterradas de lama, há muita destruição e muitas pessoas ainda estão desaparecidas, além dos mortos é claro.

Há ainda o prejuízo material e ambiental. Esse último irreversível. Em mim causa uma tristeza arrebatadora ver um rio como o rio doce, cuja as dimensões eu só vim conhecer agora e que abastecia toda uma região morrer assim. A contaminação com minério é alta. A fauna e flora dessas localidades estão mortas. Não há mais remédio. Apenas dor e indignação, por que pelo que estou conseguindo acompanhar, foram falhas técnicas que causaram o "acidente" e as falhas técnicas já eram conhecidas pelas empresas responsáveis.

É triste saber que sustentável é apenas uma palavra bonita que usamos com banalidade, mas que não levamos em prática. É triste saber que as futuras gerações não encontrarão o mesmo planeta que encontramos, o que já não era bom. É lamentável perceber que recebemos recursos naturais tão maravilhosos e nem ao menos nos demos ao trabalho de mantê-los. As pessoas não estão com água para beber! Água é básico, água é vida!

E na sexta feira 13 tivemos o desprazer de ouvir noticiar atentados na cidade de Paris, na França. Atentados que mataram mais de cem pessoas e que mais uma vez foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Muitos tiros e explosões em uma casa de shows. Pânico, reféns e mais ataques nas ruas e em um estádio de futebol, onde pessoas horrorizadas pararam um jogo de futebol. Reféns e desespero. Triste. é só o que posso dizer nesse texto. Triste.

E para finalizar, mas nem por isso menos importante falo sobre a consternação que me causa os incêndios na região da Chapada Diamantina. Sim aqui mesmo em nosso estado. Bem perto de nós. Eu nunca fui mas é um lugar lindo e que quem vai fica apaixonado. Mas estamos também destruindo pois os incêndios são criminosos. Afinal fogo não surge do nada não é mesmo? O que estamos fazendo com a nossa natureza? O que estamos fazendo uns com os outros? O que estamos fazendo com a gente? Entendam, está difícil viver e testemunhar tantas atrocidades cometidas por seres humanos.

Percebam que nada disso é um acontecimento sobrenatural, uma fatalidade. Não. São horrores causados por nós mesmos. Humanos? Somos? Com tanta estupidez seria até blasfêmia nos comparar com animais. Eles não são tão sórdidos! Não faço campanhas de modinhas. A minha campanha é essa. A minha campanha são a tristeza e a indignação que estou sentindo nesse momento.


Rafaela Valverde

domingo, 18 de outubro de 2015

Feira da Cidade muito boa, mas a Orla de Salvador...

Hoje eu fui com meu amigo Marcus na Feira da Cidade, no Jardim dos Namorados aqui mesmo em Salvador, Quem é de Salvador sabe onde fica. é um lugar bonito cercado pelo mar. E o tempo está ajudando e estamos ganhando de presente lindos dias em nossa cidade. Como minha cidade é linda! Pois bem, o domingo estava lindo e lá fui eu sair mais uma vez com meu queridíssimo amigo, Olhem a parte da Orla onde eu estava hoje está acabada, viu?  

Reformas eternas e inacabadas, sujeira, plantas secas e mortas enfeiando tudo, zero ciclovias, enfim, uma feiura só. Mas a feira estava muito bacana. Logo gastei meu rico e pouco dinheirinho comprando esses itens:
Camiseta: "Em terra de chapinha quem tem cachos é rainha" da Salve Terra e um azulejo muito fofo que já está na minha parede




Enfim, comi, bebi, conheci gente nova e vi o mar! <3 Conversei muito com meu amigo. Rimos e trocamos declarações de amor. Tinha de tudo lá e uma das coisas que mais gostei foram os vinis. Tinha disco custando 125,00. Tinha vinil para tudo que é gosto, esse:


E esse: Hahaha Bethânia!







Gente e ainda tinha uma música muito boa rolando lá com uma DJ:






Gente, incrível. Eu não perco mais! Amei meu dia, Mas detestei o estado da Orla de Salvador,



Rafaela Valverde




sábado, 5 de setembro de 2015

Os cem anos da Avenida Sete de Setembro - Exposição Caixa Cultural - Parte II

Início do grande comércio que vemos hoje no local
Olha que acontecimento em Salvador!!!
O anúncio da inauguração foi tão bombástico que não coube no papel

O carnaval sai da rua Chile e da Baixa dos Sapateiros e vai para a nova avenida




Como já disse fui hoje, ou ontem sei lá, à Caixa Cultural para a exposição em homenagem aos cem anos da Avenida Sete de Setembro. No ano de 1915 a Avenida foi inaugurada e sem esquecer da ligação com a Barra, se tornou um marco e uma importante avenida na cidade. Em seguida, o carnaval foi levado para lá e aos poucos o comércio de rua foi se estabelecendo.





Rafaela Valverde










Os cem anos da Avenida Sete de Setembro - Exposição Caixa Cultural

Hoje eu tive uma tarde ótima. Eu fui conhecer a Exposição dos 100 anos da Avenida Sete de Setembro aqui no centro de Salvador. A exposição está na Caixa Cultural na Rua Carlos Gomes e a avenida completa na segunda feira dia 07/09, exatos cem anos. 

Foto: Rafaela Valverde (Únicos registros fotográficos da inauguração)

Então, o governador da época JJ Seabra foi criticado, inclusive pelo Jornal A Tarde pela suntuosa avenida que se exibia no Centro de Salvador e que deu ares parisienses à nossa cidade, inaugurou sua avenida que abrigou três residências de governadores. Inclusive um dos prédios onde hoje abriga o Sebrae na Carlos Gomes,
Desenho da Praça Castro Alves onde hoje é o monumento do poeta

Esse desenho me impressionou bastante por que descobri que havia um chafariz, onde hoje é a estátua do poeta.


A rua Carlos Gomes deveria ser a Avenida Dois de Julho para homenagear as duas datas

Daí já é possível visualizar um pouco do que a região é hoje com o edifício Sulacap, hoje prédio comercial, no passado era um hotel.

E olha ele aí de novo, o Sulacap em três momentos diferentes



Rafaela Valverde

domingo, 12 de outubro de 2014

Passeio de domingo na Barra

Esse final de semana foi maravilhoso, como há muito tempo eu não tinha. Hoje, dia das crianças não íamos sair, mas de última hora resolvemos e o destino foi a Barra. Recém reformada pelo prefeito ACM Neto, devo dizer que a Barra está ótima. Um ambiente agradável com uma bela vista, onde todo mundo se mistura, todo mundo é igual. As crianças andam soltas, brincam e vi de tudo hoje: patinete, patins, bibicletas, balões, skate, enfim. A cidade está indo para a rua e eu gosto disso. Gosto de ver gente na rua, gente descontraída, feliz, em sintonia com o ambiente.




Vimos todo tipo de figura na Barra. Pessoas tão diversas. Constatei que a minha cidade é linda demais! E as pessoas, nós moradores contribuímos e devemos mesmo contribuir para a sua beleza. Andei, relaxei, revigorei, observei o mar. Como eu amo o mar! É isso.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morreu João Ubaldo Ribeiro

Morre o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro. Dá uma tristeza grande quando percebemos o quanto de gente boa, representantes da nossa cultura nos deixaram esse ano já.

Foto:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/07/morre-o-escritor-joao-ubaldo-ribeiro-4554362.html
Nessa madrugada morreu o escritor, nascido em Itaparica, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras. Ele teve uma embolia pulmonar  em sua casa no Rio de Janeiro. Tinha 73 anos e era autor de livros como "O sorriso dos lagartos", " A casa dos budas ditosos" e "Viva o povo brasileiro." Ganhou em 2008, o prêmio mais importante da literatura de língua portuguesa, o prêmio Camões. Ele lutava muito pela melhoria de sua cidade natal, Itaparica e em diversas ocasiões, pude ter notícias dele, protestando em prol da mesma. Um dos autores mais importantes do Brasil, orgulho da nossa Bahia e sétimo ocupante da cadeira 34 da ABL. Será velado na sede da Academia no Rio. É isso, mas um se foi.


Rafaela Valverde

terça-feira, 29 de abril de 2014

Para lembrar: estamos em ano eleitoral

Foto: Google

Em um momento pós greve de policiais. A segunda greve em dois anos, depois da semana santa da páscoa e da prisão do  chefe do motim que deflagrou a greve, passo a perceber as eleições que estão em cima. Ops, antes vem a copa. Que copa? Para mim as eleições 2014 são mais importantes e eu estou ligada nelas há algum tempo. Os candidatos estão pré definidos e agora depois de uns dias conturbados que tivemos em nossa cidade com inúmeros prejuízos em diversos setores, devido a essa greve, devemos estar atentos para esse acontecimento que ocorrerá em outubro.

 Agora chegou a hora de começar a se decidir, é chegada a hora de analisar os candidatos e vices. Além da eleição para governador, temos para deputados, senadores e presidente da república. Não podemos continuar quietos, calmos e mansos. Esse nosso marasmo político não está nos levando a lugar nenhum. Não podemos nos abster de votar. Sou a favor do voto opcional, mas é necessário votar, é necessário exercer nosso papel crítico de cidadão. 

Pois também não adianta votar em qualquer um, ou em troca de favores políticos. Não adianta votar em branco ou nulo. Mais de centenas de milhares de pessoas vão votar e você vai ter que conviver com isso. Digo isso por experiência própria, pois imaginei que esse ano fosse votar nulo, mas agora que os pré candidatos estão definidos, resolvi ouvir melhor as propostas, investigar, pesquisar e entender essas pessoas que estão se predispondo não simplesmente a nos representar, mas também serão responsáveis em determinar nossos futuros. Pense nisso!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 10 de março de 2014

Fotos da praça de Taipoca

Lembram que eu disse que depois postaria as fotos que faltavam da praça de Taipoca? Não vou escrever mais nada, já disse tudo que tinha para dizer ontem. Vou postar as fotos:

Muito lixo

A vendedora de mingau 


Tipo uma cidade fantasma

Cadê o banco???








Rafaela Valverde






domingo, 9 de março de 2014

Taipoca, na ilha de Vera Cruz, está abandonada.

Apesar de muitas pessoas enfrentarem filas gigantescas para atravessar o mar para as diversas ilhas que temos em nosso litoral, as prefeituras das mesmas não têm dado importância para esse ambiente praieiro tão procurado por soteropolitanos e baianos de forma geral. Na verdade temos nessa bagunça generalizada que é o embarque e a permanência nas ilhas há muitos anos e de forma muito complexa, já que a administração estadual e sua Agerba não conseguem resolver o grande pepino dos Ferrys e das empresas que os administram. 

Pedras que eram para ser do chão.


O governo comprou dois FerryBoats de empresas gregas em novembro, pelo equivalente a 54 milhões de reais e depois de muitos prazos, o governador e o secretário responsável pela Agerba informaram que as embarcações chegarão no final de março. Depois que já passou o carnaval e o verão. Ótimo. Vamos esperar para ver em que vai dar. Mas o que eu quero falar hoje mais uma vez, é sobre a situação da ilha de Vera Cruz em Itaparica. A localidade de Taipoca, onde eu costumo ficar está abandonada. 

Poças e mais poças de lama




No feriado de carnaval, na semana passada, passei lá três dias. Enfrentamos fortes chuvas. A falta de estrutura, calçamento e o fato de as ruas serem de terra, causaram transtornos para quem estava lá. Até casas alagadas eu vi. Ainda bem que a minha é mais afastada da rua e não teve alagamento. Mas a situação é terrível e já pôde ser notada desde quando chegamos lá na noite da sexta feira de carnaval. 



Como andar?


Poças de lama enormes, falta de lugar para andar, terra escorregadia, lixo. Um horror. Ao que me parece no início do ano foram iniciadas as reformas da rua e o calçamento, sobretudo com a feitura das ruas com aquelas pedras, sabe? Mas as obras foram interrompidas e o que vemos são pedras e materiais abandonados ao longo do caminho. Essas obras eram uma parceria da Embasa com a prefeitura do município, que de acordo com última informação que eu tive a Embasa teria que fazer as obras da rede de esgoto e saneamento e depois a prefeitura viria com o calçamento.

Outra poça


Verifiquei (pena que não tenho fotos) que constam algumas tampas de caixas de água da Embasa no chão das ruas de Taipoca, em vários lugares. Elas são novas, não havia isso antes. O que dá a entender (eu não posso afirmar) que a Embasa já fez a parte dela. E o que está faltando para a prefeitura agir? Não sei, mas a porqueira continua lá e ninguém aguenta mais isso. Está bem complicado passar dias lá.





Além dos dias, as noites também estão sendo sacrificantes, pois somos obrigados a ficar dentro de casa, ao invés de frequentar a pracinha de Taipoca, que fica de frente para a praia. A praça está destruída. Sem condições de permanência lá. Algumas pessoas insistem, pois somos brasileiros e não desistimos nunca, mas o local está muito abandonado.

Havia muito lixo nesse local há dois ou três meses


Como eu já havia dito em outro texto, já frequento essa ilha há uns dez anos e  nunca vi essa praça assim. Costumávamos frequentá- la à noite. Onde ouvimos músicas, curtíamos a noite e a brisa marítima, além de tomar os coquetéis que lá são vendidos, comer besteiras, simplesmente relaxar e ver gente. Não temos mais uma praça e sim o esqueleto do que um dia foi uma praça. 

Esse é o caminho para ir à praia (!)


Os bancos estão todos, ou quase todos quebrados, a quantidade de lixo é absurda, não têm lixeiras, têm apenas algumas plantas. A grama está acabada e eu não sei se ainda dá para piorar. A quantidade de lixo, devo ressaltar que também é responsabilidade da população nativa e de nós visitantes que  somos muito mal educados e não costumamos cuidar do que é nosso. É lamentável que em feriadões como esse do carnaval a quantidade de lixo fique ainda maior.

O que foi um banco de praça um dia


Dá tristeza em ver como está a situação de abandono que se encontra nosso local de veraneio, de lazer de prazer. O que resta é esperar ação da prefeitura e a colaboração dos visitantes e nativos, para melhorar e um ambiente que é nosso.

Vista linda, mas a praça deixando a desejar.





Tem mais fotos, viu? Mas vou colocar em outro post. As fotos são de Pablo Almeida, meu marido.



Rafaela Valverde



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