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sábado, 19 de maio de 2018

Sintomas e dizeres da vida

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Hoje estou a fim de escrever. Talvez botar pra fora um pouco do que tenho sentido nas últimas semanas. Meu corpo está diferente. Algo não está igual. Talvez a maior diferença que já senti na vida. Não vou explicar exatamente do que se trata. Não hoje. Tudo ainda está bem obscuro. Não sei o que se passa. Minha saúde está boa, mas meu corpo vem sofrendo algumas alterações. Sinto um cansaço inexplicável e às vezes sinto vontade de chorar. Em quase todas as vezes eu choro. Já chorei no ônibus, andando na rua, já chorei no culto durante a homenagem ao dia das mães. Em alguns casos me sinto bem irritadiça também. Dores. Desânimo. Cansaço. No entanto me sinto indescritivelmente feliz e realizada. Não há nada que eu queira mudar na minha vida nesse momento. O que ocorre é que vinha querendo algo e me ajoelhava pedindo a Deus, mas não sei se quero mais. Estou sentindo várias coisas, várias indisposições e indecisões, mas ainda assim, sinto um amor no meu coração. Sinto vontade de dar boa tarde a meus desafetos e dou. Para que manter desafetos? Por que tanta birra? Sou tão amada por Deus que nem me ouso não corresponder da mesma forma. Não tenho medo de despejar de volta no universo tudo isso. Hoje estou a fim de escrever mas não posso escrever exatamente o que queria escrever. Me contento com esse texto cheio de incógnitas. Estou aqui assistindo Breaking Bad enquanto digito e enquanto bebo água. Fico tentando como sempre ocupar minha mente o tempo inteiro para não pensar, para não sentir certos sintomas que têm tomado conta do meu corpo há semanas. Além disso em mente ocupada não entra gente inoportuna. Gente que não deveria mais estar nela. Gente que deveria estar me apoiando e dividindo esse momento comigo. Mas não. As outras pessoas sempre se isentam. Nunca é problema delas. Especialmente se essas pessoas forem do sexo masculino. Os homens são criados e crescem descompromissados. Esse é um sinal da nossa geração. Hoje estou a fim de escrever. Dizer baboseiras. Falar o que ninguém quer ouvir - ou ler. Sei lá. Às vezes parece estranho o tanto de vezes em que a gente rejeita o amor e companhia de Deus, enquanto Ele sempre está lá. Esperando por nós. O dono de tudo.. O dono de toda a certeza. O mesmo Deus que me empresta um pouco dessa certeza e me faz acreditar no que ninguém acredita. Nos sinais que meu corpo está dando. Nos sinais que a vida está dando. Eu não ouso mais ignorar os sintomas e dizeres da vida. Porque ela agora, a minha vida, está sendo traçada por Deus. Está entregue a Deus. Meu corpo. Meus sintomas. Minha vida. E as pessoas que fazem parte dela. E até as que não querem fazer parte dela. E as pessoas que me detestam. Deus está com elas também. Meus sinais. Meus sintomas. Hoje estou a fim de escrever. Espero que ninguém entenda!



Rafaela Valverde

Ainda que minha cabeça não pare


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Ainda que eu tentasse não me lembrar
Sinceramente seria difícil esquecer
Qualquer coisa sobre a gente
Vivo a deslumbrar
Pareço que vou enlouquecer
Mas não vou
Por mais que a fraqueza tente
Fortaleza eu sou!

Ainda que eu possa dizer que não mais penso
Me surpreendo de madrugada lembrando
Ainda sinto tudo tão intenso
Batalhas ando travando
Contra mim mesma
Para que essas lembranças não venham à tona
Ando lerda que nem lesma
Mas meu cérebro está correndo uma maratona

Ainda que minha cabeça não pare
Estou tentando realizar minhas atividades
Não há nada que se compare
Da nossa vida sinto saudades
Mas já estou resolvendo esta situação
Todo dia te coloco pra sumir
Desfaço minha ilusão
De algumas coisas preciso me redimir

Ainda que eu ache que de mim não sairá
Tenho quase certeza (mas quase mesmo) que um dia você se vai
O jogo há de virar
Não é o que a gente pensa que a gente atrai?
Pois é assim que daqui pra frente minha cabeça pensará!




Rafaela Valverde




sábado, 5 de maio de 2018

Sua mania besta de pegar livros que nunca vai ler


Tô pegando a sua mania besta de pegar e comprar livros que nunca vai ler. Aliás, eu peguei muitas das suas manias bestas. Muito de você ficou em mim. Muito ou pelo menos alguma coisa de você faz parte do que eu sou hoje. Sim, você ainda está por aqui. Dentro de mim, em meus pensamentos, em meus momentos de saudade e em tudo que faço hoje  sozinha mas que fazíamos juntos.

Você está por perto quando me ajoelho em oração, você está por perto quando acordo e quando vou deitar à noite. Você está aqui em suas manias que eu roubei pra mim. Você está aqui quando lembro das nossas conversas idiotas e de sua risada de mim e das coisas que eu falava e/ou fazia. Sabe? É aquela risada que fazia seu corpo subir e descer num movimento que eu adorava e ainda adoro.

E aqueles cachinhos? Nossa, eu amava puxar seus cachinhos quando caíam na cara. Mas gostei quando cortou. Uma nova versão de você em você mesmo. Lindo. Ou ainda como está agora porque te vi essa semana e você está sem barba. Nossa, como eu te amo. Como eu te admiro. Pela pessoa que você é, por tudo... No entanto, não me lamento mais pelo que você não sente. Não fico mais tão triste (só um pouco) pelo fato de não ser correspondida. Já estou acostumada em não ser correspondida, então com você eu me acostumei. Mas não significa que a saudade não exista, não significa que eu não tenha algo de você em mim, não significa que eu não pense em você o dia todo, não significa que eu não te ame, não significa que me acostumei com sua ausência. Não, eu só aceitei sua decisão de não querer mais estar por perto.

Respeito e respeitarei. Mas ficou um vácuo aqui, saiba disso. Tô até pegando as manias que você tem de se defender da solidão. Você acha que eu não sei? Que todos esses livros e atividades são para disfarçar a solidão? Claro que eu sei. Esses sempre foram meus mecanismos contra a solidão. E é justamente o que tenho feito pra escapar dela agora. Me cerco de livros, músicas, séries... Mesmo que não vá ler, ouvir e assistir tudo. Mas pelo menos eles estão ali. Você não está aqui. Não compensa a sua falta, mas pelo menos me consola um pouco e ocupa a minha mente, pelo menos nos espaços dela em que você não está.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Eu te amo - Chico Buarque de Hollanda

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Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás se fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir



Rafaela Valverde

terça-feira, 24 de abril de 2018

Saudade...

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Já escrevi algumas vezes sobre saudade. Mas dessa vez estou sentindo uma saudade devastadora, daquelas que faz a gente chorar todas as noites antes de dormir. Saudade. Ah, saudade. O que você faz comigo? Porque o objeto da saudade não está por perto e nem vai estar tão cedo. É justamente por isso que surge a saudade.

Junto com ela vem a tristeza, a frustração, a decepção, a revolta... Mas também podem vir com mais força a fé, a paciência e a resiliência. E foram com essas últimas que eu escolhi ficar. A saudade também é boa para relembrarmos o que foi ou é bom da outra pessoa. Uma expressão peculiar da pessoa, momentos engraçados passaram juntos, filmes, sorrisos, piadas... Coisas boas que lembram o outro e nos faz querer voltar no tempo.

Ah quanta coisa eu teria mudado em meu comportamento só para não precisar passar por essa saudade agora. Eu só queria  você aqui na minha frente de novo. Eu queria muito te abraçar, te beijar para tentar matar essa saudade, mas, mesmo assim sei que ela não iria passar. Se já não passava antes, se já durava nas semanas de intervalos entre os finais de semana, imagina agora que é definitiva. É uma saudade consistente. Está presente todos os dias. Na minha mente, no meu corpo, no meu espírito. Respiro saudade, transpiro saudade. Saudade sai pelos meus poros, principalmente quando penso em você. Você que é você, vai saber, se ler essas palavras algum dia, que é você. O dono da minha saudade.

Vivo tentando afugentar essa saudade. Vivo tentando ao mesmo tempo conviver com ela, sei lá. Talvez me teletransportar para algum ponto em minha cabeça em  que você esteja, talvez assim eu não precise sentir tanta saudade. Acho que só em fotos ou em minha cabeça é que vou poder olhar para você, conviver novamente com você. A dor da saudade é grande e bambeia o coração. Peço a Deus para que essa saudade se afaste da minha vida, que eu esqueça você definitivamente. Já pensou daqui a vinte anos ainda estar sentindo essa saudade toda? Não sei. Claro que é provável que isso não aconteça. É quase certo que devido às minhas orações, Deus acabe tirando você da minha cabeça, do meu coração, do meu corpo, dos meus poros. Porque é isso que eu peço a Ele. Se não for pra você voltar e essa saudade deixar de existir eu não quero mais te amar. Amar na saudade platônica é ruim. O que eu queria mesmo era você aqui.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um beijo seu

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Sinto que preciso de um beijo seu
Não só um
Só um não me satisfaz
Aquela frieza que havia em mim morreu
Os momentos sombrios ficaram pra trás
Vou te colocar num avião, te levar pra Cancun
Provar dos seus dias, ver o sol e a lua com você
Tiro do seu olhar muita da minha razão de viver
Sinto que preciso de um beijo seu
A cada dia que amanhece
O seu santo com o meu bateu
O que é recíproco me enaltece
A tristeza se desfez em cada lágrima que chorei
Hoje meu coração é rei
Manda na minha realidade
Sinto que preciso de um beijo seu
Pra guardar na memória
Contar para a posteridade
Tudo sobre a nossa história
Os detalhes desse beijo que afugentou a fatalidade
A vida se transformou em momentos doces de lábios colados
Para isso joguei os dados
Mas não foi sorte, não
Eu mereci
Por demais já sofri
Mas, hoje só quero um beijo seu
Sinto que vou precisar acalmar meu coração
Que a ordem da razão já subverteu
Sim, definitivamente preciso de um beijo seu!




Rafaela Valverde

domingo, 1 de abril de 2018

Durona? Não, eu quero é ser feliz!

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Sabe esse tal de romantismo? Ele não costumava me encontrar. Lá nos longínquos anos da adolescência eu era ou queria ser durona. Sabe, eu nunca fui durona. Eu só queria ser aquela moça fria e seca de filmes adolescentes. Mas, na maioria das vezes, essas moças mudavam o jeito de ser  por causa de um amor. Mas eu não queria mudar. Eu achava que não queria mudar. Achava que não iria mudar. Achei que seria assim por toda a vida. Hoje um novo mês começa e eu já estou pensando em formas românticas de me expressar. Eu achava que por não ter visto pais apaixonados, casamento feliz, carinho e amor durante minha infância e adolescência, eu não conseguiria ter essas coisas e talvez não conseguisse ser feliz e romântica. Nem imaginava viver metade das coisas românticas que vivi ao longo dos anos. E quando falo romântico, falo no sentido literal da palavra mesmo. Falo de paixão de relação a dois, falo de encontro, jantares, velas, cartas, músicas, danças, filmes, mãos dadas, etc. Mas cá estou eu desejando tudo isso, inventando formas românticas de viver. Querendo estar cercada de amor e de família, querendo ter certas coisas que não tive. Cá estou em em 2018, no dia 01/04 sendo uma pessoa completamente diferente do que sempre imaginei. Sem dureza posso até ser mole demais. Por querer viver em paz desisti mil vezes de ter razão. Pra que razão sem amor? Sem leveza? Sem companheirismo? Sem contato corporal? Não adianta de nada. Não quero razão sem tudo isso. E nem sei se adianta liberdade. Liberdade pra solidão? Sério? Não! Já vivi assim, livre e sozinha, sozinha não, solitária. Solitária e infeliz. Aff que vida triste de se viver. Eu que não quero mais isso. Eu quero é continuar sendo molinha mesmo. E romântica. E tudo mais que venha em decorrência disso. Eu quero é ser feliz!





Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de março de 2018

Você melhora meus dias

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Os momentos do meu dia que mais gosto são os que você está em minha cabeça. Ou seja, todos. Por isso, que apesar de tudo, os meus dias têm sido bons. Estar com você em minha cabeça torna-os melhores. Se não fosse isso não sei de onde tiraria forças. Você faz meus dias melhorarem muito. Porque você está sempre aqui comigo, em minha cabeça. Te levo pra tudo que é lugar e ai de mim se não fosse isso. Sei que já disse isso e se torna até meio manjado e piegas, eu sei, sou isso, nem ligo mais, mas, me pego em vários momentos do dia sorrindo sozinha e não só sorrindo, gargalhando também com nossas piadas bestas e conversas sobre coisas nojentas que só casais bem íntimos conseguem ter. E é o que somos na verdade, somos os recém conhecidos mais íntimos que eu conheço e eu não consigo entender exatamente de onde vem isso. É transcendental, penso às vezes. É sorte única na vida, penso quando lembro que para construir intimidade é preciso um tempo. Mas isso parece que já veio pronto em nosso pacote. Nosso pacote especial de intimidade e cumplicidade. Até hoje  fico um pouco abismada ainda quando me lembro da primeira vez que vim em sua casa. Nós já nos conhecíamos há anos. Era o que parecia. Os melhores momentos da minha vida têm sido aqueles que vivo com você. Passam rápido e quando vejo já vem uma nova semana em que ficaremos longe, afastados pela rotina mas não pelo pensamento. Os melhores dias da minha vida têm sido esses e os melhores anos da minha vida estão começando agora. Ao seu lado. Porque são estes momentos que valem a pena. Gosto de olhar você, tocar você, sentir seu cheiro... Tudo relacionado a você. Estar com você é mágico, nem sei explicar. Os momentos do meu dia que mais gosto são os que você está em minha cabeça. Todos, como já disse. Você já não sai mais de mim, da minha cabeça, do meu corpo, daqui. Está simplesmente aqui. Pairando, rondando, se fazendo presente a todo momento. E eu amo isso. Amo estar impregnada de você. E assim que pretendo estar. Pelas próximas eras. Obrigada por isso. Por estar aqui ao meu lado. Obrigada por não me abandonar. Obrigada por transformar meus dias em dias melhores estando morando aqui em minha mente. Eu te amo.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 9 de março de 2018

Tocar o outro

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Ás vezes falta carinho. Por mais que as coisas estejam bem. Faltam carinho e atenção. Pequenos gestos, pequenas palavras que faltam e apenas faltam. Se tornam vácuo. Vácuo que não devia estar ali. Pode parecer que eu não estou satisfeita com nada, como se sempre faltasse algo. Também me sinto assim de vez em quando, mas a coisa não é tão simplória assim não. É que na verdade eu dou tanto valor às pequenas coisas aos pequenos carinhos diários que eu quero sim que façam o mesmo por mim, por que não?

Quem é que não quer se sentir bem quisto? Tocado, amado, idolatrado até? Mas a gente quer que a coisa toda aconteça a partir da vontade do outro e não sempre que pedirmos. Não existe carinho e atenção solicitados. Estes vêm naturalmente conforme for o sentimento e grau de intimidade entre o par. Eu adoro fazer carinho e minha mão pula automaticamente no corpo do outro, independente de sexo. Cafuné, beijo em qualquer parte do corpo, todo tipo de toque. Todos têm necessidade de serem tocados. É uma necessidade quase psicanalítica, de pertencer ao outro e o outro pertencer a você.

É lindo! Começa com o toque das mãos quando se dão. Como é lindo um casal com as mãos dadas e como é triste o que constatamos quando vemos um que não se dá mais as mãos. Depois das mãos, vêm os beijos. Esses são o ato introdutório do sexo, mas também podem ser a demonstração de carinho e cumplicidade mais doce. Por ser intermediário o beijo ocupa posição de destaque entre um casal. Toques são necessários e servem como comunhão entre o casal. Nem sei mais o que se tem em um relacionamento quando não se tem mais toques, sejam eles quais forem.  Toques com malícia ou não ou simplesmente daqueles para que o outro se sinta amado, querido. Também o toque para satisfazer a si mesmo. Quando eu toco o outro estou me alimentando de amor por ele, pela pele, pelo corpo deste outro. Quando eu toco o outro eu me satisfaço. Se não for para ser assim, nem adianta tocar só por tocar. É importante, mas tem que ser feito com gosto, querendo fazer. É isso.



Rafaela Valverde 



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Foda-pra-caralho!

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Nesses raros momentos românticos da minha vida em que fiquei por alguns momentos, poucos, em companhia de alguém que esteja amando, ouvindo alguma playlist fofa e romântica eu me senti bem. Essas coisas me deixam tão satisfeita que é como se eu tivesse nascido especialmente para isso, para viver dessa forma, em eterno clima de romance, me desculpem a redundância, eternamente. Mas, me diga quem é que não quis em algum momento da vida algum momento desse a la conto de fada daquele bem da carochinha que a gente acha que pode acabar a qualquer momento? Quem diz que não, é um puta mentiroso. Um mentiroso do caralho. E vou aqui mesmo falar meus palavrões mesmo. Se não quiser ler não leia. Tchau. Não é essa a palavra? Ciau, bye... Sim, esse é mais um dos meus textos malucos para comprovar que não existe ninguém normal no mundo e nem mesmo existe quem  não queira viver um mísero momento como esse. De romancinho-água-com-açúcar. Pois bem, é assim que me encontro nesta noite que um dia pode vir a ser famigerada e ordinária. Espero que não seja, mas não sou daquelas pessoas que costuma conseguir o que quer ou o que espera. Geralmente tudo escorre da minha mão mesmo, como uma água muito mole e escrota... Nesses raros momentos de paz e calmaria da minha vida eu não sei o que pensar, porque por mais que agradeça nunca me sinto suficientemente grata e nem acho que mereço tanta coisa boa que acontece quase sempre agora. Fico achando que a qualquer momento o jogo vai virar de novo em breve  vou  cair naquele rio solitário de amargura e depressão. Quando a gente passa anos sofrendo fica difícil acreditar que o sofrimento acabou e que agora tudo é bom, calmo e reciproco. Tem coisa mais inacreditável que a reciprocidade? Principalmente pra mim que quase nunca tive nada recíproco na minha vida. Tudo que eu vivi por um período era mentira. Mas será que agora é mesmo verdade? Aí fico confabulando todas essas coisas e pensando em tudo isso, no que é verdadeiro ou não. No que é recíproco ou não. No que é, mas de repente pode deixar de ser... Fica um pouco difícil viver assim às vezes. Se me deixar levar por esses pensamentos eu não vivo. E mesmo quando recebo um telefonema avisando que teríamos uma boa comemoração com direito a molho de tomate caseiro e tudo, eu ainda, mesmo que sorrindo, me parei pensando se mereço tudo isso mesmo e se tudo isso é verdade mesmo. Sei lá, bate uma dúvida. As pessoas dizem que a gente é nada, que a gente não merece nada e a gente acredita. A gente passa dias, meses, anos acreditando que é um lixo porque isso foi dito, mesmo que nas entrelinhas, várias vezes, por várias pessoas que a gente começa a acreditar piamente. Depois de muito tempo acreditando nessas coisas, depois de muito sofrer achando que não merece nada da vida, a gente até liga o Foda-se, porém ainda ocorrem algumas recaídas de vez em quando. E nesses raros momentos românticos e recíprocos da minha vida eu me ponho de joelhos e agradeço aos céus, aos deuses, aos orixás a todo mundo, porque isso é foda-pra-caralho. Bem, é isso... Se for um sonho não me deixem acordar.





Rafaela Valverde

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Série Grace e Frankie

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Conheci recentemente a série Grace e Frankie. Não lembro exatamente o porquê de ter adicionado a série à minha lista da Netflix, mas já estava há alguns meses. Daí comecei a assistir e gostei logo de cara. No início pensei que seria uma série chata e dramática sobre velhinhos, mas fui muito pega de surpresa, pois é uma série muito engraçada, bem feita e alto astral.

Criada por Marta Kauffman, Howard J. Morris, a série estreou em 2015 e tem três temporadas na Netflix. Já vi as três e estou apaixonada pelas velhinhas fofinhas cujo os nomes dão título a série. No elenco estão  Jane Fonda (Grace), Lily Tomlin (Frankie), Sam Waterston, entre outros. A série americana de comédia traz a história de Gracie e Frankie que depois de quarenta anos de casadas descobrem repentinamente que seus maridos são gays e estão tendo um caso há vinte.

A partir daí começa a série de conflitos mais engraçados que eu já vi na minha vida. Mas não são simplesmente engraçados, são diálogos bem feitos, situações tão inusitadas que a gente esquece até o drama do caso (traição) dos maridos. Até porque a série não se baseia nisso, a série funciona ao redor das duas setentonas "prafrentex."

Elas  namoram, fazem sexo, fumam maconha, tomam porres as onze da manhã e até criam um vibrador e uma empresa Sex Shop. Essa série mudou minha visão sobre a terceira idade. Mesmo que seja ficcional e Grace seja ninguém menos que Jane Fonda toda conservada e até um pouco plastificada, é impossível não mudar alguma coisa da imagem que temos da terceira idade. Até porque as imagens que tenho vêm das minhas duas avós e nem de longe se compara com as cenas que são protagonizadas por essas duas. Elas ficam muito amigas e essa amizade cheia de implicância, pois elas são tão diferentes, é que segura o enredo da série.

É claro que sempre tem alguma coisa que incomoda a gente um pouco em qualquer coisa. No caso da série o que me incomodou foi o silenciamento sobre a existência da bissexualidade. Os maridos são nomeados ou "taxados" o tempo inteiro como gays. Se assumem gays, se auto intitulam gays. Mas óbvio que eles são bissexuais não, é? E não só pelo fato de terem passado quarenta anos casados com mulheres, mas, também pelo de terem laços afetivos, filhos e vida sexual. É notório que houve paixão pelo menos em um dos casais. E esse casal  até tem uma pequena recaída sexual... e eu não vou contar mais nada. Apenas precisava problematizar isso, porque passei as três temporadas engasgada com isso. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 11 de julho de 2017

Tentando entender você

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Eu não consigo entender certas coisas em você. Eu não consigo entender muitas coisas, pra falar a verdade. Eu não entendo como você diz que eu sou a melhor. Melhor em tudo: no beijo, no sexo, na companhia, na inteligência... E ainda assim você continua a não me querer para estar ao seu lado. Você diz que quer ter opções, que precisa disso para ser feliz. Você diz que quer ter outras não tão boas quanto eu, só por ter, só para saber que realmente tem essa opção.

Você entende isso como liberdade. Mas eu entendo  como uma confusão que você faz com sua vida e com a minha. Soa tudo tão incoerente e desconexo. Não quero criticar você, não ache isso. Eu só queria entender. Queria. Na verdade eu nem sei se quero mais. Talvez eu apenas me deixe levar pela situação e me satisfaça só com o fato de estar com você de vez em quando. Às vezes é bom viver na ignorância mesmo. Sem compreender determinadas coisas.

Mas minha cabeça não para. Ela insiste em saber o porquê de você querer outras se tem a melhor disponível para você a qualquer momento que precisar. Além de ser a melhor, eu sou também a que te ama. A que te ama incondicionalmente. Sou a mulher que te amou nesses últimos anos, independente do que você fizesse. Eu sou a mulher que te conhece melhor do que você mesmo, eu sou a mulher que te viu chorar feito criança em vários momentos, sobretudo, no momento em que seu time foi rebaixado. Eu sou uma mulher maravilhosa, como você mesmo diz. E eu não preciso que ninguém diga, eu sei que sou. 

Nem você consegue me explicar, os motivos dessa sua escolha. Já que tem a melhor, ainda opta em ficar, ou encontrar outras que serão pessoas menos importantes na sua vida. O que você quer? Colecionar afetos? Pequenos afetos, pequenos envolvimentos emocionais... Pequenos... Sempre pequenos. Porque o maior você já teve e tem. Você tem o amor da sua vida na sua frente e como mesmo já me disse, deveria se sentir privilegiado, mas não se sente.

Privilégio para você é poder estar "livre" para "ficar" com quem quiser, a hora que quiser. Questiono isso que você chama de liberdade, pois isso pode ser uma ou várias prisões. Prisões em conceitos, em pré-conceitos, prisões em ideias retrógradas e nefastas sobre você mesmo e sobre mim. E ainda há as ideias otimistas sobre as outras pessoas. Acho que você tem esperança de procurar, procurar e encontrar alguém igual ou melhor que eu. Você não aceita que possa haver apenas uma mulher para dedicar tanto amor durante tantos anos, durante a vida inteira... Você não se conforma com essa possibilidade e quer experimentar várias outras possibilidades para saber que não está perdendo nada da vida.

O problema é que enquanto você brinca de encontrar outro amor tão especial como o nosso e tenta experimentar "as alegrias da vida", você pode estar perdendo a possibilidade de ter seu amor, de ter sua companheira, sua amiga confidente, a pessoa que mais ama e cuida de você. Sabe por que? Não porque eu não esteja disposta a esperar por você e ficar com você, mas porque a vida pode acabar a qualquer hora, já pensou nisso? Além disso, nesse momento deve existir pessoas me observando. E eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas a gente tem que pensar em todas as possibilidades da vida, não é? Pois, enquanto você está aí dizendo que quando se ama quer  ver o outro feliz  e tentando buscar alguém para me substituir - mero discurso - eu estou "livre, leve e solta" e pensando que só posso mesmo obter ou reobter minha felicidade no amor com você, ao seu lado.



Rafaela Valverde

sábado, 24 de junho de 2017

Em Chamas - Suzanne Collins ♥


Reli Em chamas de Suzanne Collins. O livro foi lançado em 2011 e eu li pela primeira vez em 2015. Eu amo a trilogia Jogos Vorazes, como vocês já sabem. Em Chamas é o segundo e traz novamente Katniss Everdeen e Peeta Mellark que mudaram os Jogos Vorazes e desafiaram a Capital. Nesse livro eles retornam à Arena.

Tudo parece diferente e ao mesmo tempo o mais do mesmo, mas o casal desafortunado do Distrito 12 não sabem nada do que os esperam pela frente. Eu gosto de Em Chamas porque ele não funciona como um intermediário, apenas para encher linguiça, preparando os leitores para o último livro. Não, esse livro traz emoções diferenciadas. 

Mais uma vez sentimental e ao mesmo tempo duro. Distópico, futurista, crítico das ações humanas, politico, feminista. As aventuras dos tributos que voltam à Arena para começar o 75º Massacre Quaternário são bem diferentes, a Arena funciona com uma nova dinâmica. Mas eles não estão lá ocm objetivo de matar uns aos outros e apenas um vencedor. É muito mais que isso. Dessa vez, o inimigo é outro... Ou sempre foi? Maravilhoso, amo!


Rafaela Valverde

sábado, 20 de maio de 2017

Mulheres, não precisamos de homens!



Eu sofri mas eu aprendi algumas coisas com meus erros e meus sofrimentos. E quem sofre, erra e não aprende nada com isso? Não estou aqui querendo me sentir melhor que ninguém, apenas ratificar a tese de que os erros e dores servem para nos dar uma lição. Isso é verdade. Claro que a gente precisa ter consciência desses erros e realmente refletir sobre o que mudar. Não acontece por osmose, não é rápido, nem fácil. Demora e dói. 

Passei vários meses sentindo uma dor física, sem querer levantar da cama e passei muitas das horas desses dias pensando em que tinha falhado e que se eu não tivesse cometido determinada falha, talvez eu não tivesse em determinada situação. Mudei e virei uma pessoa mais leve com a vida. Não cobro mais tanto de mim, nem da vida, nem dos outros. Me tornei uma adulta mais leve e não me troco pela eu de cinco, seis anos atrás.

Mas e quando as pessoas sofrem, passam determinadas coisas e não mudam? Continuam cometendo os mesmos erros? Será que elas não refletiram sobre suas atitudes? E quando essas pessoas são mulheres? Uma mulher sofreu horrores em um relacionamento: perdeu tudo o que tinha construído com o outro, porque simplesmente ele lhe usurpou, quase morreu por um problema de saúde e ainda foi trocada por outra e agora "abre os dentes" para esse homem, anos depois. Não dá vontade de matar uma mulher dessa? Dá!

Eu não sei se é falta de maturidade, pois é uma mulher já bem grandinha. Eu não sei se muita falta de amor próprio, eu não sei se é o machismo, a misoginia e a sociedade patriarcal já impregnados em nosso inconsciente. Eu sinceramente não sei. A coisa está tão feia que quando a mulher erra é xingada, considerada vadia, vagabunda, sei lá. Mas quando o cara erra, a sociedade aconselha que se perdoe porque ele "é homem" e porque "todo mundo merece uma segunda chance." Então, só os homens merecem segunda chance? Porque mulheres são execradas e até mortas quando traem!

Então, isso está tão impregnado em nossa cabeça que a gente acha que não pode viver sem homem, mesmo que ele seja ruim. Chega a um determinado momento da vida em que a gente só sabe falar: "ruim com ele, pior sem ele" e acredita nisso tão veementemente que fica ali naquela relação, inerte, só esperando o dia de ser libertada por alguma magia. Não, isso não vai acontecer! Quem se liberta é a gente mesmo. E ponto.

A gente é criada e incentivada desde muito nova a procurar homem, a viver dependente de homem.  aí acreditamos que não dá para viver feliz sem ter um homem do lado, sem ter um relacionamento, sem casar. Porque somos indefesas e precisamos da defesa de um homem, A gente não sabe que dá para viajar sozinha, ir ao cinema sozinha, beber sozinha, ir à festas e shows sozinha... A gente acha que só vai ser feliz se tiver um homem para nos fazer companhia. Assim, aproveitamos a deixa e ficamos burras, esquecemos como instala computador, não aprendemos furar ou pintar uma parede e não aprendemos a ser independentes "por que temos um homem".

Mas um dia, assim como eu aprendi, a gente aprende que somos suficientes e nos bastamos. Estudamos, trabalhamos, pegamos pesado para ter nossa independência e nenhum homem vai nos dizer o que fazer, nem hoje, nem nunca. Pelo menos não a mim! Sobre os fatos relatados acima: eu, por muito menos já botei homem para correr. Mas tem mulher que sabe que está infeliz, sabe que aquele homem não presta e nunca vai mudar e continua ali. Até quando Deus quiser. Mulheres tomem posse das suas vidas! Amem, mas amem a si mesmas muito mais em primeiro lugar. É tão maravilhoso se amar, se achar linda, independente e auto-suficiente. Não há nada melhor! Aprender com nossos erros e sofrimentos, é para mim, o principal motivo deles acontecerem, então vamos levantar da cadeira e lutar por nós mesmas, pois os homens só enxergam seus próprios umbigos.




Rafaela Valverde
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