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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Foi assim a gente na cama

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Foi doce e ao mesmo tempo ardente. Isso é possível quando nós dois estamos no mesmo recinto, no mesmo colchão. Chocolate e Pimenta. Vinho seco e vinho tinto daqueles bem vagabundos e doces. Os opostos. Que se conectam não apenas com o corpo numa linda dança, uma coreografia bem ensaiada. 

E foi assim que foi. Sem nenhum ensaio prévio. E quando me dei conta estava em cima de você. Foi tudo muito louco. Ainda de roupa, já estava molhada. Os flashs que vêm à minha cabeça por si só já são deliciosos. Você me chupava com uma voracidade, uma sede. De uma forma que eu nunca havia sido chupada. Tanto desespero, tanto destempero e agonia se tornaram um boom estonteante de prazer do início ao fim.

Mordia sua orelha e passava minha língua nela só pra ver você se derretendo. Nossa dança continuava, sincrônica e suave, selvagem e desajustada. Brincávamos de explorar nossos corpos em plena luz do dia. Luz que entrava pela janela transformando a penumbra do quarto em mais lascívia. Cada vez mais. Gemia de prazer com cada gesto seu, que me movia como se soubesse todos meus pontos erógenos  e sabia. Todos meus pontos de prazer. 

Ás vezes gritava porque não conseguia mais ficar calada porque você é demais. Faz tudo bem. Bem até demais. Como eu não imaginava muito, confesso. Há tempos que não tinha um sexo tão incrível. Uma outra pessoa não me dava tanto prazer há um tempo relativamente bom. E nem só por isso, mas pelo fato de me sentir desejada. Me senti uma deusa exclusiva e maravilhosa.

Entre um rolar na cama e outro, beijos quentes e carinhos fofos que me deram gosto de ter usado meu hidratante caro. Deixei minha pele mais macia e parece que você adivinhara, porque me acariciava de uma forma tão doce e ao mesmo tempo libertina que eu lembro desses toques até hoje. E assim é que foi: carinhoso e sensual. Indomável e dócil. É assim que foi. Deitamos de conchinha e o que você falou em meu ouvido com essa voz gostosa está ecoando até agora... Gozamos juntos e ficamos ali abraçados, de conchinha, sentindo o calor do corpo do outro e esperando a próxima vez.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Me tocando

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Está frio. Auge do inverno. Eu que moro em uma cidade litorânea, com sol o ano todo, não estou acostumada com tanto frio. O frio traz a carência, a vontade de dormir acompanhada. Penso em várias pessoas com quem poderia dormir, e não só dormir, nesses dias frios. Estou de moletom, calças e meias. Eles estão cheirando a naftalina, devido ao grande tempo guardado. Que excitante.

O programa da TV está muito chato. Programo-a para que ela desligue caso eu durma e puxo o edredom que faz uma montanha ao meu lado na cama. Gosto de pensar que é uma pessoa. Me enrolei toda e abri bem as pernas, imaginando alguém me chupando. Gostava de imaginar sexo oral, às vezes quando estava muito excitada.

E assim que estou agora. Muito excitada. Nem me lembro a última vez que estive assim, nem a última vez que transei. Estou pegando fogo e como diz uma amiga: "Eu vou sucumbir de tanto hormônio mal canalizado..." Rsrsrs

Não sei mais o que fazer então resolvo me satisfazer sozinha. Ultimamente não estão aparecendo mais homens que prestem para me satisfazer. Aquele sexo safado, com pegada, olhares, chupadas quase não existe mais. Parece que as pessoas praticamente só se conhecem para umas rapidinhas sem graça, que só envolvem os órgãos genitais.

Nesse momento, enquanto confabulava sobre a minha inexistente vida sexual, já brincava com meus dedos em minha pepeka que está bem molhada. Me contorço toda, imaginando que estou fazendo sexo a três. Viajo e volto umas três vezes. Gemo alto, brincando cada vez mais forte com os dedos, que entram e saeam de mim com mais facilidade.

Depois dos dedos, o vibrador entrou em ação. Era o momento do ápice. Do gozo magistral de mim para mim mesma. Estar com a gente era uma excitante opção para essas noites frias. É possível se dar prazer e é maravilhoso. Orgasmos deliciosos. Entrei em transe, não sabia mais onde estava. Suei e fui do frio ao calor. Estava suando. Gritei!

Depois que terminei respirei fundo e abri os olhos. A TV ainda estava ligada. Uma senhorinha ensinava os telespectadores a bater um bolo. Sorri e balancei a cabeça, abismada com a ironia daquela situação.  Mas me sentia mais leve. Desliguei a TV, me enrolei no edredom e fechei os olhos, dessa vez para dormir.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha - Florbela Espanca


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Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus barcos…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…




Rafaela Valverde

Aquela rapidinha

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Estávamos no carro. Tocava um jazz suave e eu estava doidona. Tínhamos acabado o estoque de drogas lícitas e ilícitas. Ele não tinha bebido nada, porque ia dirigir, mas estava mais louco que eu. Tirou uma das mãos do volante e agarrou meu seio. Descendo pela minha barriga, levantou a blusa e apalpou os pneuzinhos da minha barriga. O que eu adorava.

Continuou descendo, levantou minha saia e me apalpou por cima da calcinha. Já estava toda molhada e me contorcendo. Era incrível como ele conseguia fazer aquelas coisas enquanto dirigia. Passava a língua nos lábios tentando umedecê-los, pois já estavam ressecados. Não sei se pelas substâncias químicas e se por aquelas substâncias de prazer.

Com a mão por dentro da calcinha, enfiou delicadamente dois dedos dentro de mim. Massageava meu clitóris com delicadeza e ao mesmo tempo firmeza. Seus dedos escorregavam nos líquidos do meu corpo e faziam movimentos diversos. Circulares, verticais. Apertava e soltava. Ora com força, ora com um carinho que me fazia gemer alto.

Parou. De repente tirou a mão de dentro de mim. Percebi que estava encostando o carro. Olhei ao redor, não estávamos perto de casa. Paramos em um canto qualquer. Claro que ele sabia o perigo de parar no meio da noite em qualquer lugar. Mas estávamos com tanto tesão que não dava mais para aguentar. Olhei para ele interrogativamente e ele pegou minha mão e colocou em seu pau que já estava animado.

Eu estava ofegante, nervosa e cheia de tesão. Tirei o cinto de segurança e ainda com a saia levantada sentei nele e o beijei. Desabotoei a camisa, passando minha língua em seu peito macio. Abri seu zíper e sentei nele. Enquanto cavalgava, mordia seus lábios. Era uma coisinha que eu gostava de fazer. Era muito gostoso. Gozamos juntos, gritamos e o efeito das químicas já havia passado. Aquela tinha sido a melhor rapidinha da minha vida. Nos recompomos e o trajeto continuou como se nada tivesse acontecido. 



Rafaela Valverde

sábado, 24 de junho de 2017

Transa no chuveiro


Estamos no banheiro. Ele tomava banho, e eu entrei. Queria provocá-lo. E queria fazer as pazes. Havíamos brigado na noite anterior. Encostei meu corpo nu em suas costas, enquanto o masturbava. Ele se animou, virou e me empurrou até a parede, me beijando. Assim, rápido, sem uma palavra sequer.

Seu beijo mostrava que estava bem excitado. Não havia mais briga. Chupou meu pescoço. Desceu para os seios com uma ânsia impressionante. Lambeu meus mamilos, mordicando de vez em quando. Sem aviso, ajoelhou, apoiou minha perna em seu ombro e começou a me chupar. Deliciosamente, do jeito que só ele sabe fazer. Eu me contorcia e gemia baixinho. Depois de um tempinho, parou e me olhou nos olhos, enfiou a língua em meu umbigo, depois foi subindo lambendo minha barriga até chegar em minha boca de novo.

Meu gosto estava em sua boca e eu adorava isso. O vapor esquentava as coisas, mas tive a impressão que não era só ele. Nós estávamos quentes também. Transar depois de uma briga é sempre muito gostoso. Estávamos nos beijando, quase engolindo a boca um do outro. Com uma mão só ele me virou de costas e me penetrou. Gemi alto.

Estava com a cara colada no azulejo quente do banheiro, gritando de prazer, salivando por mais e mais. Com minha mão apertava seu corpo contra o meu, para que ele continuasse e aumentasse a intensidade. Apertava sua bunda firme e macia e assim, gritando, gozamos juntos, caindo arfantes no chão do banheiro, a água quente caindo em nossos corpos cansados de prazer.



Rafaela Valverde

Lascívia


Meu corpo é pleno
Dele faço o que quero
Da língua ao dedão do pé
Não seja ingênuo
Eu não te pertenço
Eu me venero
Meu corpo de mulher
Você sempre será pequeno
Diante das minhas possibilidades de prazer
E eu espero
Que você aprenda
Que não é só meter
Meu corpo é sensual
Traz tantas possibilidades
E você aí nessa!
Acorda, homem!
Olha esse corpo que suplica um bom toque
E toca,
Pega,
Apalpa
Aproveita
Dá prazer.
Não seja ingênuo
Essa mulher não te pertence
Achando um que faça melhor
Ela se vai
Escorre pelas suas mãos
Escorrega da sua cama, seus lençóis de seda
Não a segurarão mais
Ela se vai
Mesmo pela  pior vereda
Ela precisa exprimir sua sensualidade
Precisa de prazer
Quer gozar!
E aí?
O que você vai fazer?
.

Rafaela Valverde

domingo, 18 de junho de 2017

Malemolência - Céu

Veio até mim
Quem deixou me olhar assim?
Não pediu minha permissão
Não pude evitar, tirou meu ar
Fiquei sem chão

Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!
Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!

É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai!
Vem pra roda da malemolência

Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!
Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!

É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai!
Vem pra roda da malemolência

Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A vida

Vou pensar
Vou penar
Vou chorar
Vou beijar
Vou sorrir
Vou sair
Vou cair
Vou levantar
Vou suar
Vou jogar
Vou cantar
Vou dançar
Vou trepar
Vou gemer
Vou viver
Mas nunca vou te esquecer.



Rafaela Valverde

domingo, 14 de maio de 2017

Pausa nos estudos


Estávamos sentados estudando para as provas finais. Geralmente a universidade ficava bastante agitada nesse período de provas, mas naquele horário a biblioteca estava calma, com poucas pessoas circulando. A sala em que estudávamos estava mais escura que o normal e passou pela minha cabeça que talvez uma das lâmpadas tivesse queimado.

Realmente queria estudar, pois não tinha ido muito bem esse semestre. Ele porém, não parecia muito interessado nos textos. Foi enfiando a mão embaixo da minha saia, o que eu prontamente reivindiquei. Estávamos em um lugar público. E daí, ele disse. Ninguém tá vendo, disse em seguida. Realmente sua mão estava por debaixo da mesa e não dava para quem tivesse de longe ver nada.

Deixei sua mão ali. Ela era macia, firme e delicada ao mesmo tempo. Não sei como isso era possível mas era. Ele sabia me masturbar deliciosamente bem. Ia massageando meu clitóris e eu ia ficando cada vez mais molhada com aquela mão familiar em mim. Nunca tínhamos feito nada assim em público e eu percebia em seu rosto que ele estava se divertindo.

Ele me lançava olhares safados e passava a língua ao redor dos lábios. A essa altura apenas fingíamos que estudávamos. Ninguém estava mais interessado em teoria linguística quando havia um pequeno incêndio acontecendo por ali. Eu sorria e ao mesmo tempo olhava disfarçadamente para os lados. Me surpreendi com minha desfaçatez, não me imaginava sendo assim.

Em um determinado momento da nossa aventura bibliotecária, suspirei alto e recostei na cadeira, desistindo de vez dos textos. Eu já estava perto de gozar e precisava me concentrar. Ele passeava com mais força por dentro de mim, mas uma força precisa que sabia do que eu gostava. Gozei soltando alguns pequenos gemidos e relaxei totalmente. Ele tirou a mão debaixo da minha saia e lambeu os dois dedos que antes estavam dentro de mim.

Arrumamos os materiais impacientemente e corremos para a residência universitária, onde ele morava. Ficava bem perto dali e fomos rápido para manter a chama. Os amassos começaram na porta mesmo, já fui tirando a camisa dele e quando já estávamos na cama, ele levantou minha saia, que era comprida, arrancou minha calcinha e começou a me chupar bem devagar. Uma delícia. Gozamos juntos, com a sensação  de que tínhamos estudado bastante e que criaríamos nossas próprias teorias.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando você está aqui


De repente tudo vira coisa de casal. De repente não quero mais ir ao cinema sozinha e percebo que você é aquela pessoa que  eu procurava para conversar sobre os filmes cabeça que eu tanto assisto. Um belo dia acordo sozinha na cama e te procuro do lado, deve ter sido reflexo do final de semana em que dormi com você.

As coisas que eu fazia sozinha antes, hoje ficam muito mais divertidas com você. Mesmo aquele disco triste do Legião Urbana que escuto quando estou triste para ficar mais triste ainda, fica melhor quando escuto com você. Porque você entende a minha necessidade de ouvir músicas tristes e também você é umas das poucas pessoas que conhece o disco e se deixou influenciar pelo meu gosto musical e hoje gosta tanto dele quanto eu.

Sobre cozinhar sozinha ouvindo uma música e bebendo vinho? Isso perdeu a graça também. Eu sempre quero ter você por perto. é incrível como preciso sempre compartilhar algo com você. Óbvio que tenho  meus momentos de estar sozinha. Quem não precisa ficar consigo mesmo às vezes? Mas a primeira pessoa que penso quando quero companhia é você.

Nos momentos em que preciso comemorar alguma nota boa, alguma pequena conquista é em você que eu penso. Ultimamente tudo virou coisa de casal: pretextos para te ver. Jantar à luz de velas, aquela música mais sensual. Imagino logo a gente na cama, se enroscando. Ah, seu beijo! Eu não preciso de mais nada, eu não preciso de mais ninguém. Minha felicidade se resume a minha plenitude como pessoa e se resume a você na minha vida. Se você estiver aqui tudo fica mais completo, a minha felicidade se torna mais realista.

Você e sua racionalidade trazem mais equilíbrio para minha loucura, especialmente para aquelas loucuras noturnas que impedem meu sono profundo de acontecer. Sou notívaga, você também é. Dormimos ao raiar do dia conversando, ouvindo aquelas músicas loucas do Youtube ou fazendo amor. E que amor! Que delícia de amor, o que a gente faz. Seu cheiro me enlouquece e sei que o meu também, meu cheiro fica no seu travesseiro de manhã, quando vou embora. 

Enfiados no edredom, nossa vida rende. Rende histórias, rende tudo que passamos e tudo o que ainda queremos passar e viver juntos. Nossa vida fica mais larga quando estamos juntos, mais forte. Somos bons em tudo. Tudo o que fazemos juntos dá certo, nossa parceria dá certo, sempre deu. Eu e você somos um. Não precisamos nos completar, mas nos suplementamos, somos melhores um com o outro. É assim que enxergo a gente. Quando estou sem sono observo as estrelas da minha sacada e imagino que estar ao seu lado é o que eu mais quero. A minha vida toda, até  envelhecer.

Saindo da varanda, olho para minha maior estrela dormindo em minha cama. Você respira calmamente e quase sorri. Sei que também está feliz. Sei que se sente todo bobo em relação a mim. Sei que me ama. E de repente sinto uma paz. Me enfio debaixo das cobertas e me enrosco em você. De repente tudo vira coisa de casal. De novo. E eu gosto disso.



Rafaela Valverde


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Terceiro dia


Era o meio do terceiro dia de obra. Três dias sempre foi o meu número. Sempre que convivia ou encontrava a pessoa por três dias eu já ficava afim. Mas dessa vez é diferente, a convivência é mais intensa, essa obra parece interminável e eu não estou mais sabendo me controlar, nem disfarçar. Meu tesão estava na cara. Ele já tinha me visto passar de toalha pela sala e de biquíni quando voltei da piscina. 

Ele é o mestre de obras, portanto estava aqui quase todo o tempo. Gostoso, com uma barba bem feita, uma cor linda. forte, mas rústico, não aqueles boys malhados de academia. O corpo dele era formado pelo trabalho pesado mesmo. Era uma delícia. As mãos grandes e pelos. O homem é maravilhoso e eu estava toda derretida.

Passei pela sala e perguntei quando a obra iria realmente terminar, já havia sido estendida demais e eu não aguentava mais aquela poeira. Mas, se o mestre da obra quisesse ficar ele podia. Ele veio até mim já que o barulho estava muito alto e falou que dali a mais dois dias tudo estaria finalizado. Olhei ele de forma provocante, de cima a baixo; aquele olhar safado, mal intencionado mesmo. Ele fez o mesmo, de forma um pouco mais discreta. Eu estava com um short jeans azul escuro colado no corpo e uma blusa rosa fina, sem sutiã. Eu não uso sutiã.

Senti minha calcinha molhada com aquele olhar e sem ao menos mexer a cabeça apontei o corredor onde ficava meu quarto com os olhos. Sem falar nada ele virou e dispensou para o almoço os pedreiros. Esperou eles saírem, fingindo que fazia anotações. Depois veio até mim, me puxou com uma mão pela cintura e me beijou.  Me jogou sentada no balcão da cozinha. Que pegada!

O beijo foi tão intenso que feri minha boca, mesmo assim continuei a beijá lo com uma urgência, um desespero. Tirei sua camisa e mordiquei seus mamilos, ele beijou meu pescoço, nem sei se foi assim, nem sei qual foi a ordem das coisas. Eu já estava toda envolvida naquele corpo, não conseguia nem raciocinar. Tirei minha blusa e senti sua mão grande e forte, com calos tocar meus seios. Seu hálito quente chegou aos meus mamilos e eu gemi. Revirei os olhos e ele apalpava minha coxa com força; doeria se não fosse tão gostoso.

Desci do balcão, peguei sua mão e o levei para o quarto. Ele deitou de costas e eu puxei sua calça jeans, deixando o de cueca, sentando por cima e me esfregando em seu membro duro. Após um tempo assim chupei- o. Ele gemeu e falou que tava gostoso. Não demorou muito e ele disse que preferia chupar. Tirou meu short e eu já estava enlouquecida com aquela pirraça de tesão. Quando senti sua língua, quase desfaleci de prazer. Gozei. E essa foi só a primeira vez. Esse homem é gostoso demais. Transamos algumas vezes, até sermos interrompidos pelos pedreiros que já voltavam do almoço. Duas horas nunca passaram tão rápido. Mas ainda tínhamos mais dois dias de obras, mais quatro horas!




Rafaela Valverde

quarta-feira, 29 de março de 2017

Aquele nosso tesão



Eu estou sem me depilar há dias. Esse não é o momento para fazer sexo, mas ele está bem aqui, atrás da porta, no lado de fora, esperando por mim. Eu sei o que vai acontecer se eu abrir. A gente não consegue se desgrudar. É uma atração tão intensa  que às vezes acho que nossos corpos já foram xifópagos em algum momento da história da humanidade.

Nos encontramos sem querer na rua, depois de um tempo sem nos ver, e eu casualmente, respondi que ainda morava no mesmo endereço. É claro que eu sabia que ele viria, mas não tão rápido. Amo e odeio essa agonia que estou sentindo. Fechei os olhos e tentei controlar minha respiração arfante. Virei e abri a porta.

"Oi." Falei sem olhar seus olhos. Ele abriu aquele sorriso e respondeu um "oi" maroto. Olhar safado e sorrisinho de canto de boca. "O que você tá fazendo aqui?" Respondeu: "Posso entrar?" Respirei fundo e me afastei da porta abrindo espaço para ele entrar. "Uau, reformou!"  Revirei os olhos e sorri. "Só uma pinturinha. Quer beber alguma coisa?" 

"Você." Olhei pela primeira vez em seus olhos. Estava tremendo, excitada. "E talvez uma cerveja, sei que sua geladeira é fã de cerveja." Mordi os lábios e fui até a cozinha, que era contígua à sala, separada apenas por um pequeno balcão. Peguei a pequena garrafa de cerveja e entreguei a ele que sentou na mesma poltrona de sempre.

"Você ainda não me disse o que veio fazer aqui."  Ele me olhou tomando um longo gole de cerveja. "Disse sim, eu vim beber você."  Levantei os braços, em sinal de protesto. "Não sei porquê você faz isso." Levantei e sentei de frente em seu colo. O beijo com gosto de cerveja mais gostoso da minha vida. "Estou toda molhada." Sussurrei em seu ouvido. "Eu sei." 

Nos amassamos por ali mesmo. Ele arrancou meu vestido e fiquei só de calcinha. Ele estava ereto e eu estava quase enlouquecendo. É muito tesão! É um tesão que amolece cada fibra e estrutura do meu corpo. E não é só tesão, é paixão. Assim, fica tudo mais apimentado. Passava a língua lentamente pelos meus seios, sem pressa e ao mesmo tempo com um desespero indecente, que não dava para resistir. Revirava meus olhos de prazer, gemendo bem baixinho.

O clima esquentava cada vez mais e eu já estava quase pegando fogo. Quando ele enfiou a mão em minha calcinha. 'Está peludinha, adoro quando está assim." Fiquei um pouco surpresa pois é raro encontrar um homem que goste de pelo. Mas essas críticas aos homens deixarei pra depois. Ele está com dois dedos dentro de mim, fecho o olhos e aproveito o momento para começar a gozar. Ele interrompe, me carrega e me leva para o sofá. Começa a me chupar. Só saímos do apartamento na tarde do dia seguinte. Satisfeitos e sem saber quando nos veríamos novamente.



Rafaela Valverde


terça-feira, 7 de março de 2017

Manifesto contra 'homis' escrotos

Pessoas em geral não prestam, pessoas em geral não são confiáveis. Mas os homens estão de parabéns nessa história. Parece que na escola chamam os homens e ensinam como serem escrotos. Parafraseando Vivian, personagem de Julia Roberts em Uma Linda Mulher que fala exatamente essa frase, só que no lugar do "de como serem escrotos", a fala dela é sobre os homens aprenderem a bater bem na cara de uma mulher - é que abro esse manifesto contra os homens escrotos - quase todos.

Não estou aqui para generalizar, mas também não vou ficar defendendo homi bosta não. Pois bem: a maioria dos homens que conheci e fiquei são bem imbecis. Não têm papo, não sabem lidar com uma mulher; eu sou capaz de dizer que não conhecem mulher.  Os homens são inconstantes, indecisos (mudando de opinião de forma irritante, ao seu bel prazer), uma hora querem, outra não querem. E isso em qualquer coisa! Os homens, em sua maioria, não se importam com nada mais além deles mesmos e seus digníssimos paus. Ah, pelo amor de Deus! Grande coisa é um pau!

Há uma cultura tão grande de idolatria a esse órgão, que para mim é nojenta. Um pau sozinho não faz nada. Entendam isso! Mulher é um conjunto bastante complexo e não apenas o que está embaixo da nossa saia é que o interessa. Aliás, para vocês, sim, né! É só o que importa: buceta. Pra meter, gozar, virar para o lado e dormir. Mas eu hei de informar para vocês, homens, que nós mulheres, temos vários pontos erógenos pelo corpo, atrás dos joelhos, por exemplo, é um bom local, o pescoço... Vocês já chegaram nesses locais? Não, né? Porque vocês não se importam com o prazer feminino. Só com vocês mesmos e ainda não sabem fazer sexo, não descobriram ainda a magnitude do que é o sexo, que com certeza não é só buceta e pau!

Ainda falando de sexo, eu infelizmente preciso dizer aqui que o mesmo homem que adora receber sexo oral é o mesmo que não gosta de fazer. Tem nojo de buceta, dos pelos, do cheiro, sei lá o que! Eu já devo ter falado isso aqui umas quinhentas vezes mas ainda assim vou repetir: buceta tem gosto e cheiros característicos e isso que faz dela uma buceta. Se você não gosta desses dois aspectos, você não gosta de buceta! Ah, quem dera se o mesmo homem que não gosta de chupar fosse o mesmo que não gostasse de ser chupado!!

Eu tenho pena desses homens. Coitados. Dependem apenas do pênis para ter prazer e quando esses dito-cujos começam a falhar é um deus dará, porque não há interesse em descobrir outras formas de prazer para ambos, afinal sexo é uma troca, não é? Não, os homens passam a vida toda dependentes dos pintos e só usando eles, muito mal, ainda por cima.

E aqui não estou reclamando ainda da falta de tato masculina apenas no sexo não. A maioria dos homens não tem tato para nada. Já saí com um cara que me levou numa lanchonete, engoliu o sanduíche dele e aparentava muita presa de irmos logo ao motel. Fiquei com vergonha alheia ali mesmo, só não me mandei porque queria levar o encontro adiante apenas para finalizá-lo de vez. Em outra ocasião deixei um homem-britadeira, lá sozinho de pau duro, na cama e fui me embora. Que nada, eu não sou obrigada!

Em relacionamentos, quando resolvem entrar, os homens costumam fazer muita merda também. Uma das piores coisas é continuar a vida de pegador mesmo tendo mulher/namorada em casa. É ridículo! Vocês não são obrigados a terem relacionamento, se querem continuar pegando, fiquem solteiros, porra! Estamos no século XXI! Mas na sociedade retrógrada e conservadora em que vivemos, parece que as pessoas são obrigadas a se relacionarem, casar, ter filhos... Apenas para prestar contas à sociedade. Tsc, tsc, tsc...

Por último, mas nem por isso menos importante, ao contrário são as coisas mais importantes para mim em qualquer relacionamento, mesmo que seja somente um relacionamento curto, para sexo casual, o respeito tem que imperar, de qualquer jeito. Sejam carinhosos, gentis, cavalheiros (não no sentido de tratar a mulher como uma retardada, sem mãos) mas o que custa pegar uma bolsa pesada se vocês estão com as mãos vazias? Nada! Acreditem, a gente, por mais feminista que seja, repara em atitudes como essa e gosta de ser bem tratada. Quando terminarem de transar e os DOIS tiverem gozado, e isso eu digo para as mulheres também: se abracem, se acariciem! Carinho é maravilhoso. Não vão cada um para um canto com o celular não, isso destrói qualquer possibilidade de um novo encontro e vai destruindo aos poucos o relacionamento. Por fim: homens, ESCUTEM AS MULHERES! Será que é tão difícil escutar, não só ouvir? Prestar atenção e não ficar olhando para o celular? Será que é possível conversar com vocês? Ou vocês só sabem mesmo, e mal, fazer sexo?


Ficam as dicas!


Rafaela Valverde


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Desconhecido do metrô


Estávamos no metrô e o metrô é aquela coisa constrangedora que um senta de frente para o outro e fica se olhando. Trocamos uns olhares e eu fiquei com tesão. Misericórdia! Eu já estava há um tempão sem transar e esse cara é um gostoso. Dava para sentir nitidamente o que estava rolando ali. Ele tem cara de safado. Me lembrei daquele filme Shame, onde há uma cena parecida. Num metrô, à noite.

Não sei se o rapazinho aí tem compulsão sexual, como o personagem do filme, mas eu não tenho. Tenho mesmo é excesso de luxúria no corpo, na mente e na vida. Mas ao contrário da compulsão, isso não chega a atrapalhar minha vida. Pelo contrário!

Levantei para descer na estação seguinte. Realmente havia chegado meu ponto de descida. Que pena. Desviei meu olhar e fiquei olhando para frente. Percebi que ele também levantou. Arregalei os olhos, meu coração batia acelerado. Cada vez mais ia me lembrando do filme e achei até que ele me daria aquela encoxada que rolou no metrô do cinema. Mas ele só ficou lá parado na frente da outra porta do vagão.

Chegamos e eu fiquei lá parada como uma idiota. A estação estava lotada, era horário de pico, as pessoas se esbarravam em mim,  e ele também. O gostoso. Fiquei olhando com uma cara de idiota e ele andou na minha direção. Finalmente. Fiz uma cara de sonsa. Trocamos umas palavras. Fomos andando lado a lado. Nem precisamos falar muita coisa, eu já queria ir com ele "para onde quer que fosse" no momento que eu pus meus olhos nele.

Ele morava num cubículo. Eu estava hesitante e tensa por estar ali na casa de um estranho. Como é possível que eu seja tão louca? Apesar de que não costumo fazer isso. Geralmente  não envolvo casas, a coisa fica mais em motel mesmo, mas dessa vez não pude resistir.

Nos beijamos com uma voracidade absurda enquanto ele tirava a camisa. Tinha músculos fortes e eu estava me enroscando toda nele, aproveitando aquele momento quente. Se desvencilhou de mim e sentou no sofá. Eu sentei por cima dele, já de calcinha. Ficamos ali nos esfregando durante não sei quanto tempo. Ele colocou o dedo em mim e me masturbou durante um tempo, depois chupou. Fiquei enlouquecida com isso.

Transamos ali mesmo no sofá, com fogo, com avidez, com desespero. Parecia que a gente estava com medo do outro sumir, parece que queríamos absorver um ao outro. Gozei e arfando deitei no chão da sala. Eu não estava me importando se estava limpo, eu não estava me importando com nada. Só fiquei ali deitando aproveitando meu torpor pós gozo. É uma loucura ótima essa de pegar desconhecidos no metrô para transar. Transamos a noite toda. Na manhã seguinte eu acordei e olhei para ele, seu nome é Felipe. Em algum momento da noite ele havia me falado. Ele acordou e apenas disse: "Viu? Você tá viva." Com certeza fazia referência à minha hesitação na noite anterior. Recomeçamos.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Calor e volúpia


A pegação já havia começado no carro. Estávamos numa noite quente de janeiro, essa cidade definitivamente é um inferno. Dá vontade de tirar roupa o tempo todo, e é claro. se eu tiver oportunidade eu não vou me negar a tirar. Sentia que o carro estava quente, mesmo com o ar- condicionado ligado. é que a nossa quentura era maior que qualquer ar artificial de um carro semi -novo.

Minha calcinha estava no tornozelo, a saia na cintura. Eu não sabia onde estávamos, sei que era noite e a rua estava deserta,  Corríamos riscos de assaltos, de sequestro, de várias coisas. Mas nem sei se pensamos nisso. Estávamos ali, nos pegando.

O beijo tinha um gosto bom e eu nem lembrava seu nome. Só tínhamos nos visto duas vezes na balada. Eu precisava dar um jeito de perguntar... Nesse momento eu parei de pensar, não sei como, ele levantou minha perna e começou a me chupar de maneira voraz. Meu pé batia no teto do carro e eu nem lembro mais que sapato estava usando. Geralmente era muito apegada aos meus sapatos, mas naquele dia eu não quis saber.

Gozei em sua boca. Senti meu líquido de prazer escorrendo pela sua boca e ouvi um "vamos subir?" Surpreendentemente rápido levantei a calcinha e baixei a saia. Saí do carro e ele me pegou pela mão. Fomos de escada, era no primeiro andar.

Tive uma grande surpresa quando entrei no seu apartamento. Era arrumado, bem decorado e cheiroso. Ultimamente eu só havia entrado em muquifos bagunçados, não sei como alguns homens não têm vergonha de levar mulheres a suas casas podres... Enfim, a casa desse boy era bem bonitinha, limpinha. Isso aumentou ainda mais o meu tesão.

Tirei a blusa e o joguei sentado no sofá. Queria me esfregar muito naquele "tanque-não tão tanque-assim". E assim a pegação continuou e ele continuou de onde havia parado, a boca na minha buceta. Aquilo estava pegando fogo! Eu que ainda não havia visto ele nu me adiantei e tirei suas calças, retribuindo bem de leve a chupada. Primeiro de leve, depois mais forte e firme. Usei um dos meus truques e ele ficou enlouquecido. Me puxou para cima, enfiando os dedos nas minhas pernas e lambendo. Eu adorava quando faziam isso.

Depois de sentir meu gosto mais uma vez ele me colocou sentada no colo dele. E assim encaixamos perfeitamente bem. E dançamos. Parecia que havíamos ensaiado os passos de dança, uma dança sincronizada e quente. Sensual e gostosa. Gozei e gemi alto. Meus gritos ecoaram pelo apartamento limpo dele. E eu sabia, antes mesmo de terminar, que eu queria mais. Depois que ele saiu de dentro de mim ordenei: "liga o ar condicionado!" Sim, essa cidade é realmente muito quente.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sai pra lá com sua gordofobia!!


Ouvi no final do ano passado duas frases gordofóbicas que me deixaram pensando em algumas coisas: as pessoas odeiam os gordos, as pessoas odeiam corpos gordos. Corpos gordos incomodam de uma forma tão absurda. Será que é por que comemos e somos felizes? Eu pelo menos sou feliz comendo tudo o que eu quero e sendo gorda.

Hoje tenho 91 quilos e não me privo de nada. Como normalmente, de tudo. Eu adoro comer, como boa taurina que sou. E é assim que vai ser sempre. Amo meu corpo e hoje consigo me aceitar como eu sou. Uso roupas curtas, cropped mostrando as banhas (rsrsrs) e ando até pensando em colocar um piercing no umbigo. Isso é se aceitar, se amar. Amar o corpo que Deus nos deu. 

Demorei mas aprendi a mar meu corpo. Antigamente fazia dietas e me incomodava com algumas roupas que vestia, mas hoje em dia eu decidi que prefiro ser feliz ao invés de ser magra! E se for para comer e engordar, eu não ligo não. Mas voltando às frases que eu ouvi, elas reforçam estereótipos e comprovam a existência da gordofobia. E isso já está bastante entranhado em nossa sociedade.

"Cropped é para gente magra." e "Como uma mulher com um rosto bonito desse fica com esse corpo?" Essa última frase se refere à cantora Marília Mendonça. Eu fico indignada com essas coisas que escuto muitas vezes dentro de minha própria casa. Eu não me ofendo, claro, mas tem gente que pode se ofender ou pior, ficar triste e deprimido. Isso pode destruir a vida de alguém.

Mas as pessoas não se importam com as outras, não respeitam e só julgam. Julgam as outras pessoas a partir da sua própria visão sem se importar e sem deixar o outro viver em paz e feliz. Ou seja, as pessoas são podres. Mas eu já deixei de me importar com o que falam. Projeto para 2017: comer muita pizza, sorvete, chocolate, etc. E me deixem!



Rafaela Valverde

sábado, 10 de dezembro de 2016

Intimidade


Relacionamento bom é aquele que tem intimidade. E aqui não falo apenas sobre relacionamentos amorosos e nem sobre intimidade artificial. Falo sobre todo e qualquer tipo de relacionamento.  E falo sobre aquela intimidade que é tão, mas tão forte que só de olhar para o outro já se sabe o que ele está pensando.

Intimidade é uma coisa difícil de ser conquistada, especialmente hoje, nesses tempos de relacionamentos efêmeros. Não é de um dia para o outro que se se consegue intimidade. Dois amigos que são íntimos quase não se chamam pelo nome. Geralmente se chamam por palavras que seriam xingamentos para as outras pessoas ou ainda nomes engraçados. Eu chamo minha amiga Fernanda de viada, jumenta, etc. E a gente fica numa boa, a gente se entende, ninguém se desentende por isso. Ela também me xinga de idiota e outros nomes lindos... E é uma relação de amizade que sinceramente eu não nunca tive.

Um casal que tem intimidade solta pum na frente do outro sim. Não têm reservas, nem constrangimento. Eles até riem dos puns. Não precisam pedir desculpas ao soltar pum ou arrotar. Essas são coisas que todos, TODOS os seres humanos fazem e por estamos muito próximos daquela pessoa, por sermos tão íntimos porque não fazer perto dela? Eu acho isso uma puta besteira. Alguns homens acham que mulher não peidam nem arrotam. Más notícias para vocês queridos!

Tomar banho junto, para casais, compartilhar banheiro, comentar e rir sobre puns são sinais de grande intimidade. E é disso que se trata um bom relacionamento, na minha opinião, é assim que se constrói um relacionamento daqueles que realmente valem a pena. Relacionamento bom é relacionamento com intimidade. Intimidade não se conquista de um dia para o outro, ela é construída ao longo do tempo e é preciso querer construí -la. Intimidade se constrói com amor.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Um sonho


Tomei um banho, lavei o cabelo, vesti uma camisa qualquer de time e uma bermuda jeans surrada que era masculina e não era minha, mas estava aqui no meu apartamento. Alguém deve ter deixado ela aí. Não sei, esse apartamento é mesmo uma bagunça. Assim como a dona dele. Não tem como ser mais distraída, bagunceira e preguiçosa do que eu. 

A diarista estava doente essa semana e eu não estava com vontade de arrumar nada e assim a coisa toda foi se acumulando. A louça está na pia há dois dias e eu não tenho vontade de limpar nada. Saí com a minha camisa de time e bermuda masculina, desci para o estacionamento bocejando. Lembrei que passei quase a noite toda na frente do computador trabalhando em um projeto. Cliente exigente e muito dinheiro na parada. A única forma de me fazer deixar de dormir.

Entrei no carro já ajustando a cadeira. Quando emprestava o carro ao George, meu irmão, ele devolvia essa porra assim. O carro todo sujo, ai ai. Eu não gosto do meu carro bagunçado não. Enquanto meu apartamento é aquele nojo. Dizem que isso é uma coisa de homem, então eu devo ser homem. Meu carro tem que estar em ordem. Limpei a bagunça e levei o pequeno saco de lixo até uma lixeira que havia ali.

Entrei no carro e liguei a ignição. Saindo do estacionamento percebi que estava tudo meio diferente. Estava tudo vazio demais e minha rua é bastante movimentada. Havia grama bem verde por todos os lados. Verde abacate, eu odeio essa cor. Mas enfim, fazer o que? Tive que continuar meu trajeto. De repente vi algumas pessoas. Elas andavam bem devagar, sem pressa. Se vestiam de um jeito engraçado. Com uma espécie de capa de pelo animal. As cores mudavam de uma pessoa para outra.

Algumas daquelas pessoas carregavam um ou dois livros e sorriam enquanto caminhavam calmamente. Elas não tinham pressa. Parece que eu estava num lugar onde não existia pressa. Comecei a sentir uma curiosidade, uma euforia. Eram sentimentos bastante diferentes do que eu estava acostumada e eu continuava dirigindo para chegar não sei onde. 

De repente comecei a sentir carícias invisíveis pelo corpo, pelas pernas principalmente. Era bom, não queria que parasse. Tirei as mãos do volante, mesmo sabendo que aquilo era perigoso. Abri o zíper e comecei a me tocar de leve. Há um tempo que não fazia isso. Eu nem achava que ainda tinha algo parecido com tesão em mim. As carícias continuavam e eu também.  Aumentei o ritimo. As pessoas esquisitas sorriam para mim e eu também era uma esquisita agora. Ouvi um grito alto saindo da minha garganta. E gemia. Gemia alto mesmo sem perceber e sem controlar.

Me assustei e acordei sobressaltada dentro do carro parado no estacionamento do prédio. Estava molhada de suor. Não sabia quanto tempo havia se passado. Só sei que eu havia gozado, sonhando, dentro de um carro, no estacionamento do meu prédio. Eu flutuei, eu estive fora de mim. E isso foi maravilhoso. Perder o controle às vezes é bom. Ainda estava excitada e toda molhada. Nem lembrava que era possível fazer isso sozinha. Pelo menos não desse jeito. Uau que delícia.  Tranquei o carro e subi para tomar banho de novo.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Filme Infidelidade


Vi no final de semana o filme Infidelidade com Richard Gere. é um filme antigo e eu nunca tinha tido tanta vontade assim de assistir por achar meio clichê.  É de 2002 e realmente  minhas suspeitas são fundadas já que não é um filme sensacional e é meio previsível, sei lá eu não senti muita afinidade por esse filme não. Acho que ele poderia dar mais, ser mais.

O filme é dirigido Adrian Lyne e traz a história de um casal do Subúrbio de Nova York que vive de forma pacata até que um ventania traz coisas inesperadas para suas vidas.  Connie Sumner (Diane Lane) e Edward (Richard Gere) vivem juntos há onze anos e têm um filho.

Um belo dia, porém, um jovem e belo francês aparece na vida de Connie e eles passam a se ver regularmente, como amantes. Uma louca paixão vai tomando conta desse casal proibido, mas um dia Edward passa a desconfiar da mudança de comportamento de sua esposa e decide  vigiá-la. O que se segue daí em diante é uma trama que envolve suspense, medo e morte. O amor desse casal é colocado à prova. E decisões devem ser tomadas.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Depois do ménage


Transamos loucamente até o sol entrar pela janela do quarto. Daí a coisa começou a esquentar mais. Esse verão pegando fogo, assim como nossos corpos. Fomos os três tomar um banho refrescante. Apenas ficamos nos contemplando e admirando as belezas dos nossos corpos. Não que não tivéssemos mais energia, mas preferimos poupa-la.

Agora voltaríamos a ser cidadãos respeitáveis, um casal trintão sem filhos. Mas na noite anterior fomos promíscuos, fomos movidos pelo nosso prazer. Partes dos nossos corpos foram compartilhadas com outros corpos. Mão na aquilo, aquilo na mão, línguas percorriam e mergulhavam em lugares nunca antes imaginados.

Era uma dança sincrônica entre três corpos, corpos que se desejavam. Corpos que se entenderam e se encaixaram desde o primeiro momento. A estrela da nossa noite era uma deusa linda, profissional e eu fiquei toda animadinha com ela. Há quanto tempo queríamos fazer uma loucura dessa. E fizemos. Não somos menos casal por isso, não somos menos casados e não nos amamos menos.

E nem vou falar aquela coisa clichê que fazer ménage  melhora o casamento, ou apimenta a relação sei lá o que. Oras, meu casamento já é bom. Temos a nossa própria dança, nosso próprio tango. Mas às vezes precisamos de uma dança mais jovem, mais fresca e popular. Meu marido é bom de cama! Ele tem pegada, ele sabe manusear e chupar meus seios na medida certa, ele gosta do meu corpo e o explora. E ele me chupa tão gostoso que eu não aguento e às vezes peço para parar. O sonho de quase todas as mulheres eu tenho em casa, então não dá para dizer que estávamos insatisfeitos no sexo.

Sabemos que as pessoas falam demais e eu já não ligo para isso. Quero mesmo é gozar e ser feliz! Mostrei a ele o que eu gostava fazendo nela. Ela é uma delícia. Toda gostosa, me arrepio quando lembro do seu gosto. Acho que eu curti e quero repetir essa deliciosa aventura. Não tenho amarras, nem preconceitos. Sou livre! Assim a vida me fez. E assim eu serei.

Nos despedimos dela juntos. Ela estava sem maquiagem, o cabelo molhado, uma camiseta branca e um short jeans normal. Sem o salto da noite anterior, seus pés ficavam à vista e eram lindos e delicados. Ela vai embora depois de um abraço delicado. Observamos quando ela entra no elevador e a porta se fecha. Mas não para sempre. Nosso próximo encontro é daqui a duas semanas.



Rafaela Valverde



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