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quinta-feira, 5 de abril de 2018

A felicidade está nas pequenas coisas

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Como escreveu Lispector no conto A imitação da rosa, presente no livro Laços de Família : "Como era rica a vida comum [...]" a vida comum, o dia a dia, o cotidiano são lindos. A gente precisa treinar nosso olhar para observar as pequenas sutilezas da vida e chegar a concordar com Lispector. Já escrevi sobre esse assunto várias vezes aqui. Mas cheguei a conclusão que sempre vou escrever sobre o tema. É um tema que eu penso muito. A beleza dos pequenos momentos da vida não saem da minha cabeça. Há todo momento paro para contemplar um céu azul ou um passarinho quicando ou até mesmo brincar com um cachorro de rua... Nós somos muito arrogantes, nossa alma quer grandeza o tempo inteiro. Desejamos e apreciamos momentos grandiosos a todo momento. Queremos cenas finais de filmes e novelas para sermos felizes sem ao menos nos dar conta que a felicidade está nos pequenas coisas da vida, bem na nossa frente. Isso acaba se transformando em uma grande perda de tempo, porque perdemos pequenas boas ocasiões e acontecimentos para buscar grandes fatos , guinadas e realizações. Claro que coisas boas e grandiosas volta e meia acontecem na vida, mas não é sempre. Na maioria das vezes a felicidade passa por nós enquanto estamos cegos procurando outra coisa. Procurando um afortunamento constante, ideal e gigante. Muitas vezes, o simples fato de a chuva passar quando estamos para sair, achar dinheiro no bolso da calça, ou não pegar muita fila no banco já são motivos para abrir um sorriso, agradecer e simplesmente aproveitar a sensação de ter coisas boas acontecendo, mesmo que seja por dois ou três minutos já valem a pena. Aliás, essas pequenas coisas já devem liberar aquelas substâncias responsáveis pelo prazer e satisfação que tanto gostamos e precisamos. Então, por que não olhar o mundo a nossa volta? Por que não considerar pequenas coisas como partes da felicidade? O simples fato de ser livre para mim, já um grande fator de felicidade. Eu adoro a sensação de ouvir música, ler um livro e ter a possibilidade de fazer isso todos os dias me causa muita alegria. Eu sou feliz e grata. Eu vejo a felicidade em pequenas realizações. A felicidade está no fato de eu estar escrevendo aqui nesse momento. Só de ter tempo para sentar e escrever já é maravilhoso. Gratidão!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Morte Súbita - J.K. Rowling.

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Morte Súbita é um livro que exige paciência no início. Depois vai ganhando força  e se torna um grande livro, com grandes personagens e histórias. Falo de paciência porque achei o início da leitura bem chata, mas depois deslanchou. Se for um leitor sem paciência não segue a leitura. Mas eu segui e não me arrependi. Na verdade gostei muito. O livro lançado em 2012 foi o primeiro livro não infanto-juvenil de J.K. Rowling. 

A história se passa em um pequeno povoado chamado Pagford e seus moradores complexos e ao mesmo tempo tão simplificados. Personagens tão humanos que fogem do maniqueísmo habitual de histórias como essas. A morte súbita, título do livro é a de Barry Fairbrother, membro do conselho municipal. Estórias diversas são desencadeadas a partir da aneurisma rompida de Barry que causa sua morte.

A partir desse acontecimento, questões são mostradas, personagens bem feitos demonstram seus dramas mais profundos, preconceitos, defeitos, etc. Há uma violência nas entrelinhas ao longo de todo o livro que termina de maneira surpreendente, a meu ver.  Do meio para o final eu não queria mais soltar o livro e estou fascinada pelos personagens até hoje. Fiquei encantada com os bons personagens, bem construídos e completos. Além disso, a passagem de um trecho para outro do livro, foi escrito e era mostrado como cenas de filme. Me senti lendo um grande roteiro de cinema. Enfim, Morte Súbita  foi um livro que gostei muito. Recomendo, vale a pena. Tenham paciência.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 14 de março de 2018

Lixo nosso de cada dia

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Já parou pra pensar quanto lixo a gente gera por dia? Já observou isso? Da hora que acordo até a hora que vou dormir quanto dejeto eu descarto no planeta? Não? Nunca pensou? Eu, às vezes, contabilizo mentalmente o lixo que vou gerando ao longo do dia. Papel higiênico, papéis de bala, embalagens de biscoito, caixa de suco, guardanapo, pacote de leite e café... É muita coisa. É muito entulho gerado pelo ser humano há anos, especialmente desde o surgimento do plástico...

Me pego pensando às vezes se só eu penso nisso. Tenho a impressão que ninguém se importa. Agora,vocês imagem, com a quantidade de pessoas que temos no planeta e cada vez nascem mais e mesmo aquelas que morrem os lixos gerados por elas levam anos para se decompor. Imaginem o que está virando nossa esfera, nosso habitat.

O que vamos fazer com tanto lixo? A reciclagem não é suficiente ainda para tanto lixo que geramos diariamente. Muitas vezes nem pensamos nisso. Cada pequena embalagem que é gerada a partir de uma bala ou um picolé que compramos na rua. Cada entulho, por menos que seja, causado por nós, é  prejudicial para o planeta e até mesmo para nossa convivência diária, pois reparem que ruas sujas. com muito lixo jogado por nós, soam como ambientes desagradáveis  e são mesmo.

Já há algumas tendências e tentativas de se produzir menos lixo individualmente. Até já vi alguns vídeos na internet sobre o assunto, mas o que temos feito para que isso realmente ocorra? Temos economizado em copos descartáveis quando vamos beber água? Por exemplo, se você for beber água pela manhã e pela tarde ou a cada uma hora você pega outro copo descartável ou você tem uma garrafa ou copo próprio? Existe essa preocupação? E o tanto de papel que é gerado especialmente em empresas? Trabalho em uma empresa que não tem nenhum cuidado com o tanto de papel que produz. É tanto documento impresso desnecessariamente. Podemos reaproveitar coisas, mas por motivos diversos não o fazemos. Até papel de rascunho pode ser feito com esses papéis, mas em muitos casos ou quase todos são simplesmente descartados. Como repensar essas questões e simplesmente fazer a diferença? É possível ? Acredito que passa pela educação e por conscientização mesmo. Mas não conscientização por algo que está longe de nós e sim devemos trazer para perto da gente para que nossas ações possam realmente ter algum sentido. Olha, eu tento, mas em alguns casos é bem difícil, até porque dependemos de outras pessoas, empresas e setores para fazer nossa parte.




Rafaela Valverde

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O perdão

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O que é o perdão? Pra mim perdão é o maior ato de clemência que se pode fazer por quem se ama ou gosta. Bem, eu sei, talvez eu esteja exagerando... Clemência  é uma palavra muito forte. Mas ainda penso assim. Perdoar é a coisa mais nobre que se pode fazer pelo outro. O outro que de alguma forma a gente gosta. Porque quem a gente não tem uma relação afetiva não tem capacidade de nos atingir com seus atos. Já repararam que quem mais nos atinge com atitudes é quem a a gente gosta? Nos atinge porque nos importamos. E, se nos importamos com aquela pessoa ou com aquela ligação afetiva, então por que não perdoar?

Perdoar chega a ser um conceito religioso, cristão. Acho que também é uma coisa nobre que podemos fazer por nós mesmos. A gente se sente mais leve depois que a raiva passa, depois que a deixamos passar, depois que a cabeça está fresca. Já perdoei várias vezes e me senti muito melhor sempre que o fiz. O perdão é lindo. É olhar para o outro entendendo sua humanidade e com isso sua capacidade intrínseca de cometer erros. É olhar para o outro reconhecendo a si mesmo e a sua própria humanidade, porque também cometemos erros. Todos nós. É a coisa mais certa: saber que o outro vai errar. E se ele erra, é ser humano. Se ele erra, todo mundo erra. Quem perdoa ou vai perdoar também erra o tempo todo ou já errou feio um dia. Por que não ter empatia? Por que não se colocar no lugar daquela pessoa que errou e tentar entendê-la? Eu já estou tão acostumada a fazer isso que pra mim já soa como algo muito fácil. 

Sou das que perdoam. Sou das que não guardam mágoas. Sou das que dá segunda, terceira chances... Já cheguei a dar chances extras. Me via como trouxa por conta disso. Hoje não vejo mais. Me vejo como alguém que entende o outro e consequentemente a si mesmo. Me vejo como alguém de coração bom que entende que perdoar é básico para qualquer tipo de relação. Claro que tudo tem seu limite e depois das chances extras, a gente já começa a perceber que o outro não está realmente disposto a mudar ou a consertar seus erros... Mas quando o outro se dispõe a consertar seus erros e mostra isso ao longo do tempo nada mais justo que dar essa chance. Nada mais justo que dar chance de a pessoa se redimir. Todo mundo merece. Eu acho. Sempre tive essa certeza em minha vida. Acredito no ser humano. Ainda.

 Ainda vislumbro possibilidade de melhorias nas pessoa. Pelo menos nas que se propõem a mudar e se policiam. Obviamente é preciso enxergar essa mudança, essa melhoria. Não dá, como eu já disse, para ser feita de idiota. Ninguém merece ser feito de idiota, ao mesmo tempo que todo mundo merece uma segunda chance. Sou adepta das segundas chances. Sou adepta ao perdão. Meu coração perdoa. Minha cabeça também. E tudo volta do início. Começa do zero. E consigo ser capaz de entender o outro, de perceber seus esforços em mudar e começar tudo de novo. Nossas relações afetivas se renovam a partir do perdão e ficam melhores.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

As festinhas da moda para constranger bebês que ainda nem chegaram ao mundo

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Já repararam na obrigação que as pessoas parecem que têm agora em fazer festa de anúncio de sexo de bebê e chá de fralda, quando não dois chás de fraldas; um para a empresa em que trabalha e outro para a família. Eu acho tudo isso as coisas mais ridículas que se pode fazer ao esperar a chegada de um filho. Essas modinhas, espero que passem, causam aversão em mim às pessoas que as realizam. Parece que é o maior acontecimento do mundo. Parece que é a coisa mais extraordinária do mundo, fazer e parir um filho. Saibam que não é. Qualquer ser mamífero pode parir, a única diferença é que somos seres humanos, seres "racionais" e "pensantes" e aparentemente achamos ou temos certeza que mandamos no mundo, mandamos em todo o reino animal. Portanto, só nós mesmos somos capazes de sermos patéticos, de tornar uma coisa tão bonita, tão simples e ao mesmo tempo tão complexa em um circo de horrores...

Minhas reflexões acerca do assunto começaram a partir de um episódio da série Grace e Frankie que assisto e adoro. Mas já pensava nessas coisas há um tempo. O que o episódio trouxe? Um casal descobre que serão pais e fazem uma pequena festinha com a presença da família, que também não gostara muito da ideia de ir à esse tipo de festa e fazia muita galhofa. A festa vai rolando, a família criticando e bebendo para esquecer que estavam ali participando daquele momento patético e no final acabam não descobrindo o sexo do bebê porque o bolo tem recheio lilás, o azul se misturou com o rosa e não chegaram a nenhuma conclusão. O casal virou motivo de chacota para a família e para mim também. Mas, não só o casal, o bebê também. Será que as pessoas já pararam para pensar nisso? Que as coisas ridículas que fazem para "dar as boas vindas" aos filhos podem constranger os bebês antes mesmos de eles chegarem ao mundo? Acho que ninguém para para pensar nisso. E também nem sei se estou certa ao falar isso, eu só acho muito sintomático seguir essas modinhas que transformam o acontecimento de ter um filho constrangedor. As pessoas pensam que estão abafando, postando nas redes sociais, mas, na maioria das vezes estão pagando mico.

Pelo menos na minha opinião. Eu não estou aqui dizendo que o que eu acho das coisas é a verdade absoluta, não. Estou aqui apenas afirmando, e isso tenho direito absoluto, que detesto esse tipo de festa modinha e acho que há muitas coisas mais importantes em que se investir MEU dinheiro. Eu, por exemplo preferiria investir em educação e livros para meus filhos, mas cada um sabe o que faz com seu dinheiro. O mais irônico dessas situações é que esses mesmos pais que gastam horrores fazendo essas festas ridículas, economizam em escolas, não querem comprar livros, nem pagar transporte escolar e reclamam todo ano para comprar material escolar. E os chamados "mêsvesários"? Meu Deus, não tem coisa mais ridícula que essas comemorações mensais em que se gasta um dinheirão e posta fotos temáticas a cada mês...

E quem não faz esse tipo de coisa ou cai na asneira de criticar esses comportamentos idiotas, como eu estou fazendo agora, ainda é taxado como insensível, desnaturado, etc. Na cabeça das pessoas só é legitimada a parentalidade se houver esse tipo de cena e festinha na internet. Caso você não faça nada disso, porque afinal tem uma criança para cuidar ou uma gravidez para administrar, você não é pai ou mãe de verdade. Mas, tá. Pai e mãe são só aqueles que posam tematicamente e pagam mico - e fazem seus filhos pagarem - antes, durante, e depois da chegada de um bebê na família. Falta do que fazer define, na minha opinião.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Foda-pra-caralho!

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Nesses raros momentos românticos da minha vida em que fiquei por alguns momentos, poucos, em companhia de alguém que esteja amando, ouvindo alguma playlist fofa e romântica eu me senti bem. Essas coisas me deixam tão satisfeita que é como se eu tivesse nascido especialmente para isso, para viver dessa forma, em eterno clima de romance, me desculpem a redundância, eternamente. Mas, me diga quem é que não quis em algum momento da vida algum momento desse a la conto de fada daquele bem da carochinha que a gente acha que pode acabar a qualquer momento? Quem diz que não, é um puta mentiroso. Um mentiroso do caralho. E vou aqui mesmo falar meus palavrões mesmo. Se não quiser ler não leia. Tchau. Não é essa a palavra? Ciau, bye... Sim, esse é mais um dos meus textos malucos para comprovar que não existe ninguém normal no mundo e nem mesmo existe quem  não queira viver um mísero momento como esse. De romancinho-água-com-açúcar. Pois bem, é assim que me encontro nesta noite que um dia pode vir a ser famigerada e ordinária. Espero que não seja, mas não sou daquelas pessoas que costuma conseguir o que quer ou o que espera. Geralmente tudo escorre da minha mão mesmo, como uma água muito mole e escrota... Nesses raros momentos de paz e calmaria da minha vida eu não sei o que pensar, porque por mais que agradeça nunca me sinto suficientemente grata e nem acho que mereço tanta coisa boa que acontece quase sempre agora. Fico achando que a qualquer momento o jogo vai virar de novo em breve  vou  cair naquele rio solitário de amargura e depressão. Quando a gente passa anos sofrendo fica difícil acreditar que o sofrimento acabou e que agora tudo é bom, calmo e reciproco. Tem coisa mais inacreditável que a reciprocidade? Principalmente pra mim que quase nunca tive nada recíproco na minha vida. Tudo que eu vivi por um período era mentira. Mas será que agora é mesmo verdade? Aí fico confabulando todas essas coisas e pensando em tudo isso, no que é verdadeiro ou não. No que é recíproco ou não. No que é, mas de repente pode deixar de ser... Fica um pouco difícil viver assim às vezes. Se me deixar levar por esses pensamentos eu não vivo. E mesmo quando recebo um telefonema avisando que teríamos uma boa comemoração com direito a molho de tomate caseiro e tudo, eu ainda, mesmo que sorrindo, me parei pensando se mereço tudo isso mesmo e se tudo isso é verdade mesmo. Sei lá, bate uma dúvida. As pessoas dizem que a gente é nada, que a gente não merece nada e a gente acredita. A gente passa dias, meses, anos acreditando que é um lixo porque isso foi dito, mesmo que nas entrelinhas, várias vezes, por várias pessoas que a gente começa a acreditar piamente. Depois de muito tempo acreditando nessas coisas, depois de muito sofrer achando que não merece nada da vida, a gente até liga o Foda-se, porém ainda ocorrem algumas recaídas de vez em quando. E nesses raros momentos românticos e recíprocos da minha vida eu me ponho de joelhos e agradeço aos céus, aos deuses, aos orixás a todo mundo, porque isso é foda-pra-caralho. Bem, é isso... Se for um sonho não me deixem acordar.





Rafaela Valverde

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Depois de você - Jojo Moyes

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Depois de Você de Jojo Moyes finalizou muito bem a história da vida de Lou, Louisa Clark, personagem apresentada em Como Eu era Antes de Você. A personagem, como não poderia deixar de ser, cresceu muito ao longo dos dois livros. Mas a personagem ainda está perdida na vida. Não faria metade das escolhas que ela fez, mas ainda assim gosto muito de Louisa. 

Nesse livro Lou está em um novo momento da vida. Frequenta um grupo de apoio para aceitar a morte de Will, trabalha num lugar que odeia e está afastada da família. Mas um belo dia alguém aparece em sua vida, fazendo com que ela recue várias vezes antes de voltar a andar para frente. 

A leitura como sempre é muito divertida e flui de maneira muito agradável. Alguns momentos eu até me pegava rindo. Jojo constrói muito bem seus personagens e os fazem ser gente como a gente. Foi o primeiro livro lido em 2018 e acho que comecei muito bem o ano. Fiquei tão fã da escritora que comprei mais um livro dela. 

Essa pessoa vai fazer Louisa crescer ainda mais e entender que sua vida é sua responsabilidade e não do acaso. Senti algumas coisas em comum entre nós duas. Amei esse livro, de verdade. Acho que posso ter gostado até mais do que o primeiro. É isso, somente um pequeno resumo da minha primeira leitura do ano. 

Lou se reconcilia com a família, consegue dar a volta por cima e entende que o que Will queria era justamente isso: que ela vivesse a vida de maneira mais plena que conseguisse. Isso depois de cair do terraço do prédio em que morava. A queda lhe traz outra surpresa... Leiam!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Todo Mundo Odeia o Chris

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O seriado protagonizado por pessoas negras mais marcante e que mais gosto com certeza é Todo Mundo Odeia o Chris. Além de ser bem divertido e engraçado, o seriado aborda diversas questões raciais presentes nos Estados Unidos na década de oitenta, época em que o seriado se passa. O seriado, criado pelo humorista Chris Rock é baseado em sua infância e adolescência. Claro que há dados reais, mas há também certa ficção em torno de sua vida.

No seriado, Chris era o único menino negro na escola e sofria preconceito. Apanhava e era constantemente tratado com ironia e estereotipado pela professora. Comecei a ver o seriado na TV aberta na minha adolescência - ele foi transmitido entre 2005 e 2009 - mas, recentemente, através de um aplicativo pude assistir todas as temporadas - quatro. Em ordem cronológica. Já que na TV os episódios passavam aleatoriamente.

Enfim, eu adoro esse seriado. Acho muito bem feito, bem escrito. Boas piadas e tiradas. Excelentes interpretações e personagens muito bem construídos. A melhor, na minha opinião é a mãe de Chris, Rochelle, interpretado pela maravilhosa Tichina Arnold. Costumo dizer que Rochelle é a melhor personagem de todos os tempos. Com sua célebre frase: "Eu não preciso disso aqui, meu marido tem dois empregos..." Rochelle me conquistou totalmente. Dei muitas risadas durante todo o seriado. Nesse período vemos Tyler James Williams, que interpreta Chris crescer e amadurecer como ator e personagem. Não posso esquecer também dos irmãos de Chris, interpretados por Tequan Richmond e
Imani Hakim. Ótimos personagens também.

O melhor é que há pouquíssimas pessoas brancas no seriado, geralmente personagens pequenos. O protagonismo era dos personagens negros, sobretudo no bairro, na música, na cultura. E isso era uma das melhores coisas no seriado.  O personagem branco mais próximo de Chris era Greg, seu melhor amigo, interpretado por Vincent Martella. Juntos, Chris e Greg eram centro de muitas cenas engraçadas.

Mas não só de humor vive Todo Mundo Odeia o Chirs. Algumas questões raciais são mostradas e retratadas com detalhes. Os Estados Unidos é uma nação assumidamente racista, lá as coisas são muito menos veladas que aqui, imaginem, então, nessa época, anos oitenta, noventa. A coisa era muito mais polarizada. Não vou entrar mais nessa questão pois não me sinto suficientemente conhecedora. Mas, o que posso dizer é que o seriado é muito bem feito e completo.

O seriado termina no final dos anos oitenta, quando Chris perde de ano na escola  e faz um exame supletivo para conseguir diploma de ensino médio. No último episódio, a família está reunida em uma lanchonete para saber o resultado do supletivo, mas exatamente no resultado o episódio é interrompido subitamente e a série termina. Dá para entender que Chris não passa. Ele, nesse mesmo período, em sua vida real, abandona a escola e começa sua carreira como humorista. Inclusive para ajudar a família, já que seu pai morre, nesse período. A partir daí, é possível entender que o seriado não mais seria engraçado, então pode ser esse o motivo de terminar tão de repente e sem final. Vale muito a pena assistir e com certeza ainda muitas pessoas vão ter acesso, já que de vez em quando passa na Rede Record. Tomara!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Em 2018 dez anos do blog

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O ano está começando. Mais um ano. O ano em que o blog completa dez anos. Eu estou muito feliz por isso e por muitos outros motivos também. Eu nem acredito que já tenho todos esses anos escrevendo aqui. Agora, se eu for parar para analisar meus  textos de dez, nove anos atrás verei alguns desastres. 

Mas sei que é para isso que estamos aqui. Para melhorar, para evoluir. Para escrever é preciso ler e praticar. Não existe fórmula mágica, não é um dom sobrenatural. Qualquer pessoa pode escrever, basta praticar. Muita coisa mudou em minha vida ao longo desses anos. Estou mais velha, mais gorda, mais bonita, mais segura. Casei e descasei, já fiz milhares de coisas que queria, já realizei sonhos , viajei, li milhares de textos e livros ao longo desses anos...

Já estou no meu quarto curso superior, sem terminar nenhum, como vocês sabem. Já passei pela transição e hoje tenho cachos lindos que eu amo. Enfim, muitas, mas muitas mudanças mesmo. Já saí para morar em outro bairro e já voltei para o mesmo endereço de onde escrevi pela primeira vez no blog, em agosto de 2008. Eu tinha 19 anos, terminara o ensino médio no ano anterior e estava meio sem perspectiva do que fazer da vida, procurando trabalho e em um relacionamento com altos e baixos. Me sentia muito triste quando comecei a escrever, por motivos diversos, mas principalmente pelo fato de ficar em casa sem fazer nada. Essa foi uma das motivações da criação do blog, internet também era algo bastante novo em minha casa, eu só tinha computador e banda larga há mais ou menos um ano. O MSN ainda existia e não havia smartphone. Em um tempo relativamente curto, vivíamos em praticamente outro mundo. 

Enfim, assim seguiremos, mas esse ano. Tentarei escrever mais textos literários, poemas e contos. E também sinto falta de artigos de opinião e textos um pouco mais jornalísticos. Na medida do possível tentarei cobrir mais essas áreas, mas não garanto muito, já que tenho a faculdade e agora um emprego para  cuidar... Mas é isso, vamos que vamos 2018!




Rafaela Valverde

domingo, 31 de dezembro de 2017

Adeus 2017!



Não posso dizer que 2017 foi um bom ano.  Terminei um namoro ruim e o que seguiu a partir daí foi bem escroto, mas já passei uma borracha nessa história que nem devia ter acontecido. Enfim, passando dessa parte que foi bem no inicio do ano, pulo para o carnaval que também foi bem no início e é um tema bem melhor. Fui depois de dois anos ao carnaval e pela primeira vez à noite, no circuito da Ondina. Fui atrás da pipoca de Armandinho e foi maravilhoso. Apesar de ter ido na última noite. Foi o melhor carnaval da minha vida.

Em abril fui para Recife e foram dias maravilhosos que passei lá. Viajar é uma das experiências mais gratificantes da vida. Mas esse ano tive poucos momentos realmente bons. Não posso mentir. Minha bolsa de iniciação científica acabou, tentei três estágios diferentes para atar em sala de aula e nenhum dos três deu certo. Isso foi muito frustrante por mim, sobretudo por eu não poder fazer nada. Me senti muito impotente. Com isso fiquei sem renda, o que me impediu de continuar saindo e fazendo minhas coisas. Deixei de ir à baladas, cinema ou qualquer outra coisa. E olhe que comecei o ano indo quase que toda semana ao cinema, o que eu amo. Enfim, tive momentos ruins financeiramente e na vida como um todo, pra falar a verdade.

Quantos dias e noites pensei em me matar. Coisa oriunda de uma grande depressão que fez ter uma recaída. Em muitos momentos acordava com vontade de morrer. A cada não que tomava em entrevistas de empregos e / ou estágios eu me sentia muito frustrada. Foi bem complicado. Tive vários momentos em que me senti inútil, com baixa auto estima e me achando a pior pessoa do mundo. Não curti São João. Não fiz quase nada que eu queria, mas consegui vencer tudo isso e estou aqui viva e bem.

Foi um ano bastante produtivo no que se refere a estudos e escrita. Comecei a escrever um livro de contos, que não sei quando vou terminar, escrevi o relatório final de pesquisa e fui destaque da Iniciação Científica do ano. Essa parte esteve tudo muito bem obrigado.  Tomei várias lições da vida. Lições de fé, de otimismo, de amor próprio, de amizade. Vi quem é realmente meu amigo e esteve sempre ao meu lado, disposto a me ajudar. Obrigada amigos. Um ano que conheci muita coisa nova na música e na literatura. Grandes descobertas e aprendizados. Agora, já no último mês, depois de tantos nãos chegou minha melhor notícia, meu emprego apareceu e é assim que vou começar o ano. Empregada. 

E ainda teve as questões políticas, sociais, os feminícidios e todas as atrocidades que aconteceram no Brasil e no mundo e que não deixam de nos marcar profundamente. É isso. Esse é, resumidamente, meu 2017. Que venha 2018. Muito melhor, fluindo, ano par... Coisa boa! Feliz ano novo para todos.




Rafaela Valverde
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