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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Vida aleatória e sem sentido

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A vida é como um filme, ou talvez até uma série. Com vários episódios, uns bons, outros nem tanto. Vai alcançando ápices de conflitos, realizações e conquistas. Mas também há aqueles episódios decepcionantes, em que não acontece nada. E as temporadas sem emoção, sem nada bom. Parece que foram mal escritas. 

Séries são escritas por alguém e não são aleatórias. Seguem uma lógica, ou pelo menos deveriam. A vida já nasce sem lógica. Aleatória e sem sentido como já diria W. Somerset Maugham. Não sei porque nasci, nem quando vou morrer. Só sei que vou morrer em algum momento. E é isso que dá sentido à vida: a certeza de que um dia a morte vai chegar. Isso impulsiona a vivência. Afinal, é preciso aproveitar a vida, antes que tudo acabe e vire um vácuo escuro.

Tantas pessoas nesse mundo. Só em Salvador são quase quatro milhões de pessoas. Mais de sete bilhões no planeta e eu aqui querendo que alguma energia superior olhe por mim. Alguns preferem chamar essa energia de Deus. Eu também, às vezes, mas creio que essa força, essa fé que nos impulsiona a acreditar em alguma coisa está dentro da gente.

Se faz necessário crer em alguma coisa para sobreviver, para não surtar ou entrar em depressão. Daí a gente inventa a fé e inventa Deus. Assim, continuo com o exemplo das séries para ilustrar a vida. A gente precisa acreditar nos roteiristas, nos produtores e atores para compreender e aceitar os destinos dos nossos personagens preferidos. Tendemos a acreditar que os conflitos de cada episódio são a vontade do roteirista, assim como deixamos certas coisas a cargo de Deus, como se fossem seu desejo. E nem sempre temos a comprovação de que isso é realmente verdade. Não temos como comprovar nada. Mas precisamos acreditar. Desesperadamente. Alguma coisa precisa fazer sentido para que possamos aceitar melhor determinados fatos da vida, ou a falta deles.

Aí vem nossos questionamentos sobre a vida, sobre as coisas que a gente consegue ou não na vida, mesmo que peça, mesmo que implore, mesmo que faça promessas. Enquanto isso pessoas ordinárias vivem bradando suas vitórias. A gente começa a se perguntar o que está fazendo de errado e porque simplesmente as coisas não fluem e porque a gente não consegue felicidade, paz e calmaria. É tudo muito injusto e repito: aleatório e sem sentido. Dizem que as energias que lançamos ao universo voltam para a gente exatamente como lançamos, portanto quando ajudamos as pessoas, somos gentis, não fazemos maldade e somos positivos essas coisas deviam retornar para a gente com coisas boas. Mas não é bem isso que acontece. Bom, pelo menos não para mim, pelo menos quase sempre, porque as coisas quase sempre desandam e eu me pergunto diariamente sobre isso.

E por outro lado vejo que pessoas falsas, fofoqueiras, invejosas, mentirosas e com mau caráter se dão bem na vida, ou pelo menos aparentam estar muito bem. Aí eu me pergunto porque a vida não funciona como as séries, filmes, livros, etc., onde os mocinhos se são bem e vivem felizes e os vilões morrem ou vão presos e sempre se dão mal. Como gostaria que a vida fosse uma série.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entorpecimento mortífero

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A frustração, o medo e desesperança dão bons temas para escrever. Aliás, eles já são o próprio assunto. Eu, quando recebo noticias ou baques na minha vida - o que acontece quase o tempo todo, diga se de passagem - tendo a escrever melhor. Com mais tristeza, consequentemente com mais literatura.

Refletir sobre minha escrita faz parte de uma tomada de consciência sobre mim mesma e meus sentimentos. Quais os momentos em que escrevo? E como escrevo nesses momentos? Qual a época em que mais escrevo contos eróticos, por exemplo? Cabe a reflexão.

Sei que isso pode não interessar as pessoas, mas analisar isso, para mim, me faz entender a mim mesma ou pelo menos ajuda. Meu psiquismo, meus processos cognitivos e de assimilação de coisas ruins que acontecem em minha vida. Só na semana passada tive duas notícias ruins, duas preocupações sobre o futuro. Dois pequenos problemas que não me definem, mas me incomodam. Com essas coisas eu só sinto vontade de escrever. Escrever, chorar e morrer. O fardo de viver, às vezes, me deixa muito deprimida e muito desgostosa com a vida.

Às vezes, nem a literatura consegue me tirar desse entorpecimento mortífero. Deve existir uma força sobrenatural dentro do meu ser, porque mesmo com tudo desmoronando eu ainda consigo cumprir minhas obrigações diárias, os trabalhos da faculdade, etc. A demanda de estudos pelo menos mantém minha mente ocupada e eu deixo de sentir ímpetos de me jogar debaixo de algum carro em uma avenida movimentada.

Tudo é pesadelo, tudo é tempestade. E eu não acordo nunca desse sono que não oferece descanso, nem alento. Só dor, angústia e pesadelos. Eu não sei até quando eu vou conseguir me manter ocupada o suficiente para não desistir e não mergulhar de vez nesse entorpecimento.


Rafaela Valverde

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