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sábado, 22 de julho de 2017

Só posso dizer - Nando Reis




Tenho pensado muito nessa música. E escutado. E refletido  sobre minha vida, através dela. Linda música. Amo Nando Reis. Vejam o clipe e acompanhem com a letra. 

Cada um de nós tem o seu próprio jeito de ser
Mas tudo que foi feito
Só fizemos juntos
Porque você ouviu a minha, e eu, a sua voz
Tudo que dissemos sempre teve efeito mas sobra
Um ou outro aspecto
E o inverso do direito é a busca do desejo sem culpa

Protegem as flores
Seus espinhos
Preferem os cactos
Que a solidão da noite assista a flor
Quando se abre

Mas eu só posso dizer
Que eu só fico bem ao seu lado
Eu já tentei com outro alguém
Mas não consigo dormir sem seus braços

Vou dizer
Que eu só fico bem ao seu lado
Eu já tentei com outro alguém
Mas não consigo dormir sem seus braços

Cada um de nós tem um enorme respeito e após
Todo esse tempo
Que estivemos juntos
Você lutou por mim, e eu por você
Tudo que enfrentamos sempre demos um jeito tão nosso
É isso que eu adoro
O inverno é o silêncio
É quando a terra aguarda

Protegem as flores
Seus espinhos
Preferem os cactos
Que a solidão da noite assista a flor
Quando se abre

Mas eu só posso dizer
Que eu só fico bem ao seu lado
Eu já tentei com outro alguém
Mas não consigo dormir



Rafaela Valverde

sábado, 15 de julho de 2017

Lua Adversa - Cecília Meireles

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Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...




Rafaela Valverde

Não é mulher livre que não serve para namorar, e sim homem machista!

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Alguns homens dizem que não são machistas, mas são. Vivem afirmando que não tratam mulheres como objeto mas mexem com a gente na rua; vivem dizendo que não fazem separação de mulher para namorar X mulher para comer e vivem deixando mulheres livres com a sensação que só servem para serem comidas.  Eles vivem dizendo coisas que não fazem na prática.

Conheci pouquíssimos homens que realmente não tiveram esse pensamento retrógrado de que mulher 'dada' ou 'atirada' ou sabe lá Deus o que mais eles inventam sobre mulheres que transam quando querem e que fazem o que estão afim com seu próprio corpo. É impressionante como adoram rotular mulher livre. A primeira palavra que vem à boca desses homens é puta.

Ainda existe muito machismo nas cabeças masculinas, por mais que eles não percebam, reproduzem. Alguns homens acreditam fortemente que mulheres que vão à balada e usam roupa curta, por exemplo, não servem para namorar, casar, etc. Ainda escuto isso. O que eu quero é que os homens entendam que as mulheres, contanto que queiram, servem para qualquer coisa: casar, namorar, ter filhos...

Eu já senti esse olhar sobre mim e não só o olhar. Hoje nem tanto, porque estou bastante sossegada, excluí o Tinder e não pego nem gripe. Mas na minha época de pegação, cheguei a ouvir que eu era muito "dada" e muito polêmica. Que falava alto e que alguns homens poderiam ter "receio" em me levar para conhecer os pais. Sim, mesmo nas entrelinhas, foi o que eu ouvi. A parte do 'falar alto' foi bem direto mesmo, sem entrelinhas.

Eu faço a porra que eu quiser. Eu sento de pernas abertas, falo alto, xingo, bebo e minha gargalhada é estrondosa. Não sou obrigada a ser uma mocinha delicada e submissa para agradar macho. Mas percebo que é isso que eles procuram para namorar. A submissa que eles podem manobrar. Se for para ser solteira, serei a vida toda, porque nunca, mas nunca mesmo deixarei de ser eu mesma.

Enfim, então é isso, homens. Parem de tratar mulheres livres como mulheres que não prestam para vocês. Porque eu acho que na verdade, são vocês que não prestam para esses mulherões da porra que estão por aí sozinhas. Acordem! Todo mundo serve para todo mundo. Todo mundo serve para casar, namorar, trepar... Mas, 'homis' machistas talvez não sirvam para ninguém. Tomem cuidado, porque o jogo já está virando.




Rafaela Valverde


domingo, 2 de julho de 2017

Enredo para um tema - Adélia Prado


Ele me amava, mas não tinha dote,
só os cabelos pretíssimos e um beleza
de príncipe de estórias encantadas.
Não tem importância, falou a meu pai,
se é só por isto, espere.
Foi-se com uma bandeira
e ajuntou ouro pra me comprar três vezes.
Na volta me achou casada com D. Cristóvão.
Estimo que sejam felizes, disse.
O melhor do amor é sua memória, disse meu pai.
Demoraste tanto, que...disse D. Cristóvão.
Só eu não disse nada,
nem antes, nem depois.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Você vicia


Sabe, você vicia!
Quando de manhã
Me levanto
Penso no dia
Que estarei em seus braços
Mas isso não vai acontecer
Desesperança
Desespero
Lágrimas
Me sinto adoecer
Porque preciso de você
E você não está aqui
Sou uma noite fria
Sem você
E um dia florido
Quando escuto a sua voz
em minha cabeça
Sabe, espero que um dia
eu te esqueça!
Mas não sei, viu?
Alguém me disse que não
Porque você vicia!




Rafaela Valverde

Rios sem discurso - João Cabral de Melo Neto


Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloqüência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase e frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate



Rafaela Valverde

Filmes Corra e Mulher Maravilha

Ha alguns dias fui assistir no cinema dois filmes, o primeiro 'Corra' na Sala de Arte da UFBA, que fica no Vale do Canela e o outro foi Mulher Maravilha, no cinema do shopping da Bahia. Como vocês sabem, ir ao cinema é uma das coisas que mais gosto de fazer. Geralmente vou sozinha, que é outra coisa que gosto bastante.

Não vou falar muito sobre os filmes não, mas sobre os cinemas e sobre as experiências. Primeiro, o cinema da UFBA é bem tranquilo, vazio (só tem uma sala). Tem café e salgados gostosos. Eu gosto muito daquele lugar e como sou aluna da UFBA pago 7,00 ou 4,00 a depender do horário e amo mais ainda.. Fora que sentei ao lado de um boy lindo quando fui ver Corra, mas isso não vem exatamente ao caso.

 O suspense Corra foi lançado no dia 18/05 desse ano. Dirigido por Jordan Peele e com atuações de Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, entre outras, traz a história do jovem negro Chris (Daniel Kaluuya) que vai conhecer a família da namorada branca e lá encontra muitas surpresas



.Já Mulher Maravilha nem é o estilo de filme que eu costumo ver. É mais um filme de Super Herói da DC, ou seria apenas mais um filme. Mas houve tanto burburinho logo nos primeiros dias de estreia, que indicava que era um filme que podia valer a pena ser visto. Daí eu fui ver e gostei. Não é um filme extraordinário, é apenas um filme de aventura, de heróis ou heroínas. Muita ação e luta, com grande protagonismo para a atriz  Gal Gadot, intérprete da mulher maravilha. Ela é linda e segurou bem o filme. O filme conta ainda com atuações de Chris Pine, Connie Nielsen e foi dirigido por Patty Jenkins. Não vou falar muito sobre o filme, porque ele é bem parecido com a maioria de filmes que existem por aí, mas para mim o grande destaque feminista dele é que a "mocinha", apesar de exageradamente ingênua, não depende do galã (galã feio, por sinal) para nada e o final feliz é bem diferente. Gostei especialmente disso. Ainda estão em cartaz. Vão ver!




Rafaela Valverde



sábado, 24 de junho de 2017

Em Chamas - Suzanne Collins ♥


Reli Em chamas de Suzanne Collins. O livro foi lançado em 2011 e eu li pela primeira vez em 2015. Eu amo a trilogia Jogos Vorazes, como vocês já sabem. Em Chamas é o segundo e traz novamente Katniss Everdeen e Peeta Mellark que mudaram os Jogos Vorazes e desafiaram a Capital. Nesse livro eles retornam à Arena.

Tudo parece diferente e ao mesmo tempo o mais do mesmo, mas o casal desafortunado do Distrito 12 não sabem nada do que os esperam pela frente. Eu gosto de Em Chamas porque ele não funciona como um intermediário, apenas para encher linguiça, preparando os leitores para o último livro. Não, esse livro traz emoções diferenciadas. 

Mais uma vez sentimental e ao mesmo tempo duro. Distópico, futurista, crítico das ações humanas, politico, feminista. As aventuras dos tributos que voltam à Arena para começar o 75º Massacre Quaternário são bem diferentes, a Arena funciona com uma nova dinâmica. Mas eles não estão lá ocm objetivo de matar uns aos outros e apenas um vencedor. É muito mais que isso. Dessa vez, o inimigo é outro... Ou sempre foi? Maravilhoso, amo!


Rafaela Valverde

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Em Código - Fernando Sabino

 Gente, quando eu era criança e adolescente eu adorava ler  o que Fernando Sabino escrevia. Especialmente os contos e as crônicas. Li esse num livro de Irandé Antunes ontem e me lembrei desse período. Quis trazer para vocês, meus leitores. Aproveitem!



Fui chamado ao telefone. Era o chefe de escritório de meu irmão:
- Recebi de Belo Horizonte um recado dele para o senhor. É uma mensagem meio esquisita, com vários itens, convém tomar nota: o senhor tem um lápis aí?
- Tenho. Pode começar.
- Então lá vai. Primeiro: minha mãe precisa de uma nora.
- Precisa de quê?
- De uma nora.
- Que história é essa?
- Eu estou dizendo ao senhor que é um recado meio esquisito. Posso continuar?
- Continue.
- Segundo: pobre vive de teimoso. Terceiro: não chora, morena, que eu volto.
- Isso é alguma brincadeira.
- Não é não, estou repetindo o que ele escreveu. Tem mais. Quarto: sou amarelo, mas não opilado. Tomou nota?
- Mas não opilado - repeti, tomando nota. - Que diabo ele pretende com isso?
- Não sei não, senhor. Mandou trasmitir o recado, estou transmitindo.
- Mas você há de concordar comigo que é um recado meio esquisito.
- Foi o que eu preveni ao senhor. E tem mais. Quinto: não sou colgate, mas ando na boca de muita gente. Sexto: poeira é minha penicilina. Sétimo: carona, só de saia. Oitavo...
- Chega! - protestei, estupefato. - Não vou ficar aqui tomando nota disso, feito idiota.
- Deve ser carta em código ou coisa parecida - e ele vacilou: - Estou dizendo ao senhor que também não entendi, mas enfim... Posso continuar?
- Continua. Falta muito?
- Não, está acabando: são doze. Oitavo: vou mas volto. Nono: chega à janela, morena. Décimo: quem fala de mim tem mágoa. Décimo primeiro: não sou pipoca, mas também dou meus pulinhos.
- Não tem dúvida, ficou maluco.
- Maluco não digo, mas como o senhor mesmo disse, a gente até fica com ar meio idiota... Está acabando, só falta um. Décimo segundo: Deus, eu e o Rocha:
- Que Rocha?
- Não sei: é capaz de ser a assinatura.
- Meu irmão não se chama Rocha, essa é boa!
- É, mas foi ele que mandou, isso foi.
Desliguei, atônito, fui até refrescar o rosto com água, para poder pensar melhor. Só então me lembrei: haviam-me encomendado uma crônica sobre essas frases que os motoristas costumam pintar, como lema, à frente dos caminhões. Meu irmão, que é engenheiro e viaja sempre pelo interior fiscalizando obras, prometera ajudar-me, recolhendo em suas andanças farto e variado material. E ele viajou, o tempo passou, acabei me esquecendo completamente o trato, na suposição de que o mesmo lhe acontecera.
Agora, o material ali estava, era só fazer a crônica. Deus, eu e o Rocha! Tudo explicado: Rocha era o motorista. Deus era Deus mesmo, e eu, o caminhão.


Rafaela Valverde

domingo, 18 de junho de 2017

Nossas escolhas são responsabilidade nossa


As pessoas estão deixando  suas vidas e decisões a cargo de Deus e da vida. A vida é imprevisível. É o que dizem. Mas e onde ficam nossas escolhas, nossas experiências, inteligência e livre arbítrio? Não acho que dá para deixar tudo a cargo da vida. Como Zeca Pagodinho que queria: "deixa a vida me levar..." Isso nos exime de responsabilidade e até mesmo de culpa quando algo não dá certo.

E quando dá certo também é possível que deixemos tudo a cargo da vida e/ou de Deus. Mas e nossos méritos? E nossa luta diária para sobreviver e para viver da melhor forma possível? E quando nos inscrevemos em determinado concurso e estudamos pacas e acabamos passando na prova, foi total responsabilidade de Deus e da vida? Foi sorte? Apenas sorte? Ou ralamos pra caramba e escolhemos estudar ao invés de ir à baladas?

Há muito o que se pensar sobre isso, especialmente quando dizemos que o futuro a Deus pertence e que não sabemos o que acontecerá daqui há dez anos, tirando nosso corpo fora de determinadas situações e decisões que devem ser tomadas. É claro que não sabemos mesmo. Isso eu não posso negar. Ninguém sabe o que será da sua vida daqui há dez anos, mas é possível que se tenha certa noção de como será nossa vida a depender de nossas atitudes hoje.

Nossa, daqui a dez anos eu não sei como será minha vida mesmo, então não vou aproveitá-la, não vou estudar, nem trabalhar, nem juntar dinheiro, nem construir uma carreira, nem fazer amigos, nem construir uma relação, ou amar e me envolver com alguém, porque o futuro a Deus pertence. Ah, me poupe! Você é uma pessoa covarde que tem medo de dar dois passos sozinha para depois não se sentir culpada e joga a responsabilidade de suas escolhas para Deus, ou para a vida, ou para o universo. 

Primeiro seria bom começar a crescer primeiro e assumir as consequências de nossos atos. Acho de uma covardia e infantilidade sem tamanho dizer que a vida é imprevisível, só por que não tem coragem de tomar decisões próprias. Eu posso não estar no controle total e absoluto da minha vida, já que não faço ideia quando vou morrer, por exemplo, mas ainda assim sei que sou totalmente responsável pela minha vida, pelas minhas decisões e escolhas e não Deus. Deus nos deu livre arbítrio e tem  gente que ainda continua jogando as coisas para que Ele resolva. Isso, para mim, é fraqueza, é covardia.  É falta de firmeza e falta de conhecimento de si próprio, de suas capacidades. É isso que eu penso sobre esse assunto e vocês, o que acham? Contem para mim.




Rafaela Valverde


Série Blindspot


Terminei ontem a primeira temporada da série Blindspot. E gostei muito. A série é americana, estreou em 2015 e foi criada por Martin Gero. O elenco conta com  Jaimie Alexander, Sullivan Stapleton, Rob Brown, entre outros. É uma produção de drama, suspense e ação que ainda está em andamento.

A série traz a história de agentes do FBI que se veem envolvidos em vários casos criminais e de corrupção, a partir de uma mulher, Jane Doe (Jaimie Alexander). com o corpo todo tatuado deixada em uma mala, sem roupas e desmemoriada, em uma das ruas de Nova York. Em uma das tatuagens há o nome do agente Kurt Weller  (Sullivan Stapleton), que logo se sente responsável por proteger a mulher misteriosa.

Assim, diversos casos se desenrolam a partir das tatuagens de Jane. Alguns casos estão em andamento, outros ainda vão acontecer enquanto cada tatuagem é decifrada. A identidade da mulher é revelada, mas nada é o que parece. Até mesmo os flashes de sua memória que vai voltando aos poucos podem não ser exatamente o que todos pensam.

A série é cheia de mistérios e conspirações. Muita ação, drama e suspense compõem os roteiros e as cenas, que são bem construídas e montadas, com boas interpretações. Percebi que algumas peças foram deixadas soltas, o que acredito que serão resolvidas ao longo das próximas temporadas. Uma série bem feita, com boas fotografias da cidade de Nova York e das outras locações. Cenas arrebatadoras, que prendem e deixam a gente com os nervos a flor da pele. Eu gostei bastante da série e recomendo!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Diva


Quero sentir sua boca roçando em minha pele
Quero sentir seu hálito cálido
E seu cheiro de frescor
Que me deixa louca

Quando o vento brincar com meu cabelo quero que você esteja lá
Quero que você esteja em todos os momentos
Eu não sei mais disfarçar

Quero acordar ao seu lado todo dia
Olhar seu rosto relaxado
Te observar enquanto dorme
Escutar seus barulhos noturnos
Era só isso que eu queria

Mas não tenho mais expectativa
Sei que não mais me amarás
Sei que não estarei mais ao seu lado
E você não vai estar lá
Roçando sua boca em mim
E me tratando como diva



Rafaela Valverde

A vida

Vou pensar
Vou penar
Vou chorar
Vou beijar
Vou sorrir
Vou sair
Vou cair
Vou levantar
Vou suar
Vou jogar
Vou cantar
Vou dançar
Vou trepar
Vou gemer
Vou viver
Mas nunca vou te esquecer.



Rafaela Valverde

sábado, 10 de junho de 2017

Filme Lion - Uma Jornada Para Casa


Assisti no final de semana passado o filme Lion - Uma jornada para casa que foi lançado no Brasil em fevereiro desse ano e já está na netflix. Nossa, como eu amo a netflix. O filme tem no elenco, nomes como  Dev Patel, Rooney Mara, Nicole Kidman, entre outros. O filme passei entre os gêneros drama, biografia e aventura e foi gravado em parcerias com os EUA, Austrália e  Reino Unido.

Dirigido por  Garth Davis, o filme, que é baseado em fatos reais, traz a história de Saroo, um menino de cinco anos que se perdeu do irmão durante uma viagem em Calcutá. O menino passou por coisas muito difíceis até ser adotado por uma família australiana que o amou e mudou sua vida.  Passou a vida inteira sem superar o que tinha lhe acontecido e já adulto, 25 anos depois reslveu procurar sua família através da internet.

Esses momentos em quem as lembranças de Saroo se misturam com a vida atual são muito bem construídos. É um drama psicológico, a gente sente a angústia dele. Ele fica anos sem saber nenhuma notícia da mãe biológica e dos irmãos. E apesar de aproveitar as oportunidades de estudo e trabalho na Austrália,  sonha sempre em reencontrar sua outra família. 

Eu achei o filme muito bom. Foi indicado a vários prêmios, inclusive Globo de Ouro e Oscar de melhor filme. Gostei bastante do filme, me emocionei e chorei. Sim, manteiga derretida. Há tempos não chorava vendo um filme. Recomendo. As atuações são excelentes e a fotografia é incrível.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sintonia Transcendental


Sabe aquela conexão em que apenas com um olhar já se consegue entender o outro? Sabe aquela sensação que se conhece tanto o outro que é capaz de adivinhar o que ele está pensando e/ou sentindo?

Sabe aquela pessoa com quem você pode falar de tudo? Tem assunto para toda hora e a madrugada não é suficiente para tanto bate papo?
. Noites e noites são viradas conversando. Ligação mágica. Não dá para descrever nessas poucas linhas o que significa. A outra pessoa conhece cada olhar meu, cada momento em que queria falar e me calei; daí se ouve: "fala, você ia dizer alguma coisa..." Mas como assim, você sabia? É uma intimidade tão grande que é possível saber do que se trada a respirada que o outro dá em determinado momento.

Compartilham os mesmos gostos esquisitos: aquele disco de rock melancólico que ninguém conhece, aquele filme "cabeça"... Quantas horas noturnas foram gastas falando besteiras que ninguém mais entenderia. Só aquele par entende do que se trata. O par se entende. É uma sintonia transcendental. É algo que dá inveja, mas não nasceu com essa intenção. Nasceu do amor, para o amor e é sobre o amor. É a sintonia! É a transmissão de pensamentos, é a adivinhação de sensações. É tudo muito único, momentos que não se repetem.

Sabe aquele dia que você não pensa na pessoa? Não existe! O pensamento é diário, o sentimento é constante. Minuto após minuto, hora após hora, dia após dia. A gente se importa um com o outro, a gente é maravilhoso sozinho, mas, se é que isso é possível, ao mesmo tempo se completa.



Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de junho de 2017

As pessoas...

E que se dane a dieta, que se dane meu cabelo feio e a espinha cravada na minha testa. Hoje eu não estou interessada no que o espelho tem a me dizer. Não me importo mais se estou gorda, não me importo mais se meu cabelo precisa de hidratação e minha pele se comporta como se eu tivesse doze anos.

Hoje eu não quero mais me importar com o que as pessoas pensam e dizem sobre mim e sobre minha aparência. Eu gosto de ter cabelo curto, essa juba cresce demais e me transforma em escrava dele. Eu gosto de ser gorda, porque eu gosto de comer, beber e fumar. E que se danem minhas veias, meu fígado e meu pulmão. Eles não são meus, porra?

Então, quem vai morrer cedo, de câncer de pulmão e feia? Eu. Então vão procurar lavar umas panelas ao invés de me atazanar. Peguei a tesoura no armário do banheiro e comecei a cortar o cabelo. Sempre o cortei, sozinha em casa. Sempre fui muito independente em relação a mim mesma. O que me fez ficar tão abobalhada me importando com as opiniões alheias?

Talvez tenha sido uma forma de me enturmar, de me encaixar em um determinado grupo. Sabe, as pessoas impõem qualquer ideia idiota sobre nossos corpos e a gente acredita. Que coisa, mulher não pode viver em paz! As pessoas sempre me disseram que eu ficava mais bonita de cabelo comprido, as pessoas sempre me disseram que eu seria mais saudável se fosse magra; as pessoas sempre me disseram que eu seria mais feliz se gastasse rios de dinheiro com depilação e tratamentos de beleza.

As pessoas... Que se danem o que elas acham ou dizem. Eu sou preguiçosa, não gosto de cuidar do cabelo, eu gosto é de comer e por isso sou gorda. Eu gosto de ser eu mesma e por isso eu sou feliz. Pelo fato de me permitir ser eu mesma. Com minhas comidas, meu cabelo curto, meu cigarro e meus pelos.

Então, hoje eu digo, com toda convicção: que se danem as pessoas, que se dane essa porra dessa dieta e que se dane esse cabelo ridículo e mal tratado. Vou continuar sendo eu mesma, com meus noventa quilos e meu cabelo de "machão".



Rafaela Valverde

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Livro O leitor


Terminei de ler o livro O leitor. Esse livro originou o filme que deu o Oscar de melhor atriz a Kate Winslet. Inclusive, assisti o filme antes e nem sabia que existia o livro. Descobri há bem pouco tempo. Comprei o livro por dez reais com uma menina que conheci no Facebook em grupos de vendas de livros.

Confesso que demorei de ler o livro, achei ele meio paradão. Meu ritmo de leitura de livros está bem lento, sobretudo por causa da faculdade e por casa das séries hehehe. O livro foi escrito pelo escritor alemão Bernhard Schlink e publicado em 1995. A adaptação para o cinema só foi feita em 2008.

O filme é bastante fiel ao livro. Há muitos detalhes, claro, que no filme não são contados. Essa parte gostei bastante. Alguns detalhes foram esclarecidos com a leitura. A história contada é a de Michael Berg, menino de 15 anos que ao ficar doente conhece a cobradora de bondes Hanna Schmitz, que tinha 36 anos. Eles vivem um caso tórrido de paixão e Hanna pede que o "menino", como ela o chama, leia para ela em voz alta. Muitos livros são lidos, entre uma transa e outra. E assim, o menino vai se descobrindo e amadurecendo.

Alguns anos depois, quando ele já havia se afastado de Hanna e estudante de direito, encontra a mulher que outrora amou, no banco dos réus. Ela havia sido guarda nos campos de concentração do nazismo, vitimando diversas mulheres em um incêndio. Hanna tem um grande segredo e pretende abrir mão de muita coisa para preservá-lo, inclusive da sua liberdade,

Michael narra o livro. E o quadro com que nos deparamos é ele narrando sua própria culpa e tristeza durante toda a sua vida, até o instante em que finaliza o relato. Culpa, saudade, dor, tristeza, saudade. A vida dele inteira girou em torno desse amor de adolescência. Amor por uma mulher incrivelmente misteriosa e fascinante. Leiam!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O mundo do menino impossível - Jorge de Lima


Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros sinos.

Entre as estrelas e lá detrás da igreja
surge a lua cheia
para chorar com os poetas.

E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.

Mas ainda vela
o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
por Mãe-negra Noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovós lhe deram:
o urso de Nürnberg,
o velho barbado jagoeslavo,
as poupées de Paris aux
cheveux crêpes,
o carrinho português
feito de folha-de-flandres,
a caixa de música checoeslovaca,
o polichinelo italiano
made in England,
o trem de ferro de U. S. A.
e o macaco brasileiro
de Buenos Aires
moviendo da cola y la cabeza.

O menino impossível
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...

“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
“Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...

e os tacos que deveriam ser
soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...

E as pedrinhas balem!
Coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
presas nos currais de papelão!

É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!

A mamãe cochila.
O papai cabeceia.
O relógio badala.

E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira
lentamente
na parede da sala...

O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...

Chô! Chô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!





Rafaela Valverde

sábado, 20 de maio de 2017

Mulheres, não precisamos de homens!



Eu sofri mas eu aprendi algumas coisas com meus erros e meus sofrimentos. E quem sofre, erra e não aprende nada com isso? Não estou aqui querendo me sentir melhor que ninguém, apenas ratificar a tese de que os erros e dores servem para nos dar uma lição. Isso é verdade. Claro que a gente precisa ter consciência desses erros e realmente refletir sobre o que mudar. Não acontece por osmose, não é rápido, nem fácil. Demora e dói. 

Passei vários meses sentindo uma dor física, sem querer levantar da cama e passei muitas das horas desses dias pensando em que tinha falhado e que se eu não tivesse cometido determinada falha, talvez eu não tivesse em determinada situação. Mudei e virei uma pessoa mais leve com a vida. Não cobro mais tanto de mim, nem da vida, nem dos outros. Me tornei uma adulta mais leve e não me troco pela eu de cinco, seis anos atrás.

Mas e quando as pessoas sofrem, passam determinadas coisas e não mudam? Continuam cometendo os mesmos erros? Será que elas não refletiram sobre suas atitudes? E quando essas pessoas são mulheres? Uma mulher sofreu horrores em um relacionamento: perdeu tudo o que tinha construído com o outro, porque simplesmente ele lhe usurpou, quase morreu por um problema de saúde e ainda foi trocada por outra e agora "abre os dentes" para esse homem, anos depois. Não dá vontade de matar uma mulher dessa? Dá!

Eu não sei se é falta de maturidade, pois é uma mulher já bem grandinha. Eu não sei se muita falta de amor próprio, eu não sei se é o machismo, a misoginia e a sociedade patriarcal já impregnados em nosso inconsciente. Eu sinceramente não sei. A coisa está tão feia que quando a mulher erra é xingada, considerada vadia, vagabunda, sei lá. Mas quando o cara erra, a sociedade aconselha que se perdoe porque ele "é homem" e porque "todo mundo merece uma segunda chance." Então, só os homens merecem segunda chance? Porque mulheres são execradas e até mortas quando traem!

Então, isso está tão impregnado em nossa cabeça que a gente acha que não pode viver sem homem, mesmo que ele seja ruim. Chega a um determinado momento da vida em que a gente só sabe falar: "ruim com ele, pior sem ele" e acredita nisso tão veementemente que fica ali naquela relação, inerte, só esperando o dia de ser libertada por alguma magia. Não, isso não vai acontecer! Quem se liberta é a gente mesmo. E ponto.

A gente é criada e incentivada desde muito nova a procurar homem, a viver dependente de homem.  aí acreditamos que não dá para viver feliz sem ter um homem do lado, sem ter um relacionamento, sem casar. Porque somos indefesas e precisamos da defesa de um homem, A gente não sabe que dá para viajar sozinha, ir ao cinema sozinha, beber sozinha, ir à festas e shows sozinha... A gente acha que só vai ser feliz se tiver um homem para nos fazer companhia. Assim, aproveitamos a deixa e ficamos burras, esquecemos como instala computador, não aprendemos furar ou pintar uma parede e não aprendemos a ser independentes "por que temos um homem".

Mas um dia, assim como eu aprendi, a gente aprende que somos suficientes e nos bastamos. Estudamos, trabalhamos, pegamos pesado para ter nossa independência e nenhum homem vai nos dizer o que fazer, nem hoje, nem nunca. Pelo menos não a mim! Sobre os fatos relatados acima: eu, por muito menos já botei homem para correr. Mas tem mulher que sabe que está infeliz, sabe que aquele homem não presta e nunca vai mudar e continua ali. Até quando Deus quiser. Mulheres tomem posse das suas vidas! Amem, mas amem a si mesmas muito mais em primeiro lugar. É tão maravilhoso se amar, se achar linda, independente e auto-suficiente. Não há nada melhor! Aprender com nossos erros e sofrimentos, é para mim, o principal motivo deles acontecerem, então vamos levantar da cadeira e lutar por nós mesmas, pois os homens só enxergam seus próprios umbigos.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Passional


Você diz que sabe quem é
Você diz que se conhece
Você diz que me conhece
Mas, ora bolas, quem é que sabe mesmo de si?
Eu não sei, você não sabe, o mundo não sabe
O mundo nem sabe que fim terá!
O mundo não sabe nada
Agora, imagine você!
Você não sabe de nada
Eu vejo que estou em seu olhar
Mas você nega
Você é engraçado
Não se entrega
Não se apoia
É orgulhoso
Tem medo
Você diz que sabe de si
Você diz que se conhece
Você diz que me conhece
E que eu sou a mesma
Você se auto - engradece
Não que esteja errado
Se engrandeça mesmo
Brilhe mesmo
Pense em você mesmo
Mas não minimize nosso amor
Seja quem e o que você quiser
Só não ache que tudo isso é menor
Você pode não amar
Mas não desame quem ama
Você pode não se dedicar ao amor
Mas deixa minha dedicação
Você pode se conhecer
Pode me conhecer
Só não mate minha presença em seus olhos
Não esnobe meu amor
Ele, meu bem, ainda vai te salvar de você mesmo.



Rafaela Valverde


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