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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Uma manhã...

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Ela tinha acabado de correr, por isso estava ofegante e suada. A esteira ainda ligada na tomada. O cômodo tomado por seu cheiro. Hidratante e seu suor quente. Mistura química que me enlouquece. Andava de um lado para o outro, impaciente. Devia estar atrasada. Sempre se atrasava quando corria de manhã. Observei- a pelo que pareceu ser uma eternidade, antes de entrar no quarto. Coque no alto da cabeça, camiseta rosa bebê, calça legging estampada. O tênis já estava no canto. Seus pés à mostra. Unhas pintadas de vermelho. Os pés mais lindos e sensuais que já vi na vida.

Entrei enquanto ela estava de costas e a abracei beijando-a no pescoço. "Cheguei"- disse em seu ouvido. Mais um plantão, mais uma noite que ficara fora de casa, longe dela. Ouvi o som do seu sorriso por saber que eu estava ali. Virou e me beijou suavemente. Beijo de saudade. "Tô atrasada." Respondi que sabia e que não iria incomodá-la. Revirou os olhos dizendo muda que eu não incomodava. Sabia que era isso que queria dizer. Tirei a roupa do trabalho e entrei no banho, enquanto ela continuava sua saga matinal.

Nossa rotina estava pesada. Quase não nos encontrávamos mais. Eu chegava e ela saía. Respirei fundo sentindo a água passeando pelo meu corpo. Cheguei cansada, mas cheia de tesão. Queria-a. Mas hoje não parece ser um bom dia. De costas para a entrada, me ensaboando, ouvi o barulho do box se abrindo e me virei. Lá estava ela, nua. Me olhando daquele jeito gostoso. Me beijou com veracidade, reavivando meu corpo.  "Liguei pra lá e disse que vou me atrasar..." - disse. Agarrou meu cabelo e me empurrou até a parede, me beijando cada vez com mais força. Meu corpo ainda estava cheio de sabão e sua mão escorregava sobre ele. Me apalpava com intensidade, parecia que eu iria escapar caso não me segurasse.

De repente parou. Me enxaguou, retirando o sabão do meu corpo. Se ensaboou rapidamente, me provocando e fazendo aquela dancinha boba que eu gostava. Terminou seu banho enquanto eu fica ali parada, olhando-a. Abriu o box, saindo do banheiro sem se secar. Sorri. Vesti o roupão e fui atrás. Ela havia deitado na cama, nua, molhada e de bruços. As pernas jogadas pra cima. Pouco se importando comigo...

Tirei o roupão e me joguei de leve por cima dela. Beijando suas costas molhadas até quase o bumbum. Massageei suas pernas e pés. Ah, aquelas unhas vermelhas... Virei-a beijando sua boca suavemente, acariciando seu cabelo. Passeei a língua pelos seus seios e ela gemia baixinho. Aréolas, bicos... Mordicadas de leve e ela ficava cada vez mais enlouquecida. Seu olhar pegava fogo. Intercalava beijos, mordidas e lambidas em sua barriga, me concentrando no umbigo. Nessa hora, ela já puxava meu cabelo e gritava.

Sentir seu gosto era o momento mais esperado. Foi o que eu fiz. Mergulhei em seu universo enquanto a chupava. Ela estava deliciosamente excitada, molhada. Fazia movimentos diversos com a língua. Sentia prazer com seu prazer. Ela gemia e apertava minha cabeça e ali eu permanecia obedientemente. Passeando minha língua, matando meu tesão. Satisfazendo-a. Língua, dedos, saliva, suor, água... Nós duas ali, esquecendo horários, obrigações e tudo que não fosse nós mesmas e nossos corpos...

Gozamos. Arfantes, deitadas lado a lado olhávamos para o teto. Mãos dadas. Não falamos nada. Não precisava. Eu sabia o que ela pensava e vice-versa. Depois de vários dias, tivemos uma transa deliciosa. Nossa sintonia aumentava, nossos corpos se entrelaçavam e crescia o tesão. Ela virou de lado, olhando diretamente para mim. O sorriso safado ainda estava ali. Se jogou em cima de mim, me beijando. Recomeçamos...


Rafaela Valverde





quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Série Grace e Frankie

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Conheci recentemente a série Grace e Frankie. Não lembro exatamente o porquê de ter adicionado a série à minha lista da Netflix, mas já estava há alguns meses. Daí comecei a assistir e gostei logo de cara. No início pensei que seria uma série chata e dramática sobre velhinhos, mas fui muito pega de surpresa, pois é uma série muito engraçada, bem feita e alto astral.

Criada por Marta Kauffman, Howard J. Morris, a série estreou em 2015 e tem três temporadas na Netflix. Já vi as três e estou apaixonada pelas velhinhas fofinhas cujo os nomes dão título a série. No elenco estão  Jane Fonda (Grace), Lily Tomlin (Frankie), Sam Waterston, entre outros. A série americana de comédia traz a história de Gracie e Frankie que depois de quarenta anos de casadas descobrem repentinamente que seus maridos são gays e estão tendo um caso há vinte.

A partir daí começa a série de conflitos mais engraçados que eu já vi na minha vida. Mas não são simplesmente engraçados, são diálogos bem feitos, situações tão inusitadas que a gente esquece até o drama do caso (traição) dos maridos. Até porque a série não se baseia nisso, a série funciona ao redor das duas setentonas "prafrentex."

Elas  namoram, fazem sexo, fumam maconha, tomam porres as onze da manhã e até criam um vibrador e uma empresa Sex Shop. Essa série mudou minha visão sobre a terceira idade. Mesmo que seja ficcional e Grace seja ninguém menos que Jane Fonda toda conservada e até um pouco plastificada, é impossível não mudar alguma coisa da imagem que temos da terceira idade. Até porque as imagens que tenho vêm das minhas duas avós e nem de longe se compara com as cenas que são protagonizadas por essas duas. Elas ficam muito amigas e essa amizade cheia de implicância, pois elas são tão diferentes, é que segura o enredo da série.

É claro que sempre tem alguma coisa que incomoda a gente um pouco em qualquer coisa. No caso da série o que me incomodou foi o silenciamento sobre a existência da bissexualidade. Os maridos são nomeados ou "taxados" o tempo inteiro como gays. Se assumem gays, se auto intitulam gays. Mas óbvio que eles são bissexuais não, é? E não só pelo fato de terem passado quarenta anos casados com mulheres, mas, também pelo de terem laços afetivos, filhos e vida sexual. É notório que houve paixão pelo menos em um dos casais. E esse casal  até tem uma pequena recaída sexual... e eu não vou contar mais nada. Apenas precisava problematizar isso, porque passei as três temporadas engasgada com isso. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aquele bom e velho medo de se apegar

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O que venho observando é que as pessoas estão meio perdidas. Elas não sabem exatamente o que querem. Claro, que em "as pessoas" eu me incluo porque não gosto disso de falar pelo outro ou sobre o outro me excluindo do problema. Entenderam? Quando eu digo as pessoas, são todos nós. Ok? Pronto, agora posso continuar. Pois bem, não temos em nossa cultura atual ideias bem definidas de relacionamentos. Às vezes nem amizade hoje em dia, é apenas amizade. Claro, que tudo é relativo, mas apenas tentem entender o que estou querendo dizer.

Antes, pelo menos na época de minha mãe e minha avó, existiam namorados, noivos, casados, amantes e outros nomes que queiram dar. Mas havia definição. Quando se fazia sexo sem ter "compromisso" havia recriminação, claro que com as mulheres né? Aff Mas se sabia o que queria ou em que estava metido. Não estou dizendo que era melhor, mas também não vou dizer que é pior. Eu não sei. Não estava lá. Não vivi essas épocas. Nasci no final dos anos oitenta...

O que quero dizer é queque existia um certo conservadorismo. Hipócrita e machista, claro. Eu acho que minha vó nem sabe o que sexo casual. Hoje temos essa liberdade. Temos a possibilidade de ter sexo casual, temos a possibilidade de não ter "compromisso" de não nos relacionarmos com ninguém. Isso foi muito bom, eu acho. Para nós mulheres, foi um ganho absoluto sobre nossos corpos e sobre nossa sexualidade.

Por outro lado, no entanto, viramos um bando de perdidos. Atarantados em nós mesmos, com medo de se abrir, com medo de qualquer contato mais próximo, com medo de se importar, de se apegar, de se importar. Vivemos com medo de tudo. Da violência urbana e de se relacionar. E não falo só de relação amorosa, falo de amizade e falo de ter consideração com o outro, mesmo que estejam em algo casual, mesmo que estejam ficando. Porque com nossos egos inflados, não querendo nos envolver para não sofrer acabamos sendo muito escrotos com as outras pessoas.

Medo. Tudo isso vem do medo. Medo de amar e de sofrer. Medo de abrir nossas casas e convívio familiar com quem quer que seja, medo de relacionamentos abusivos, medo de sermos enganadas. Medo. Nossas vidas foram invadidas pelo medo. Mesmo que nem todas as pessoas sejam assim, medrosas, sempre há algum, em maior ou menor proporção. Algum trauma do passado, em muitos casos vai determinar esses medos e nossas atitudes diante dele e sobre ele.

Eu tenho esse medo também. Sim, fui atingida. Tantas decepções dão nisso não, é? Mas eu não quero falar de mim. Estou tentando falar sobre a tendência que temos, em geral, em nossos dias, de não se envolver, não se relacionar, não se apaixonar. Queremos mesmo o casual, o raso. Mas tenho cá minhas dúvidas se estamos realmente felizes com isso. Já estou começando a sentir uma quebra de todo esse discurso bem elaborado e construído em nossas mentes.  Porque não é possível que se viva assim o tempo todo, a vida inteira. Em algum momento esse gelo tem que ser quebrado e o medo enfrentado. Em algum momento a gente vai se apaixonar, querer dividir o edredom,o brigadeiro e o filme em uma tarde de domingo. Mesmo que já tenha feito isso em determinado momento e quebrado a cara. Coloquemos a cara pra bater. E pra quebrar também. Porque a vida é se arriscar... Bom, é o que dizem, porque por enquanto eu prefiro é não dividir nada. Ficar só comigo mesma. É o melhor que posso fazer por mim nesse momento. Sem medo de ter medo.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tá bom - Los Hermanos


Senta aqui
que hoje eu quero te falar
não tem mistério não
é só teu coração
que não te deixa amar
você precisa reagir
não se entregar assim
como quem nada quer
não há mulher irmão que goste dessa vida
ela não quer viver as coisas por você
me diz cadê você aí
e aí não há sequer um par pra dividir

senta aqui
espera que eu não terminei
pra onde é que você foi
que eu não te vejo mais
não há ninguém capaz
de ser isso que você quer
vencer a luta vã
e ser o campeão
pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
me diz se assim está em paz
achando que sofrer é amar demais



Rafaela Valverde

Não faça mais ninguém sofrer do jeito que me fez

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Cansei de impor minha presença onde não sou bem vinda e para quem não me quer por perto. Cansei de ser segunda, terceira, quarta opção. Fantoche, apenas para nego se divertir. Quando você se ama tanto e se descobre tão incrivelmente maravilhosa, não sobra espaço para se permitir ser tratada de forma escrota. Às vezes, na verdade, quase sempre a gente se deixa levar, no meu caso por amor e pela "trouxice" e sou tratada como lixo. De forma que nenhum ser humano merece ser tratado. O outro lado sequer pede desculpas, acha que está certo, "só porque aquilo já aconteceu e não tem como mudar." Ah, vai te catar! Não foi obra do acaso, aconteceu porque você quis que acontecesse. Você, conscientemente agiu como um porco com a última pessoa que deveria sacanear no mundo: eu. Não vou ficar aqui dizendo todas as vezes em que te apoiei, estive do seu lado e cuidei de você, por que você sabe e nesse momento vai passar um filme na sua cabeça. Mas, olha quer saber? Eu sou uma retardada mesmo. Quantas vezes eu vim aqui neste mesmo blog escrever coisas assim? Quantas vezes eu me despedi, eu briguei, eu lutei contra o que eu sinto, eu escrevi com lágrimas nos olhos e os dedos tremendo? Muitas! Você, nem leu, cara! E nem vai ler. Você nunca saberá da metade das coisas que eu penso e sinto porque você não me ouve, você nunca me ouviu. Na verdade, você pode até ouvir a minha voz, o eco dessa voz irritante chegando no seu ouvido, mas você não me escuta e nunca vai escutar. E quer saber? Quer saber mesmo? Eu tô cansada de ser a otária dessa história, poque definitivamente quem é otário aqui é você. E não só por me abandonar no momento em que eu mais precisava de você. Mas também por me tratar como um lixo. Um lixo bem descartável. Que não era bem vindo em seus eventos sociais, mas na cama era quem te satisfazia, porque nenhuma dessas mulheres que você insiste em querer pegar "tem o beijo como o meu." Não era isso que você costumava dizer? Não era isso que você dizia sempre? Que eu era a melhor mulher e que você nunca encontraria nenhuma outra como eu. Ora, disso eu sei. Agora fique aí vivendo essa vidinha medíocre que você escolheu ao invés de estar ao lado da pessoa mais maravilhosa que você conheceu. A minha burrice tem limite, sabe? Você achou que eu ia ficar servindo de suporte pra você? Você achou que eu ia continuar a vida toda sendo seu " socorro sexual? " Você realmente achou que isso ia durar? Eu sou maravilhosa demais e transo bem demais para ser apenas seu brinquedinho sexual, diga se de passagem o melhor brinquedo sexual que você já teve na vida. Mas, que pena que acabou né? Porque eu deixei de ser otária. Pelo menos sou menos otária do que há alguns meses quando você se aproveitou do fim traumático do meu namoro e como um abutre, começou a dizer que me amava, só para transar comigo. Só para eu te mimar, cuidar e acarinhar como só eu faço. E você sabe disso. O mais engraçado nisso tudo é que você decidiu abrir mão do melhor, para ter o pior, simplesmente pelo prazer de ser muito escroto. Caralho! Será que ensinam isso aos homens desde o ventre? Não é possível! Não entendo e nunca vou entender. Pra que causar tanta dor? Se não quer ficar não fica. Mas sai de vez! Como diria Carpinejar, você é o homem que não vai nem tampouco fica. Decide. Tantas vezes eu te pedi para decidir e você nunca teve coragem. Você é a pessoa mais covarde que eu conheço. Realmente não combina comigo que sou tão corajosa. Todas as coisas que eu fiz na vida, foram atos de coragem, que me fizeram estar realmente viva hoje. Eu já sei. Você se sente pequeno e tacanho diante de mim. E talvez seja mesmo. Talvez você seja toda a escória que sempre disse que é e eu nunca quis acreditar. Precisou eu, logo eu, tomar a decisão de me afastar de você, porque você nunca o faria. Eu tenho muita raiva da pessoa que você se tornou. Sem coragem, sem escrúpulos. Eu não vou ficar aqui apontando seus erros. Você é virginiano, conhece detalhadamente cada um deles. Eu espero, não que você sofra ou que seja infeliz. Não. Isso seria muito pouco pra você. E eu não sou assim. Eu sou a mulher que te perdoa há onze anos. Todas as suas cagadas. Olha, é triste saber que uma história tão linda se transformou nisso, nessa bosta. Saiba que por culpa sua. Vou jogar na sua cara um pouco de culpa pra ver se você passa sentir alguma!  Na boa, eu espero que você não cause mais sofrimento e infelicidade em mais ninguém. Pois tenho sofrido e sido infeliz desde que você começou a agir assim. Não sei como é, porque eu nunca causei tanta dor a ninguém, mas qualquer pessoa que tenha o mínimo de valores sabe que deve ser muito foda fazer alguém sofrer tanto. Mas, não sei. Você talvez não tenha tantos valores assim, já que não demonstra culpa, ao contrário, é frio e se diverte depois de fazer merda atrás de merda. Eu não tenho raiva de você. Eu tenho pena. Eu tenho medo que você cause essa dor que eu venho sentindo a alguma outra pobre coitada que apareça na sua frente. Portanto, por favor não faça mais ninguém sofrer. Para de ser escroto. Para de ser idiota. Para de falar uma coisa e fazer outra. Para de dizer que ama para conseguir sexo. Para, para, para. Para logo!


Rafaela Valverde


terça-feira, 5 de setembro de 2017

O mundo do silêncio

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Me dei conta que sou solitária. Não sou daquelas pessoas que fazem amizade em qualquer lugar que chega. Demoro um pouco. Demoro para me abrir, para me enturmar, demoro para sorrir. Quase nunca sorrio. Não gosto de me revelar logo de cara. Não confio nas pessoas e quase nunca gosto delas. Ouvir gente falando é uma tortura pra mim. Quando preciso estar em um ambiente com muitas pessoas gostaria muito que elas não falassem e nem arrastassem os chinelos. Me irrita muito certos contatos. Irrita e incomoda. Já pensei que podia ser algum tipo de distúrbio, autismo, sei lá... Mas semana passada quando conversava com um ex professor, ele falou que nós, pessoas solitárias, sofríamos muito quando em contato com as outras pessoas... Nesse momento foi que caiu a minha ficha e percebi que realmente sou uma pessoa solitária. Talvez não porque eu queira ser, ou talvez sim, nem sei mais. Mas também há esse meu jeito de ser né. Se eu encontro uma pessoa no ônibus, continuo lendo meu livro ou com o fone de ouvido, simplesmente porque não quero conversar com ela. Eu não quero conversar com quase ninguém. São muito raras as pessoas que me despertam a curiosidade de conversar. São raras as pessoas com quem eu me sinto à vontade para falar, falar e falar. Eu geralmente até prefiro escutar do que falar. Mas nem tanto pois valorizo meu silêncio demais. Quando estou almoçando no Restaurante Universitário quero comer em silêncio. Deglutir calmamente minha comida enquanto simplesmente curto uma música ou meu programa preferido na rádio. Eu não quero ninguém tagarelando em meu ouvido. Eu não quero blá, blá, blá no meu juízo o dia inteiro. Não sei o porquê de as pessoas falarem tanto. Não sei porque não calam a porra da boca, na moral. Não gosto de tagarelices, nem de jogar conversa fora. Não gosto de desperdiçar palavras, nem de gastar saliva. Sou, na maioria das vezes, calada. Sou personalidade única, como todas as pessoas no mundo. Obviamente cada pessoa é única. Existem muitas pessoas solitárias por aí. Eu não sou a única e nem sou a privilegiada que só abre a boca quando tem certeza e em caso de extrema necessidade. Mesmo que essa necessidade seja um final de tarde, com uma amiga, fumando, vendo o pôr-do-sol, conversando, conversando e rindo das caras dos homens. 



Rafaela Valverde

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mini resenha creme para pentear Niely Gold Mega Brilho

Comprei dia desse o creme para pentear da Niely Gold Mega Brilho. Nunca tinha usado creme para pentear dessa marca, mas resolvi comprar para experimentar. Ele custou 7.99 e tem Max Queratina e promete brilho diamante (3 vezes mais brilho) e alinhamento das cutículas, com ação anti-opacidade. E é principalmente indicado para cabelo opacos e sem brilho, obviamente.


O creme possui filtro UV e a fórmula MaxQueratina contém 13 aminoácidos similares a queratina da fibra capilar, entre eles a Arginina, que age reestruturando os fios. Essa é a descrição que está atrás do produto. E agora o que eu achei: primeiro o cheiro é muito bom e fica um bom tempo no cabelo.Além disso, deixa os cachos macios e definidos e sim, o brilho fica muito bom. Creme aprovado!



Rafaela Valverde



Foi assim a gente na cama

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Foi doce e ao mesmo tempo ardente. Isso é possível quando nós dois estamos no mesmo recinto, no mesmo colchão. Chocolate e Pimenta. Vinho seco e vinho tinto daqueles bem vagabundos e doces. Os opostos. Que se conectam não apenas com o corpo numa linda dança, uma coreografia bem ensaiada. 

E foi assim que foi. Sem nenhum ensaio prévio. E quando me dei conta estava em cima de você. Foi tudo muito louco. Ainda de roupa, já estava molhada. Os flashs que vêm à minha cabeça por si só já são deliciosos. Você me chupava com uma voracidade, uma sede. De uma forma que eu nunca havia sido chupada. Tanto desespero, tanto destempero e agonia se tornaram um boom estonteante de prazer do início ao fim.

Mordia sua orelha e passava minha língua nela só pra ver você se derretendo. Nossa dança continuava, sincrônica e suave, selvagem e desajustada. Brincávamos de explorar nossos corpos em plena luz do dia. Luz que entrava pela janela transformando a penumbra do quarto em mais lascívia. Cada vez mais. Gemia de prazer com cada gesto seu, que me movia como se soubesse todos meus pontos erógenos  e sabia. Todos meus pontos de prazer. 

Ás vezes gritava porque não conseguia mais ficar calada porque você é demais. Faz tudo bem. Bem até demais. Como eu não imaginava muito, confesso. Há tempos que não tinha um sexo tão incrível. Uma outra pessoa não me dava tanto prazer há um tempo relativamente bom. E nem só por isso, mas pelo fato de me sentir desejada. Me senti uma deusa exclusiva e maravilhosa.

Entre um rolar na cama e outro, beijos quentes e carinhos fofos que me deram gosto de ter usado meu hidratante caro. Deixei minha pele mais macia e parece que você adivinhara, porque me acariciava de uma forma tão doce e ao mesmo tempo libertina que eu lembro desses toques até hoje. E assim é que foi: carinhoso e sensual. Indomável e dócil. É assim que foi. Deitamos de conchinha e o que você falou em meu ouvido com essa voz gostosa está ecoando até agora... Gozamos juntos e ficamos ali abraçados, de conchinha, sentindo o calor do corpo do outro e esperando a próxima vez.



Rafaela Valverde

sábado, 26 de agosto de 2017

Hidratação de amido de milho

Fiz uma mega hidratação hoje. Com amido de milho, máscara e uma ampola de vitaminas.  Vou explicar direitinho: Dissolvi uma colher de amido em meio copo de água, depois fervi mexendo sempre como se fosse um mingau até chegar nesse ponto aí. A dica para não embolar é justamente dissolver antes e mexer bem em fogo médio/baixo.


Em seguida deixei esfriar. Coloquei na geladeira uns minutinhos para esfriar mais rápido. Em seguida, misturei uma colher dessa máscara abaixo, que é muito boa (e barata!) da marca Monange. Já fiz resenha sobre ela aqui no blog. Esta resenha aqui ó: Resenha Monange.


Misturei com essa ampolinha que custou 1,50  com as vitaminas  A, E e B5. promete devolver a maciez e a força, regenerando e hidratando os fios.


 Misturei tudo e depois de lavar o cabelo separei em mechas pequenas e fui aplicando a hidratação, enluvando bem e desembaraçando com o pente. Quanto mais finas forem as mechas e quanto mais produto for aplicado nelas melhor o resultado. Isso é comprovado por mim. Hahaha Nada de pão durice, taca lhe hidratação e enluva bem. Mas depois enxágua bem também. Depois passei um condicionador que veio com a minha tintura. Depois falo sobre ela aqui.



Rafaela Valverde

Como cuido do meu cabelo

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Hoje tirei o dia para falar de cabelo e esse primeiro texto é sobre como eu cuido do meu. Já fiz esse texto aqui anteriormente mas agora quero repetir porque mudei algumas coisas. Então, a primeira coisa é lavar o cabelo a cada três ou quatro dias. Eu faço isso por que sei que mantendo meu cabelo limpo evito problemas no couro cabeludo, além disso, manter o cabelo sempre limpo e lavar a cabeça massageando com as pontas dos dedos fazendo movimentos circulares estimula o crescimento.

O segundo cuidado que tenho com meu cabelo é sempre que lavo, hidrato. é muito raro eu lavar o cabelo e não usar pelo menos aquelas máscaras de ação rápida, de três minutos. Hidratação sempre. Além disso, às vezes faço umectações  com óleos e uso vinagre de maça no couro cabeludo para evitar fungos e também pelo cumprimento. O vinagre de maçã dá brilho e ajuda a fechar as cutículas.

Sempre invento alguma hidratação mais caprichada nos finais de semana que é quando eu posso ficar mais tempo com elas na cabeça. Geralmente fico 40 minutos com essas hidratações mais encorpadas. Enxáguo bem, mas bem mesmo e depois passo condicionador. Sim, condicionador depois da hidratação, ele encerra o processo e fechas as cutículas que foram abertas pelo xampu e tratadas pela máscara. E por falar em xampu: pouca quantidade, hein! E só na raiz. Nada de shampoo nas pontas, já que ressecam. No momento do enxague, que o shampoo descer, ele lava o comprimento. Ah, ao menos uma vez a cada quinze dias, lavo o cabelo com a cabeça pra baixo, no tanque. Dizem que também estimula o crescimento.

Ás vezes, quando faço umectação ou quando percebo que o cabelo está mais sujo, faço duas aplicações de shampoo, mas enxáguo bem e como já disse, quase todas as vezes eu hidrato. Por último: quase sempre que vou tomar banho e não vou molhar o cabelo, eu uso um saco plástico para que a umidade não enfraqueça os fios e nem destrua minha definição, hahaha. E quase sempre durmo com uma camisola velha de cetim enrolada no travesseiro. Esse é o cuidado que eu menos tenho porque não sofro muito com frizz não. É isso. Esses são os principais cuidados que tenho com meus amados cachos.

Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Quero pedir desculpas a todas as mulheres - Rupi Kaur

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quero pedir desculpas a todas as mulheres

que descrevi como bonitas

antes de dizer inteligentes ou corajosas

fico triste por ter falado como se

algo tão simples como aquilo que nasceu com você

fosse seu maior orgulho quando seu

espírito já despedaçou montanhas

de agora em diante vou dizer coisas como

você é forte ou você é incrível

não porque eu não te ache bonita

mas porque você é muito mais do que isso


Que coisa linda!


Rafaela Valverde

Uma lista de tarefas para o amor próprio - Key Ballah

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- Lave sua pele com água morna.
- Use o dedo indicador de sua mão direita para comer mel direto do pote.
- Escreva uma carta de amor para si mesma.
- Peça para sua mãe dizer o quanto ela te ama. Ouça com cuidado a verdade em sua voz.
- Diga ao seu pai que você o perdoa.
(Tente perdoá-lo, por mais clichê que isso soe, o perdão é na verdade para você).
- Leia o primeiro capítulo do seu livro favorito, se você não conseguir parar, leia o quanto conseguir.
- Saia de casa. Não importa o clima, mesmo que você só fique em uma varanda, mesmo que seja apenas por alguns segundos. O ar fresco queima a tristeza.
- Se alongue…
- Toque todas as suas cicatrizes e relembre seus aniversários, lembre-se de quão longe você veio.


Eu amei esse texto!


Rafaela Valverde

Metonímia - Angélica Freitas

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alguém quer saber o que é metonímia
abre uma página da wikipédia
depara com um trecho de borges
em que a proa representa o navio

a parte pelo todo se chama sinédoque

a parte pelo todo em minha vida
este pedaço de tapeçaria
é representativo? não é representativo?

eu não queria saber o que era
metonímia, entrei na página errada
eu queria saber como se chegava
perguntei a um guarda

não queria fazer uma leitura
equivocada
mas todas as leituras de poesia
são equivocadas

queria escrever um poema
bem contemporâneo
sem ter que trocar fluídos
com o contemporâneo

como roland barthes na cama
só os clássicos


Rafaela Valverde

Homens, melhorem!

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Eu não sei o que os homens pensam da vida. Eles se acham os donos do mundo. Acham que todas as mulheres estão afim deles e não fazem nada para cativar essas mulheres. Se uma mulher está afim de um homem e dá sinais ou ele se afasta ou trata- a como se fosse uma mera oferecida que não merece consideração e são "mulheres para pegar."

Tem homem que pensa que  todas as mulheres que se aproximam dele querem casar e ter filhos, quando em muitos casos a mulher só quer mesmo usar seu lindo corpinho para sexo. Sim, queridos, nós, mulheres apenas só queremos transar. Não necessariamente queremos trazer vocês para nossas vidas.

Há ainda os que posam de  frios, indiferentes e anti-relacionamentos. Os que nunca se apaixonaram e nunca namoraram e se acham os tais por isso. Estou cagando para o que vocês acham de vocês mesmos. O pior é que esses, os sabichões, frios, etc, são os que menos sabem lidar com mulheres, com corpos femininos. Sabem nem transar.

Em alguma medida eu não culpo tanto os homens. Foram criados no patriarcado, sendo os reis desde que nascem. Me dá um ranço quando alguém pega um bebê e diz que vai ser pegador. Eu tenho vontade de matar aquele "adulto" que disse isso. Mas, por outro lado culpo os homens sim. Porque quando viram adultos, escolhem sim ser escrotos e continuam disseminando a forma que foram criados. É claro, é uma zona de conforto. Então, sim, cabe a nós adultos escolhermos nossas atitudes e pensamentos. Cabe aos homens escolherem se serão FDP ou não. E a maioria é.

Eu estou pela milésima vez escrevendo essas coisas aqui. Mas não sei se adiantam alguma coisa. Nem sei se homens leem esses textos. Nem sei se homens tem capacidade de auto criticar. Vou morrer esperando, eu sei. Mas posso tentar pelo menos alcançar as novas gerações, já que os babacões adultos já estão com as cabeças formadas. Homens, melhorem!



Rafaela Valverde

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Crepúsculo e alvorecer

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Do meu olhar para o crepúsculo
A noite se vai, levando minha mensagem
Para algum lugar
Para alguém
Que eu nem sei se vai receber
Que talvez nem vá ligar
Na manhã seguinte o pensamento volta
Como se o destinatário tivesse virado remetente
Já nem sei o que quero dizer
Penso em uma coisa
Falo outra
Mais uma vez chega o anoitecer
E com ele eu penso em você
Isso é tudo tão estúpido
Você nem estar mais lá
Para se importar
Para receber o que eu digo
Mais uma madrugada
Um alvorecer
Momentos de transição que me angustiam
Mudam de cor
Mas não mudam minha situação
De sempre te querer.



Rafaela Valverde


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Filme A Vida Secreta das Abelhas

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O filme A Vida Secreta das Abelhas é um filme de 2008, estrelado por  Dakota Fanning, Jennifer Hudson, Queen Latifah, entre outros. É uma comédia dramática dirigida por Gina Prince-Bythewood. A história se passa nos EUA, durante os anos sessenta e traz a adolescente Lily Owens (Dakota Fanning) que vivia triste após a morte da mãe, causada por ela quando ainda era criança.

Depois da morte da mãe, o relacionamento com seu pai fica ainda pior. Um belo dia, depois de uma briga da babá  Rosaleen (Jennifer Hudson) com um homem branco na rua, Lily decide fugir com Rosaleen. Elas vão atrás das lembranças da mãe da menina e em uma cidade do interior encontram August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, que conheceram sua mãe.

Além disso, as irmãs são donas de um apiário na cidade e produzem o melhor mel da região. Rosaleen e Lily passam um tempo com as irmãs Boatwright e aprendem como funciona o trabalho com as abelhas e com a produção de mel. Fora isso, elas passam a ter mais contato com o afeto e a união das irmãs.

Há uma certa tensão relacionada à questões raciais, já que novas leis de igualdade racial estavam sendo implementadas naquele período, especialmente a possibilidade de voto para pessoas negras. Havia uma grande luta e apesar de alguns direitos já conquistados, os negros ainda eram tratados como inferiores ou até mesmo animais.

Mas o filme não se trata somente disso. É um filme emocionante e bem feito. ótimas atuações e atrizes maravilhosas. Gostei muito e recomendo. Tem na Netflix!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Me tocando

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Está frio. Auge do inverno. Eu que moro em uma cidade litorânea, com sol o ano todo, não estou acostumada com tanto frio. O frio traz a carência, a vontade de dormir acompanhada. Penso em várias pessoas com quem poderia dormir, e não só dormir, nesses dias frios. Estou de moletom, calças e meias. Eles estão cheirando a naftalina, devido ao grande tempo guardado. Que excitante.

O programa da TV está muito chato. Programo-a para que ela desligue caso eu durma e puxo o edredom que faz uma montanha ao meu lado na cama. Gosto de pensar que é uma pessoa. Me enrolei toda e abri bem as pernas, imaginando alguém me chupando. Gostava de imaginar sexo oral, às vezes quando estava muito excitada.

E assim que estou agora. Muito excitada. Nem me lembro a última vez que estive assim, nem a última vez que transei. Estou pegando fogo e como diz uma amiga: "Eu vou sucumbir de tanto hormônio mal canalizado..." Rsrsrs

Não sei mais o que fazer então resolvo me satisfazer sozinha. Ultimamente não estão aparecendo mais homens que prestem para me satisfazer. Aquele sexo safado, com pegada, olhares, chupadas quase não existe mais. Parece que as pessoas praticamente só se conhecem para umas rapidinhas sem graça, que só envolvem os órgãos genitais.

Nesse momento, enquanto confabulava sobre a minha inexistente vida sexual, já brincava com meus dedos em minha pepeka que está bem molhada. Me contorço toda, imaginando que estou fazendo sexo a três. Viajo e volto umas três vezes. Gemo alto, brincando cada vez mais forte com os dedos, que entram e saeam de mim com mais facilidade.

Depois dos dedos, o vibrador entrou em ação. Era o momento do ápice. Do gozo magistral de mim para mim mesma. Estar com a gente era uma excitante opção para essas noites frias. É possível se dar prazer e é maravilhoso. Orgasmos deliciosos. Entrei em transe, não sabia mais onde estava. Suei e fui do frio ao calor. Estava suando. Gritei!

Depois que terminei respirei fundo e abri os olhos. A TV ainda estava ligada. Uma senhorinha ensinava os telespectadores a bater um bolo. Sorri e balancei a cabeça, abismada com a ironia daquela situação.  Mas me sentia mais leve. Desliguei a TV, me enrolei no edredom e fechei os olhos, dessa vez para dormir.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Hidratação de café

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Fiz no último final de semana a hidratação de café que já tinha ouvido falar há um tempo. Gostei do resultado e vou contar aqui para vocês como fiz, como apliquei e o resultado. Vamos lá!

Peguei duas colheres de máscara que eu tinha aqui. Ou seja, pode ser a máscara hidratante que você já usa. Depois, duas colheres de pós de café normal, sem  ser solúvel, uma colher de mel e duas de azeite de oliva extra virgem. Misturei bem e apliquei no cabelo. Dividi em pequenas mechas e fui enluvando. Fiz uma sujeira danada. Quando terminei estava toda suja de café. Os braços, o pescoço... Mas vale a pena!

Deixei cerca de quarenta minutos e enxaguei bem. Precisa de um tempinho, paciência e muita água para tirar todo o produto da cabeça. Depois de enxaguar, passei condicionador nas pontas e deixei cerca de dois minutos, penteando com os dedos. Enxaguei bem e depois finalizei normalmente.

O resultado que eu tive com essa hidratação maravilhosa foi brilho, definição, maciez. O cabelo ficou muito bom, como já há algum tempo eu não via. Amei o resultado e mesmo hoje, depois de já ter lavado de novo o cabelo ainda continua macio e com um brilho incrível. E creio que a hidratação deve nutrir o cabelo também, já que o café tem muitos minerais, além dos nutrientes do mel e do azeite. Fica um pouco de cheiro de café, mas não muito forte. Pelo resultado que dá, vale muito a pensa. Recomendo essa hidratação.


Rafaela Valverde

Entorpecimento mortífero

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A frustração, o medo e desesperança dão bons temas para escrever. Aliás, eles já são o próprio assunto. Eu, quando recebo noticias ou baques na minha vida - o que acontece quase o tempo todo, diga se de passagem - tendo a escrever melhor. Com mais tristeza, consequentemente com mais literatura.

Refletir sobre minha escrita faz parte de uma tomada de consciência sobre mim mesma e meus sentimentos. Quais os momentos em que escrevo? E como escrevo nesses momentos? Qual a época em que mais escrevo contos eróticos, por exemplo? Cabe a reflexão.

Sei que isso pode não interessar as pessoas, mas analisar isso, para mim, me faz entender a mim mesma ou pelo menos ajuda. Meu psiquismo, meus processos cognitivos e de assimilação de coisas ruins que acontecem em minha vida. Só na semana passada tive duas notícias ruins, duas preocupações sobre o futuro. Dois pequenos problemas que não me definem, mas me incomodam. Com essas coisas eu só sinto vontade de escrever. Escrever, chorar e morrer. O fardo de viver, às vezes, me deixa muito deprimida e muito desgostosa com a vida.

Às vezes, nem a literatura consegue me tirar desse entorpecimento mortífero. Deve existir uma força sobrenatural dentro do meu ser, porque mesmo com tudo desmoronando eu ainda consigo cumprir minhas obrigações diárias, os trabalhos da faculdade, etc. A demanda de estudos pelo menos mantém minha mente ocupada e eu deixo de sentir ímpetos de me jogar debaixo de algum carro em uma avenida movimentada.

Tudo é pesadelo, tudo é tempestade. E eu não acordo nunca desse sono que não oferece descanso, nem alento. Só dor, angústia e pesadelos. Eu não sei até quando eu vou conseguir me manter ocupada o suficiente para não desistir e não mergulhar de vez nesse entorpecimento.


Rafaela Valverde

Discurso - Cecília Meireles

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E aqui estou, cantando.
Um poeta é sempre irmão do vento e da água:
deixa seu ritmo por onde passa.

Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes
andaram.

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.

Pois aqui estou, cantando.

Se eu nem sei onde estou,
como posso esperar que algum ouvido me escute?

Ah! Se eu nem sei quem sou,
como posso esperar que venha alguém gostar de mim?



Rafaela Valverde
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