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domingo, 12 de novembro de 2017

Outra Vez- Saulo




Música maravilhosa!



Outra noite sem você
Outra vez sem ombro pra recostar
Outra noite sem dormir
Menos uma chance pra sonhar

Fecho os olhos me concentro
Talvez o pensamento me mostre um filme seu
Te veja feliz, te veja cantando
Pra me tirar a saudade e aliviar a dor
Queria estar perto de você

Ouvir suas historias de princesa
Ver o seu sorriso de menina
E sentir sua pureza, te aconselhar como amigo
Te livrar do perigo, te desejar sorte
Te abraçar forte e dizer

Faz tempo que eu não vejo o sol
Faz tempo que eu ando só
Faz tempo que eu não sou seu namorado amor
'Tô' sem saber o que fazer
Queria ficar com você
Se for pra enlouquecer que seja do seu lado




Rafaela Valverde

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Tuas Mãos - Pablo Neruda

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Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.




Rafaela Valverde

Parei de fazer fitagem

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Recentemente aprendi uma técnica para finalizar o cabelo e acabei deixando a fitagem de lado por um tempo. Claro que no início fui bem relutante em deixar a técnica que já fazia há anos de separar os cachos em fitas. Mas estou me acostumando. Não fazer fitagem aumenta o frizz, consequentemente o volume, mas ainda assim não tanto como eu queria. Meu cabelo é pouco volumoso mesmo e eu aprendi a respeitar isso também.

Então, fitagem é uma técnica de texturização que deixa os cachos bem definidos, com aparência de mais hidratados e dá vários days afters, que são os dias seguintes. A técnica ajuda o creme a penetrar melhor nos cachos, melhorando a definição, diminuindo o frizz e dando um melhor aspecto, digamos assim, ao cabelo.

Depois de pesquisar um pouco com outras cacheadas.  Descobri uma forma bem prática de finalizar os cachos. Não perde totalmente a definição não, fica com mais volume, seca mais rápido e é realmente mais rápida que fitagem. Faço todo o processo em cerca de cinco minutos, enquanto uma fitagem mais caprichada leva uns vinte minutos.

Funciona da seguinte forma: divido o cabelo em duas partes, como uma Maria Chiquinha, pego uma grande quantidade de creme, aplico em uma mecha, das pontas para a raiz e vou amassando bem para que os cachos se formem. Na raiz continua indo pouco creme, só o que vai sobrando nas mãos. Faço tudo na outra mecha e também amasso. Lembrando que cabelo cacheado "chupa" muito creme, então eu gosto de passar muito creme mesmo e como não é fitagem não vai ficar com aquele aspecto pesado não. Não se preocupem! Outra coisa: jogo a cabeça para baixo, com o cabelo todo pra frente, passando os dedos, penteando. Os dedos devem estar com creme. Amassando bastante para garantir a definição e volume. Depois jogo para trás e deixo secar naturalmente. Seca muito mais rápido do que se tivesse feito fitagem.

Bom, por enquanto estou gostando. Em relação a maciez e a definição não estou tendo muito problema, mas com a quantidade de days after sim! Se desfazem mais rápido, os cachos e o frizz é maior, mas por enquanto estou gostando da rapidez e da não escravidão em relação à fitagem. Estou ainda mais livre, em relação ao meu cabelo e acho também que não fazer fitagem é questão de costume.  Pode ser que eu volte a fazer ou não. Nunca se sabe! E vocês, cacheadas? Fazem fitagem? O que acham da técnica? Compartilhem comigo!



Rafaela Valverde

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A vagina - Maria Teresa Horta

Maria Teresa Horta


É cálida flor
E trópica mansamente
De leite entreaberta às tuas
Mãos

Feltro das pétalas que por dentro
Tem o felpo das pálpebras
Da língua a lentidão

Guelra do corpo
Pulmão que não respira

Dobada em muco
Tecida em água

Flor carnívora voraz do próprio
suco
No ventre entorpecida
Nas pernas sequestrada.




Rafaela Valverde

Fim

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O cabelo solto passeia no vento
Ela olha para o horizonte
Lá no fim do mar
Procurando alento

Tentou encontrar a fonte
Cansou de procurar
Amor, paz e alimento
O coração já sucumbiu

Não quer mais se enfeitar
Esqueceu o arroubamento
E cansou de imaginar
Sua esperança ruiu

Ninguém ouve seu lamento
Em silêncio, pôs se a gritar
Continua olhando o nada
A natureza brincando com seu corpo

Em um baile de conformismo dançar
Lutar contra, suar frio
Sentir ira e calmaria

Tudo ao mesmo tempo
Enquanto olha pro final do mar




Rafaela Valverde

Máscara Concentrada da Niely Gold e outras coisas...

Agora quero falar um pouco sobre cuidados com os cabelos. Já tem um tempo razoável que não falo sobre o assunto por aqui. Mas hoje quero falar sobre três coisas: primeiro, sobre a máscara concentrada hidratação chocolate da Niely; depois da tintura que usei no meu cabelo da última vez e por último sobre a mega nutrição que fiz no final de semana.

Vamos lá? Primeiro, essa máscara é muito boa e barata. O pote de 1kg custou cerca de vinte reais.  Promete hidratação, mais brilho e cabelo com fragrância glamourosa.Além de resultado imediato e profissional, emoliência e desembaraço. É indicado para todos os tipos de cabelo. Contém MaxQueratina e extrato de cacau, além de 13 aminoácidos similares a queratina, inclusive a Arginina.

O modo de utilizar é quase igual a todas as outras máscaras: Lavar,  aplicar em pequenas mechas, enluvando bem para penetrar nos fios e enxaguar. O tempo de ação é de três minutos, ou seja pode ser usada no banho também. É como geralmente hidrato meu cabelo. Caso esteja mais ressecado, pode deixar quinze. Assim é o que indica a embalagem. Eu aplico um condicionador depois para fechar as cutículas. Faz diferença!

Agora o que achei do produto: muito bom. Compensa muito. Quando a gente aplica no cabelo já sente a diferença e o primeiro impacto é a emoliência. Sim, a máscara praticamente desembaraça o cabelo sozinha. E olhe que meu cabelo embaraça muito, Mas com a máscara foi mais tranquilo. Sabendo aplicar direitinho, com mechas finas e enluvando bem, o resultado é maravilhoso. O cabelo fica macio (eu amo cabelo macio) definido, com aspecto de hidratado mesmo e com muito brilho. É um brilho realmente muito bom. Gostei e recomendo, viu?




E por falar nessa máscara, quero dizer que a utilizei para  fazer uma mega nutrição/ hidratação com aveia. Pois bem, fiz um mingau com a aveia (sem o leite), mexi até engrossar e logo que tirei do fogo peneirei e aquele gelzinho que foi saindo coloquei em um pote plástico junto com uma colher e meia dessa máscara e a mesma quantidade de azeite de oliva. Conforme uma receita que vi na internet, passei no cabelo antes de lavar, como se fosse uma umectação, passando em mechas finas, enluvando. Senti a maciez do cabelo na hora. Nem tive muito trabalho para desembaraçar. Coloquei um saco plástico e deixei mais ou menos uns quarenta minutos. Depois lavei com shampoo e condicionador normalmente. O resultado foi incrível. Muita definição e brilho. Sinto logo a nutrição também, o cabelo fica diferente.

Agora vou falar da tintura. Então, em abril retirei a tinta preta do meu cabelo, como vocês já sabem. Descolori e joguei um castanho claro por cima. O meu cabelo é um castanho médio. Mas há alguns anos não sei como é a cor original dele. Então a retirada do preto foi com essa intenção, voltar a cor natural. Mas andei numa maluquice  de querer ficar loira sozinha em casa e acabei clareando com um loiro bem claríssimo. Não ficou legal. Manchou, ficou alaranjado. Estava me sentindo muito feia e resolvi cobrir e realmente respeitar a cor natural do meu cabelo.

A tintura que utilizei das duas vezes foi Biocolor. É bem baratinha e resolvi experimentar. Agora, dessa vez para cobrir a cor mais clara foi essa cor abaixo. Comprei esse louro escuro clássico porque segundo a funcionária da farmácia onde comprei as tinturas com final zero possuem melhor cobertura. E realmente cobriu muito bem, cobriria melhor se eu tivesse comprado duas, mas ainda assim gostei do resultado. É uma boa tintura e vem acompanhada de um condicionador para usar uma vez por semana durante quatro semanas. Esse condicionador é bem legal e deixa o cabelo bem hidratado. É isso, decidi respeitar o volume e cor naturais do meu cabelo. E agora desisti de mantê-lo médio. Quero ficar com cabelão!

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Rafaela Valverde

sábado, 14 de outubro de 2017

A Hora da Estrela - Clarice Lispector

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Já li A Hora da Estrela pela segunda vez esse ano. Eu já havia lido em algum momento da minha pré adolescência, mas não tinha nenhuma memória dele. Macabéa é uma personagem bastante conhecida na literatura brasileira. Clarice Lispector em seu último livro marcou a literatura brasileira com a estória da nordestina datilógrafa que mal sabia escrever. Em 1977, ano de sua morte, a escritora nos trouxe a rica estória da pobre mulher nordestina que "só sabia chover."

Além da história de Macabéa, narrada pela figura masculina de Rodrigo S.M já que mulheres narrando estórias é de uma pieguice sem tamanho, então tomem um homem! E assim o livro que tem treze títulos inicia a partir da voz deste homem, que além de contar a história de Macabéa, algo que pouco conhecia, ainda reflete sobre a função do escritor, sobre a ação de escrever e funciona (se coloca ou é colocado) como alter ego de Clarice.

Eu não estou aqui para escrever uma simples resenha do livro. Contar como se dá a história, descrever e analisar personagens, essas coisas... Não! Há muito disso por aí. Estou aqui para contar para vocês o que esse livro, essa história, esse personagem e esse narrador significam para mim. E talvez eu ainda não consiga deixar isso muito claro, mas pelo menos posso tentar.

Pois bem, no início, a presença de Rodrigo me causou certa estranheza. Mas o que esse homem pensa que está fazendo? Ele nem sabe o que quer contar e como contar. Mas confesso que fui me acostumando e reconheço que ele conseguiu cumprir bem a missão de nos trazer Macabéa, a alagoana insignificante que fora para São Paulo para 'melhorar" de vida. E "é claro que a história é verdadeira embora inventada..."

Macabéa aprendera com a tia a bater à máquina. Muito mal, poque era quase analfabeta. Macabéa era tola. "Ela como uma cadela vadia era teleguiada exclusivamente por si mesma. Pois reduzira-se a si." Ela nunca se viu, nunca se olhou no espelho por ter vergonha. Macabéa era sem atrativos. Macabéa era virgem. Sim, virgem! Ela mal vive, somente inspira, expira, inspira e expira... Macabéa é incompetente, ouve rádio-relógio com anúncios e cultura. E adora. Marias dividem o quarto com ela. Assim que vive essa nordestina: amontoada em um quartinho amorfo que pode muito bem ser igual a sua vida. Mas ela nunca perdera a fé, apesar de não saber em que deus acreditar. Era desencantadora aos olhos do mundo. Esta era Macabéa. Ou é. Porque ela ainda vive, apesar de morta. Mas ela não é só isso. Dentro de sua pequenez há algo muito maior. Quer saber? Leia as retorcidas palavras narradas por Rodrigo S.M porque eu agora hei de me calar.

Rodrigo afirma que escrever não é fácil. E não é mesmo. Ele, assim como todos os escritores, vê a escrita como uma fuga, como única alternativa para o cansaço da mente e da alma. O narrador fala de se preparar para falar sobre a nordestina. É preciso se igualar ao nível dela para que se consiga  escrever sobre a vida medíocre que ela levava. E isso não é fácil. Se abster de sua própria vida para compor ou descrever uma personagem como essa... Pobre, pobre de espírito, sem atrativos, moça infeliz...

O livro traz poucos personagens. O livro em si é pouco, mas um pouco que preenche a grandiosidade literária que se propõe. Glória, a colega de trabalho de Macabéa; o chefe, cujo nome agora eu esqueci; Olímpico, o namorado; as Marias, já citadas acima e a cartomante. Ainda há a tia de Macabéa que aparece in memorian e não deixa de ser marcante devido a seu relacionamento abusivo com a sobrinha. Havia o relacionamento abusivo também com Olímpico, o namorado. Que bom que hoje temos esse termo para nomear esse tipo de relacionamento. Até Glória maltratava a nordestina. Todo mundo a maltratava. Parece que ela atraía...

A morte, a aflição, a culpa, a crítica, a angústia e a briga com si mesmo - o auto-embate - como eu carinhosamente chamei, são temas que permeiam todo o livro. Por mais que não estejam explícitos, estão ali. O tempo todo. É só prestar atenção. A crítica literária e o preconceito sofrido por Clarice, por ser mulher também estão presentes. Há ainda de se ressaltar referências ao Nordeste e a Recife, terra onde viveu nossa autora. Eu vejo esse livro de muitas formas diferentes. A Hora da estrela é somente uma: a derradeira. Só se é estrela uma vez. Só se tem hora uma vez. Nada mais que isso... Eu vejo, entre outras coisas, a grande despedida de Clarice através deste livro, através de Macabéa, sua insignificante e grandiosa personagem. A personagem com nome esquisito que foi apresentada e narrada por um homem, fato que simbolizou, talvez, a voz feminina que tentaram calar.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O dia em que me dei conta

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Eis que atingi a minha liberdade
Posso ver o crepúsculo e o amanhecer
Sem ter que explicar o que meus olhos contemplam
A desejei desde a tenra idade
Sempre que o instante se desfaz
Sempre quis crescer
Quando ia dormir
Queria ser adulta
É o que as pessoas inventam
Que podemos sair
E fazer o que quiser
Mas hoje ando mergulhada num tantofaz
Uma cansada vadia
Mergulhada em golfos de solidão
Curtindo azia 
Dor e desalento
Agora pouco importa a liberdade
Não posso usufruir
Mundo capitalista ingrato
Me fez desatento
Tenho várias idades
E sei quem posso atrair
Ora, eu não atraio mais ninguém!
Eu sou um peso morto
Que nem aguenta claridade
Precisando de um trato
Mais um vintém
Terá troco
Toda essa maldade
Que tenho vivido
Mas tenho liberdade
Isso é sabido
Por alguém
Em algum momento
Que amanhece preso, sufocado
Eu não
Acordo bem
Sou livre, não sou covarde.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tá bom - Los Hermanos


Senta aqui
que hoje eu quero te falar
não tem mistério não
é só teu coração
que não te deixa amar
você precisa reagir
não se entregar assim
como quem nada quer
não há mulher irmão que goste dessa vida
ela não quer viver as coisas por você
me diz cadê você aí
e aí não há sequer um par pra dividir

senta aqui
espera que eu não terminei
pra onde é que você foi
que eu não te vejo mais
não há ninguém capaz
de ser isso que você quer
vencer a luta vã
e ser o campeão
pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
me diz se assim está em paz
achando que sofrer é amar demais



Rafaela Valverde

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mini resenha creme para pentear Niely Gold Mega Brilho

Comprei dia desse o creme para pentear da Niely Gold Mega Brilho. Nunca tinha usado creme para pentear dessa marca, mas resolvi comprar para experimentar. Ele custou 7.99 e tem Max Queratina e promete brilho diamante (3 vezes mais brilho) e alinhamento das cutículas, com ação anti-opacidade. E é principalmente indicado para cabelo opacos e sem brilho, obviamente.


O creme possui filtro UV e a fórmula MaxQueratina contém 13 aminoácidos similares a queratina da fibra capilar, entre eles a Arginina, que age reestruturando os fios. Essa é a descrição que está atrás do produto. E agora o que eu achei: primeiro o cheiro é muito bom e fica um bom tempo no cabelo.Além disso, deixa os cachos macios e definidos e sim, o brilho fica muito bom. Creme aprovado!



Rafaela Valverde



sábado, 26 de agosto de 2017

Hidratação de amido de milho

Fiz uma mega hidratação hoje. Com amido de milho, máscara e uma ampola de vitaminas.  Vou explicar direitinho: Dissolvi uma colher de amido em meio copo de água, depois fervi mexendo sempre como se fosse um mingau até chegar nesse ponto aí. A dica para não embolar é justamente dissolver antes e mexer bem em fogo médio/baixo.


Em seguida deixei esfriar. Coloquei na geladeira uns minutinhos para esfriar mais rápido. Em seguida, misturei uma colher dessa máscara abaixo, que é muito boa (e barata!) da marca Monange. Já fiz resenha sobre ela aqui no blog. Esta resenha aqui ó: Resenha Monange.


Misturei com essa ampolinha que custou 1,50  com as vitaminas  A, E e B5. promete devolver a maciez e a força, regenerando e hidratando os fios.


 Misturei tudo e depois de lavar o cabelo separei em mechas pequenas e fui aplicando a hidratação, enluvando bem e desembaraçando com o pente. Quanto mais finas forem as mechas e quanto mais produto for aplicado nelas melhor o resultado. Isso é comprovado por mim. Hahaha Nada de pão durice, taca lhe hidratação e enluva bem. Mas depois enxágua bem também. Depois passei um condicionador que veio com a minha tintura. Depois falo sobre ela aqui.



Rafaela Valverde

Como cuido do meu cabelo

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Hoje tirei o dia para falar de cabelo e esse primeiro texto é sobre como eu cuido do meu. Já fiz esse texto aqui anteriormente mas agora quero repetir porque mudei algumas coisas. Então, a primeira coisa é lavar o cabelo a cada três ou quatro dias. Eu faço isso por que sei que mantendo meu cabelo limpo evito problemas no couro cabeludo, além disso, manter o cabelo sempre limpo e lavar a cabeça massageando com as pontas dos dedos fazendo movimentos circulares estimula o crescimento.

O segundo cuidado que tenho com meu cabelo é sempre que lavo, hidrato. é muito raro eu lavar o cabelo e não usar pelo menos aquelas máscaras de ação rápida, de três minutos. Hidratação sempre. Além disso, às vezes faço umectações  com óleos e uso vinagre de maça no couro cabeludo para evitar fungos e também pelo cumprimento. O vinagre de maçã dá brilho e ajuda a fechar as cutículas.

Sempre invento alguma hidratação mais caprichada nos finais de semana que é quando eu posso ficar mais tempo com elas na cabeça. Geralmente fico 40 minutos com essas hidratações mais encorpadas. Enxáguo bem, mas bem mesmo e depois passo condicionador. Sim, condicionador depois da hidratação, ele encerra o processo e fechas as cutículas que foram abertas pelo xampu e tratadas pela máscara. E por falar em xampu: pouca quantidade, hein! E só na raiz. Nada de shampoo nas pontas, já que ressecam. No momento do enxague, que o shampoo descer, ele lava o comprimento. Ah, ao menos uma vez a cada quinze dias, lavo o cabelo com a cabeça pra baixo, no tanque. Dizem que também estimula o crescimento.

Ás vezes, quando faço umectação ou quando percebo que o cabelo está mais sujo, faço duas aplicações de shampoo, mas enxáguo bem e como já disse, quase todas as vezes eu hidrato. Por último: quase sempre que vou tomar banho e não vou molhar o cabelo, eu uso um saco plástico para que a umidade não enfraqueça os fios e nem destrua minha definição, hahaha. E quase sempre durmo com uma camisola velha de cetim enrolada no travesseiro. Esse é o cuidado que eu menos tenho porque não sofro muito com frizz não. É isso. Esses são os principais cuidados que tenho com meus amados cachos.

Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Quero pedir desculpas a todas as mulheres - Rupi Kaur

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quero pedir desculpas a todas as mulheres

que descrevi como bonitas

antes de dizer inteligentes ou corajosas

fico triste por ter falado como se

algo tão simples como aquilo que nasceu com você

fosse seu maior orgulho quando seu

espírito já despedaçou montanhas

de agora em diante vou dizer coisas como

você é forte ou você é incrível

não porque eu não te ache bonita

mas porque você é muito mais do que isso


Que coisa linda!


Rafaela Valverde

Uma lista de tarefas para o amor próprio - Key Ballah

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- Lave sua pele com água morna.
- Use o dedo indicador de sua mão direita para comer mel direto do pote.
- Escreva uma carta de amor para si mesma.
- Peça para sua mãe dizer o quanto ela te ama. Ouça com cuidado a verdade em sua voz.
- Diga ao seu pai que você o perdoa.
(Tente perdoá-lo, por mais clichê que isso soe, o perdão é na verdade para você).
- Leia o primeiro capítulo do seu livro favorito, se você não conseguir parar, leia o quanto conseguir.
- Saia de casa. Não importa o clima, mesmo que você só fique em uma varanda, mesmo que seja apenas por alguns segundos. O ar fresco queima a tristeza.
- Se alongue…
- Toque todas as suas cicatrizes e relembre seus aniversários, lembre-se de quão longe você veio.


Eu amei esse texto!


Rafaela Valverde

Metonímia - Angélica Freitas

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alguém quer saber o que é metonímia
abre uma página da wikipédia
depara com um trecho de borges
em que a proa representa o navio

a parte pelo todo se chama sinédoque

a parte pelo todo em minha vida
este pedaço de tapeçaria
é representativo? não é representativo?

eu não queria saber o que era
metonímia, entrei na página errada
eu queria saber como se chegava
perguntei a um guarda

não queria fazer uma leitura
equivocada
mas todas as leituras de poesia
são equivocadas

queria escrever um poema
bem contemporâneo
sem ter que trocar fluídos
com o contemporâneo

como roland barthes na cama
só os clássicos


Rafaela Valverde

Livro Machado - Silviano Santiago - Parte I

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Texto escrito para avaliação da disciplina O Cânone Literário Brasileiro do curso de Letras Vernáculas da UFBA, onde estudo.


Machado é um romance que não é romance. Uma biografia que vai além dos fatos da vida de alguém. Ensaio que já é o espetáculo. Espetáculo protagonizado pelo mímico do Cosme Velho, Machado de Assis. Retratada já em sua fase final, a vida de Machado de Assis foi bastante complexa.

Descendente de escravos, Machado sempre viveu de forma humilde. Conviveu com a escravidão durante grande parte da sua vida, até a abolição. Esta temática esteve bastante presente em sua obra. O livro retrata, porém os últimos quatro anos da sua vida. A partir de cartas escritas entre 1905 e 1908, Silviano Santiago construiu a grande obra biográfico-ensaística-romanceada-pitoresca e rica.

Além de uma grande homenagem, Machado pode ser considerado um bom almanaque de literatura. E não só brasileira. E não só de literatura. Almanaque de história, crítica literária e dos últimos momentos da vida do Bruxo do Cosme Velho.

Como o próprio Silviano Santiago declarou em uma de suas entrevistas: não era possível escrever um livro simples sobre a vida de alguém tão complexo como Machado de Assis. Por isso, o livro tão multifacetado. Não dava para ser uma simples biografia narrando fatos da sua vida e descrevendo dados e anos. Um romance simples, porém, não bastaria. Fazia-se necessário um livro grandioso, para a posteridade.

É claro que a intenção de fazer um livro como esse não é apenas homenagear um grande escritor e o fundador da Academia Brasileira de Letras. Não. Silviano quer deixar para o futuro, algo de si mesmo. O que ele próprio sabe sobre literatura. Seu mestrado na França, ilustrado pelo grande conhecimento em Flaubert não deixa mentir. Além disso, inicia- se a consagração do escritor como cânone da sua geração. Já que Machado foi e ainda é um autor legitimado no Brasil e no mundo. Há ainda de lembrar que o processo de urbanização do Rio de Janeiro, fator que incomodava muito o Bruxo do Cosme Velho, se comparava desde sua composição ao processo de urbanização de Paris. Onde quem esteve? Silviano. Eles estão ligados. Silviano Santiago se liga a Machado. Sua ligação com o escritor está também no fato de que Silviano nasceu, anos depois, na mesma data de morte do mímico: 29 de setembro. Silviano estende seu vínculo. Ele se transporta para o início do século XX e teima em conviver bem próximo ao grande escritor brasileiro.

O livro traz diversas imagens, mas nem precisava: com a confusão organizada entre narrador, autor e personagens, a trama já se estampa. Com uma bem feita metalinguagem, o livro consegue narrar, com literatura, a própria literatura. Além disso, há a descrição detalhada da urbanização do Rio de Janeiro, com seus principais meandros e consequências sociais.

Como já sabemos o cânone ou os cânones são listas de leituras escolhidas e implementadas por alguém. E que esse alguém geralmente é formado por mais de uma pessoa ou até mesmo instituições. Principalmente as universidades e seus grandes doutores críticos. Há a certeza, é claro que essas pessoas e universidades estão imbuídas de poder. A ideia de cânone foi criada e consolidada ao longo da história ocidental. Quando a igreja mandava, o cânone existia para determinar o que os fieis podiam ler ou não. E quem mais já teve poder nesse mundo que a igreja? 

Machado de Assis está no cânone. Ouso até dizer que Machado é ele mesmo, um cânone. Além de escritor, já respeitado na sua época, funcionário Público nomeado pelo imperador, Machado foi também o fundador da Academia Brasileira de Letras, como todos nós já sabemos. Antes, os encontros literários eram realizados na livraria Garnier. Os encontros cresceram tanto que nasceu a academia. A própria ABL – um siglazinha carinhosa – já estabelece um cânone. A lista de cadeiras dos imortais que ali se encontram confirmam bem isso. A rejeição do desconhecido Mário de Alencar também.


Continua...


Rafaela Valverde

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Crepúsculo e alvorecer

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Do meu olhar para o crepúsculo
A noite se vai, levando minha mensagem
Para algum lugar
Para alguém
Que eu nem sei se vai receber
Que talvez nem vá ligar
Na manhã seguinte o pensamento volta
Como se o destinatário tivesse virado remetente
Já nem sei o que quero dizer
Penso em uma coisa
Falo outra
Mais uma vez chega o anoitecer
E com ele eu penso em você
Isso é tudo tão estúpido
Você nem estar mais lá
Para se importar
Para receber o que eu digo
Mais uma madrugada
Um alvorecer
Momentos de transição que me angustiam
Mudam de cor
Mas não mudam minha situação
De sempre te querer.



Rafaela Valverde


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Minha poesia

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Ainda tenho um poema
Desde aquela manhã
Sem fórmula, sem teorema
Só o que chegar na mente
Sobre o que eu senti quando
o sol daquele dia nasceu.
Meu peito ainda sente
O ardor daquele momento
Em que minha resistência morreu
Ainda tenho algumas rimas
Mesmo que não sejam boas
Dessa coisa que me alucina
E me faz rir à toa
Rimas sem harmonia
Versos desarrumados
É essa minha poesia
Apenas regular
Não sou nenhuma gênia
do poema.
Sei que muitas vezes vou falhar.
Mas eu só quero dizer o que sinto
Lançar para os quatro cantos do mundo
Para que eles vejam o quanto é bonito.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Hidratação de café

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Fiz no último final de semana a hidratação de café que já tinha ouvido falar há um tempo. Gostei do resultado e vou contar aqui para vocês como fiz, como apliquei e o resultado. Vamos lá!

Peguei duas colheres de máscara que eu tinha aqui. Ou seja, pode ser a máscara hidratante que você já usa. Depois, duas colheres de pós de café normal, sem  ser solúvel, uma colher de mel e duas de azeite de oliva extra virgem. Misturei bem e apliquei no cabelo. Dividi em pequenas mechas e fui enluvando. Fiz uma sujeira danada. Quando terminei estava toda suja de café. Os braços, o pescoço... Mas vale a pena!

Deixei cerca de quarenta minutos e enxaguei bem. Precisa de um tempinho, paciência e muita água para tirar todo o produto da cabeça. Depois de enxaguar, passei condicionador nas pontas e deixei cerca de dois minutos, penteando com os dedos. Enxaguei bem e depois finalizei normalmente.

O resultado que eu tive com essa hidratação maravilhosa foi brilho, definição, maciez. O cabelo ficou muito bom, como já há algum tempo eu não via. Amei o resultado e mesmo hoje, depois de já ter lavado de novo o cabelo ainda continua macio e com um brilho incrível. E creio que a hidratação deve nutrir o cabelo também, já que o café tem muitos minerais, além dos nutrientes do mel e do azeite. Fica um pouco de cheiro de café, mas não muito forte. Pelo resultado que dá, vale muito a pensa. Recomendo essa hidratação.


Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Saber viver - Cora Coralina

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Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar


Rafaela Valverde
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