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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Compasso de lágrimas

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A folha brinca com o vento
Seca, sem vida
Eu em desalento
Achei que essa parte estava resolvida
Mas, olha só!
Cá estou eu
Sentindo dó
De mim mesma e do que se perdeu
Lágrimas jorram lentamente
No movimento da folha que dança
Não há mais quem tente
Mas não perco a esperança
Não há mais quem tente
Mas não perco a esperança
Não há mais quem queira
Ficar comigo  nessa solidão
E assim dessa maneira
Transformá- la em uma linda união
Já me sinto quase certa
Que não nasci para ver folhas secas com alguém
Sozinha e alerta!
Para o tal amor que ainda vem
Não quero mais!
Tô dispensando
Chego pra trás
Folhas dançando
E eu aqui sentindo autopiedade
Estou em silêncio mas a mente em alarde!



Rafaela Valverde

sábado, 19 de maio de 2018

Sintomas e dizeres da vida

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Hoje estou a fim de escrever. Talvez botar pra fora um pouco do que tenho sentido nas últimas semanas. Meu corpo está diferente. Algo não está igual. Talvez a maior diferença que já senti na vida. Não vou explicar exatamente do que se trata. Não hoje. Tudo ainda está bem obscuro. Não sei o que se passa. Minha saúde está boa, mas meu corpo vem sofrendo algumas alterações. Sinto um cansaço inexplicável e às vezes sinto vontade de chorar. Em quase todas as vezes eu choro. Já chorei no ônibus, andando na rua, já chorei no culto durante a homenagem ao dia das mães. Em alguns casos me sinto bem irritadiça também. Dores. Desânimo. Cansaço. No entanto me sinto indescritivelmente feliz e realizada. Não há nada que eu queira mudar na minha vida nesse momento. O que ocorre é que vinha querendo algo e me ajoelhava pedindo a Deus, mas não sei se quero mais. Estou sentindo várias coisas, várias indisposições e indecisões, mas ainda assim, sinto um amor no meu coração. Sinto vontade de dar boa tarde a meus desafetos e dou. Para que manter desafetos? Por que tanta birra? Sou tão amada por Deus que nem me ouso não corresponder da mesma forma. Não tenho medo de despejar de volta no universo tudo isso. Hoje estou a fim de escrever mas não posso escrever exatamente o que queria escrever. Me contento com esse texto cheio de incógnitas. Estou aqui assistindo Breaking Bad enquanto digito e enquanto bebo água. Fico tentando como sempre ocupar minha mente o tempo inteiro para não pensar, para não sentir certos sintomas que têm tomado conta do meu corpo há semanas. Além disso em mente ocupada não entra gente inoportuna. Gente que não deveria mais estar nela. Gente que deveria estar me apoiando e dividindo esse momento comigo. Mas não. As outras pessoas sempre se isentam. Nunca é problema delas. Especialmente se essas pessoas forem do sexo masculino. Os homens são criados e crescem descompromissados. Esse é um sinal da nossa geração. Hoje estou a fim de escrever. Dizer baboseiras. Falar o que ninguém quer ouvir - ou ler. Sei lá. Às vezes parece estranho o tanto de vezes em que a gente rejeita o amor e companhia de Deus, enquanto Ele sempre está lá. Esperando por nós. O dono de tudo.. O dono de toda a certeza. O mesmo Deus que me empresta um pouco dessa certeza e me faz acreditar no que ninguém acredita. Nos sinais que meu corpo está dando. Nos sinais que a vida está dando. Eu não ouso mais ignorar os sintomas e dizeres da vida. Porque ela agora, a minha vida, está sendo traçada por Deus. Está entregue a Deus. Meu corpo. Meus sintomas. Minha vida. E as pessoas que fazem parte dela. E até as que não querem fazer parte dela. E as pessoas que me detestam. Deus está com elas também. Meus sinais. Meus sintomas. Hoje estou a fim de escrever. Espero que ninguém entenda!



Rafaela Valverde

Ainda que minha cabeça não pare


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Ainda que eu tentasse não me lembrar
Sinceramente seria difícil esquecer
Qualquer coisa sobre a gente
Vivo a deslumbrar
Pareço que vou enlouquecer
Mas não vou
Por mais que a fraqueza tente
Fortaleza eu sou!

Ainda que eu possa dizer que não mais penso
Me surpreendo de madrugada lembrando
Ainda sinto tudo tão intenso
Batalhas ando travando
Contra mim mesma
Para que essas lembranças não venham à tona
Ando lerda que nem lesma
Mas meu cérebro está correndo uma maratona

Ainda que minha cabeça não pare
Estou tentando realizar minhas atividades
Não há nada que se compare
Da nossa vida sinto saudades
Mas já estou resolvendo esta situação
Todo dia te coloco pra sumir
Desfaço minha ilusão
De algumas coisas preciso me redimir

Ainda que eu ache que de mim não sairá
Tenho quase certeza (mas quase mesmo) que um dia você se vai
O jogo há de virar
Não é o que a gente pensa que a gente atrai?
Pois é assim que daqui pra frente minha cabeça pensará!




Rafaela Valverde




sábado, 12 de maio de 2018

É uma pena eu ter sido tão burra e briguenta.


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Sinto sua falta. Oh, Deus, como sinto sua falta. Acordo pensando no seu corpo, acordo querendo meus seios encostando em suas costas enquanto dormíamos de conchinha. Adorava te abraçar. Adorava sentir o cheiro da sua pele e ouvir os barulhos do seu corpo enquanto você dormia. Que pele gostosa. Morro de saudade, de verdade. Tem dias que já acordo pensando em você, já acordo imaginando que você está ali ao meu lado e que posso te abraçar fazendo nossa conchinha e enroscando minhas pernas nas suas. 

Mas aí logo acordo e vejo que estou sozinha na minha cama de solteiro. Sozinha. Sem você. Até sinto falta do seu ronco, porque quando o ouvia sabia que você estava ali, perto  de mim. E isso me dava uma paz muito grande, apesar de acordar na maioria das vezes. Mas seu ronco não me irritava, você foi o único que roncava e isso não me irritava. Eu até queria ouvi-lo só para ter certeza que você estava ali. E sentir paz. E me sentir protegida.

E por falar em proteção, quando você me abraçava, fazendo uma conchinha do outro lado da cama, eu me sentia tão protegida, tão acarinhada e amada. Você demonstrava amor em tudo o que fazia. Pena que muitas vezes eu não soube identificar. Oh Deus, como eu queria ter você de volta na minha vida e me sentir daquele jeito de novo. Porque eu me sentia melhor com você, me sentia uma pessoa diferente quando estava com você. Feliz. Eu era uma pessoa muito mais feliz. É pena que você não se sentia feliz assim também. É uma pena. Tudo ter acabado assim é uma pena muito grande. É uma pena eu ter sido tão burra e briguenta.




Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de maio de 2018

Os dias sete

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Ontem faríamos 4 meses.
Eu não vou deixar você esquecer essa data tão cedo.
Eu tenho a impressão ou a ilusão que você não vai esquecer de mim tão cedo. Nem da data. Não preciso fazer nada. É a vida, é Deus. Ele trabalha. Ele não para. Sei que Ele não vai deixar você me esquecer, esquecer a forma e o momento em que nos encontramos. Nem os nossos gostos afins, as piadas que só a gente entende, as músicas que nos conectam... Los Hermanos! Como eu sempre quis encontrar alguém que gostasse de Los Hermanos como eu gosto ou pelo menos de um jeito parecido. E daí você apareceu, como quem não quer nada tomou meu coração. Foi chegando e me conquistou como eu nem imaginava que fosse capaz de acontecer. Ainda lembro como você me olhou na primeira vez que me viu. Acho que nunca vou esquecer aquele olhar. Lembro que você disse que me olhou e pensou: "é isso, é isso mesmo..." Você sabe o que isso quer dizer e eu também sei. Ah e ainda tem os outros olhares. Sim, todos os outros olhares porque até quando você brigava comigo você me olhava com amor. Até quando sua boca falava palavras agressivas, seu olhar derramava amor. Você não percebia, claro, porque os olhos são janelas e quem pode olhar pelas janelas é quem está de fora. E eu via. Eu lembro. Minha memória é de elefante. Não esqueço facilmente as coisas. Você esquece. Esqueceu quase todos os dias sete. E obviamente esqueceu a data de ontem também, até porque não precisa mais lembrar. Mas não tem problema. Eu sempre vou me lembrar daquele dia sete de janeiro que perguntamos um ao outro e tomamos a decisão. Você me abraçou forte e fez cara de feliz. Ai que abraços! Quando lembro deles me arrepio. Esse foi o primeiro dia sete longe. O primeiro sem seus abraços,  sem seus beijos, sem o calor do seu corpo, sem dormir de conchinha, sem você, sem te ver, sem te tocar, sem, sem, sem...



Rafaela Valverde

sábado, 5 de maio de 2018

Sua mania besta de pegar livros que nunca vai ler


Tô pegando a sua mania besta de pegar e comprar livros que nunca vai ler. Aliás, eu peguei muitas das suas manias bestas. Muito de você ficou em mim. Muito ou pelo menos alguma coisa de você faz parte do que eu sou hoje. Sim, você ainda está por aqui. Dentro de mim, em meus pensamentos, em meus momentos de saudade e em tudo que faço hoje  sozinha mas que fazíamos juntos.

Você está por perto quando me ajoelho em oração, você está por perto quando acordo e quando vou deitar à noite. Você está aqui em suas manias que eu roubei pra mim. Você está aqui quando lembro das nossas conversas idiotas e de sua risada de mim e das coisas que eu falava e/ou fazia. Sabe? É aquela risada que fazia seu corpo subir e descer num movimento que eu adorava e ainda adoro.

E aqueles cachinhos? Nossa, eu amava puxar seus cachinhos quando caíam na cara. Mas gostei quando cortou. Uma nova versão de você em você mesmo. Lindo. Ou ainda como está agora porque te vi essa semana e você está sem barba. Nossa, como eu te amo. Como eu te admiro. Pela pessoa que você é, por tudo... No entanto, não me lamento mais pelo que você não sente. Não fico mais tão triste (só um pouco) pelo fato de não ser correspondida. Já estou acostumada em não ser correspondida, então com você eu me acostumei. Mas não significa que a saudade não exista, não significa que eu não tenha algo de você em mim, não significa que eu não pense em você o dia todo, não significa que eu não te ame, não significa que me acostumei com sua ausência. Não, eu só aceitei sua decisão de não querer mais estar por perto.

Respeito e respeitarei. Mas ficou um vácuo aqui, saiba disso. Tô até pegando as manias que você tem de se defender da solidão. Você acha que eu não sei? Que todos esses livros e atividades são para disfarçar a solidão? Claro que eu sei. Esses sempre foram meus mecanismos contra a solidão. E é justamente o que tenho feito pra escapar dela agora. Me cerco de livros, músicas, séries... Mesmo que não vá ler, ouvir e assistir tudo. Mas pelo menos eles estão ali. Você não está aqui. Não compensa a sua falta, mas pelo menos me consola um pouco e ocupa a minha mente, pelo menos nos espaços dela em que você não está.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Eu te amo - Chico Buarque de Hollanda

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Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás se fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir



Rafaela Valverde

Finais de semana

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Quando chegam os finais de semana
Eu choro de tristeza e de saudade
Peço a Deus que me ajude
Uma dor emana
Quero de novo essa felicidade
De te ter aqui amiúde
Eu te amo e não me calo
Sinto saudade todos os dias
Mas nesses dois dias, cheiro de amor exalo
Todo mundo já sabe das minhas lágrimas tardias



Rafaela Valverde

sábado, 28 de abril de 2018

Mais - Amanda Rodrigues

Uma música linda, maravilhosa e romântica que me faz lembrar alguém...  Aproveitem!





Meu amor, eu nunca vou conseguir explicar:
O que eu sinto por você.
O que sinto ao te ver.
Mas, eu vou tentar
Vou continuar tentando, eu vou tentar,
Pôr em palavras,
Traduzir meu coração.

Mas é clichê, dizer que você é especial pra mim
É tão clichê, dizer que eu não vivo sem você

Você merece mais,
Muito mais
Você merece a poesia mais bonita,
Merece o melhor dos meus dias.
Você merece mais,
Que meia dúzia de palavras que todo mundo diz
Você merece que eu viva pra fazer você feliz.

Meu amor, não importa o que teremos que enfrentar
Eu tenho uma aliança com você
E ela foi firmada no altar
Ainda não cansei de procurar
Ainda estou tentando achar
Um presente pra te dar
Que possa demonstrar todo o meu amor

Mas é clichê te dar só o que o dinheiro vai comprar
É tão clichê te dar alguma coisa pra daqui um tempo você se esquecer

Você merece mais
Muito mais
Você merece a poesia mais bonita
Merece o melhor dos meus dias
Você merece mais
Que meia dúzia de palavras que todo mundo diz
Você merece, amor que eu viva pra fazer você feliz

Você merece mais
Muito mais
Você merece a poesia mais bonita
Merece o melhor dos meus dias
Você merece mais
Que meia dúzia de palavras que todo mundo diz,
Você merece, amor que eu viva pra fazer você feliz!

Feliz...!






Rafaela Valverde

terça-feira, 24 de abril de 2018

Saudade...

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Já escrevi algumas vezes sobre saudade. Mas dessa vez estou sentindo uma saudade devastadora, daquelas que faz a gente chorar todas as noites antes de dormir. Saudade. Ah, saudade. O que você faz comigo? Porque o objeto da saudade não está por perto e nem vai estar tão cedo. É justamente por isso que surge a saudade.

Junto com ela vem a tristeza, a frustração, a decepção, a revolta... Mas também podem vir com mais força a fé, a paciência e a resiliência. E foram com essas últimas que eu escolhi ficar. A saudade também é boa para relembrarmos o que foi ou é bom da outra pessoa. Uma expressão peculiar da pessoa, momentos engraçados passaram juntos, filmes, sorrisos, piadas... Coisas boas que lembram o outro e nos faz querer voltar no tempo.

Ah quanta coisa eu teria mudado em meu comportamento só para não precisar passar por essa saudade agora. Eu só queria  você aqui na minha frente de novo. Eu queria muito te abraçar, te beijar para tentar matar essa saudade, mas, mesmo assim sei que ela não iria passar. Se já não passava antes, se já durava nas semanas de intervalos entre os finais de semana, imagina agora que é definitiva. É uma saudade consistente. Está presente todos os dias. Na minha mente, no meu corpo, no meu espírito. Respiro saudade, transpiro saudade. Saudade sai pelos meus poros, principalmente quando penso em você. Você que é você, vai saber, se ler essas palavras algum dia, que é você. O dono da minha saudade.

Vivo tentando afugentar essa saudade. Vivo tentando ao mesmo tempo conviver com ela, sei lá. Talvez me teletransportar para algum ponto em minha cabeça em  que você esteja, talvez assim eu não precise sentir tanta saudade. Acho que só em fotos ou em minha cabeça é que vou poder olhar para você, conviver novamente com você. A dor da saudade é grande e bambeia o coração. Peço a Deus para que essa saudade se afaste da minha vida, que eu esqueça você definitivamente. Já pensou daqui a vinte anos ainda estar sentindo essa saudade toda? Não sei. Claro que é provável que isso não aconteça. É quase certo que devido às minhas orações, Deus acabe tirando você da minha cabeça, do meu coração, do meu corpo, dos meus poros. Porque é isso que eu peço a Ele. Se não for pra você voltar e essa saudade deixar de existir eu não quero mais te amar. Amar na saudade platônica é ruim. O que eu queria mesmo era você aqui.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um beijo seu

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Sinto que preciso de um beijo seu
Não só um
Só um não me satisfaz
Aquela frieza que havia em mim morreu
Os momentos sombrios ficaram pra trás
Vou te colocar num avião, te levar pra Cancun
Provar dos seus dias, ver o sol e a lua com você
Tiro do seu olhar muita da minha razão de viver
Sinto que preciso de um beijo seu
A cada dia que amanhece
O seu santo com o meu bateu
O que é recíproco me enaltece
A tristeza se desfez em cada lágrima que chorei
Hoje meu coração é rei
Manda na minha realidade
Sinto que preciso de um beijo seu
Pra guardar na memória
Contar para a posteridade
Tudo sobre a nossa história
Os detalhes desse beijo que afugentou a fatalidade
A vida se transformou em momentos doces de lábios colados
Para isso joguei os dados
Mas não foi sorte, não
Eu mereci
Por demais já sofri
Mas, hoje só quero um beijo seu
Sinto que vou precisar acalmar meu coração
Que a ordem da razão já subverteu
Sim, definitivamente preciso de um beijo seu!




Rafaela Valverde

segunda-feira, 19 de março de 2018

De costas

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O clima começou a esquentar ainda no restaurante. Passava o pé pela perna dele, por debaixo da calça. Estava vestida com o vestido novo preto decotado com uma fenda atrás que deixava minhas costas à mostra. O sapato era vermelho e de salto alto, coisa que eu não costumava usar, mas deixava minhas pernas mais torneadas. Ele adorava quando me vestia assim e fazia isso de propósito. Desde que saímos de casa me lançava olhares gulosos. Passei meu pé em suas pernas até onde a calça permitia e depois, por cima da calça mesmo, acariciei com vigor seu membro que já havia se manifestado diante do meu habilidoso pé.

Já estávamos acostumados a fazer isso em qualquer lugar. Esta noite é a comemoração de mais um ano juntos e é especial, claro. Não nos constrangíamos mais. Aliás, ele não se constrangia mais, pois eu nunca me constrangi. Continuávamos jantando normalmente, aparentando normalidade para o resto das pessoas. Mas a chama começara ali e só iria terminar... bem, nem sei se terminou. Afinal de contas meu tesão por esse homem parece que não acaba nunca.

Terminamos o jantar calmamente e mal nos aguentamos dentro do carro do Uber. Ele enfiava a mão discretamente, se é que isso é possível, por baixo do meu vestido e eu já estava muito molhada, querendo ele. Entramos em casa nos atracando. Entrando de costas pelo hall de entrada enquanto o beijava, retirei os sapatos. Isso me deixava mais baixa. Em todos os sentidos... Continuei andando de costas, enquanto ele me guiava ainda me beijando com tesão, até chegarmos ao aparador. Ali, como num passe de mágica, ele me virou de costas para ele e passou a língua pela fenda do meu vestido.

Nossa, como eu adoro isso. Dei uns gritinhos de prazer e me arrepiei com o toque da sua língua em um dos pontos mais erógenos do meu corpo. Ainda de vestido, senti sua mão dentro da minha calcinha e depois entrar delicadamente em mim. Ele pressionava meus quadris nos dele e eu senti seu pau que já estava deliciosamente pronto. Aquela brincadeira com a língua pelas minhas costas continuava em ritmos diferentes enquanto ele me masturbava. Eu já gritava e sentia o gozo escorrer um pouco em seus dedos.

Implorei para que me penetrasse, porém ele parecia não me ouvir. Queria me torturar. Não falava nada, apenas sorria ás vezes. Um risinho descarado que me deixava maluca. Ao invés de fazer o que eu pedia ele preferiu tirar meu vestido por cima da cabeça e com desespero segurou e sugou delicadamente meu seio esquerdo. Passou a língua várias vezes pelo mamilo e deu mordidinhas no bico. Fez o mesmo no outro e eu já estava gozando loucamente. Ele tratava meus seios como ninguém. Não sei porque alguns homens simplesmente esquecem os seios. Eles são essenciais no prazer feminino... Devaneava enquanto gritava seu nome e pedia para que ele me chamasse de gostosa. Mulheres são auditivas, é o que dizem. Ora, todo mundo deve ser auditivo nessas horas!

Ele se ajoelhou, baixou minha calcinha até os joelhos e com a a saia do meu vestido em sua cabeça fazia movimentos de vai e vem só para sugar meu gozo. Nossa, o que esse homem faz é um espetáculo! Tirou meu vestido me apoiando de costas no aparador novamente e me penetrou com intensidade. Eu já não aguentava mais essa tortura e gozei mais uma vez, gritando. Minha voz ecoava pela casa. Ouvi ele gemer alto também. Terminamos e ficamos por alguns minutos ali, eu apoiada no móvel e ele apoiado em mim. Alguns vasos e porta retratos haviam se espatifado no chão. Mas, quem liga?




Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de março de 2018

Você melhora meus dias

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Os momentos do meu dia que mais gosto são os que você está em minha cabeça. Ou seja, todos. Por isso, que apesar de tudo, os meus dias têm sido bons. Estar com você em minha cabeça torna-os melhores. Se não fosse isso não sei de onde tiraria forças. Você faz meus dias melhorarem muito. Porque você está sempre aqui comigo, em minha cabeça. Te levo pra tudo que é lugar e ai de mim se não fosse isso. Sei que já disse isso e se torna até meio manjado e piegas, eu sei, sou isso, nem ligo mais, mas, me pego em vários momentos do dia sorrindo sozinha e não só sorrindo, gargalhando também com nossas piadas bestas e conversas sobre coisas nojentas que só casais bem íntimos conseguem ter. E é o que somos na verdade, somos os recém conhecidos mais íntimos que eu conheço e eu não consigo entender exatamente de onde vem isso. É transcendental, penso às vezes. É sorte única na vida, penso quando lembro que para construir intimidade é preciso um tempo. Mas isso parece que já veio pronto em nosso pacote. Nosso pacote especial de intimidade e cumplicidade. Até hoje  fico um pouco abismada ainda quando me lembro da primeira vez que vim em sua casa. Nós já nos conhecíamos há anos. Era o que parecia. Os melhores momentos da minha vida têm sido aqueles que vivo com você. Passam rápido e quando vejo já vem uma nova semana em que ficaremos longe, afastados pela rotina mas não pelo pensamento. Os melhores dias da minha vida têm sido esses e os melhores anos da minha vida estão começando agora. Ao seu lado. Porque são estes momentos que valem a pena. Gosto de olhar você, tocar você, sentir seu cheiro... Tudo relacionado a você. Estar com você é mágico, nem sei explicar. Os momentos do meu dia que mais gosto são os que você está em minha cabeça. Todos, como já disse. Você já não sai mais de mim, da minha cabeça, do meu corpo, daqui. Está simplesmente aqui. Pairando, rondando, se fazendo presente a todo momento. E eu amo isso. Amo estar impregnada de você. E assim que pretendo estar. Pelas próximas eras. Obrigada por isso. Por estar aqui ao meu lado. Obrigada por não me abandonar. Obrigada por transformar meus dias em dias melhores estando morando aqui em minha mente. Eu te amo.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 9 de março de 2018

Tocar o outro

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Ás vezes falta carinho. Por mais que as coisas estejam bem. Faltam carinho e atenção. Pequenos gestos, pequenas palavras que faltam e apenas faltam. Se tornam vácuo. Vácuo que não devia estar ali. Pode parecer que eu não estou satisfeita com nada, como se sempre faltasse algo. Também me sinto assim de vez em quando, mas a coisa não é tão simplória assim não. É que na verdade eu dou tanto valor às pequenas coisas aos pequenos carinhos diários que eu quero sim que façam o mesmo por mim, por que não?

Quem é que não quer se sentir bem quisto? Tocado, amado, idolatrado até? Mas a gente quer que a coisa toda aconteça a partir da vontade do outro e não sempre que pedirmos. Não existe carinho e atenção solicitados. Estes vêm naturalmente conforme for o sentimento e grau de intimidade entre o par. Eu adoro fazer carinho e minha mão pula automaticamente no corpo do outro, independente de sexo. Cafuné, beijo em qualquer parte do corpo, todo tipo de toque. Todos têm necessidade de serem tocados. É uma necessidade quase psicanalítica, de pertencer ao outro e o outro pertencer a você.

É lindo! Começa com o toque das mãos quando se dão. Como é lindo um casal com as mãos dadas e como é triste o que constatamos quando vemos um que não se dá mais as mãos. Depois das mãos, vêm os beijos. Esses são o ato introdutório do sexo, mas também podem ser a demonstração de carinho e cumplicidade mais doce. Por ser intermediário o beijo ocupa posição de destaque entre um casal. Toques são necessários e servem como comunhão entre o casal. Nem sei mais o que se tem em um relacionamento quando não se tem mais toques, sejam eles quais forem.  Toques com malícia ou não ou simplesmente daqueles para que o outro se sinta amado, querido. Também o toque para satisfazer a si mesmo. Quando eu toco o outro estou me alimentando de amor por ele, pela pele, pelo corpo deste outro. Quando eu toco o outro eu me satisfaço. Se não for para ser assim, nem adianta tocar só por tocar. É importante, mas tem que ser feito com gosto, querendo fazer. É isso.



Rafaela Valverde 



terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Maturidade para mudar

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Eu sou uma pessoa difícil e fácil ao mesmo tempo. Uma das incongruências da vida é poder ser a gente mesmo. Sem maniqueísmos. Sem o totalmente bom e sem o totalmente mau. Eu sou chata e legal. Eu acordo de mal humor às vezes, mas uma hora depois já estou de boa. De incongruências vivem os seres humanos, de incongruências vivo eu. Sou insegura, às vezes. Com essa insegurança posso fazer grandes estragos em minha auto estima e em meu relacionamento com as outras pessoas. Eu faço muita merda, às vezes. Mas, claro, faço muitas coisas bacanas. Como todo mundo. Ninguém é só uma coisa. Ninguém é só bom ou mau. 


Eu não tenho pensamento linear sobre nada. Estou pensando em uma coisa agora e daqui a cinco minutos tudo pode mudar. Quase nunca premedito nada. Nem sei premeditar. Até meus personagens  e poemas são criados quando estou sentada escrevendo. Como eu iria premeditar atitudes idiotas que tenho às vezes? Minha mente trabalha com turbilhões de emoções ao mesmo tempo. A ansiedade não me deixa parar. Uma vez tive uma crise de pânico. Só contei para uma pessoa. Como falar essas coisas sem que nos taxem de malucos e frescos? O que estou querendo dizer aqui é que muitas coisas podem estar acontecendo ao mesmo tempo na minha cabeça enquanto eu faço ou falo alguma coisa.

A minha auto estima nem sempre é boa. Nem sempre está em alta. Eu costumo achar que todo mundo me odeia. Que ninguém me suporta. Que estou sempre incomodando... Que não há espaço para mim em lugar nenhum... Às vezes não me encaixo, apesar de fazer um esforço muito grande para isso. Quase nunca quero conversar com ninguém. Eu não aguento conversas bestas que não me levarão a lugar nenhum. Não gosto de conversar sobre atrações e valores de festas Open Bar. Me desculpem, mas a minha mente é tão agitada que eu só quero um pouco de sossego de vez em quando.

Em muitos casos procuro briga por tudo. Tudo é motivo de eu me indignar e reagir. Eu já fui tão vilipendiada na vida (eita, que hoje estou usando palavras difíceis!) que por qualquer coisinha tendo a reagir, tendo a não admitir ser tratada de forma diferente da que eu mereço, da forma que eu trato. E qualquer indício de que posso vir a ser maltratada me faz acender uma luz vermelha. Dessa forma acabo metendo os pés pelas mãos e maltratando quem não merece ou agindo como criança. Pior que criança. É um defeito grave. Não tinha me dado conta dele antes e agora consigo perceber o porquê de algumas pessoas se afastarem de mim. Como já mudei muito ao longo dos anos e consegui melhorar e até mesmo corrigir alguns defeitos que tinha, também agora com a percepção desse, preciso tomar atitudes para corrigir. Urgente! Porque não quero e nem posso mais perder mais ninguém. Já chega!

Eu antes era uma pessoa teimosa que só ouvia a mim mesma, a opinião do outro não importava; era controladora, calculista, ciumenta, grudenta daquelas de querer falar com a pessoa o tempo todo... Eu já corrigi muitos defeitos e pretendo corrigir mais esses. Era só uma questão de percepção. Alguém que eu amo me fez perceber o quanto sou estúpida e infantil ainda. Nem eu me suportaria. Eu ainda preciso mudar muito. Ser segura o suficiente para não deixar coisas pequenas me atingirem num grau superlativo. O meu maior problema é insegurança, ansiedade, depressão. Eu não faço por mal. Só parece que algo em meu eu gosta de brigar ou precisa sempre se indignar,  sei lá...

Mas é muito bom ter maturidade para perceber erros e defeitos. É muito bom olhar para dentro de mim mesma, dar um passo para trás e observar o que deve ser mudado. Já devia ter sido, só que eu ainda não tinha percebido a gravidade do problema. Sim, mudar é preciso!



Rafaela Valverde
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