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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Compasso de lágrimas

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A folha brinca com o vento
Seca, sem vida
Eu em desalento
Achei que essa parte estava resolvida
Mas, olha só!
Cá estou eu
Sentindo dó
De mim mesma e do que se perdeu
Lágrimas jorram lentamente
No movimento da folha que dança
Não há mais quem tente
Mas não perco a esperança
Não há mais quem tente
Mas não perco a esperança
Não há mais quem queira
Ficar comigo  nessa solidão
E assim dessa maneira
Transformá- la em uma linda união
Já me sinto quase certa
Que não nasci para ver folhas secas com alguém
Sozinha e alerta!
Para o tal amor que ainda vem
Não quero mais!
Tô dispensando
Chego pra trás
Folhas dançando
E eu aqui sentindo autopiedade
Estou em silêncio mas a mente em alarde!



Rafaela Valverde

sábado, 19 de maio de 2018

Ainda que minha cabeça não pare


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Ainda que eu tentasse não me lembrar
Sinceramente seria difícil esquecer
Qualquer coisa sobre a gente
Vivo a deslumbrar
Pareço que vou enlouquecer
Mas não vou
Por mais que a fraqueza tente
Fortaleza eu sou!

Ainda que eu possa dizer que não mais penso
Me surpreendo de madrugada lembrando
Ainda sinto tudo tão intenso
Batalhas ando travando
Contra mim mesma
Para que essas lembranças não venham à tona
Ando lerda que nem lesma
Mas meu cérebro está correndo uma maratona

Ainda que minha cabeça não pare
Estou tentando realizar minhas atividades
Não há nada que se compare
Da nossa vida sinto saudades
Mas já estou resolvendo esta situação
Todo dia te coloco pra sumir
Desfaço minha ilusão
De algumas coisas preciso me redimir

Ainda que eu ache que de mim não sairá
Tenho quase certeza (mas quase mesmo) que um dia você se vai
O jogo há de virar
Não é o que a gente pensa que a gente atrai?
Pois é assim que daqui pra frente minha cabeça pensará!




Rafaela Valverde




sábado, 12 de maio de 2018

É uma pena eu ter sido tão burra e briguenta.


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Sinto sua falta. Oh, Deus, como sinto sua falta. Acordo pensando no seu corpo, acordo querendo meus seios encostando em suas costas enquanto dormíamos de conchinha. Adorava te abraçar. Adorava sentir o cheiro da sua pele e ouvir os barulhos do seu corpo enquanto você dormia. Que pele gostosa. Morro de saudade, de verdade. Tem dias que já acordo pensando em você, já acordo imaginando que você está ali ao meu lado e que posso te abraçar fazendo nossa conchinha e enroscando minhas pernas nas suas. 

Mas aí logo acordo e vejo que estou sozinha na minha cama de solteiro. Sozinha. Sem você. Até sinto falta do seu ronco, porque quando o ouvia sabia que você estava ali, perto  de mim. E isso me dava uma paz muito grande, apesar de acordar na maioria das vezes. Mas seu ronco não me irritava, você foi o único que roncava e isso não me irritava. Eu até queria ouvi-lo só para ter certeza que você estava ali. E sentir paz. E me sentir protegida.

E por falar em proteção, quando você me abraçava, fazendo uma conchinha do outro lado da cama, eu me sentia tão protegida, tão acarinhada e amada. Você demonstrava amor em tudo o que fazia. Pena que muitas vezes eu não soube identificar. Oh Deus, como eu queria ter você de volta na minha vida e me sentir daquele jeito de novo. Porque eu me sentia melhor com você, me sentia uma pessoa diferente quando estava com você. Feliz. Eu era uma pessoa muito mais feliz. É pena que você não se sentia feliz assim também. É uma pena. Tudo ter acabado assim é uma pena muito grande. É uma pena eu ter sido tão burra e briguenta.




Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de maio de 2018

Os dias sete

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Ontem faríamos 4 meses.
Eu não vou deixar você esquecer essa data tão cedo.
Eu tenho a impressão ou a ilusão que você não vai esquecer de mim tão cedo. Nem da data. Não preciso fazer nada. É a vida, é Deus. Ele trabalha. Ele não para. Sei que Ele não vai deixar você me esquecer, esquecer a forma e o momento em que nos encontramos. Nem os nossos gostos afins, as piadas que só a gente entende, as músicas que nos conectam... Los Hermanos! Como eu sempre quis encontrar alguém que gostasse de Los Hermanos como eu gosto ou pelo menos de um jeito parecido. E daí você apareceu, como quem não quer nada tomou meu coração. Foi chegando e me conquistou como eu nem imaginava que fosse capaz de acontecer. Ainda lembro como você me olhou na primeira vez que me viu. Acho que nunca vou esquecer aquele olhar. Lembro que você disse que me olhou e pensou: "é isso, é isso mesmo..." Você sabe o que isso quer dizer e eu também sei. Ah e ainda tem os outros olhares. Sim, todos os outros olhares porque até quando você brigava comigo você me olhava com amor. Até quando sua boca falava palavras agressivas, seu olhar derramava amor. Você não percebia, claro, porque os olhos são janelas e quem pode olhar pelas janelas é quem está de fora. E eu via. Eu lembro. Minha memória é de elefante. Não esqueço facilmente as coisas. Você esquece. Esqueceu quase todos os dias sete. E obviamente esqueceu a data de ontem também, até porque não precisa mais lembrar. Mas não tem problema. Eu sempre vou me lembrar daquele dia sete de janeiro que perguntamos um ao outro e tomamos a decisão. Você me abraçou forte e fez cara de feliz. Ai que abraços! Quando lembro deles me arrepio. Esse foi o primeiro dia sete longe. O primeiro sem seus abraços,  sem seus beijos, sem o calor do seu corpo, sem dormir de conchinha, sem você, sem te ver, sem te tocar, sem, sem, sem...



Rafaela Valverde

domingo, 6 de maio de 2018

Reconstrução!



Atenção: esse texto possui altas doses de metáfora!




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O quadro torto na parede. O espelho quebrado por ela ao jogar algum objeto estava por um tris e logo cairia. O quarto fora de si. O que não estava quebrado eram coisas de maior valor, claro, por que ela também não era idiota. O caos tomara conta do cômodo. Já se acostumara com ele, porém. Se era acometida pelo caos, alguma coisa tinha que ser também. E dessa vez fora o quarto. Deitara há horas de bruços, sem dormir profundo. Pesadelos a invadiam. Lágrimas caíram copiosamente e já secaram. Na verdade, nem sabia mais o porquê daquela dor. Se não lembrava é porque não era importante. Abriu os olhos e viu a parede branca com a luz do sol refletida. O travesseiro molhado. A cama exalando sofrimento. Um barulho muito alto. O susto a fez sentar na cama. O espelho caíra e se espatifara. A queda do espelho serviu para fazê-la levantar da sua própria queda. Como pôde ser tão estúpida e perder tempo com coisas tão pequenas? Como assim? Chorou? Horas perdidas deitada, chorando. Coisas quebradas. Pessoas que foram embora simplesmente por não aguentarem. Mas, hoje ela percebeu que fora tudo em vão. Perdera tempo, pessoas e momentos por causa de coisas desnecessárias e birrinhas infantis. Agora, sentara-se abraçando os joelhos, ainda na cama. Olhava ao redor analisando os resultados do acesso de raiva da noite anterior. Por que não quebrou a TV e o notebook também, sua imbecil? Assim, você teria um baita prejuízo e não esqueceria dessa atitude tola por um bom tempo. Revirou os olhos porque o pior é que agora teria que limpar toda a bagunça e sujeira. Esticou um pouco o corpo e olhou para o chão. Havia roupas, restos de comida, quadros espatifados, porta-retratos tortos e fotos rasgadas... E é claro os cacos do espelho que estavam espalhados por todo o piso branco. Depois de alguns minutos e depois de pensar e repensar em suas atitudes nos últimos meses e de tudo o que estava atraindo para si mesma, decidiu levantar. Devagar. Como tudo o que faria a partir dali. Com calma e leveza. Pegou alguns jornais e papéis velhos e enrolou um a um os cacos de vidro. Queria limpar e consertar tudo o mais rápido possível, mas se demorasse um pouco também não teria problema. O pior já passara. Agora, era reconstrução. Agora, era retirar cacos, coisas velhas e o que não servisse mais. Junto com os sentimentos ruins como ira, mágoa, ódio, tristeza e depressão. A vontade de morrer estava indo embora junto com a moldura do espelho. Os pequenos pedaços geométricos de vidro mostravam traços diferentes do seu rosto inchado pelo choro. As últimas lágrimas desse tipo de sentimento e birra, prometeu a si mesma. Enrolando aquele lixo em jornais e colocando-os em sacos sentia que aquela vida estava saindo da sua vida. Sim, aqui vale mesmo a redundância poética deste meu relato. Ela queria expurgar tudo que a fizera chegar naquele momento de sua existência. Agora, era tudo novo. Literalmente. Pôs o lixo para fora, tirou o espelho da sala e o pendurou no lugar do anterior. Não era totalmente novo mas sua vida seria. Não queria mais ficar juntando destroços, por isso fixou o espelho na parede com fita adesiva. Olhou seu reflexo novamente e suspirou. Sabia que não haveria mais estilhaços. O pranto cessara. A dor também. A vontade de brigar com o mundo e de se irar estava em sacos de lixo lá fora. Tenha um bom dia, falou em voz alta.



Rafaela Valverde

sábado, 5 de maio de 2018

Atitude - Cecília Meireles

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Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.

O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.

Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.

E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes



Rafaela Valverde

Sua mania besta de pegar livros que nunca vai ler


Tô pegando a sua mania besta de pegar e comprar livros que nunca vai ler. Aliás, eu peguei muitas das suas manias bestas. Muito de você ficou em mim. Muito ou pelo menos alguma coisa de você faz parte do que eu sou hoje. Sim, você ainda está por aqui. Dentro de mim, em meus pensamentos, em meus momentos de saudade e em tudo que faço hoje  sozinha mas que fazíamos juntos.

Você está por perto quando me ajoelho em oração, você está por perto quando acordo e quando vou deitar à noite. Você está aqui em suas manias que eu roubei pra mim. Você está aqui quando lembro das nossas conversas idiotas e de sua risada de mim e das coisas que eu falava e/ou fazia. Sabe? É aquela risada que fazia seu corpo subir e descer num movimento que eu adorava e ainda adoro.

E aqueles cachinhos? Nossa, eu amava puxar seus cachinhos quando caíam na cara. Mas gostei quando cortou. Uma nova versão de você em você mesmo. Lindo. Ou ainda como está agora porque te vi essa semana e você está sem barba. Nossa, como eu te amo. Como eu te admiro. Pela pessoa que você é, por tudo... No entanto, não me lamento mais pelo que você não sente. Não fico mais tão triste (só um pouco) pelo fato de não ser correspondida. Já estou acostumada em não ser correspondida, então com você eu me acostumei. Mas não significa que a saudade não exista, não significa que eu não tenha algo de você em mim, não significa que eu não pense em você o dia todo, não significa que eu não te ame, não significa que me acostumei com sua ausência. Não, eu só aceitei sua decisão de não querer mais estar por perto.

Respeito e respeitarei. Mas ficou um vácuo aqui, saiba disso. Tô até pegando as manias que você tem de se defender da solidão. Você acha que eu não sei? Que todos esses livros e atividades são para disfarçar a solidão? Claro que eu sei. Esses sempre foram meus mecanismos contra a solidão. E é justamente o que tenho feito pra escapar dela agora. Me cerco de livros, músicas, séries... Mesmo que não vá ler, ouvir e assistir tudo. Mas pelo menos eles estão ali. Você não está aqui. Não compensa a sua falta, mas pelo menos me consola um pouco e ocupa a minha mente, pelo menos nos espaços dela em que você não está.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Eu te amo - Chico Buarque de Hollanda

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Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás se fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir



Rafaela Valverde

Finais de semana

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Quando chegam os finais de semana
Eu choro de tristeza e de saudade
Peço a Deus que me ajude
Uma dor emana
Quero de novo essa felicidade
De te ter aqui amiúde
Eu te amo e não me calo
Sinto saudade todos os dias
Mas nesses dois dias, cheiro de amor exalo
Todo mundo já sabe das minhas lágrimas tardias



Rafaela Valverde

sábado, 28 de abril de 2018

Mais - Amanda Rodrigues

Uma música linda, maravilhosa e romântica que me faz lembrar alguém...  Aproveitem!





Meu amor, eu nunca vou conseguir explicar:
O que eu sinto por você.
O que sinto ao te ver.
Mas, eu vou tentar
Vou continuar tentando, eu vou tentar,
Pôr em palavras,
Traduzir meu coração.

Mas é clichê, dizer que você é especial pra mim
É tão clichê, dizer que eu não vivo sem você

Você merece mais,
Muito mais
Você merece a poesia mais bonita,
Merece o melhor dos meus dias.
Você merece mais,
Que meia dúzia de palavras que todo mundo diz
Você merece que eu viva pra fazer você feliz.

Meu amor, não importa o que teremos que enfrentar
Eu tenho uma aliança com você
E ela foi firmada no altar
Ainda não cansei de procurar
Ainda estou tentando achar
Um presente pra te dar
Que possa demonstrar todo o meu amor

Mas é clichê te dar só o que o dinheiro vai comprar
É tão clichê te dar alguma coisa pra daqui um tempo você se esquecer

Você merece mais
Muito mais
Você merece a poesia mais bonita
Merece o melhor dos meus dias
Você merece mais
Que meia dúzia de palavras que todo mundo diz
Você merece, amor que eu viva pra fazer você feliz

Você merece mais
Muito mais
Você merece a poesia mais bonita
Merece o melhor dos meus dias
Você merece mais
Que meia dúzia de palavras que todo mundo diz,
Você merece, amor que eu viva pra fazer você feliz!

Feliz...!






Rafaela Valverde

terça-feira, 24 de abril de 2018

Saudade...

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Já escrevi algumas vezes sobre saudade. Mas dessa vez estou sentindo uma saudade devastadora, daquelas que faz a gente chorar todas as noites antes de dormir. Saudade. Ah, saudade. O que você faz comigo? Porque o objeto da saudade não está por perto e nem vai estar tão cedo. É justamente por isso que surge a saudade.

Junto com ela vem a tristeza, a frustração, a decepção, a revolta... Mas também podem vir com mais força a fé, a paciência e a resiliência. E foram com essas últimas que eu escolhi ficar. A saudade também é boa para relembrarmos o que foi ou é bom da outra pessoa. Uma expressão peculiar da pessoa, momentos engraçados passaram juntos, filmes, sorrisos, piadas... Coisas boas que lembram o outro e nos faz querer voltar no tempo.

Ah quanta coisa eu teria mudado em meu comportamento só para não precisar passar por essa saudade agora. Eu só queria  você aqui na minha frente de novo. Eu queria muito te abraçar, te beijar para tentar matar essa saudade, mas, mesmo assim sei que ela não iria passar. Se já não passava antes, se já durava nas semanas de intervalos entre os finais de semana, imagina agora que é definitiva. É uma saudade consistente. Está presente todos os dias. Na minha mente, no meu corpo, no meu espírito. Respiro saudade, transpiro saudade. Saudade sai pelos meus poros, principalmente quando penso em você. Você que é você, vai saber, se ler essas palavras algum dia, que é você. O dono da minha saudade.

Vivo tentando afugentar essa saudade. Vivo tentando ao mesmo tempo conviver com ela, sei lá. Talvez me teletransportar para algum ponto em minha cabeça em  que você esteja, talvez assim eu não precise sentir tanta saudade. Acho que só em fotos ou em minha cabeça é que vou poder olhar para você, conviver novamente com você. A dor da saudade é grande e bambeia o coração. Peço a Deus para que essa saudade se afaste da minha vida, que eu esqueça você definitivamente. Já pensou daqui a vinte anos ainda estar sentindo essa saudade toda? Não sei. Claro que é provável que isso não aconteça. É quase certo que devido às minhas orações, Deus acabe tirando você da minha cabeça, do meu coração, do meu corpo, dos meus poros. Porque é isso que eu peço a Ele. Se não for pra você voltar e essa saudade deixar de existir eu não quero mais te amar. Amar na saudade platônica é ruim. O que eu queria mesmo era você aqui.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Manifesto dos covardes

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A caminhada é longa e árdua
Sim, eu sei
Mas isso é tão clichê e traz mágoa
Saber que o destino é rei

Mas e o que é destino?
É o que não sabemos que vai acontecer
Nunca sei e desatino
A tentar me convencer

Que a dor vai me deixar mais forte
E lá na frente terei sorte
E poderei viver em paz
Sozinha ou com algum rapaz

Viajando pelo mundo ou por aqui
A caminhada é árdua e longa
Sei que Deus vai me trair
Ele me deixa viver e minha dor prolonga

Eu nem sei se aguento mais
Caminhar tanto para nada
Meus pés doem, cansaços carnais
Mas também na alma que não se resguarda

É tudo tão difícil e pesado
Traz lágrimas de travesseiro
Daquelas trancadas com cadeado
Que ninguém revela, um berreiro

Você precisa controlar seus sentimentos
Parar com todos esses lamentos
Deus sabe o que constrói
Não é só em você que dói

Tenha coragem!
E continue a caminhada
Não ande pela margem
Enfrente a estrada

É isso que corajosos fazem
Lutam e são fortes
Não ficam inventando viagem
Nem procurando e querendo sorte!


Rafaela Valverde

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um beijo seu

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Sinto que preciso de um beijo seu
Não só um
Só um não me satisfaz
Aquela frieza que havia em mim morreu
Os momentos sombrios ficaram pra trás
Vou te colocar num avião, te levar pra Cancun
Provar dos seus dias, ver o sol e a lua com você
Tiro do seu olhar muita da minha razão de viver
Sinto que preciso de um beijo seu
A cada dia que amanhece
O seu santo com o meu bateu
O que é recíproco me enaltece
A tristeza se desfez em cada lágrima que chorei
Hoje meu coração é rei
Manda na minha realidade
Sinto que preciso de um beijo seu
Pra guardar na memória
Contar para a posteridade
Tudo sobre a nossa história
Os detalhes desse beijo que afugentou a fatalidade
A vida se transformou em momentos doces de lábios colados
Para isso joguei os dados
Mas não foi sorte, não
Eu mereci
Por demais já sofri
Mas, hoje só quero um beijo seu
Sinto que vou precisar acalmar meu coração
Que a ordem da razão já subverteu
Sim, definitivamente preciso de um beijo seu!




Rafaela Valverde

domingo, 1 de abril de 2018

Mas há a vida - Clarice Lispector

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Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.









Rafaela Valverde

Durona? Não, eu quero é ser feliz!

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Sabe esse tal de romantismo? Ele não costumava me encontrar. Lá nos longínquos anos da adolescência eu era ou queria ser durona. Sabe, eu nunca fui durona. Eu só queria ser aquela moça fria e seca de filmes adolescentes. Mas, na maioria das vezes, essas moças mudavam o jeito de ser  por causa de um amor. Mas eu não queria mudar. Eu achava que não queria mudar. Achava que não iria mudar. Achei que seria assim por toda a vida. Hoje um novo mês começa e eu já estou pensando em formas românticas de me expressar. Eu achava que por não ter visto pais apaixonados, casamento feliz, carinho e amor durante minha infância e adolescência, eu não conseguiria ter essas coisas e talvez não conseguisse ser feliz e romântica. Nem imaginava viver metade das coisas românticas que vivi ao longo dos anos. E quando falo romântico, falo no sentido literal da palavra mesmo. Falo de paixão de relação a dois, falo de encontro, jantares, velas, cartas, músicas, danças, filmes, mãos dadas, etc. Mas cá estou eu desejando tudo isso, inventando formas românticas de viver. Querendo estar cercada de amor e de família, querendo ter certas coisas que não tive. Cá estou em em 2018, no dia 01/04 sendo uma pessoa completamente diferente do que sempre imaginei. Sem dureza posso até ser mole demais. Por querer viver em paz desisti mil vezes de ter razão. Pra que razão sem amor? Sem leveza? Sem companheirismo? Sem contato corporal? Não adianta de nada. Não quero razão sem tudo isso. E nem sei se adianta liberdade. Liberdade pra solidão? Sério? Não! Já vivi assim, livre e sozinha, sozinha não, solitária. Solitária e infeliz. Aff que vida triste de se viver. Eu que não quero mais isso. Eu quero é continuar sendo molinha mesmo. E romântica. E tudo mais que venha em decorrência disso. Eu quero é ser feliz!





Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de março de 2018

Você melhora meus dias

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Os momentos do meu dia que mais gosto são os que você está em minha cabeça. Ou seja, todos. Por isso, que apesar de tudo, os meus dias têm sido bons. Estar com você em minha cabeça torna-os melhores. Se não fosse isso não sei de onde tiraria forças. Você faz meus dias melhorarem muito. Porque você está sempre aqui comigo, em minha cabeça. Te levo pra tudo que é lugar e ai de mim se não fosse isso. Sei que já disse isso e se torna até meio manjado e piegas, eu sei, sou isso, nem ligo mais, mas, me pego em vários momentos do dia sorrindo sozinha e não só sorrindo, gargalhando também com nossas piadas bestas e conversas sobre coisas nojentas que só casais bem íntimos conseguem ter. E é o que somos na verdade, somos os recém conhecidos mais íntimos que eu conheço e eu não consigo entender exatamente de onde vem isso. É transcendental, penso às vezes. É sorte única na vida, penso quando lembro que para construir intimidade é preciso um tempo. Mas isso parece que já veio pronto em nosso pacote. Nosso pacote especial de intimidade e cumplicidade. Até hoje  fico um pouco abismada ainda quando me lembro da primeira vez que vim em sua casa. Nós já nos conhecíamos há anos. Era o que parecia. Os melhores momentos da minha vida têm sido aqueles que vivo com você. Passam rápido e quando vejo já vem uma nova semana em que ficaremos longe, afastados pela rotina mas não pelo pensamento. Os melhores dias da minha vida têm sido esses e os melhores anos da minha vida estão começando agora. Ao seu lado. Porque são estes momentos que valem a pena. Gosto de olhar você, tocar você, sentir seu cheiro... Tudo relacionado a você. Estar com você é mágico, nem sei explicar. Os momentos do meu dia que mais gosto são os que você está em minha cabeça. Todos, como já disse. Você já não sai mais de mim, da minha cabeça, do meu corpo, daqui. Está simplesmente aqui. Pairando, rondando, se fazendo presente a todo momento. E eu amo isso. Amo estar impregnada de você. E assim que pretendo estar. Pelas próximas eras. Obrigada por isso. Por estar aqui ao meu lado. Obrigada por não me abandonar. Obrigada por transformar meus dias em dias melhores estando morando aqui em minha mente. Eu te amo.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 9 de março de 2018

Tocar o outro

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Ás vezes falta carinho. Por mais que as coisas estejam bem. Faltam carinho e atenção. Pequenos gestos, pequenas palavras que faltam e apenas faltam. Se tornam vácuo. Vácuo que não devia estar ali. Pode parecer que eu não estou satisfeita com nada, como se sempre faltasse algo. Também me sinto assim de vez em quando, mas a coisa não é tão simplória assim não. É que na verdade eu dou tanto valor às pequenas coisas aos pequenos carinhos diários que eu quero sim que façam o mesmo por mim, por que não?

Quem é que não quer se sentir bem quisto? Tocado, amado, idolatrado até? Mas a gente quer que a coisa toda aconteça a partir da vontade do outro e não sempre que pedirmos. Não existe carinho e atenção solicitados. Estes vêm naturalmente conforme for o sentimento e grau de intimidade entre o par. Eu adoro fazer carinho e minha mão pula automaticamente no corpo do outro, independente de sexo. Cafuné, beijo em qualquer parte do corpo, todo tipo de toque. Todos têm necessidade de serem tocados. É uma necessidade quase psicanalítica, de pertencer ao outro e o outro pertencer a você.

É lindo! Começa com o toque das mãos quando se dão. Como é lindo um casal com as mãos dadas e como é triste o que constatamos quando vemos um que não se dá mais as mãos. Depois das mãos, vêm os beijos. Esses são o ato introdutório do sexo, mas também podem ser a demonstração de carinho e cumplicidade mais doce. Por ser intermediário o beijo ocupa posição de destaque entre um casal. Toques são necessários e servem como comunhão entre o casal. Nem sei mais o que se tem em um relacionamento quando não se tem mais toques, sejam eles quais forem.  Toques com malícia ou não ou simplesmente daqueles para que o outro se sinta amado, querido. Também o toque para satisfazer a si mesmo. Quando eu toco o outro estou me alimentando de amor por ele, pela pele, pelo corpo deste outro. Quando eu toco o outro eu me satisfaço. Se não for para ser assim, nem adianta tocar só por tocar. É importante, mas tem que ser feito com gosto, querendo fazer. É isso.



Rafaela Valverde 



domingo, 4 de março de 2018

Tortura

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Fico mandando mensagens picantes do nada ao longo do dia. Você nem responde mais. Adoro provocar e você sabe disso. Acaba me deixando ainda mais excitada por todo o dia. As longas horas desses dias em que passamos separados me fazem lembrar de todos os momentos em que transamos. Cada detalhe. Você por cima ou eu. Tanto faz. Não importa. Aí resolvo fazer uma surpresa e visto aquele corpete preto e a meia arrastão que você adora. Um sapato vermelho para complementar o look da tortura gostosa  que farei com você. Primeiro mordo suas orelhas. Não te deixo tocar em mim. Amarro suas mãos na cabeceira da cama com um tecido não muito firme que você pode partir mas não parte. Entra na brincadeira e me sinto mais excitada ainda. Seu sorriso safado se faz presente e me sinto em uma cena de filme. Tiro o sapato, sento em você passando a língua delicadamente por seus mamilos. Você fecha os olhos soltando pequenos gemidos. Está se deliciando coma nossa cena de filme erótico. Mas você ainda não viu nada do que estou te preparando. Essa noite nossos corpos serão explorados. Claro que com o dia a dia nem sempre dá para se explorar tanto assim  as zonas de prazer dos nossos corpos, mas hoje reservei a noite para isso... Mordisco cada um dos seus dedos e vou mordendo o braço todo até chegar na axila, passo a língua por ela e você geme alto. Não esperava por isso. Depois de explorar toda a parte da frente, te viro de costas e passo um gel gelado por toda a extensão das suas costas, massageando- a. Após a massagem lambo delicadamente a parte de trás dos seus joelhos e arranco mais gritinhos inesperados... Detenho- me nessa área por que sei que você gosta, depois faço uma massagem em seus pés. Sigo acariciando sua pele macia  e ela ao mesmo tempo acaricia minhas mãos com todo o tesão que emana de você e me atinge em cheio. Não estou com pressa, não anseio desesperadamente pelo clímax porque não quero que acabe. Quero estender o máximo possível esse momento em que te dou prazer. Porque te dar prazer me dá prazer. Observar sua cara de prazer e ouvir seus sorrisinhos safados são as coisas que mais me satisfazem na vida. Eu gosto de ver você encontrando todas essas sensações prazerosas através de mim e através do meu corpo. E assim que vamos construindo nossa vida sexual. É assim que quero que você pense em relação ao nosso prazer. Dar prazer ao outro é sempre a melhor forma de ter prazer. É lindo. Encontro de corpos a fim de um bem comum, nos deliciarmos e nos apaixonarmos cada vez mais. Porque sexo é bom, mas sexo com paixão é indizível. Inefável. É o que nós temos e cativamos a cada dia. Nosso prazer, nossa paixão.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Queria experimentar no seu corpo todos os lugares do mundo juntos - Cristiane Neder


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Queria experimentar
todas as alturas do mundo
ao seu lado,
e perder o medo
de andar pelo céu
e conversar com os anjos.
Queria voar
e cair
sem paráquedas
para te abraçar
bem apertado,
e sentir o vento denso
das cordilheiras do Himalaia
e o silêncio e o calor
do Deserto do Saara,
pois no seu corpo
há todos os lugares belos
do mundo juntos
tatuados,
há todas as maravilhas
imaginadas e sonhadas
do planeta terra
na sua mais exata perfeição,
pois por onde você passa
sua pele recebe a energia
de cada lugar especial,
e registra na tua pele
um pouco de cada cultura




Rafaela Valverde

Foda-pra-caralho!

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Nesses raros momentos românticos da minha vida em que fiquei por alguns momentos, poucos, em companhia de alguém que esteja amando, ouvindo alguma playlist fofa e romântica eu me senti bem. Essas coisas me deixam tão satisfeita que é como se eu tivesse nascido especialmente para isso, para viver dessa forma, em eterno clima de romance, me desculpem a redundância, eternamente. Mas, me diga quem é que não quis em algum momento da vida algum momento desse a la conto de fada daquele bem da carochinha que a gente acha que pode acabar a qualquer momento? Quem diz que não, é um puta mentiroso. Um mentiroso do caralho. E vou aqui mesmo falar meus palavrões mesmo. Se não quiser ler não leia. Tchau. Não é essa a palavra? Ciau, bye... Sim, esse é mais um dos meus textos malucos para comprovar que não existe ninguém normal no mundo e nem mesmo existe quem  não queira viver um mísero momento como esse. De romancinho-água-com-açúcar. Pois bem, é assim que me encontro nesta noite que um dia pode vir a ser famigerada e ordinária. Espero que não seja, mas não sou daquelas pessoas que costuma conseguir o que quer ou o que espera. Geralmente tudo escorre da minha mão mesmo, como uma água muito mole e escrota... Nesses raros momentos de paz e calmaria da minha vida eu não sei o que pensar, porque por mais que agradeça nunca me sinto suficientemente grata e nem acho que mereço tanta coisa boa que acontece quase sempre agora. Fico achando que a qualquer momento o jogo vai virar de novo em breve  vou  cair naquele rio solitário de amargura e depressão. Quando a gente passa anos sofrendo fica difícil acreditar que o sofrimento acabou e que agora tudo é bom, calmo e reciproco. Tem coisa mais inacreditável que a reciprocidade? Principalmente pra mim que quase nunca tive nada recíproco na minha vida. Tudo que eu vivi por um período era mentira. Mas será que agora é mesmo verdade? Aí fico confabulando todas essas coisas e pensando em tudo isso, no que é verdadeiro ou não. No que é recíproco ou não. No que é, mas de repente pode deixar de ser... Fica um pouco difícil viver assim às vezes. Se me deixar levar por esses pensamentos eu não vivo. E mesmo quando recebo um telefonema avisando que teríamos uma boa comemoração com direito a molho de tomate caseiro e tudo, eu ainda, mesmo que sorrindo, me parei pensando se mereço tudo isso mesmo e se tudo isso é verdade mesmo. Sei lá, bate uma dúvida. As pessoas dizem que a gente é nada, que a gente não merece nada e a gente acredita. A gente passa dias, meses, anos acreditando que é um lixo porque isso foi dito, mesmo que nas entrelinhas, várias vezes, por várias pessoas que a gente começa a acreditar piamente. Depois de muito tempo acreditando nessas coisas, depois de muito sofrer achando que não merece nada da vida, a gente até liga o Foda-se, porém ainda ocorrem algumas recaídas de vez em quando. E nesses raros momentos românticos e recíprocos da minha vida eu me ponho de joelhos e agradeço aos céus, aos deuses, aos orixás a todo mundo, porque isso é foda-pra-caralho. Bem, é isso... Se for um sonho não me deixem acordar.





Rafaela Valverde
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