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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Morte Súbita - J.K. Rowling.

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Morte Súbita é um livro que exige paciência no início. Depois vai ganhando força  e se torna um grande livro, com grandes personagens e histórias. Falo de paciência porque achei o início da leitura bem chata, mas depois deslanchou. Se for um leitor sem paciência não segue a leitura. Mas eu segui e não me arrependi. Na verdade gostei muito. O livro lançado em 2012 foi o primeiro livro não infanto-juvenil de J.K. Rowling. 

A história se passa em um pequeno povoado chamado Pagford e seus moradores complexos e ao mesmo tempo tão simplificados. Personagens tão humanos que fogem do maniqueísmo habitual de histórias como essas. A morte súbita, título do livro é a de Barry Fairbrother, membro do conselho municipal. Estórias diversas são desencadeadas a partir da aneurisma rompida de Barry que causa sua morte.

A partir desse acontecimento, questões são mostradas, personagens bem feitos demonstram seus dramas mais profundos, preconceitos, defeitos, etc. Há uma violência nas entrelinhas ao longo de todo o livro que termina de maneira surpreendente, a meu ver.  Do meio para o final eu não queria mais soltar o livro e estou fascinada pelos personagens até hoje. Fiquei encantada com os bons personagens, bem construídos e completos. Além disso, a passagem de um trecho para outro do livro, foi escrito e era mostrado como cenas de filme. Me senti lendo um grande roteiro de cinema. Enfim, Morte Súbita  foi um livro que gostei muito. Recomendo, vale a pena. Tenham paciência.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 14 de março de 2018

Lixo nosso de cada dia

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Já parou pra pensar quanto lixo a gente gera por dia? Já observou isso? Da hora que acordo até a hora que vou dormir quanto dejeto eu descarto no planeta? Não? Nunca pensou? Eu, às vezes, contabilizo mentalmente o lixo que vou gerando ao longo do dia. Papel higiênico, papéis de bala, embalagens de biscoito, caixa de suco, guardanapo, pacote de leite e café... É muita coisa. É muito entulho gerado pelo ser humano há anos, especialmente desde o surgimento do plástico...

Me pego pensando às vezes se só eu penso nisso. Tenho a impressão que ninguém se importa. Agora,vocês imagem, com a quantidade de pessoas que temos no planeta e cada vez nascem mais e mesmo aquelas que morrem os lixos gerados por elas levam anos para se decompor. Imaginem o que está virando nossa esfera, nosso habitat.

O que vamos fazer com tanto lixo? A reciclagem não é suficiente ainda para tanto lixo que geramos diariamente. Muitas vezes nem pensamos nisso. Cada pequena embalagem que é gerada a partir de uma bala ou um picolé que compramos na rua. Cada entulho, por menos que seja, causado por nós, é  prejudicial para o planeta e até mesmo para nossa convivência diária, pois reparem que ruas sujas. com muito lixo jogado por nós, soam como ambientes desagradáveis  e são mesmo.

Já há algumas tendências e tentativas de se produzir menos lixo individualmente. Até já vi alguns vídeos na internet sobre o assunto, mas o que temos feito para que isso realmente ocorra? Temos economizado em copos descartáveis quando vamos beber água? Por exemplo, se você for beber água pela manhã e pela tarde ou a cada uma hora você pega outro copo descartável ou você tem uma garrafa ou copo próprio? Existe essa preocupação? E o tanto de papel que é gerado especialmente em empresas? Trabalho em uma empresa que não tem nenhum cuidado com o tanto de papel que produz. É tanto documento impresso desnecessariamente. Podemos reaproveitar coisas, mas por motivos diversos não o fazemos. Até papel de rascunho pode ser feito com esses papéis, mas em muitos casos ou quase todos são simplesmente descartados. Como repensar essas questões e simplesmente fazer a diferença? É possível ? Acredito que passa pela educação e por conscientização mesmo. Mas não conscientização por algo que está longe de nós e sim devemos trazer para perto da gente para que nossas ações possam realmente ter algum sentido. Olha, eu tento, mas em alguns casos é bem difícil, até porque dependemos de outras pessoas, empresas e setores para fazer nossa parte.




Rafaela Valverde

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Se todas as garotas - Nikita Gill

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Se todas as garotas fossem ensinadas
como se amar ferozmente
em vez de como competir
umas com as outras
e odiar seus próprios corpos,
que diferente
e bonito mundo
nós viveríamos.





Rafaela Valverde

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Todo Mundo Odeia o Chris

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O seriado protagonizado por pessoas negras mais marcante e que mais gosto com certeza é Todo Mundo Odeia o Chris. Além de ser bem divertido e engraçado, o seriado aborda diversas questões raciais presentes nos Estados Unidos na década de oitenta, época em que o seriado se passa. O seriado, criado pelo humorista Chris Rock é baseado em sua infância e adolescência. Claro que há dados reais, mas há também certa ficção em torno de sua vida.

No seriado, Chris era o único menino negro na escola e sofria preconceito. Apanhava e era constantemente tratado com ironia e estereotipado pela professora. Comecei a ver o seriado na TV aberta na minha adolescência - ele foi transmitido entre 2005 e 2009 - mas, recentemente, através de um aplicativo pude assistir todas as temporadas - quatro. Em ordem cronológica. Já que na TV os episódios passavam aleatoriamente.

Enfim, eu adoro esse seriado. Acho muito bem feito, bem escrito. Boas piadas e tiradas. Excelentes interpretações e personagens muito bem construídos. A melhor, na minha opinião é a mãe de Chris, Rochelle, interpretado pela maravilhosa Tichina Arnold. Costumo dizer que Rochelle é a melhor personagem de todos os tempos. Com sua célebre frase: "Eu não preciso disso aqui, meu marido tem dois empregos..." Rochelle me conquistou totalmente. Dei muitas risadas durante todo o seriado. Nesse período vemos Tyler James Williams, que interpreta Chris crescer e amadurecer como ator e personagem. Não posso esquecer também dos irmãos de Chris, interpretados por Tequan Richmond e
Imani Hakim. Ótimos personagens também.

O melhor é que há pouquíssimas pessoas brancas no seriado, geralmente personagens pequenos. O protagonismo era dos personagens negros, sobretudo no bairro, na música, na cultura. E isso era uma das melhores coisas no seriado.  O personagem branco mais próximo de Chris era Greg, seu melhor amigo, interpretado por Vincent Martella. Juntos, Chris e Greg eram centro de muitas cenas engraçadas.

Mas não só de humor vive Todo Mundo Odeia o Chirs. Algumas questões raciais são mostradas e retratadas com detalhes. Os Estados Unidos é uma nação assumidamente racista, lá as coisas são muito menos veladas que aqui, imaginem, então, nessa época, anos oitenta, noventa. A coisa era muito mais polarizada. Não vou entrar mais nessa questão pois não me sinto suficientemente conhecedora. Mas, o que posso dizer é que o seriado é muito bem feito e completo.

O seriado termina no final dos anos oitenta, quando Chris perde de ano na escola  e faz um exame supletivo para conseguir diploma de ensino médio. No último episódio, a família está reunida em uma lanchonete para saber o resultado do supletivo, mas exatamente no resultado o episódio é interrompido subitamente e a série termina. Dá para entender que Chris não passa. Ele, nesse mesmo período, em sua vida real, abandona a escola e começa sua carreira como humorista. Inclusive para ajudar a família, já que seu pai morre, nesse período. A partir daí, é possível entender que o seriado não mais seria engraçado, então pode ser esse o motivo de terminar tão de repente e sem final. Vale muito a pena assistir e com certeza ainda muitas pessoas vão ter acesso, já que de vez em quando passa na Rede Record. Tomara!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Série The Bletchley Circle

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Terminei de ver recentemente a segunda temporada da série  The Bletchley Circle. É excelente e bastante curtinha. As duas temporadas contam apenas com sete episódios, mas já soube que não haverá renovação para uma terceira temporada. Tem na Netflix e vale a pena assistir, a meu ver. A série começa nos anos 1940 durante a segunda guerra mundial. Nesse momento quaro grande mulheres trabalham em Bletchley Park, a serviço do governo, descifrando códigos criptografados dos inimigos. 

Susan, Millie, Jean e Lucy  são mulheres diferentes, com personalidades marcantes e cada uma tem um  talento peculiar. Assim, nove anos depois, elas se reencontram, incentivadas por Susan que as reúnem,  para tentar desvendar um crime que ainda não tinha solução. Um assassino de mulheres estava à solta e precisava ser contido.

Susan é boa com códigos e equações matemáticas, Millie é a mais inteirada dos meandros sociais e conhece muita gente, além de falar várias línguas; Jean ainda trabalha em um órgão público e conhece bastante gente influente e Lucy tem memória fotográfica, sendo capaz de memorizar qualquer coisa em qualquer tempo.

Quatro amigas. Quatro mulheres fortes que precisam lidar com seu próprio dia a dia - Susan é casada e tem dois filhos; Lucy também é casada - e ainda enfrentar preconceitos por serem mulheres. Nesse período havia poucas coisas que mulheres podiam fazer a não ser casar e ter filhos e ser realmente bem sucedida. Mas elas enfrentam os obstáculos com bravura, provando que mulheres podem fazer qualquer coisa que quiserem. Mesmo não sendo tão ouvidas assim pela polícia, elas continuam a investigar o crime e seguem com seu propósito até o final.

É fantástica, recheada de suspense, mistério, cenas bem feitas e fortes, além das atuações bem s guras das personagens. Praticamente em todos os episódios, as aparições dessas quatro mulheres muito capazes e maravilhosas. Assim como todas nós, que podemos tudo, inclusive desvendar crimes! A segunda temporada achei mais chatinha, sei lá, mais parada. Susan, minha personagem preferida, meio que sai um pouco de cena dando lugar a outra personagem que agora não lembro o nome.

O plano de fundo da série com certeza é a situação em que vivia a mulher naquele momento da história da humanidade. Traz em detalhes e /ou referências diversas questões que estavam lá no século vinte, mas que ainda estão, até hoje no século XXI, infelizmente. Vão lá e assistam. Pode começar um pouco chatinha, mas deem uma chance porque vale a pena.



Rafaela Vaverde

sábado, 9 de dezembro de 2017

Para Educar Crianças Feministas - um manifesto e Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie

Os livros Para Educar Crianças Feministas - um manifesto  e Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie são livros reveladores, especialmente para quem não conhece nada de feminismo e anda falando besteira por aí. É muito importante para conhecer algumas pequenas questões - ou talvez não tão pequenas assim - que ela aborda de maneira tão bem feita que não dá para desgrudar do livro e ainda ficar concordando que nem uma doida, balançando a cabeça na rua.

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Chimamanda é Nigeriana, nascida em 1977. É uma das mais conhecidas e bem sucedidas escritoras de literatura africana em língua inglesa. Só a conheci no ano passado na faculdade de Letras, assistindo uma de suas palestras em uma aula de literatura. Como tive facilidade de ler seus livros, aproveitei logo a oportunidade e li. São livros bem fáceis de ler. Terminei em um dia. Pois bem, Para Educar Crianças Feministas - um manifesto é uma carta/manifesto escrito para sua amiga que lhe perguntara como educar a filha de maneira feminista e para ser feminista A partir dessa resposta, ela cria inúmeras respostas e uma lista com coisas a serem feitas e coisas para nunca serem feitas. É bem didático, sobretudo para quem critica tanto o movimento feminista que busca igualdade entre homens e mulheres, nada mais. Trarei duas frases do livro:

Seja uma pessoa completa. A maternidade é uma dádiva maravilhosa, mas não seja definida apenas pela maternidade. Seja uma pessoa completa. (p. 14)

Ensine-a a ler. […] Os livros vão ajudá-la a entender e questionar o mundo, vão ajudá-la a se expressar, vão ajudá-la em tudo o que ela quiser ser. (p. 34)

Então, né gente? O livro é maravilhoso e traz algumas coisas que já pensava há anos. Reflexões sobre a mudança do sobrenome da mulher ao se casar, reflexões sobre o rosa e o azul - definições de gêneros impostas pela sociedade e muitas outras... É um livro que nos coloca para pensar.

Já Sejamos Todos Feministas é uma de suas palestras adaptadas para livro e vem para reforçar as ideias do feminismo mesmo. Como se fosse a repetição para a confirmação de determinada ideia. Desconstrução de conceitos fortemente arraigados já há muito tempo em nossas sociedades.

Trechos destacados:

"Perdemos muito tempo ensinando as meninas a se preocupar com o que os meninos pensam delas. Mas o oposto não acontece."


"E se criássemos nossas crianças ressaltando seus talentos, e não seu gênero? E se focássemos em seus interesses, sem considerar gênero?"


É também um excelente livro, que aborda várias questões que precisam ser abordadas e discutidas. Gostei bastante dessas leituras. Todo mundo deveria ler!



Rafaela Valverde


Livros Outros Jeitos de Usar a Boca de Rupi Kaur e Um Útero é do Tamanho de um Punho de Angélica Freitas

Queria bater vinte livros lidos no ano e consegui. Quero falar aqui sobre quatro deles, que li recentemente e que foram livros bastante comentados e lidos ao longo de 2017. São ele: Outros Jeitos de Usar a Boca Rupi Kaur; Um Útero é do Tamanho de um Punho de Angélica Freitas; Para Educar Crianças Feministas e Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie.

Resultado de imagem para outros jeitos de usar a boca resenhaDevo dizer que são bons livros, pequenos livros, livros para serem lidos rapidamente. Mas não significa que esses livros não tenham o que dizer. Eles têm e muito. O primeiro é de uma autora indiana, hoje residente no Canadá. O livro desde o início me chamou atenção pelo nome e por uma indicação feita em um quadro de livros na Rádio Metrópole. Daí a curiosidade foi aumentando cada vez mais e um belo dia consegui ler. Os textos foram escritos em formato de poema e são maravilhosos. Chorei um pouco lendo alguns, pois falavam de mim mesma. O sofrimento por amor, pela perda, a dor pelo outro que  foi embora... A cura (que inclusive é um dos capítulos do livro...)Ainda traz questões sobre violência contra mulher, questões de aceitação e amor pórprio. É um livro muito tocante.

quando você estiver machucada
e ele estiver bem longe
não se pergunte
se você foi o bastante
o problema é que
você foi mais que o bastante
e ele não conseguiu carregar 


Esse é um dos poemas ou trechos que mais me marcou, por razões muito óbvias, é só ler o poema e saber que tive uma ou talvez duas estórias assim.  Quem é que não teve? Pois bem, como eu já disse o livro aborda temas muito sérios. Assim, trago mais um trechinho:

sexo exige o consentimento dos dois
se uma pessoa está ali deitada sem fazer nada
porque não está pronta
ou não está no clima
ou simplesmente não quer
e mesmo assim a outra está fazendo sexo
com o seu corpo isso não é amor
isso é estupro 

Nem preciso dizer que amei esse livro não é? O próximo da minha listinha é o ó útero é do Tamanho de Um Punho de Angélica Freitas que tem o mesmo sobrenome que eu e de quem eu nunca tinha ouvido falar. É um livro que aborda questões feministas também e eu nem preciso dizer mais nada, não é mesmo? Sobretudo pelo nome do livro já é possível compreender do que se trata. É uma boa seleção de textos, eu também gostei, apesar de ter me tocado e me identificado menos que o anterior. Esse é o meu trecho selecionado do livro:

a mulher é uma construção
deve ser
a mulher basicamente é pra ser
um conjunto habitacional
tudo igual
tudo rebocado
só muda a cor
particularmente sou uma mulher
de tijolos à vista
nas reuniões sociais tendo a ser
a mais mal vestida
digo que sou jornalista

A postagem ficou muito grande, portanto vou falar um pouco dos livros de Chimananda em uma próxima postagem. Não tenho intenção que isto seja uma resenha, apenas quero registrar e compartilhar com vocês as minhas leituras. São livros tão subjetivos, leiam por vocês mesmos e criem suas próprias opiniões.




Rafaela Valverde




sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Livro Uma Vida Inventada - Maitê Proença


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Terminei  de ler essa semana o livro da atriz Maitê Proença, de quem eu gostava desde a infância, acompanhando pelas novelas da globo. Troquei o livro em um projeto de troca de livros e não sabia muito bem o que esperar dele. Confesso que o que me chamou atenção foi o nome da autora. Provavelmente se não fosse Maitê Proença eu nunca pegaria o livro.

Gostei bastante do livro que intercala memórias com estória. Uma está dentro da outra, não se separam e é justamente esse um dos diferenciais do livro que traz de maneira suave suas impressões sobre a vida, sobre as pessoas e narra de forma suave todas as tragédias que fazem parte da sua vida. Sim, para quem não sabe a atriz passou por grandes tragédias em sua vida. Quando ela tinha doze anos o pai matou a mãe e se matou anos depois, quando ela já trabalhava na Globo. Mas, a forma com que ela narra é muito bem feita. Pelo menos eu gostei bastante. Me fez refletir em alguns fatos da minha vida, especialmente a mágoa e a liberdade.

A atriz contou em uma entrevista que eu pude ler, que sentiu vontade de escrever sobre suas tragédias, depois que elas foram expostas em rede nacional no ano de 2005 no programa de Faustão. Então não tinha mais como não contar.

Ela vai trazendo memórias, relatos de viagens e conta casos divertidos sobre a vida; além da relação com a filha Maria, sua relação com a família e com as religiões. Além do começo difícil da carreira. No primeiro trabalho na TV, antes de começar, Maitê sofreu um acidente que a deixou de moletas por cerca de um ano. Além disso teve o aborto que ela fez aos dezesseis anos. Ela conta tudo de maneira muito leve e eu não consegui desgrudar do livro. É isso.


Autor: Maitê Proença
Ano: 2008
Páginas: 224
Editora: Agir





Rafaela Valverde

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Filme Elefante Branco

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Assisti no final de semana o drama argentino Elefante Branco, do ano de  2012. Com direção de  Pablo Trapero, o filme conta com : Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusman. Mas claro que Darín está no filme... Gracinhas à parte, sério, às vezes tenho a sensação que ele está em todo filme argentino... Mas ele é um grande ídolo por lá e realmente é bom ator, então, vou ao que interessa...

O filme traz os padres Julián (Ricardo Darín) e o padre Nicolás (Jérémie Renier) inseridos em um bairro pobre de Buenos Aires, a  favela de Villa Virgen. A região periferia é bastante violenta e os padre Julián, com intenção de ajudar as famílias que ali vivem, mora em uma construção abandonada. O prédio gigante que seria um hospital para os mais pobres está abandonado há anos e ali o padre vê possibilidades de melhorar a vida das pessoas que compartilham do mesmo endereço.

Todas as histórias secundárias vão acontecer a partir desse local tomado pelo tráfico de drogas e pela pobreza. Com negações advindas da igreja de continuar ajudando aquelas pessoas, os dois padres se unem e vão sozinhos enfrentar o que tiver de acontecer. E olhe que acontece muita coisa... O filme é bastante interessante, sobretudo no que diz respeito à vida dos religiosos, que querem ajudar pessoas, mas também seus próprios conflitos.

Com boas cenas de ação, atores convincentes e uma bela fotografia mostrando o verde e o dia a dia de uma grande cidade como Buenos Aires, o filme é mais uma obra prima argentina. Pelo menos a meu ver. Não especialmente no que se refere a roteiro propriamente dito. Mas o filme me ganhou muito mais pelas interpretações e fotografia. Fascinante. Não dá mais vontade de parar de ver.




Rafaela Valverde

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