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sábado, 18 de novembro de 2017

Ninguém mais pega buzu direto nessa joça!

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Ninguém anda mais como quer em Salvador. Sim, estou falando do transporte público. As pessoas, nós, soteropolitanos, estamos sendo obrigados a perambular pela cidade. E do jeito que o povo dessa cidade anda devagar, já viu, né? Como assim? Explico, apesar de as pessoas que são daqui já saberem do que vou falar...

Olha, eu não sei exatamente como se dá essa questão nas outras cidades. Mas o que ouço falar é que em nenhuma capital que tem metrô as pessoas são obrigadas a usar o modal. Aqui sim! Ninguém pode mais pegar ônibus direto. Sabe aquelas amizades de buzu? Aquelas matérias da TV, lembram? Que mostravam festas juninas e aniversários realizados dentro do ônibus? Não existem mais. Sabe aquela dormidinha faceira no trepidar do buzu? Acabou!

Agora somos obrigados a pegar um ônibus em nosso bairro, descer em um terminal de transbordo, acessar uma estação do metrô conectada ao terminal e pegar um metrô, descer em outra estação do metrô, sair e pegar outro ônibus, ou a depender da estação, outro metrô e só depois pegar o buzu e finalmente chegar ao nosso destino. Ufa! Cansei!

E nosso querido prefeito junto com sua equipe de bons entendedores de trânsito e transporte ainda dizem que é mais rápido e eficiente. Ah, integração maravilhosa! Você paga antes para usar o transporte - que é uma carniça, ônibus velhos, sujos, motoristas e cobradores imprudentes e não profissionais e  muito mais - depois de pagar antes, porque só com cartões é que existe integração e com eles a gente paga antes, colocando créditos, a gente passa por longas esperas, e todos os maus tratos que todo mundo já sabe e ainda temos que ficar que nem umas baratas tontas andando para lá e para cá atrás de metrô. Ah, me bata um abacate!

Linhas de ônibus estão sumindo, evaporando. E o que está sendo empurrado nossas goelas abaixo é que essa é uma mudança para o bem da população, que não foi ouvida. E os pululantes anúncios publicitários mentirosos, com atores sorridentes e felizes continuam mostrando o que não condiz com a verdade. Ninguém está satisfeito. Ou porque tem que andar demais da estação até o ponto mais próximo, ou porque os cartões não integram e acabam tarifando de novo (sim, porque ainda tem isso!) ou ainda porque os ônibus da bendita integração demoram demais... São inúmeros os motivos das insatisfações do povo, que só sabe reclamar dentro dos ônibus, mas na hora H oferece reeleição recorde ao prefeito... Aí fica difícil... Fora que ele nem cumpriu as promessas para o transporte público da primeira campanha que resultou no seu primeiro mandato de 2012 até 2016. Uma dessas promessas era que todos os ônibus, TODOS, teriam ar condicionado. Vocês lembram disso? Eu lembro perfeitamente! Alguém viu algum buzu com ar, a não ser os escassos e caríssimos expressos? Não? Nem eu!

Há quem diga que o prefeito tem algum tipo de acordo com os empresários do transporte público de Salvador. O ramo já vai mal há anos e quase não gera lucros. E essa foi a melhor solução que o prefeito arrumou para o problema? Massacrar os usuários que pagam pelo serviço? É isso? Se realmente for verdade - o que faz sentido já que se não há geração de lucros, pelo menos há economia com cortes de linhas, redução de itinerários e demissão de funcionários - o prefeito está dando tiros no pé, inclusive no que se refere a sua pretensa campanha  ao governo do estado em 2018.  Há quem diga também que ele, Antônio Carlos Magalhães Neto, vulgo o prefeito, quer "boicotar" o metrô, que foi implantado pelo governo do estado de Rui Costa do PT. Assim, os trens do metrô ficariam bem cheios, causando insatisfação no serviço. É o que a gente ouve por aí... Especulações à parte, o que eu sei é o que problema está aí e o que estamos fazendo além de reclamar e só reclamar? Nada. Sei também que por muito menos - e nisso incluo toda a situação política do nosso país - o gigante levantou em junho de 2013. Com todas aquelas manifestações. E agora? 




Rafaela Valverde

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Das 8h às 17h


Nunca me imaginei vestindo um uniforme e trabalhando das oito às dezessete. Assim como nunca me imaginei, nunca trabalhei oito horas na vida. Também nunca tive um salário de mais de três dígitos, pois os salários baixos são mais compatíveis com a carga horária de seis horas por dia. Eu fico tentando entender como será essa rotina, como será a cabeça dessas pessoas que a vivem. Claro que eu tenho minha mãe em casa, mas queria visões de fora sobre perder no mínimo quatro horas por dia só no trânsito - o que é condizente com a realidade do trânsito de Salvador e o tempo gasto parado; depois ainda trabalhar oito, nove horas e ainda passar uma ou duas horas de almoço dentro da empresa, ou nas proximidades. É como se vidas inteiras girassem em torno de empresas, de empregos, de negócios, de lucros. Vejo colegas andando juntos na rua, com os uniformes do trabalho, indo ou voltando do almoço. Sim às vezes escuto as conversas alheias e sei que muito do que conversam se relaciona à empresa ou aos colegas. Penso que é por isso que as pessoas imploram tanto pela chegada da sexta feira, por que ter uma vida que gira em torno de uma atividade laboral deve ser bem extenuante. Eu analisando de fora, vejo que isso é triste, sei lá, não sei bem se é triste a palavra que queria usar. Se eu, só estudando e agora estagiando, às vezes não sobra tempo para estudar imagine então quem trabalha o dia todo e faz uma graduação à noite. Quase não tem tempo de estudar. Deve ser bem puxado e não imagino minha vida girando em torno de nada que não dará lucro a mim mesma. No final do dia as pessoas já saem tão cansadas do trabalho e ainda pegam o trânsito miserável dessa cidade. E no outro dia precisam acordar mais cedo para conseguir chegar no horário, pois também tem trânsito... Eu seria bem infeliz em uma rotina dessa. Não posso chegar aqui e mentir, dizer que é melhor viver refém de uma empresa qualquer do que ficar sem trabalhar formalmente. Sim, porque esse é o discurso da maioria das pessoas que eu conheço e talvez eu seja a maior errada nisso tudo, mas é o que eu penso. Não entendo como as pessoas podem sair desses trabalhos sorrindo, devem ser muito felizes. O resto que sobra das suas vidas deve mesmo ser muito bom para que elas sorriam tanto, porque eu sinceramente não entendo.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Odeio shopping!


Eu odeio shoppings. Aqueles corredores labirintosos intermináveis. Não sei quem inventou que shopping é coisa de mulher, ou que mulher adora ir ao shopping. Eu tenho mais o que fazer do que ficar andando para lá e para cá dentro de shopping. Dia desse me perdi naqueles corredores para depois descobrir que eu estava bem perto de onde queria ir e andando só fiz me afastar ao invés de chegar.

É claro que eu vou ao shopping. Eu não posso ser hipócrita e dizer que: "nossa, eu sou uma natureba reclusa que se recusa a ir ao shopping." Não, não é a  minha pretensão. E não, eu não sou natureba e nem reclusa. O que quero dizer é que eu e os shoppings não combinamos muito bem. As pessoas ultimamente parecem que andam em um transe, um tipo de "zumibilização" retardante e andam devagar. Muito devagar.  Especialmente dentro do shopping, até porque eles foram construídos para isso mesmo, para que as pessoas pudessem andar devagar e ver as vitrines. As pessoas desfilam, param bem no meio dos corredores e andam com a cabeça baixa enterrada no celular. É uma das coisas que mais me irritam em um shopping, especialmente em datas como a que se aproxima que é a época de final de ano.

Não vou negar que shopping é prático e razoavelmente seguro. Pelo menos comparado com as ruas é mais seguro. Mas  só vou fazer esse tour de mau gosto em casos de extrema necessidade. Pagar contas, sacar dinheiro, usar o banheiro, curtir o cinema ou praça de alimentação são coisas que geralmente eu faço em um shopping. Mas não muito, não sempre. Quase nunca aos domingos. Eu acho que só fui ao shopping aos domingos umas quatro vezes na vida. 

Eu não gosto de muita gente falando, andando e sorrindo ao mesmo tempo. Parece uma vila feliz.Vila dos mentirosos. Vila dos compradores. A vila que sustenta o capitalismo. óbvio que o capitalismo é o sistema em que todos nós vivemos e ao qual não estamos dispostos a abrir mão. Mas shopping é um dos seus símbolos e irritante. 

No shopping você pode ser observado e observar. No shopping você não está sozinho e ao mesmo tempo é tão solitário. No shopping é possível encontrar pessoas, falta de educação, ladrões (sim!), frustração por não conseguir comprar tudo o que se quer. Mas também no shopping é possível encontrar boa comida, confraternização, filmes e livros, conforto e banheiros limpos.

Mas ainda assim eu odeio shopping.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Curso de preparação de tortas - Senac

Terminei no dia 01/07 um curso de preparação de tortas no Senac. O curso teve a duração de vinte horas e em cinco dias eu pude aprender muitas técnicas sobre tortas. Aprendi novas técnicas e aprendi as que não sabia. Pretendo em breve começar a trabalhar fazendo tortas, por conta própria. Porém ainda preciso ter dinheiro para comprar uns equipamentos simples. Além disso, pretendo fazer outros cursos na área lá mesmo no Senac que é uma boa instituição. Abaixo, algumas das tortas que aprendi a preparar lá:

Torta Baba de Moça

Torta cremosa de camarão

Torta com cobertura de vidro




Rafaela Valverde

sexta-feira, 18 de março de 2016

Desempregada sim, desocupada não!

Imagem da internet
Ia escrever sobre insatisfação no trabalho que era algo que estava me afetando bastante nos últimos meses, mas nem vou precisar falar sobre isso por que fui demitida anteontem. Sim a crise pegou a gente e sim eu estava insatisfeita lá e estava buscando outras opções sim. E sim eu estava me sentindo tão oprimida que cheguei a me sentir aliviada quando ouvi a notícia. E sim eu já estava prestes a cometer a loucura de pedir demissão sem nenhum em vista. Mas sim, eu também estou preocupada com o amanhã, preocupada com o que vai ser depois do seguro desemprego. 

Principalmente com toda essa crise econômica e política pela qual estamos passando. Eu estou um pouco perdida agora, confesso, mas pretendo começar a dar aulas em breve, estagiar, entrar em algum grupo de pesquisa da UFBA e tenho outros projetos em mente também. Mas isso aí só com o tempo para ir desenvolvendo e contando aqui.

Mas é isso, estou apenas estudando no momento, o que já é muita coisa, tendo em vista o ritmo de estudos alucinante da universidade onde estou agora. Nunca estou sem estudar. Sempre tem algo para ler, revisar, exercitar, refletir ou algum trabalho para entregar. Eu pretendo descansar e estudar muito nesse período e seja o que Deus quiser depois. Pretendo ainda fazer alguns investimentos e cursos, mas ainda estou maturando as ideias. É isso aí, bola pra frente. É muito clichê e manjado dizer isso, mas tire o S da crise e crie. É o que pretendo fazer.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Relevância e motivação no trabalho

Imagem da internet
A gente passa a vida procurando relevância em tudo o que fazemos. Procuramos relevância na escola e no tanto de conteúdo que temos que estudar. Quando crescemos passamos a buscar relevância em nossa vida e passamos a buscar formas de sermos úteis. Daí vem o trabalho, que nos dá chances de sobreviver, claro. Mas aí passamos a analisar qual a relevância do trabalho.

Qual a relevância do que fazemos todos os dias? Qual a importância e objetivo além de apenas recebermos um salário minguado e descontado no início de cada mês? Em que a atividade laboral diária contribui para a sociedade, além de lucros, comércio e movimentação do capitalismo?

Será que parte da motivação que encontramos ou não no trabalho não se dá por causa de sua relevância para as outras pessoas e para a gente mesmo? Ou quando não nos mostramos motivados e com vontade de ir trabalhar todos os dias, o que isso significa? Que não vemos mais relevância no que fazemos diariamente?

O que nos leva a cansar de um trabalho, de uma labuta com meses fazendo trabalhos repetitivos e mecânicos. Será que trabalhos como esses nós fazem bem? Fazem bem para a máquina que é o nosso corpo e para o software que é nosso cérebro? Estamos alimentando o capital, alimentando um ou mais produtos e fazendo a cadeia girar. É natural, é assim mesmo. Sempre foi. Desde que o capitalismo é capitalismo.

Se bem que hoje em dia é muito mais fácil e viável, se fazer o que gosta. Mas quando não fazemos, quando perdemos a paixão (ou ainda quando nunca tivemos), quando a atividade se torna monótona, vazia e sem relevância, vem a angústia, a decepção e a frustração. Ao mesmo tempo nosso coração fica ansioso, desassossegado e inquieto. Ficamos querendo buscar o que nos agrade um pouco mais, do que apenas uma coisa metódica e repetitiva.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Biblioteca e metrô

Foto: Google
Hoje fiz duas coisas diferentes. Uma que eu não fazia há mais de um ano e uma outra que eu não tinha feito ainda. A primeira foi ir em uma biblioteca e passear pelos livros. Há um tempão que eu não me dava esse prazer e esse luxo. Fui à biblioteca do Sesc em Nazaré e me deliciei um pouco, por que não pude me demorar por causa do trabalho.Peguei três livros que em breve começarei a ler, então vocês saberão e saí de lá satisfeita. Adoro bibliotecas que nos permitem passear pelos livros.

Pois bem. A segunda coisa que fiz pela primeira vez foi andar de metrô. Enfim, todos sabem que o metrô de Salvador levou anos para ser construído e que só no ano passado é que pudemos vislumbrá-lo devido a copa do mundo. Enfim , todo mundo já sabe da história. O metrô curto me proporcionou hoje uma viagem também curta,de menos de dois minutos, eu nem contei. (rsrsrs) Fui da Lapa até o Campo da Pólvora.

Mas apesar de curta já deu para perceber que viajar de metrô e andar em suas estações nem de longe se parece com andar de ônibus e caminhar pelos terminais de ônibus, especialmente os de Salvador. Eu me senti em outro lugar. Eu não estava em Salvador por alguns minutos. As estações são limpas, organizadas,sem vendedores ambulantes, sem bagunça. A empresa que administra o metrô de Salvador é a CCR Metrô que já possui ampla experiência no negócio e faz direito. Só quis dividir minhas experiências de hoje com vocês.

Gostei bastante e vou repetir a dose.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 18 de março de 2015

Alienação e seus diversos contextos

Foto: Reprodução Google



A palavra alienação tem sido usado em diversos contextos. No contexto jurídico nomeia a transferência ou venda de um bem ou direito. A partir de Rousseau o termo passa a ter maior utilização no que diz respeito à privação, falta ou exclusão. Hegel e Feuerbach, filósofos alemães utilizaram a palavra, num sentido de desumanização e injustiça. Sentido esse que seria absorvido e amplamente utilizado por Karl Marx.


Marx, por sua vez utiliza o conceito como chave para caracterizar a exploração econômica exercida pelo capitalismo ao trabalhador. Trabalhadores, especialmente os trabalhadores das fábricas, eram alienados ou separados dos "meios de produção", pela propriedade privada e pela compra de mão de obra, força de trabalho, através dos salários.Os meios de produção eram a terra, as máquinas e os donos eram os empresários e donos de industrias. Esses meios associados à força de trabalho, geravam lucros  que era apenas do patrão.

Na política, o homem se torna alienado no que concerne a representatividade imparcial do Estado, onde ele, o Estado seria capaz de representar toda a sociedade. Ainda de acordo com Marx, porém o Estado Liberal representa apenas a classe dominante e age conforme as suas vontades. Pois se há a concentração dos lucros dos meios de produção aliados à mão de obra, nas mãos de poucos, então consequentemente o pensamento filosófico se fez exclusivo para um determinado grupo. E assim nasceram as escolas filosóficas, baseadas apenas nos interesses dos grupos dominantes. Os demais grupos sociais, se tornam então alienados de todo esse processo e consequentemente do saber, e do fazer, entre outros.

Para a recuperação da condição humana o homem deve criticar radicalmente os sistemas econômico, político e filosófico responsáveis por sua exclusão da possibilidade de participar ativamente da vida social. Para surgir essa crítica, no entanto se faz necessário o desenvolvimento do livre exercício da consciência, que se realiza dentro da participação política, consciente e transformadora.Ou seja, a crítica aliada à práxis política para assim buscar formas de ação e interação sobre o meio em que se vive.

Como trazer esses conceitos para a nossa realidade? Do que estamos separados ou alienados? Será que é mesmo tão simples assim como Marx afirmava? Qual o interesse do Estado em manter até hoje, o conhecimento científico e o pensamento filosófico para a classe dominante, enquanto a massa da população permanece com o que há de mais precário em estrutura e escolarização? São perguntas que não devem sair das nossas cabeças.

Muitas pessoas dizem que as ciências sociais e a filosofia são chatas e difíceis, mas é através de todo esse denso arcabouço teórico acerca das sociedades modernas é que podemos entender a nossa sociedade contemporânea, onde muitas vezes o termo alienação é utilizado de forma banal. E os que estão alienados falam do que eles acham que estão alienados e assim se constrói um círculo vicioso de acusações contra o outro.


Para refletir.



Fonte
: Livro Introdução à ciência da sociedade - Cristina Costa



Rafaela Valverde


terça-feira, 1 de julho de 2014

A hierarquia dos armários

Foto: Google
Não sei até que ponto consigo suportar e superar a arrogância da hierarquia. É, a hierarquia mesmo. Principalmente aquela que se comporta de maneira tirana onde o seu superior se comporta e age, autorizado pela empresa, como se fosse melhor que você. Todo mundo é gente. Todo mundo tem necessidades.  Todo mundo é igual. Não somos robôs e estamos no mesmo barco, pelo menos no que diz respeito ao serviço realizado.

 Até por que não existiria muito a necessidade de agir dessa forma já que em alguns casos alguém de cargo mais baixo sabe muito mais do que quem está lá em cima apenas "vigiando". Nós, os meros serviçais somos privados em tese de ter em mãos (os bolsos das caças jeans estão livres!) e manter qualquer objeto que não sejam os pertinentes ao trabalho em nossa sala. Não podemos ter aparelhos eletrônicos. Nossas bolsas, nossos lanches ficam em armários (com cadeados, é claro) em uma outra sala, onde qualquer pessoa pode ter acesso, mesmo que não trabalhe na empresa. Pois é, mesmo que não trabalhe na empresa. 

Não vejo problemas nisso, afinal regras são regras. Somos funcionários, precisamos trabalhar e aceitamos essas regras antes de entrar. Tudo bem. Obedeço sem reclamar. Não veria problemas se os nossos superiores imediatos também tivessem seus direitos privados. Eles podem acessar a internet (qualquer conteúdo) nos computadores da empresa, podem passear tranquilamente com celular nas mãos, fones de ouvido e Whatsap a todo vapor. Eles podem estar com as suas bolsas, sacolas de compras, almoço, lanches, balas e sabe lá mais o que nas suas mesas e nós não. Esse é o problema.

Mais de vinte pessoas não podem e duas podem. Como assim? Não consigo entender em que ofenderia nossos queridos superiores, guardarem seus pertences nos armários também, exatamente como a gente. O que tem de errado em fazer isso? Por que a gente é obrigado e eles não? Quebraria a mão se fizesse isso? Qual a necessidade de esfregar a bolsa em nossa cara? Para provar mesmo que são superiores, mesmo não sendo tão grande coisa assim, em alguns casos? Por quê? Era o que eu queria entender. Só isso.

Por que eles não precisam e a gente sim?

Rafaela Valverde

A cadeira do medo

Foto: Google
Eu não aguento mais sofrer com dor de dente. Dor de dente é um castigo e ir ao dentista é como uma tortura para mim. Chego lá e só de ouvir aquele barulhinho irritante eu me pelo de medo. Sei que é clichê ter medo do barulhinho do dentista, mas eu tenho de verdade. Frio na barriga é o maior indício disso. É aterrorizante, é apavorante pensar, imaginar que vou lá ficar com a boca aberta durante sei lá quanto tempo.

Venho sofrendo há mais de seis meses, mas o sofrimento ainda estava brando se é que posso dizer assim. Mas de uns dois ou três meses pra cá a coisa apertou e as dores e dificuldades para comer estão me acompanhando diariamente. Ainda bem que agora eu tenho um bom plano odontológico. Por que se não tivesse ele, não sei como eu estaria passando por esses maus bocados agora. SUS? Nem sei o que é isso. Nem sei onde posso encontrar dentista pelo SUS  e na verdade nem quero procurar.

Esse mês que passou, foi o mês de eu estar no dentista quase toda semana. Logo no primeiro dia útil tive uma emergência odontológica e adivinhem? Atestado. Canal, limpeza, emergência odontológica, madrugadas acordadas, etc. Tomei tanta radiação de Raio X na cara que a minha futura geração ainda vai ter sequelas. Tá bom, é exagero, mas foi muito Raio X mesmo. Saco!

O sofrimento ainda continua, mesmo depois de alguns procedimentos, acompanhamento e cuidado redobrado. Mas o mês de julho começou bem e ele, o sofrimento está prestes a acabar. O incômodo é indescritível, a dor é lancinante e perco até o prazer de comer. Acabei de soltar a pérola: "Estou virando um vegetal." Nem uma goiaba eu posso comer mais! Mas sexta feira isso acaba e estarei aqui contando a vocês a minha próxima experiência na cadeira mais aterrorizante que existe.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pausa para a copa

Foto: Google
Em tempos de copa do mundo no Brasil, podemos ver vários espetáculos em campo e podemos constatar também que toda a programação nacional e local das Tvs, rádios, jornais, etc., está tomada pelos assuntos relacionados ao evento esportivo. Isso é bom.Ter o nosso país tomado por esse clima de festa, essa alegria, essa animação em uma época do ano já tão animada é bom. 

Porém é necessário também que saiamos desse torpor. Será que acabaram ois assassinatos, os estupros, as mortes, as drogas? Acabaram as mortes nos hospitais? Acabaram todas as desgraças que existem em nosso país? Não, não acabaram. Nada mudou no mundo, nada mudou em nosso país, mas parece que demos uma pausa em tudo isso. Pausa de um mês para ver a copa. 

O país para, as cidades param, as empresas (algumas) se adaptam para que seus funcionários vejam os jogos da nossa seleção, etc. É emocionante ver toda essa união em prol de algo e é pena que não vejo mais a mesma união para outras coisas, outras  lutas, outras demandas sociais, enfim. No mais eu vejo como algo positivo e mudei muito a minha visão em relação a esse evento esportivo. E é bom lembrar que a copa é aqui e a última foi em 1950. Nem eu, nem a maioria das pessoas que eu conheço havia nascido nessa época, então pode ser daí essa comoção geral.

É claro que eu não entendo nada ou quase nada de futebol e  às vezes perco alguma coisa. O importante para mim na verdade é o gol. Como diz O Rappa: "Eu quero ver gol, eu quero ver gol, não precisa ser de placa eu quero ver gol..."

Agora vejo os jogos, pelos menos os que eu posso ou os mais importantes. Tento entender as regras, as gírias, pergunto, olho atentamente e percebo o tamanho dos espetáculos que temos a oportunidade de ver em campo. São verdadeiros shows! Com homens lindos, por sinal! Essa copa realmente está sendo muito boa para mim. Estou de casa nova, uma casa muito mais espaçosa e melhor, é a minha primeira copa depois de casada, e diferente das últimas duas copas, a minha vida está tranquila e nada de ruim aconteceu.

Vamos celebrar a vida, celebrar a copa, celebrar os países que se unem. Mas também vamos manter os pés firmes no chão, a cabeça aberta e ligada em todos os outros acontecimentos que continuam atingindo nossas vidas e nosso mundo, mesmo que estejamos de pausa para a copa.


Rafaela Valverde

sábado, 12 de abril de 2014

A criação da internet - Parte II

Foto: Google

Nos anos 90 a internet já estava privatizada e contava com uma arquitetura técnica totalmente aberta. Essa abertura permitia a conexão de todas as redes de computadores em qualquer lugar do mundo. A WWW já estava funcionando com softwares adequados e vários navegadores fáceis já estavam disponíveis para serem utilizados.

 A internet nasceu da junção da intenção de pesquisa militar e da cultura libertária.A verdadeira intenção na verdade ao criar a Arpanet foi  financiar a ciência da computação nos EUA e deixar que os cientistas trabalhassem, Algo de interessante e diferente tinha que sair dali.  E saiu. 

O uso mais popular da internet naquela época foi o correio eletrônico, e até hoje ainda é o recurso mais usado na net. A Arpanet já era usada para conversas entre estudantes e compras de determinados itens como maconha, por exemplo. Isso acontecia devido à política de flexibilidade e liberdade acadêmica da ARPA, que deu espaço para a criatividade de universitários e americanos de forma geral. Com isso ofereceu-lhes recursos para transformar ideias em pesquisa e pesquisa em tecnologias possíveis de acontecer.

Sem a ARPA não teria havido a Arpanet, e sem ela não haveria a internet como conhecemos hoje. O mundo dos negócios não aceitou a internet. Afinal era uma tecnologia ousada demais, cara e arriscada demais para se dá alguma importância. Os empresários da época eram muito conservadores e estavam totalmente voltados para o lucro. Não havia espaço para inovações tecnológicas nesse mundo antiquado e quadrado.

Houve uma rápida difusão dos  protocolos de comunicação entre computadores, Isso não teria ocorrido sem a distribuição gratuita de softwares e  uso cooperativo de recursos. Isso se tornou o primeiro código de contato entre os hackers. Afinal não havia intenção de lucro com isso. Havia valores de liberdade individual do pensamento independente e de solidariedade e cooperação.

Essa cultura adotou uma interconexão de computadores como um instrumento da livre comunicação e um instrumento da livre comunicação e libertação política, que junto com o PC daria às pessoas, cada vez mais informações e saberes e as libertaria dos governos e corporações. 

Será?

Rafaela Valverde

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

As pessoas e a rua

No sábado fui fazer o exame admissional e aproveitei para pegar a minha nova filha Nina (já mostrei ela para vocês aqui). Só que para isso, tive que aguardar a senhora que intermediou a adoção dela. Esperei por quase uma hora, sentada em um degrau de uma escada próxima a clínica. 

Nesse período eu vi de tudo: gente correndo para pegar ônibus, dois homens parando o carro para um deles fumar, uma loiraça parou perto o carro e foi pedir ajuda a um mecânico  para trocar o pneu (não sei onde ela arrumou aquele cara tão rápido!), vi algumas imprudências no trânsito que quase viraram acidentes, vi velhinhos com dificuldade de se locomover subindo as escadas e correndo para atravessar a rua antes que o sinal abrisse novamente,vi pobres, ricos, jovens, crianças, negros, brancos; gente de bicicleta, de moto, de carro, descendo do ônibus, gente conversando, andando, correndo para pegar o ônibus... 

Vi também lixos, copos plásticos, serem atirados pela janela do carro, gente atravessando fora da faixa e/ou fora da passarela. Enfim, a gente parada na rua em uma hora, vê muita coisa, observa as pessoas, contempla a vida. Sempre vai ter alguém nas ruas, as ruas nunca estão totalmente vazia, já repararam?  Se não tiver gente na rua, eu acho que a cidade vira cidade fantasma. Ou seja, são as pessoas que fazem as cidades ficarem mais bonitas, com suas vozes, cores, jeitos e formas diferentes, cabelos e cores diferentes, enfim... É pena que não nos damos conta disso e sujamos, andamos de cabeça baixa, não reparamos nas flores, nos passarinhos, para a gente é só caminho de asfalto e concreto.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Prestes a me livrar

Hoje passei por uma expectativa muito grande. Que me deixou feliz e ao mesmo tempo preocupada com o futuro. Logo depois, recebi um telefonema e aí senti que as coisas começariam a mudar. A tristeza e angústia que havia sentido no início da semana não tinham mais razão de existir. Mas chorei, chorei muito. Sofri e  ainda assim as coisas  não estão totalmente resolvidas, mas mesmo assim, estabeleci que daqui para semana que vem, tudo estará nos conformes. 

Eu gosto de coisas objetivas e hoje definitivamente não houve objetividade nas coisas que tinham que ser resolvidas. Mas em breve, estarei mais uma vez livre de mais um problema. E dessa vez de forma definitiva. Depois, quando tudo finalmente se concretizar, eu conto sobre o que estou falando. E quando me livrar desse problema mais uma vez, as coisas vão se encaixar em seus devidos lugares. Bem, o fato é que apesar de tudo eu estou aliviada e contente por estar expurgando algo que nunca me fez bem. Nunca mais quero isso de novo para a minha vida.

E nunca mais deixo ninguém no ambiente de trabalho me botar para baixo de novo. Vou para uma coisa melhor e ninguém merece o meu suor e o meu estresse. Sou muito mais que isso. E vou sair por causa de uma coisa muito melhor que eu não vou apenas por obrigação, por que tenho que pagar as contas e sim por algo que faça realmente sentido de sair de casa todos os dias. Já deu para perceber que estou falando sobre trabalho, sobre o meu emprego atual, mas depois conto mais detalhadamente o que houve e o que vai haver daqui para frente.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Lidar com múltiplas pessoas

Conviver com pessoas é muito difícil. Trabalhar com pessoas é mais difícil ainda. As pessoas são diferentes e devem sem nenhuma dúvida ser respeitadas, por conta disso, alguém que se predispõe trabalhar com e para pessoas deve ser uma pessoa com uma personalidade apaziguadora, compreensiva e que realmente goste de lidar com gente. 

Além disso, essa pessoa deve ser uma pessoa coerente e sensata para que suas decisões não impactem de forma negativa para as pessoas com quem ela trabalha. Enfim, alguém em algum momento vai ter que lidar com outro alguém muito difícil, ou com alguém sem comprometimento com nada, tendo que se desdobrar em várias tarefas e funções.

Mas as relações inter-pessoais como um todo, constam de dois lados, portanto os dois lados devem colaborar no sentido de fazer com que os contatos sejam mais fluidos e que não gerem nenhuma tensão e aborrecimento para ninguém. Considero uma relação muito difícil, como eu já havia falado e cabe as pessoas agirem de forma madura, já que são obrigadas a trabalhar juntas. 

Além da maturidade, deve - se ter amor no coração, paciência, bom senso, e ser uma pessoa feliz. E para finalizar, já que temos que conviver juntos, que seja de uma forma amigável e tranquila, respeitando o outro e o ser humano que ele é.



Rafaela Valverde
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