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sábado, 18 de novembro de 2017

Ninguém mais pega buzu direto nessa joça!

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Ninguém anda mais como quer em Salvador. Sim, estou falando do transporte público. As pessoas, nós, soteropolitanos, estamos sendo obrigados a perambular pela cidade. E do jeito que o povo dessa cidade anda devagar, já viu, né? Como assim? Explico, apesar de as pessoas que são daqui já saberem do que vou falar...

Olha, eu não sei exatamente como se dá essa questão nas outras cidades. Mas o que ouço falar é que em nenhuma capital que tem metrô as pessoas são obrigadas a usar o modal. Aqui sim! Ninguém pode mais pegar ônibus direto. Sabe aquelas amizades de buzu? Aquelas matérias da TV, lembram? Que mostravam festas juninas e aniversários realizados dentro do ônibus? Não existem mais. Sabe aquela dormidinha faceira no trepidar do buzu? Acabou!

Agora somos obrigados a pegar um ônibus em nosso bairro, descer em um terminal de transbordo, acessar uma estação do metrô conectada ao terminal e pegar um metrô, descer em outra estação do metrô, sair e pegar outro ônibus, ou a depender da estação, outro metrô e só depois pegar o buzu e finalmente chegar ao nosso destino. Ufa! Cansei!

E nosso querido prefeito junto com sua equipe de bons entendedores de trânsito e transporte ainda dizem que é mais rápido e eficiente. Ah, integração maravilhosa! Você paga antes para usar o transporte - que é uma carniça, ônibus velhos, sujos, motoristas e cobradores imprudentes e não profissionais e  muito mais - depois de pagar antes, porque só com cartões é que existe integração e com eles a gente paga antes, colocando créditos, a gente passa por longas esperas, e todos os maus tratos que todo mundo já sabe e ainda temos que ficar que nem umas baratas tontas andando para lá e para cá atrás de metrô. Ah, me bata um abacate!

Linhas de ônibus estão sumindo, evaporando. E o que está sendo empurrado nossas goelas abaixo é que essa é uma mudança para o bem da população, que não foi ouvida. E os pululantes anúncios publicitários mentirosos, com atores sorridentes e felizes continuam mostrando o que não condiz com a verdade. Ninguém está satisfeito. Ou porque tem que andar demais da estação até o ponto mais próximo, ou porque os cartões não integram e acabam tarifando de novo (sim, porque ainda tem isso!) ou ainda porque os ônibus da bendita integração demoram demais... São inúmeros os motivos das insatisfações do povo, que só sabe reclamar dentro dos ônibus, mas na hora H oferece reeleição recorde ao prefeito... Aí fica difícil... Fora que ele nem cumpriu as promessas para o transporte público da primeira campanha que resultou no seu primeiro mandato de 2012 até 2016. Uma dessas promessas era que todos os ônibus, TODOS, teriam ar condicionado. Vocês lembram disso? Eu lembro perfeitamente! Alguém viu algum buzu com ar, a não ser os escassos e caríssimos expressos? Não? Nem eu!

Há quem diga que o prefeito tem algum tipo de acordo com os empresários do transporte público de Salvador. O ramo já vai mal há anos e quase não gera lucros. E essa foi a melhor solução que o prefeito arrumou para o problema? Massacrar os usuários que pagam pelo serviço? É isso? Se realmente for verdade - o que faz sentido já que se não há geração de lucros, pelo menos há economia com cortes de linhas, redução de itinerários e demissão de funcionários - o prefeito está dando tiros no pé, inclusive no que se refere a sua pretensa campanha  ao governo do estado em 2018.  Há quem diga também que ele, Antônio Carlos Magalhães Neto, vulgo o prefeito, quer "boicotar" o metrô, que foi implantado pelo governo do estado de Rui Costa do PT. Assim, os trens do metrô ficariam bem cheios, causando insatisfação no serviço. É o que a gente ouve por aí... Especulações à parte, o que eu sei é o que problema está aí e o que estamos fazendo além de reclamar e só reclamar? Nada. Sei também que por muito menos - e nisso incluo toda a situação política do nosso país - o gigante levantou em junho de 2013. Com todas aquelas manifestações. E agora? 




Rafaela Valverde

domingo, 12 de novembro de 2017

A vida é tão rara...

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A vida é um sopro. Realmente. Sou obrigada a concordar. A vida é rara, frágil. A vida é a coisa mais valiosa que possuímos. Não tem riqueza, não tem saber, não tem poder. A vida com certeza é nosso maior tesouro. Não sou a pessoa mais apropriada para falar da morte. Não lido bem com ela. Fico muito chocada sempre que alguém próximo morre - ou às vezes nem tão próximo assim. Fico assim, paralisada, pensativa e calada, pensando na necessidade que temos de viver urgentemente. Ontem!

Essa semana um conhecido foi morto a tiros, em um assalto. Tínhamos pouco contato e só trocamos algumas palavras, ele trabalhou no mesmo projeto que eu, há uns anos, mas isso mexeu comigo. Sobretudo pela violência, sobretudo por saber que pode ser qualquer um de nós. Cada vez mais o medo nos atinge como uma flecha no peito e quanto mais próxima da gente a pessoa assassinada, pior a gente se sente. Mesmos trajetos, mesmos gostos, mesmas questões pessoais e sociais, mesma universidade...

Dói. É duro ver alguém tão jovem, cheio de vida e alegria de viver deixar de existir assim tão mesquinhamente em uma calçada. A troco de quê? Nada. Um mero celular, ou sei lá o quê. Perguntei a Deus o porquê de tanta injustiça e Ele me acalmou trazendo pra mim a mensagem que eu tenho direito de  me revoltar e sofrer, mas, tudo tem um propósito, afinal de contas. Não sei qual ou quais. E é certo que eu nunca vou saber exatamente, mas pelo menos me colocou para pensar na minha vida e em minhas atitudes. E olhe que eu nem era próxima, nem amiga, nem nada... Mas tenho um amigo bem próximo em comum com ele e consigo perceber sua dor, me solidarizando e aumentando mais ainda a minha.

Fiz algumas reflexões acerca da vida. Acerca da minha vida. Primeiro pensei, e é o que pensamos logo que uma coisa assim acontece, que devia viver minha vida intensamente, um dia de cada vez e todas essas coisas clichês que ficam melhores na fala. Porque na prática a gente não consegue viver um dia de cada vez, porque estamos sempre com a cabeça focada em algo "lá na frente". Um TCC, um casamento, planos de comprar um carro ou um apartamento, carreira acadêmica... Tudo isso nos impulsiona para frente e para o futuro. Claro que vivemos, aproveitamos, descansamos, tentamos não nos estressar, tudo em prol desse "viver plenamente", mas o sentido da nossa vida vem mesmo a partir das nossas lutas diárias: estudar, trabalhar, estudar para concurso, cumprir obrigações em casa, escrever teses, monografias e sei lá mais o que.

Então, o que passei a me questionar essa semana foi: "pra que tanta luta? pra que trabalhar e estudar, dormir pouco, se acabar, brigar por um lugar na academia e na sociedade, pra que tudo isso se podemos deixar de existir em uma calçada qualquer de forma prematura e estúpida?" Tanto sacrifício para nada? É isso? Quem me garante que vou vou conseguir efetivar todos os meus planos e realizar meus sonhos? É muito frustrante e triste pensar nessas coisas, especialmente quando temos certeza que a resposta nunca vem e somos obrigados a viver, a lutar, batalhar e nos impulsionar para o futuro, mesmo que ele venha a não existir.  Não tem jeito, precisamos viver o mais plenamente possível. A dor é grande e não passa. A revolta e indignação são impulsionadoras também. Quem sabe elas possam  nos dar mais forças? Então, é isso.





Rafaela Valverde

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Das 8h às 17h


Nunca me imaginei vestindo um uniforme e trabalhando das oito às dezessete. Assim como nunca me imaginei, nunca trabalhei oito horas na vida. Também nunca tive um salário de mais de três dígitos, pois os salários baixos são mais compatíveis com a carga horária de seis horas por dia. Eu fico tentando entender como será essa rotina, como será a cabeça dessas pessoas que a vivem. Claro que eu tenho minha mãe em casa, mas queria visões de fora sobre perder no mínimo quatro horas por dia só no trânsito - o que é condizente com a realidade do trânsito de Salvador e o tempo gasto parado; depois ainda trabalhar oito, nove horas e ainda passar uma ou duas horas de almoço dentro da empresa, ou nas proximidades. É como se vidas inteiras girassem em torno de empresas, de empregos, de negócios, de lucros. Vejo colegas andando juntos na rua, com os uniformes do trabalho, indo ou voltando do almoço. Sim às vezes escuto as conversas alheias e sei que muito do que conversam se relaciona à empresa ou aos colegas. Penso que é por isso que as pessoas imploram tanto pela chegada da sexta feira, por que ter uma vida que gira em torno de uma atividade laboral deve ser bem extenuante. Eu analisando de fora, vejo que isso é triste, sei lá, não sei bem se é triste a palavra que queria usar. Se eu, só estudando e agora estagiando, às vezes não sobra tempo para estudar imagine então quem trabalha o dia todo e faz uma graduação à noite. Quase não tem tempo de estudar. Deve ser bem puxado e não imagino minha vida girando em torno de nada que não dará lucro a mim mesma. No final do dia as pessoas já saem tão cansadas do trabalho e ainda pegam o trânsito miserável dessa cidade. E no outro dia precisam acordar mais cedo para conseguir chegar no horário, pois também tem trânsito... Eu seria bem infeliz em uma rotina dessa. Não posso chegar aqui e mentir, dizer que é melhor viver refém de uma empresa qualquer do que ficar sem trabalhar formalmente. Sim, porque esse é o discurso da maioria das pessoas que eu conheço e talvez eu seja a maior errada nisso tudo, mas é o que eu penso. Não entendo como as pessoas podem sair desses trabalhos sorrindo, devem ser muito felizes. O resto que sobra das suas vidas deve mesmo ser muito bom para que elas sorriam tanto, porque eu sinceramente não entendo.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017


Já é carnaval! Bom, aqui em Salvador já é carnaval desde domingo hahaha. Êta cidade que tem festa. Parece que todos os nossos problemas estão resolvidos. Nosso transporte público é maravilhoso, nassas ruas limpas, a educação e a saúde são as melhores do mundo. Está tudo resolvido, vamos pular e nos divertir! 

Não que eu não goste do carnaval. Até gosto e já curti bastante na infância e pré- adolescência, mas eu acho que o carnaval tem muita gente, ou seja muita violência. A violência só aumentou ao longo dos anos e eu sinceramente não estou afim de ser assaltada, nem apanhar da polícia. Porque eles batem mesmo em quer que esteja passando, não estão nem aí. Prefiro me preservar. Em 2015 retornei ao carnaval depois de dez anos sei ir e achei meio sem graça, o mais do mesmo. Não sei como as pessoas vão todos anos pular nas mesmas ruas, dançar as mesmas músicas - sem coreografia - e ver os mesmos artistas que usam as mesmas roupas todos os anos.

Há outras questões, sobretudo sociais que me afastam do carnaval, mas não vou falar sobre elas agora, pois dão muito pano para manga. Definitivamente não estou afim de problematizar nada hoje não. Só estou aqui discorrendo sobre alguns aspectos do carnaval. Hoje (ou não sei se é só hoje) parece que há uma discriminação velada com quem não vai ao carnaval, ou quem não gosta. Parece ainda que existe uma obrigação de se gostar da folia. Quem não gosta ou não vai vira um ET. Mas eu não ligo, não problematizo, não falo nada. Apenas falo: gosto mas não vou. É meu direito, pronto!

E quem for espero que vá em paz. Sem intenção de brigar ou perturbar. Porque tem umas pessoas que parecem que saem de casa com o cão no corpo para brigar. Aff! É isso. Quem sabe no ano que vem eu vá? Estou buscando coisas novas no carnaval, mas não tenho muita certeza se é possível. Todo ano é a mesma coisa. Enquanto isso vou descansar e aproveitar esses dias sem UFBA. XAU!


Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Mulheres no buzu


Hoje eu peguei um ônibus para ir à faculdade. Quanto a isso, nada atípico. Atípico mesmo foi me deparar com a gritaria que havia ali. Na frente do ônibus, perto do motorista, havia umas mulheres adultas gritando e gargalhando de manhã cedo. Primeiro: eu não sei por que algumas pessoas são tão felizes, especialmente em dias de semana, às seis da manhã. O povo de Salvador é muito feliz, feliz de mais, feliz à toa, feliz sem motivo. A gente só vive com os dentes abertos e olhe que a cidade fede a mijo e esgoto, imagine se vivêssemos numa cidade com bom aroma!

Em segundo lugar, essa imagem, das moças rindo, nos deixa evidente o quanto somos intolerantes com o o outro. Eu fui intolerante com elas. Eu e as algumas outras pessoas do ônibus. É possível perceber também o quanto somos intolerantes com os mais jovens: se fosse um grupo de estudantes com o mesmo comportamento, todo mundo "cairia matando". Sei disso porque já fui estudante e porque já fiz esse tipo de algazarra dentro do ônibus e fui constantemente rechaçada, junto com os colegas que faziam isso comigo.

A maioria das pessoas não suporta esse tipo de comportamento de adolescentes. Adolescentes fazendo essas coisas é ruim para a imagem, são baderneiros, etc. Mas um monte de "muié véia" pode! Eu acho isso uma vergonha alheia, seja lá quem for. É chato, é feio e incomoda as pessoas. É falta de educação. Mas em Salvador falta de educação é normal, os ônibus dessa cidade além de serem barulhentos, quentes, sujos, ainda são pontos das maiores faltas de educação que eu já vi na minha vida. Sim, por que ainda tem os bonitos, geralmente jovens e estudantes, que não tiram a mochila das costas mesmo o ônibus estando socado.

Nós, baianos somos muito mal educados. Chego, infelizmente a essa conclusão. Mas voltando aos jovens, eu acho que nós jovens adultos e adultos na meia idade somos muito intolerante com os adolescentes. Os meninos são discriminados o tempo todo pela gente. E não podem fazer o que a gente cansava de fazer quando tinha a mesma idade deles. Parece um círculo vicioso, vamos crescendo e ficando ranzinzas, por isso eu repito que se fossem jovens protagonizando uma cena como a de hoje, os adultos do "buzu" ficariam indignados. Por que é um absurdo que esses jovens se comportem dessa forma! Acho até que os meninos estão contidos. Estão tolhendo nossos meninos. Enquanto os adultos viram um monte de retardados.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Passo de tartaruga não!

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Eu tenho andado quieta, distraída, preocupada e tensa. O que tenho que fazer para que a única coisa que ainda falta se resolver na minha vida, se resolva logo? Eu tinha problemas de auto estima, minha aparência não me agradava, eu tive problemas com universidade e cursos de graduação e eu tive problemas sentimentais e quase entrei em depressão, eu tive e continuo tendo problemas financeiros.

Porém meus problemas de auto estima se resolveram e hoje eu me acho bonita, eu consigo me amar, não uso mais óculos e amo meus cachos. Eu também decidi que quero estudar literatura - minha grande paixão da vida toda - e que quero ser professora. Além de ter conseguido entrar na UFBA, que era o que eu sempre quis. E eu resolvi meus problemas sentimentais, superei um amor do passado e encontrei outro amor, alguém que me aceita, me respeita e me merece. Mas os problemas financeiros continuam.

Nunca tive uma vida financeira tranquila e folgada. Nunca achei nada fácil e de graça. Fui trabalhas aos dezesseis anos para ter minhas coisas e minha independência financeira. Não durou muito e daí eu já sabia que teria uma vida profissional complicada. Desde então foi assim mesmo. O maior tempo que fiquei em um trabalho foi um ano e oito meses, claro que por culpa minha também. Sempre fiquei na faixa de quem ganha um salário mínimo e só. Quase sempre dependi de alguém ou de ajuda para me sustentar. Nunca tive um bom salário, um bom emprego. Parece que isso não é para mim. 

Então eu estava pensando: já que muitas coisas mudaram para melhor na minha vida, como por exemplo minha auto estima e problemas de decidir minha área de formação, por que então a minha vida financeira e profissional não pode ser resolvida de vez? Qual a dificuldade de apenas um único pedacinho da minha vida se resolver para ela ser tranquila? Eu já orei, fiz promessa, estudo que nem uma louca, fiz concursos e cursos, eu busco, eu vou atrás... Mas nada acontece na área profissional e financeira da minha vida. Por que? O que falta? O que falta eu aprender? Só falta isso para minha vida se ajeitar. Depois de estabilidade financeira e profissional eu serei uma adulta realizada. E sei que ralo para isso e tenho potencial. Isso ninguém muda, o que eu sou, ou que eu sei... 

Eu sei também que a vida não é fácil e que é aos poucos que as coisas vão mudando e se ajeitando. Nenhuma dessas minhas conquistas acima: entrar na UFBA, melhorar minha auto estima, ou encontrar um novo amor veio de forma fácil. Nada vem fácil, mas também não precisa vir em passos de tartaruga não. Eu tenho gostado muito da minha vida, eu tenho estado satisfeita, mas ainda não cheguei no patamar financeiro que preciso para poder realizar meus sonhos materiais. Eu espero que isso também venha. E que venha logo. Daí minha felicidade estará completa!


Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Trânsitos cotidianos de vida

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Estou no ônibus mergulhada em pensamentos, são seis e trinta da manhã e o trânsito já está caótico em Salvador. Estou passando pelo Dique do Tororó. Observo aquele mundaréu de água verde e tento imaginar se é muito fundo e o que pode ter naquele fundo. Tento entender o que há no fundo da minha alma também. Daí desisto já que não terei êxito e decido acompanhar o fluxo pesado do trânsito.

Um homem atravessa a via correndo e eu fico pensando em como ele é maluco, "será que não tem medo de ser atropelado?" Com isso entro em mais devaneios, divago sobre o ambiente, sobre como deveria ser aquela área no século passado e fico tentando imaginar a vida das pessoas que ali estão se exercitando.

Eu viajo dentro de mim mesma, eu viajo dentro de um ônibus, eu viajo nas paisagens de Salvador. Eu viajo, Eu vejo ainda o que não há mais para ver. Eu tenho dejavu ou então uma visão pressentida do futuro. Eu penso muito no futuro, fico divagando se vou conseguir tudo o que desejo. Minha cabeça vai até um mundo cósmico-místico inexistente e volta para o trânsito travado de Salvador. Em menos de uma hora!

Estou passando pela Av. Garibaldi, uma avenida mais perto da UFBA e com isso tento calar meus pensamentos, tento pensar em outra coisa, como por exemplo no absurdo de ter uma aula de Latim às 7h da manhã de uma segunda feira. Tenho que sair desse torpor de ônibus. Tenho que andar ligeiro, até chegar à universidade, tenho que fugir de ladrão. Ou dos meus pensamentos?

Desço e adentro esse ambiente onde sempre quis estar. Tem árvores, a brisa é agradável e o céu está azul. Vamos lá para mais um dia! Sem pensar muito nessas coisas paralisantes que compõem a vida, a incerteza e o futuro. Deixa essas coisas chatas para o "buzu", para o engarrafamento. Ainda bem que não sou eu a motorista, pois poderia até causar um acidente com meus pensamentos que me fazem fazer voltas continentais e transcendentais. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 19 de julho de 2016

Reflexões de passarela

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As pessoas vivem com pressa e pior que paradoxalmente reclamam que o tempo está voando. Os anos voam, envelhece se rápido. Ruas movimentadas são atravessadas destemidamente, tudo pela vontade de chegar mais rápido ou pela impaciência. E eu penso imediatamente no quanto a vida é valiosa. Ela não merece que nós arrisquemos tanto por tão pouco. Só para chegar uns minutinhos antes?

De cima da passarela eu observo, eu penso. É um turbilhão de ideias que vêm tão rapidamente e a pessoa continua lá esperando os carros pararem de passar para ela atravessar a rua. "Mas como assim, você já poderia ter vindo pela passarela, seu jumento!" Daí eu não entendo muito bem o raciocínio dessas pessoas e sigo meu caminho com a minha mente demente apostando corrida mentalmente com aquela pessoa otária que tem síndromes suicidas em plenas avenidas movimentadas de Salvador.

O que vale aqueles momentinhos economizados atravessando uma avenida ao invés de simples e seguramente atravessar pela passarela? O trabalho? Almoço? O crush esperando? Uma entrevista de emprego? Uma aula? Prova? O que é mais importante do que apenas não virar mingau de baixo de um ônibus ou de um caminhão? Bem, eu não entendo e nunca vou entender. Vou continuar passando pela passarela, sem me importar se estarei sendo chamada de abestalhada como se diz por aqui.

Mesmo tendo medo de passarela. Bem, eu ainda não decidi se é medo de passarela mesmo ou se é medo de altura. Só sei que não gosto. Não ando nas extremidades, de jeito nenhum. Somente no meio. E correndo. Quando dá. Passarelas são equipamentos muito caros para a cidade e são muito úteis e inteligentes, então por que eu vou seguir uma lógica primitiva de atravessar uma rua ou avenida movimentada? Para refletir!



Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de março de 2016

Reflexões sobre o Salvador Card e suas incoerências

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Ando pensando algumas coisas sobre o Salvador Card ultimamente. O Salvador Card é o que dá meia passagem aos estudantes, integração nos ônibus diferentes, enfim, o cartão para passar nos ônibus da cidade. O projeto era vinculado ao Seteps antigamente e até era chamado de Seteps, porém hoje está ligado também à prefeitura de Salvador. Não tenho bem certeza, mas parece que é um acordo entre prefeitura e sindicato dos empresários de empresas de transportes públicos da cidade.

Então, de um tempo para cá, não sei bem dizer quanto, o projeto resolveu se reformular. Houve uma popularização dos cartões, quase todas as empresas são adeptas para transporte dos seus funcionários, a maioria dos estudantes possuem um cartão de meia passagem e ainda há o bilhete avulso, que qualquer cidadão pode ter e pegar dois ônibus pagando apenas uma passagem no período de duas horas.

Além disso houve uma dispensa maciça do trabalho do humano e as recargas passaram a ser exclusivamente através de totens. Antes do início das revalidações anuais para que os estudantes continuem usando o serviço durante 2016 ainda havia pessoas carregando os valores em dinheiro no cartão. Agora não. As pessoas estão lá apenas para revalidar. Um processo que ao meu ver também é falho.

O Salvador Card possui três pontos fixos de recarga dos cartões em pontos específicos da cidade. Abriram postos móveis em alguns shoppings e totens foram distribuídos em algumas faculdades, como a UNEB e a Unijorge por exemplo. Porém ainda é pouco, comparado à quantidade de pessoas que havia antes para fazer as recargas e que provavelmente foram demitidas. Os totens são úteis, mas são máquinas, será que se um dia quebrarem ou precisarem passar por alguma manutenção, haverá pessoal suficiente para lidar com essa contingência? A resposta é não. Fora que as filas continuam, o que invalidou um pouco o princípio da praticidade dos totens. Ah e os totens não dão troco e só aceitam notas novas (sem rasuras e que não estejam amassadas, recusando as que estão) e ainda só é possível inserir notas a partir de cinco reais. Moedas e dois reais não! Já passei maus bocados por causa disso!

E para voltar a falar de revalidação, eu revalidei recentemente o meu cartão e o de minha irmã. Nossos comprovantes de matrícula mal foram olhados, os documentos de identificação então nem se fala. Não foi pedida a mim nenhuma comprovação de parentesco com a minha irmã, já que estava revalidando o cartão dela de estudante.

Há ainda a questão da segurança sobre quem está ou não utilizando esses cartões de estudantes, pois no início era um sistema bem rigoroso, onde só as pessoas da família podiam fazer a recarga e a revalidação apresentando documentos de identificação que eram analisados e a depender do estado não eram aceitos. Havia também a questão da digital que era solicitada nos ônibus a fim de identificar os estudantes. Essa medida de segurança foi muito criticada por mim, pela lentidão que gerava dentro dos coletivos, JÁ QUE NUNCA FUNCIONOU BEM! 

Mas aí de repente, a solicitação da digital ou identificação biométrica que começou com tanto rigor e todos tivemos que fazer o cadastro dos nossos dedinhos em tempo hábil, não existe mais! Quem me disse isso foi uma cobradora de ônibus! Sim! Ela disse: " esqueça isso de botar o dedo, isso acabou!". Eu me senti enganada, por que depois de tanta agonia em nossa cabeça (quem lembra desse período sabe o que estou dizendo), simplesmente não existe mais. Como assim? Cadê a segurança? Não há mais solicitação de digitais? Quer dizer então que quaisquer pessoas podem recarregar meu cartão (totens) e ainda podem utilizar nos ônibus "de boa"? Como assim, Seteps? Hein Salvador Card? Prefeitura? Alguém para explicar? Só eu quem penso nisso?

E ainda há mais uma coisa: a diminuição de funcionários no órgão além de aumentar o número de desempregados na cidade e no estado, será que não ajudou a piorar o atendimento e conferimento dos documentos, diminuindo a segurança? Afinal, é muita gente e o serviço tem que ser rápido. A resposta é SIM! Fica a reflexão ou as reflexões. Temos que reclamar e chamar atenção para o que está errado, é o nosso dever enquanto cidadãos!



Rafaela Valverde

sábado, 12 de março de 2016

Roubaram meu celular

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Há umas semanas eu fui roubada e levaram meu celular novinho. Eu só tinha pago umas três parcelas dele e foi o primeiro celular bom que eu tinha realmente tido coragem de comprar. Primeiro e último, por que agora se um dia voltar a ter celular, vai ser uns fuleiros mesmo. 

Foi na última semana de fevereiro, que já foi uma semana bem difícil para mim. Aliás, os últimos meses têm sido bem difíceis para mim. Não sei como é que eu consigo suportar tanta adversidade, com tanta força. Nem sabia que eu tinha tanta força, na verdade.

Então, estava na frente do shopping da Bahia, entrando no ônibus e num vacilo de dois minutos, fiz uma coisa que eu nunca fazia: coloquei o celular no bolso da frente da mochila, só enquanto eu subia no ônibus. Foi nesse momento que um maldito ladrão abriu a minha mochila e levou meu celular e meu óculos de sol.

O mais engraçado é que segundo algumas pessoas, isso é muito comum ali naquela região, inclusive policiais me falaram isso. Então, por que não ficam policiais à paisana por ali, para prender esses desgraçados? Mas também passei a pensar que estamos passando por um problema tão grave em nosso estado e em nosso país, onde não há interesse em mudar a situação de impunidade, que enquanto estava na delegacia, fazendo a queixa um dos atendentes me informou que os policiais prendem e no outro dia eles estão soltos e ainda voltam na delegacia para pegar os documentos. Isso é o cúmulo do absurdo. Eu, se fosse policial realmente não teria motivação em prender ninguém. Eu tenho vergonha desse país.

Pois bem, fiquei muito triste durante uns dias, porque vou continuar pagando um objeto que quis tanto e que não tenho mais. Mas agora já me conformei, não tem jeito né? O que me surpreende nisso tudo é que não estou sentindo muita falta não. Do WhatsApp então, menos ainda! Não pretendo ter celular tão cedo. Comprei um tablet baratinho para ler os textos da faculdade, ver minhas séries e abrir meus e-mails. E é só. Estou me sentindo mais livre sem celular!



Rafaela Valverde

domingo, 29 de novembro de 2015

Solidão

A solidão é difícil para quem não gosta dela. E eu acho quase impossível alguém gostar dela, pra falar a verdade. Não dá para estar o tempo todo sozinho. Se fosse, não teríamos construído as sociedades.

Nascemos vivendo em sociedade e com ela aprendemos a linguagem, os hábitos, os costumes, enfim, a cultura. Somos o que somos por causa do meio social em que nascemos e/ou vivemos, sim. Isso não dá para negar.

Hoje em dia há uma mania generalizada que cultiva e incentiva o estar sozinho e a solidão. É visto como admirável, alguém que brada o tempo todo que vive muito bem sozinho, o tempo todo e que não precisa de ninguém para nada. Sinto informar que essa pessoa está mentindo.

Sim, por que ainda essa semana eu mesma fiz essas afirmações. E eu estava enganada ou mentindo para mim mesma. Estar sozinha esporadicamente me proporciona um prazer absurdo, mas estar sozinha o tempo todo é deprimente, literalmente.

Hoje me dei conta que a depender de onde eu esteja, a sensação de solidão pode ficar mais evidente ou passar despercebida. Por exemplo: eu estava  em uma feira de rua, evento muito comum aqui em Salvador ultimamente, e olhava para todos os lados onde via pessoas com pessoas: duplas e grupos de amigos de várias faixas etárias, familias inteiras, cachorros e casais, muitos casais!

Tomei uma água e uma cerveja, andei, sentei e vi que só eu estava sozinha e pensei: "Nossa isso aqui está muito 'namoro'. Vou embora! E fui. Atravessei a rua, peguei um ônibus e fui para o lugar que mais odeio na vida: shopping.

Sim, por que lá a minha solidão passaria despercebida. Quem estranharia uma garota sozinha tomando um milk shake? Pois foi isso que eu fiz: comprei um maltine grande e fiquei lá curtindo meu momento deprê. E curtindo meu shake!

Fiquei observando as pessoas que ali estavam, a mesma coisa: duplas de amigos comendo pizza ou tomando cerveja, familias e casais. Mas eu não me senti tão mal por que sei que passei despercebida. Saí de lá, entrei no ônibus para vir pra casa e chorei. Chorei até descer no meu ponto.

Rafaela Valverde

domingo, 18 de outubro de 2015

Feira da Cidade muito boa, mas a Orla de Salvador...

Hoje eu fui com meu amigo Marcus na Feira da Cidade, no Jardim dos Namorados aqui mesmo em Salvador, Quem é de Salvador sabe onde fica. é um lugar bonito cercado pelo mar. E o tempo está ajudando e estamos ganhando de presente lindos dias em nossa cidade. Como minha cidade é linda! Pois bem, o domingo estava lindo e lá fui eu sair mais uma vez com meu queridíssimo amigo, Olhem a parte da Orla onde eu estava hoje está acabada, viu?  

Reformas eternas e inacabadas, sujeira, plantas secas e mortas enfeiando tudo, zero ciclovias, enfim, uma feiura só. Mas a feira estava muito bacana. Logo gastei meu rico e pouco dinheirinho comprando esses itens:
Camiseta: "Em terra de chapinha quem tem cachos é rainha" da Salve Terra e um azulejo muito fofo que já está na minha parede




Enfim, comi, bebi, conheci gente nova e vi o mar! <3 Conversei muito com meu amigo. Rimos e trocamos declarações de amor. Tinha de tudo lá e uma das coisas que mais gostei foram os vinis. Tinha disco custando 125,00. Tinha vinil para tudo que é gosto, esse:


E esse: Hahaha Bethânia!







Gente e ainda tinha uma música muito boa rolando lá com uma DJ:






Gente, incrível. Eu não perco mais! Amei meu dia, Mas detestei o estado da Orla de Salvador,



Rafaela Valverde




terça-feira, 8 de setembro de 2015

Passeio por minha cidade

Bem, como já disse aqui no meu último texto, no final de semana eu fiz um passeio cultural pelo Centro da cidade, com direto a exposições, por do sol e sandália de couro. Enfim, foi excelente minha tarde de sábado. Hoje eu quero aqui falar sobre o que aconteceu no centro da nossa cidade. Uma revitalização, com melhorias estruturais, de segurança e de movimento de pessoas nas ruas. Por que aquela região da Avenida Sete de Setembro, Praça Castro Alves, Barroquinha e rua Chile andava abandonada e deserta.

Mas agora felizmente a gente consegue ver obras, a gente consegue ver vida e movimento naquela região, além de saúde. Eu gostei muito da experiência de caminhar pela região em pleno o final de semana, coisa que há muito tempo eu não fazia. E nem sei se já havia caminhado por ali durante um sábado a tarde. O que eu penso é que devemos tomar nossa cidade de volta e caminhar por ela. Se tiver gente andando pelas ruas, consequentemente não estarão desertas nem à mercê de bandidos. Vamos frequentar e encher nossas ruas e praças. Vamos sair de ambientes fechados e com ar condicionado! E ainda entrei pela primeira vez no Espaço de Cinema Glauber Rocha. Agora vou publicar algumas fotos do passeio:

Vista do Terraço do Espaço Glauber Rocha





Olha a loja de couro lá, onde comprei minha sandália!!!

Um pouco do por do sol



Rafaela Valverde

sábado, 5 de setembro de 2015

Os cem anos da Avenida Sete de Setembro - Exposição Caixa Cultural - Parte II

Início do grande comércio que vemos hoje no local
Olha que acontecimento em Salvador!!!
O anúncio da inauguração foi tão bombástico que não coube no papel

O carnaval sai da rua Chile e da Baixa dos Sapateiros e vai para a nova avenida




Como já disse fui hoje, ou ontem sei lá, à Caixa Cultural para a exposição em homenagem aos cem anos da Avenida Sete de Setembro. No ano de 1915 a Avenida foi inaugurada e sem esquecer da ligação com a Barra, se tornou um marco e uma importante avenida na cidade. Em seguida, o carnaval foi levado para lá e aos poucos o comércio de rua foi se estabelecendo.





Rafaela Valverde










quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Biblioteca e metrô

Foto: Google
Hoje fiz duas coisas diferentes. Uma que eu não fazia há mais de um ano e uma outra que eu não tinha feito ainda. A primeira foi ir em uma biblioteca e passear pelos livros. Há um tempão que eu não me dava esse prazer e esse luxo. Fui à biblioteca do Sesc em Nazaré e me deliciei um pouco, por que não pude me demorar por causa do trabalho.Peguei três livros que em breve começarei a ler, então vocês saberão e saí de lá satisfeita. Adoro bibliotecas que nos permitem passear pelos livros.

Pois bem. A segunda coisa que fiz pela primeira vez foi andar de metrô. Enfim, todos sabem que o metrô de Salvador levou anos para ser construído e que só no ano passado é que pudemos vislumbrá-lo devido a copa do mundo. Enfim , todo mundo já sabe da história. O metrô curto me proporcionou hoje uma viagem também curta,de menos de dois minutos, eu nem contei. (rsrsrs) Fui da Lapa até o Campo da Pólvora.

Mas apesar de curta já deu para perceber que viajar de metrô e andar em suas estações nem de longe se parece com andar de ônibus e caminhar pelos terminais de ônibus, especialmente os de Salvador. Eu me senti em outro lugar. Eu não estava em Salvador por alguns minutos. As estações são limpas, organizadas,sem vendedores ambulantes, sem bagunça. A empresa que administra o metrô de Salvador é a CCR Metrô que já possui ampla experiência no negócio e faz direito. Só quis dividir minhas experiências de hoje com vocês.

Gostei bastante e vou repetir a dose.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Farinha pouca, minha pressa primeiro

Foto: Google
A lógica das pessoas é "farinha pouca, meu pirão primeiro" e é assim que sempre vai ser. Eu não tenho dúvidas e não me iludo mais em ter otimismo em relação a isso. Pessoas são egoístas. Nós somos egoístas. Quando alguém está em um carro fechado sentado no ar condicionado, de boa e não tem a piedade de parar para alguém que está na chuva atravessar uma via sem faixa de pedestres. Até as com faixa, os bonitinhos não param.

Outra lógica interessante da cabeça dos egoístas oficiais vem de quem está dentro do ônibus, sentadinho e por que o ônibus está muito cheio não quer mais que o motorista pare em nenhum ponto. Simplesmente por que alguém está se esbarrando nele ou nela. Sim e quem tem horário para chegar, não chega mais? Tem muitas outras opções para pegar? 

Você já parou para pensar quando você está no ponto de ônibus, na chuva, com pressa e o ônibus que você precisa pegar não para? Pode ser justamente por pessoas que estão fazendo pressão para o motorista não parar mais em nenhum ponto. E se você faz isso, lembre que um dia pode ser você tá?

Qual a sensação que dá na pessoa que faz isso com outra que está no mesmo barco que ela? Afinal ninguém ali pegou "buzu" por que gosta. Estamos sim com necessidade de chegar e muitas vezes só há aquela opção mesmo. E aí ficam pessoas iguais a nós que em nada são melhores que a gente utilizando seus "poderes superiores" de terem entrado no ônibus um ou dois pontos antes e tripudiam de quem não teve a sorte de outro ônibus não ter parado e ter tido o azar de só aquele lotado ter se dado ao trabalho de parar para pegar passageiros o que seria sua obrigação e sua razão de existir. Mas ,bem, o que eu queria questionar é justamente o comportamento egoísta de seres que se dizem humanos, bondosos, cristãos e solidários.



Rafaela Valverde

domingo, 12 de outubro de 2014

Passeio de domingo na Barra

Esse final de semana foi maravilhoso, como há muito tempo eu não tinha. Hoje, dia das crianças não íamos sair, mas de última hora resolvemos e o destino foi a Barra. Recém reformada pelo prefeito ACM Neto, devo dizer que a Barra está ótima. Um ambiente agradável com uma bela vista, onde todo mundo se mistura, todo mundo é igual. As crianças andam soltas, brincam e vi de tudo hoje: patinete, patins, bibicletas, balões, skate, enfim. A cidade está indo para a rua e eu gosto disso. Gosto de ver gente na rua, gente descontraída, feliz, em sintonia com o ambiente.




Vimos todo tipo de figura na Barra. Pessoas tão diversas. Constatei que a minha cidade é linda demais! E as pessoas, nós moradores contribuímos e devemos mesmo contribuir para a sua beleza. Andei, relaxei, revigorei, observei o mar. Como eu amo o mar! É isso.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Outubro chegou!

Foto: Google
Outubro chegou. O ano está quase na reta final e a gente passa a perceber o que fez e o que não fez ao longo desses dez meses. As metas de início de ano já caíram por terra há muito tempo, ninguém mais lembra do que prometeu quando 2013 se foi... Agora é hora de pensar no verão, nos feriados (escassos esse ano!), nas festas de final de ano, etc. No final de outubro, algumas empresas já enfeitam suas fachadas com temas natalinos e tudo se volta para esse período.  

Eu adoro esse período, vem o verão, praias, sol. Os dias bonitos e quentes voltam e somos presenteados com céus muito azuis e lindos pores-do-sol. O que vale a pensa ser lembrado é o que foi feito e o que ainda falta fazer no ano. Ainda dá tempo. Temos uns cinquenta e oito dias aproximadamente. Eu agora vou curtir um pouco mais, infelizmente ontem fui demitida e comecei o mês de uma forma diferente.

Eu não queria sair. Pelo menos não sem nada a vista mas já que aconteceu, vou receber o seguro desemprego, curtir o verão e procurar alguma coisa melhor que dê para conciliar com a faculdade. É isso mesmo, vida que segue. Conheci e estou convivendo com ótimas pessoas, fiz amigos maravilhosos nessa empresa e já tenho poucos e maravilhosos amigos, que estarão comigo nesse clima de verão que se inicia. 


Rafaela Valverde



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O mês das flores- início de um período mágico

Foto: Google
Hoje começa a primavera em nosso país. É claro que aqui em Salvador essa ideia de estações do ano não é uma coisa bem definida, mas em outras regiões do Brasil, como o Sul por exemplo, as flores "pipocam". Mas aqui em nossa cidade o que vem com força nesse período é o calor e lindos dias de sol. Isso é um dos fatores que mais gosto em nossa cidade, o clima, a beleza dos dias e assim vamos nos aproximando do verão onde isso se consagra.

O clima fica mais quente, os dias ainda mais bonitos, as praias lotam (pelo menos as que ainda dão para frequentar) as roupas diminuem, etc. Sempre digo que o verão é mágico e o verão aqui em Salvador mais ainda. Pensamos logo nas festas, no carnaval, na sensualidade, na pegação, na cerveja, enfim. 

Essa áurea de diversão que vai tomando conta de nossa cidade a partir de setembro, indo até março é um chamariz para novos relacionamentos, reavivamento de relacionamentos antigos com amigos que não vemos há algum tempo, épocas de curtir, de beber, de se apaixonar, de viver e curtir a vida no seu menor detalhe e aproveitar tudo o que nosso clima e nossa cultura tem para nos oferecer.

Portanto, vamos aproveitar a vida no que ela tem de melhor. Deixar de ficar em casa por preguiça (eu preciso me lembrar disso!) e sair aproveitar as coisas boas que vão acontecer na cidade a partir de agora. Disse que ia fazer mais isso em 2014, sair, me divertir, mas eu sou uma preguiçosa e com a vida correndo, o único dia que tenho (o domingo) é pra ficar sem fazer nada mesmo. Mas isso vai mudar!


Rafaela Valverde


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Placas e cavaletes de candidatos enfeiando a cidade

A cidade está imunda. Horrenda. Não sei se só eu estou achando isso. Não é possível. De dois em dois anos temos eleições, e com elas vem a sujeira dos candidatos, nas campanhas e nas pessoas deles também. Mas isso é assunto para outro texto. O que eu quero falar hoje é sobre as placas e cavaletes de candidatos que estão espalhadas pelas ruas de Salvador. Estão enfeiando a cidade, eu não aguento mais. 
Av. Tancredo Neves

O Grupo Metrópole já fez matéria, ouvintes ligam toda hora para reclamar, mas não adianta. Parece que a prefeitura e o TRE não estão morando na mesma cidade em que eu estou morando, para ver o tamanho da feiura das nossas praças, canteiros e passeios que são públicos e não deviam ser utilizados dessa forma. Por isso resolvi hoje no caminho para o trabalho tirar algumas fotos com o meu celular para demonstrar aqui no meu blog, no meu espaço, minha indignação contra esses políticos e contra a falta de ordem e lei que continua imperando em nossa cidade.

Av Tancredo Neves, próximo ao TCU
Dia desses, nesse mesmo canteiro que separa a Avenida Tancredo Neves da Alameda Salvador, próximo ao comitê do candidato Rui Costa e tropecei em uma desses cavaletes idiotas e saí "catando ficha", quase caí no chão e quase bati minha cabeça em uma pedra. Mas consegui me reequilibrar. Era de noite e eu não enxergo bem. Mas imagina se eu caio e morro ou tenho algo mais grave? Ia ficar por isso mesmo, afinal para eles eu não sou ninguém mesmo. né?
Comitê do candidato Rui Costa

Lembro que há alguns anos, os outdoors foram proibidos, por demarcar os candidatos que possuíam mais dinheiro para a campanha. Assim a campanha poderia ficar desigual. Mas será que essas placas também não demarcam quem tem mais dinheiro também? Será que elas não demonstram também a desigualdade da campanha, além de enfeiar a cidade?
O vento acaba destruindo as placas e a situação fica ainda pior

Gostaria de deixar claro que não tenho nada contra nenhum candidato, nem contra Rui Costa, mas como o comitê dele fica quase ao lado do prédio que trabalho, foi inevitável tirar a foto. Ainda tem também essa questão acima, onde o vento ou até mesmo vândalos, destroem e/ou picham as placas e a coisa entra num nível de bagunça sem precedentes.

A cidade está tomada por essas placas e cavaletes

Saída do comitê de Rui

Em frente ao TCU


Rafaela Valverde
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