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sábado, 22 de julho de 2017

Filme Um Contratempo

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Assisti recentemente o Filme Contratiempo traduzido para Um Contratempo. O filme espanhol do ano passado está disponível no Netflix.  Em alguns sites vi  informam que o filme lançou em 2016 e em outros em 2017. Enfim. Dirigido por Oriol Paulo, o filme é passado na Espanha e estrelado por  Mario Casas, Bárbara Lennie, Ana Wagener, etc. É um Policial, Suspense.

 A vida de Adrian Doria (Mario Casas) estava indo muito bem. Prosperava nos negócios e tinha uma bela família, até que  um dia acorda em um quarto de hotel  ao lado da amante morta.  Com o quarto trancado por dentro e sem nenhuma outra opção de entrar e sair, Adrian se vê automaticamente incriminado pelo crime. Sua vida agora vai se basear em se defender do crime que ele diz não ter cometido. Para ajudar ele contrata a melhor advogada de defesa do país, Virginia Goodman (Ana Wagener) que vai repassar com ele todo seu passo a passo e tentar provar sua inocência.

O filme é um excelente suspense. Sabe, daquele que prende até o final?  Eu estava deitava e de repente levantava para ficar mais perto da tela. Queria ver os detalhes com atenção. A câmera mudava o tempo e o local do filme nos momentos em que realmente era necessário. O momento do filme pedia algum esclarecimento, logo a cena mudava e uma explicação era dada. Ou não. Porque nem sempre o que se achava que era verdade, era efetivamente rea. O filme mudou de perspectiva e passou a ser narrado por outro ponto de vista. O vilão mudou. E a trama estava toda interligada. Filme instigante, recomendo.


Rafaela Valverde

domingo, 2 de julho de 2017

Como saber se você é machista


Se você acha que existe mulher para namorar e outra só para pegar e mulher fácil e difícil, você é machista. E dos grandes! Se você acha que mulher que "dá" (entre aspas porque não damos porra nenhuma pra você, só estamos testando se o equipamento é bom) na primeira vez que sai, não presta pra ter um relacionamento você é um filho da puta machista.

Se você acha que só mulher pode fazer serviços domésticos e não consegue aprender mais nada além disso, você é machista. Se você acha que mulher deve ter filho, porque é biologicamente programada para isso, você é machista, querido. Se você põe a culpa da sua escrotidão nas mulheres que estão ou passaram na sua vida, adivinhe? Machista.

Se você ainda acha, em pleno século XXI, que mulher não goza, não precisa gozar ou não gosta de sexo, você é um machista, escroto e ignorante, que não conhece mulher. Além de nojo, só consigo ter pena de você. Se você acha que mulher não consegue carregar peso, ou qualquer outro tipo de trabalho braçal ou ainda não pode sair sozinha, com amigas você é um 'MACHISTÃO', OTÁRIO!

Se você acha que sua namorada ou esposa não pode fazer qualquer coisa sem você, ou usar saia curta ou fazer a porra que ela quiser, você é um cuzão machista e merece ficar sozinho. Se você acha que mulher é só um pedaço de carne que merece ser assediada na rua e só uma buceta para você meter seu pauzinho incompetente, você está fazendo muita coisa errada e nem sabe o que é sexo! Se você faz muitas dessas coisas que eu sei que você faz aí, você é tudo isso que eu falei e também é um egoísta que não merece compaixão talvez nem de sua mãe, que a propósito, é uma mulher.

O mais engraçado é que alguns homens fingem que não sabem que estão sendo machistas. Se fingem de santos e ainda se ofendem quando ouvem verdades e são colocados em seus devidos lugares. Coitadinhos de vocês, tão sofridos com séculos de opressão e misandria.  E agora, em pleno 2017 ainda têm que aguentar mi mi mi de feminista peluda... Tô realmente muito indignada por vocês, 'omis'.

E por fim, devo ainda trazer nesse texto que se você é homem, não deixa uma mulher se pronunciar, falar o que ela pensa e ser ela mesma, você é muito machista. Há que se lembrar ainda da objetificação do corpo da mulher e da posse. Essas duas coisas abjetas causam muitos estupros e feminícidios brutais a cada dia. Somente no Brasil, a cada onze minutos, uma mulher é estuprada e a culpa é de vocês homens, de quem estupra, e não da mulher que está de saia curta bebendo na balada. Porque afinal de contas, 'omis' escrotos usam a porra da roupa que querem, se embriagam quase diariamente e não têm seus corpos violados por ninguém. Entendam isso de uma vez por todas: vocês não são donos das mulheres, vocês não são donos de mais nada. O patriarcado acabou, os homens não mandam em porra nenhuma. Aceitem e deixem de ser bebês chorões. Parem que tá feio!




Rafaela Valverde

sábado, 24 de junho de 2017

Em Chamas - Suzanne Collins ♥


Reli Em chamas de Suzanne Collins. O livro foi lançado em 2011 e eu li pela primeira vez em 2015. Eu amo a trilogia Jogos Vorazes, como vocês já sabem. Em Chamas é o segundo e traz novamente Katniss Everdeen e Peeta Mellark que mudaram os Jogos Vorazes e desafiaram a Capital. Nesse livro eles retornam à Arena.

Tudo parece diferente e ao mesmo tempo o mais do mesmo, mas o casal desafortunado do Distrito 12 não sabem nada do que os esperam pela frente. Eu gosto de Em Chamas porque ele não funciona como um intermediário, apenas para encher linguiça, preparando os leitores para o último livro. Não, esse livro traz emoções diferenciadas. 

Mais uma vez sentimental e ao mesmo tempo duro. Distópico, futurista, crítico das ações humanas, politico, feminista. As aventuras dos tributos que voltam à Arena para começar o 75º Massacre Quaternário são bem diferentes, a Arena funciona com uma nova dinâmica. Mas eles não estão lá ocm objetivo de matar uns aos outros e apenas um vencedor. É muito mais que isso. Dessa vez, o inimigo é outro... Ou sempre foi? Maravilhoso, amo!


Rafaela Valverde

sábado, 20 de maio de 2017

Mulheres, não precisamos de homens!



Eu sofri mas eu aprendi algumas coisas com meus erros e meus sofrimentos. E quem sofre, erra e não aprende nada com isso? Não estou aqui querendo me sentir melhor que ninguém, apenas ratificar a tese de que os erros e dores servem para nos dar uma lição. Isso é verdade. Claro que a gente precisa ter consciência desses erros e realmente refletir sobre o que mudar. Não acontece por osmose, não é rápido, nem fácil. Demora e dói. 

Passei vários meses sentindo uma dor física, sem querer levantar da cama e passei muitas das horas desses dias pensando em que tinha falhado e que se eu não tivesse cometido determinada falha, talvez eu não tivesse em determinada situação. Mudei e virei uma pessoa mais leve com a vida. Não cobro mais tanto de mim, nem da vida, nem dos outros. Me tornei uma adulta mais leve e não me troco pela eu de cinco, seis anos atrás.

Mas e quando as pessoas sofrem, passam determinadas coisas e não mudam? Continuam cometendo os mesmos erros? Será que elas não refletiram sobre suas atitudes? E quando essas pessoas são mulheres? Uma mulher sofreu horrores em um relacionamento: perdeu tudo o que tinha construído com o outro, porque simplesmente ele lhe usurpou, quase morreu por um problema de saúde e ainda foi trocada por outra e agora "abre os dentes" para esse homem, anos depois. Não dá vontade de matar uma mulher dessa? Dá!

Eu não sei se é falta de maturidade, pois é uma mulher já bem grandinha. Eu não sei se muita falta de amor próprio, eu não sei se é o machismo, a misoginia e a sociedade patriarcal já impregnados em nosso inconsciente. Eu sinceramente não sei. A coisa está tão feia que quando a mulher erra é xingada, considerada vadia, vagabunda, sei lá. Mas quando o cara erra, a sociedade aconselha que se perdoe porque ele "é homem" e porque "todo mundo merece uma segunda chance." Então, só os homens merecem segunda chance? Porque mulheres são execradas e até mortas quando traem!

Então, isso está tão impregnado em nossa cabeça que a gente acha que não pode viver sem homem, mesmo que ele seja ruim. Chega a um determinado momento da vida em que a gente só sabe falar: "ruim com ele, pior sem ele" e acredita nisso tão veementemente que fica ali naquela relação, inerte, só esperando o dia de ser libertada por alguma magia. Não, isso não vai acontecer! Quem se liberta é a gente mesmo. E ponto.

A gente é criada e incentivada desde muito nova a procurar homem, a viver dependente de homem.  aí acreditamos que não dá para viver feliz sem ter um homem do lado, sem ter um relacionamento, sem casar. Porque somos indefesas e precisamos da defesa de um homem, A gente não sabe que dá para viajar sozinha, ir ao cinema sozinha, beber sozinha, ir à festas e shows sozinha... A gente acha que só vai ser feliz se tiver um homem para nos fazer companhia. Assim, aproveitamos a deixa e ficamos burras, esquecemos como instala computador, não aprendemos furar ou pintar uma parede e não aprendemos a ser independentes "por que temos um homem".

Mas um dia, assim como eu aprendi, a gente aprende que somos suficientes e nos bastamos. Estudamos, trabalhamos, pegamos pesado para ter nossa independência e nenhum homem vai nos dizer o que fazer, nem hoje, nem nunca. Pelo menos não a mim! Sobre os fatos relatados acima: eu, por muito menos já botei homem para correr. Mas tem mulher que sabe que está infeliz, sabe que aquele homem não presta e nunca vai mudar e continua ali. Até quando Deus quiser. Mulheres tomem posse das suas vidas! Amem, mas amem a si mesmas muito mais em primeiro lugar. É tão maravilhoso se amar, se achar linda, independente e auto-suficiente. Não há nada melhor! Aprender com nossos erros e sofrimentos, é para mim, o principal motivo deles acontecerem, então vamos levantar da cadeira e lutar por nós mesmas, pois os homens só enxergam seus próprios umbigos.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A máquina de moer mulheres - Aline Valek


Tec, tec, tec. Ouve o som? É o barulho das engrenagens funcionando perfeitamente, fazendo tudo correr como deveria. Com a precisão de um relógio, movem-se os mecanismos dessa máquina gigante, antiga, mas que ainda funciona que é uma beleza para cumprir seu principal objetivo: triturar mulheres.

São muitas as engrenagens e complexos seus movimentos, mas se você der um ou dois passinhos para trás, pegando alguma distância para vê-la como um todo, é possível observar que seu funcionamento, na verdade, é tão simples que dispensa a existência daqueles volumosos manuais de instruções.

Para que funcione, é preciso abastecê-la com a ideia de que mulheres não são pessoas. São santas ou deusas; carne barata ou lixo; mas nunca pessoas. Então basta colocar uma mulher de um lado – e tec, tec, tec, soará a máquina, ruidosa – para vê-la sair do outro lado devidamente transformada em vítima.

Uma mulher agredida por seu marido. Ou assassinada pelo seu ex. Ou uma moça agredida por um desconhecido a quem ousou dizer “não”. Ou ainda uma jovem violentada por mais de trinta homens. São inúmeras as possibilidades. Todas demonstram como estão funcionando direitinho as engrenagens.

Funciona assim: primeiro, cria-se a ideia de que os corpos das mulheres estão à disposição. Que é ok violentar e agredir mulheres. Até engraçado, ou mesmo esperado. Então uma mulher sofre a violência. Se denuncia, os mecanismos de fazer com que seja desacreditada logo são postos para funcionar:

– Estava usando a roupa certa? Era recatada e do lar? Usava drogas? O que estava fazendo sozinha? Será que não queria prejudicar o homem e inventou tudo?

Na era medieval ou nos tempos de internet, o modus operandi é o mesmo: trazem a vítima em praça pública. Devassam sua vida, questionam suas escolhas, tacam pedras. Julgam se é culpada – e só pode ser – caso não se encaixe no padrão de “vítima perfeita”– e nunca se encaixa. Sempre tem um “porém”, um detalhe qualquer que faça com que os julgadores se sintam tranquilizados com a violência que ela sofreu e com o veredicto de “culpada” que ajudaram a carimbar.

– Vai ver ela mereceu – dizem, mas é o tec, tec, tec da máquina que está falando.

Não é, no entanto, máquina totalmente automática: precisa de braços para funcionar. Em primeiro lugar, precisa dos braços (e corpos inteiros) daqueles que puxam o gatilho, dão o soco, abusam psicologicamente ou estupram. Mas esses operadores da máquina quase não são visíveis daqui. Somem. Há outras engrenagens na frente tapando a visão, fazendo com que sejam esquecidos. 

São engrenagens operadas pelos braços de delegados, juizes ou policiais que constrangem as vítimas que denunciam. Pelas pessoas que questionam a vítima com um ímpeto que não direcionam aos agressores. Por quem acha que ela pediu. Por quem acredita que ela mereceu. Por quem compartilha vídeos e fotos que expõem a violência que ela sofreu. Por quem faz piadas com o assunto. Por quem faz malabarismos para provar que não foi tão grave assim. Por quem passa adiante a ideia de que mulheres é que precisam aprender a temer e a entrar na linha. Por quem aprova e incentiva o comportamento dos homens que agridem.

São tantos braços operando tantos mecanismos que fica fácil encobrir e esquecer dos verdadeiros culpados e dos mecanismos que os criaram; à esta altura, a mulher que sofreu a violência é a única responsável, ainda que dê para ouvir o som de seus ossos sendo triturados nas engrenagens na máquina de moer mulheres: tec, tec, tec.

Vê como os mecanismos funcionam em perfeita sincronia? As engrenagens da frente e de trás, as que possibilitam e as que justificam, são as que movem as engrenagens sujas de sangue, que violentam e matam, que mastigam a mulher, por dentro e por fora, para depois cuspir. Se uma mulher é triturada, não foi por uma peça ou outra; mas pela máquina inteira.

É preciso mais que um, dois ou trinta homens para violentar uma mulher: é preciso uma multidão validando toda a violência, colocando a máquina da opressão para funcionar. Enquanto as mulheres são isoladas, os agressores nunca estão sozinhos.

Da mesma forma, para fazer essa máquina parar de funcionar, não basta tirar uma peça ou outra. É preciso arrancar todas. Tirar todo o combustível. Arrebentar fios e engrenagens. Talvez por isso os mecanismos tenham funcionado há centenas de anos, sem parar: porque há mais braços ocupados em fazer a máquina de moer mulheres funcionar do que ocupados em destruí-la. Onde estão os seus?

Não há nada que indique que as engrenagens deixarão de funcionar. Mas, enquanto funcionar uma máquina tão antiga quanto a crueldade, não podemos dizer que vivemos em uma sociedade avançada. A existência dessa máquina nos mantém eternamente presos ao passado.

E assim ela segue, com seu tec, tec, tec ininterrupto. Dessa vez, foram trinta homens ao mesmo tempo violentando uma garota. Da próxima, serão cinquenta? Cem? Quantos agressores são necessários para confirmar a existência da violência? A capacidade da máquina de moer mulheres cresce em progressão geométrica, enquanto seus mecanismos permanecem invisíveis para muita gente.

Tec, tec, tec. A máquina produz mais vítimas hoje. Tec, tec, tec. Mais mulheres serão vítimas amanhã. Não é possível saber quando isso irá parar. Mas o primeiro passo para chegar a essa resposta está na atitude de enxergar a máquina – e então perceber que é possível se recusar a ser uma das engrenagens.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 3 de março de 2017

Livro Nos Bastidores da Censura - Deonísio Silva


Terminei ontem de ler o livro Nos bastidores da censura: sexualidade, literatura e repressão pós-64 de Deonísio da Silva. É um livro de não ficção publicado pela primeira vez em 1989, ano que eu nasci e cinco anos após o fim da ditadura militar no Brasil. Comprei esse livro por acaso em uma feirinha de livros baratos num shopping. Custou 10 golpínhos e me interessei por ele devido à minha pesquisa na Iniciação Científica que é sobre a escrita feminina nos anos 1970, justamente período da ditadura militar.

Inclusive utilizei duas citações do livro no meu relatório parcial de pesquisa, entregue ao CNPq. Gostei bastante do livro, principalmente no que diz respeito à análise literária  feita de forma crítica e contundente. Não gostei muito das partes que eram descritos os documentos de processos, etc.

Pois bem, o livro trata basicamente da censura do livro Feliz Ano Novo de Rubem Fonseca que havia sido lançado em meados dos anos setenta, no momento em que se autorizava uma abertura, ou distensão durante o regime militar. Há também informações e análises sobre outros livros, mas esse é o principal livro analisado, até porque Rubem processo a união e o ministro que havia autorizado a proibição do livro. Segundo o regime o livre feria "a moral e os bons costumes" e precisava ser retirado dos pontos de vendas.

Ao contrário do que se pensou, a procura pelo livro aumentou e o processo se espalho por anos. Vários argumentos que forma utilizados pelos advogados do autor, são justificados no livro através da crítica literária. Todos os contos do livro são analisados e conforme informações dos censores, eles incitam violência, impunidade e homossexualidade. Alguns fatos são bem curiosos e gostei muito de descobrir. Um dos livros mais baratos e mais úteis que já comprei. 




Rafaela Valverde

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Homem que é homem



Homem que é homem, heterossexual claro, gosta de mulher como ela é. Sem querer magreza artificial, ficar pedindo que a mulher malhe, isso é ridículo. Homem que é homem gosta de olheiras, de pelinhos em baixo do braço e unha descascando. São essas coisas que nos fazem humanas e imperfeitas.

Homem que é homem gosta de mulher suando, dançando de short curto. Homem que é homem gosta de mulher livre, que não abaixa a cabeça pra ele e para ninguém. Homem que homem sabe o quanto mulher tatuada é sexy, que batom vermelho é poder e cachos significam aceitação e não modinha.

Homem que é homem acha mulher sexy até com aquela roupa velha de ficar em casa, com a camiseta dele, é irresistível. Ele tem certeza que a saia curta valoriza suas pernas mas não diz quem ela é. Homem de verdade, cabra macho, sabe que mulher é gente e deve ser respeitada, mesmo que esteja nua, principalmente se estiver nua.

Homem  que é homem sabe que mulher não é Feminazi, que não existe essa expressão e que o movimento Feminista não pode jamais ser comparado ao Nazismo e que fazer isso é idiotice. Homem de verdade não acha que mulher tem que se dar ao respeito, ele simplesmente a repeita, por que ela é uma pessoa.

Homem de verdade gosta mais de uma mulher feliz se empaturrando de pizza, do que uma magrela chorosa comendo alface. Homem que é homem é carinhoso, mesmo no sexo casual. Ele não vive achando que toda mulher vai grudar e se apaixonar se ele for atencioso e der carinho. Um homem de verdade beija testa, a mão, o pescoço, o corpo todo...

Homem que é homem gosta de pepeka, ele chupa e não só quer ser chupado. Ele sabe que sexo não é  só penetração e não é uma britadeira. Ele não se ilude achando que mulher não solta pum, nem arrota. Se liga, cara! Mulher é gente e mulher é igual a você. Um homem que se preze  sabe e tem certeza que a mulher é livre, mas livre mesmo, assim como ele é. Esse homem sabe que a mulher é dona do próprio corpo e não acha que ela é seu objeto ou pedaços de carne ambulantes.  Homem que é homem, é homem que respeita o outro ser humano que por caso é uma mulher. Ah, homem que é homem, não bate. Nunca!




Rafaela Valverde


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Filme Olho por Olho


Estou aproveitando esses poucos dias de férias que eu tive, já que segunda feira já começa o semestre 2016.2 por isso estou assistindo muitas coisas. Comecei a assistir a antiga e clássica Friends, indicada por amigos e já bastante conhecida por mim. Estou devorando Grey's Anatomy e estou assistindo alguns filmes.

Ontem vi um filme de 1996, ou seja de vinte anos atrás. Sei lá, tava passeando aleatoriamente no netflix e me deparei com esse filme, gostei da sinopse e decidi assistir. O filme é Olho por Olho. Dirigido por John Schlesinger, o filme  é um suspense, um bom suspense integrado por  Sally Field, Ed Harris, Olivia Burnette entre outros.

Uma família é abalada pelo estupro e morte violenta da filha mais velha. A mãe ouve toda a cena do ataque pelo celular, já que estava falando com a filha. Ela entra em desespero e em meio ao engarrafamento se vê impotente para ajudar a filha. A constatação da morte violenta da menina vem com a chegada em casa.

Daí em diante iniciam - se as investigações e as buscas pelo bandido. Logo um suspeito é pego e vai a julgamento, sendo solto por inconsistências de provas. O que se segue daí em diante é uma trama bem feita mas com o final meio previsível, apesar de  alguns detalhes surpreendentes. Eu gostei bastante desse filme e eu adoro suspenses. Recomendo.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Scandal


Terminei a quinta temporada da  série Scandal. É uma série dramática norte-americana. Passada em Washington, D.C, com grande foco na Casa Branca e na vida do presidente mais poderoso do mundo. Os bastidores da política americana são retratados com muita emoção e para quem não conhece os pormenores da política americana pode ser bastante útil. 

A série é de Shonda Rhimes a mesma criadora de Greys Anatomy, série de grande sucesso. E a primeira temporada foi lançada no país em 2012. Estrelada por Kerry Washington no papel de Olívia Pope, a série é inspirada na ex assessora de imprensa da Casa Branca durante o governo de George Bush: Judy Smith.

Olívia Pope agora trabalha na OPA. Olívia Pope Associados que é uma empresa que resolve problemas. Como a própria Olívia afirma é a melhor coisa que ela sabe fazer. É o que ela faz melhor: resolver problemas e "limpar a barra" de clientes que nem sempre são tão inocentes assim.

Vi algumas críticas à série na internet e em algumas coisas eu concordo. Há uma série de incoerências e histórias mal contadas na série. Um jogo perigoso é jogado o tempo todo, b613, Comando, espionagem, terrorismo, assassinatos, suspense... Mas a protagonista tem muitas oportunidades de resolver coisas e não resolve. Ela é meio inútil em alguns momentos.

Ela é egoísta e chata. Aquelas caras e bocas junto com os suspiros pelo presidente são irritantes. Eu acho maravilhoso uma mulher negra protagonista, mas a personagem não ajuda. Ela é arrogante e só pensa nela. Quase tudo o que ela faz é por ela mesma e não para ajudar as pessoas como ela mesmo fala. Mas apesar de Olívia, eu adoro essa série. Ela é alucinante, não dá para parar de assistir.

Agora é esperar o ano que vem para chegar a sexta temporada na netflix. Sem falar que há outros personagens memoráveis como Cyrus, Mellie, Abby, Huck, Rowan... Os outros personagens e/ ou as tramas paralelas ajudam a prender a gente na frente da tela e não desgrudar nem um minuto. É muito boa e quem gostar de suspense e tramas alucinantes assista! Recomendo.


Rafaela Valverde 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Orange Is the News is Black - Quarta temporada (Spoiler)

Imagem da internet
Durante o final de semana terminei de ver a quarta temporada de Orange is the News Black, série já bastante conhecida de todos, mas que surpreendeu muito nessa última temporada que foi lançada no último dia 17/06. Assisti aos pouquinhos para não terminar tão rápido. Fui saboreando as pequenas doses da série que esteve muito mais pesada nessa temporada.

Agora sim foi possível perceber que era um série que se passava dentro de um presídio. Mais cruel, mais violenta, abuso de autoridade e outras questões estiveram presentes a cada episódio. Confesso que senti que acabou rápido, apesar de eu ter visto devagar. Na madrugada de domingo eu vi o penúltimo e o último episódio e esses dois foram emocionantes, de cortar o coração.

Chorava sem nem sentir, as lágrimas desciam enquanto eu vislumbrava o que para muitos se tratam apenas de uma obra de ficção, mas que para mim é a representação da vida real. Os diálogos estavam emocionantes e emocionados, algumas cenas passaram uma tensão incrível e como todos já sabem houve a morte de uma personagem muito querida da maioria das pessoas que acompanham a série.

O último episódio terminou com uma grande tensão em suspenso, pois só será concluída na quinta temporada que estreia no ano que vem. Fiz um pequeno relato de como estava me sentindo sobre essa quarta temporada e sobre essa morte no Facebook e para mim ficam duas lições principais: a vida é muita curta e é necessário vivê-la intensamente. Ela, a vida, pode acabar de repente. A segunda lição, é que apesar de sermos diferentes, somos também iguais, pois somos seres humanos. Que venha OITNB em 2017!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de maio de 2016

"Tem cara de puta mesmo..."

Imagem: Blog Mulherzinha
Não vou falar da dor que senti esse final de semana, não vou falar sobre a solidariedade e empatia que nós mulheres sentimos nesse final de semana de estupro coletivo a uma adolescente no Brasil. Brasil? Ou seria Índia? Vou falar apenas da indignação e não da minha dor. A dor é indizível, a dor é tão intensa que não é possível ser descrita e explicada.

Eu me vi várias vezes no lugar de Beatriz, a menina de 16 anos que teve seu corpo violado e usado por muitos homens. Homens não. Seres inomináveis, covardes, cruéis e desumanos. Homens de verdade não fazem isso. Os homens de verdade que eu conheço tratam mulher como gente, de igual para igual e não como um objeto ou um pedaço de carne.

O pior de saber ler numa hora dessas é ver pessoas, inclusive mulheres justificando ou tentando justificar o injustificável. É péssimo escutar também, pedi a Deus para ser surda nesses últimos dias. Já cheguei a escutar que a menina tem "cara de puta". Sim e daí? E se eu tiver cara de puta, eu posso e mereço que façam uma atrocidade dessa comigo? O que é cara de puta? Será que o que é "cara de puta" para um é também para outro?

Acontecem coisas inexplicáveis, as pessoas saem repetindo merdas sem ao menos saber o que estão falando. Por que a subjetividade de ter "cara de puta" é tão realmente inexplicável, é tão realmente subjetiva e abstrata que se eu sair na sexta à noite com meus olhos pretos, batom vermelho e vestido curto e colado eu com certeza estarei "puta" mas agora como estou aqui de roupa leve de ficar em casa, de óculos, sem maquiagem e cabelo preso eu seria considerada uma santa. Ah me poupem!

Essas pessoas que justificam estupro e uma crueldade como essa com direito a vídeo e tudo com shorts curtos, com iniciação sexual precoce e gravidez na adolescência, com saídas no final de semana para as baladas; querem justificar atrocidades como essas com um simples batom vermelho e uma sombra escura. No entanto os homens saem sem camisa, com os cofrinhos de fora, coçam o saco (coisa feia) na rua, bebem e andam cambaleando e não são estuprados não é mesmo?

Um pouquinho de humanidade não faz mal a ninguém. Empatia também não paga para sentir. Estão chamando a mina de piranha e outras coisas absurdas, justificando o uso do corpo dela sem a sua autorização, já que ela estava dopada e justificando que ela tem total consciência do que faz na vida e outros argumentos sem nenhum tipo de fundamento, apenas baseados em preconceitos, misoginia e objetificação do corpo da mulher , que existe apenas para satisfazer os desejos carnais e instintivos dos homens. Há ainda a tão evitada questão de gênero, já que ainda se pensa que os homens são superiores às mulheres.

E as mulheres, nós, mesmo quando vítimas somos ridicularizadas, ofendidas, marginalizadas, tratadas como putas. O que é ser puta, exatamente? Alguém me explica! É ter liberdade sobre o próprio corpo? É dar para quem quiser e a hora que quiser e ainda se quiser? Então se é isso eu sou puta e eu mereço ser dopada, jogada em um canto, espancada e penetrada até a minha vagina sangrar. Eu mereço ter meu corpo vilipendiado só por ele ser livre. O que está faltando nos humanos além de muito conhecimento e mente aberta, é HUMANIDADE. Está escassa a capacidade de se compadecer pela dor dos outros, mesmo  que esses outros tenham "cara de puta".



Rafaela Valverde

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Filme Nise - O coração da loucura

Imagem da internet
Hoje quero falar sobre o filme Nise - O coração da loucura, que foi lançado agora no dia 21 de abril. O filme conta com atores como  Glória Pires, Simone Mazzer, Julio Adrião e o diretor é Roberto Berliner.

É um filme muito bom, eu adoro filme brasileiro e acho que devemos valorizar a sétima arte produzida aqui. O filme é denso e traz a história da psiquiatria brasileira nos anos 40. Um hospital psiquiátrico no bairro Engenho de Dentro, Rio de Janeiro segue técnicas de tratamento muito utilizadas na época como choques e lobotomia.

A psiquiatra Nise, interpretada de forma bela por Glória retorna ao hospital depois de um afastamento e resolve mudar aquela forma de tratamento que segundo ela desconsiderava os pacientes como gente.Algumas cenas são bem chocantes devido a violência empregada. Nise chega ao hospital que é bem precário e promove uma revolução. Ela implanta uma sala de Terapia Ocupacional, onde os "clientes" passam a ser bem tratados, a violência é extinta e através de amor e arte, ela consegue realizar transformações na vida dos pacientes e no dia a dia do hospital.

Os pacientes são diversificados e muito deles têm talentos para a arte como esculturas e pinturas, enfim eu não vou falar mais nada. Apenas que é um filme forte e ao mesmo tempo sensível. Eu chorei. E além disso é um filme feminista porque é uma mulher forte, lutando contra um universo meramente masculino, já que seus colegas de profissão são todos homens. Enfim, eu realmente não vou falar mais nada. O filme está em cartaz. Assistam. É muito bom. Ahh não posso esquecer de falar que as atuações são excelentes e que no final aparece o trecho de uma entrevista com a Nise real já bem velhinha. Obra de arte incrível!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Filme A Vida é Bela

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Ontem assisti o filme italiano A Vida é Bela, do diretor Roberto Benigni o filme foi lançado em 1999 e ganhou o Oscar de melhor ator, dado ao próprio  Benigni, que protagonizou o filme interpretando Guido. A Vida é Bela levou três prêmios, tendo sido indicado a sete.

Além de melhor ator, o filme levou os Oscar de Melhor Trilha Sonora Original e melhor filme em Língua Estrangeira. O filme é maravilhoso, uma obra prima. Além de ser italiano, sou apaixonada pela Itália. O filme se passa na Segunda Guerra Mundial, onde o judeu Guido (Benigni) é levado junto com seu filho Giosué são levados a um campo de concentração nazista.

O pai para proteger seu filho de todo aquele contexto do campo simula um jogo, onde faz o filho acreditar que estão competindo com outras pessoas para ganhar um tanque de guerra. Guido usa muito da sua imaginação e argumentação para fazer com o que filho se mantenha escondido e acredite que tudo não passa de uma brincadeira, inclusive a violência e horror do que eles estavam vivendo.

O amor que fica claro em todas as cenas de Guido com o filho emociona e faz a gente ver que a via é realmente muito bela, já que vale a pena apesar de tudo. Apesar do horror, apesar da guerra, apesar do nazismo. A fotografia do filme é linda, pai e filho dão um show de interpretação, a trilha sonora incrível e ainda tem o italiano, que é para mim é uma das línguas mais bonitas e românticas. A emoção paira durante as duas horas de filme e a gente fica sempre esperando pelo pior, mas Guido faz tudo da melhor maneira que ele pode e no fim mais beleza vem à tona. Não chorei, mas cheguei muito perto. Filme incrível. Com certeza entrou na minha lista de filmes preferidos. Recomendo!


Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de março de 2016

Filme Lovelace

Imagem da internet
No final de semana assisti o filme Lovelace que é uma cinebiografia da atriz Linda Lovelace, um sucesso do pornô americano, que fez o clássico do gênero Garganta Profunda. O filme é de 2013 e tem como atriz principal, vivendo Linda, a atriz Amanda Seyfried. O filme é bem comum e não traz muita coisa de extraordinário como a maioria das cinebiografias ou pelo menos enquanto sétima arte.  

Já em questão de drama e do que pode sofrer uma mulher dentro de um contexto misógino e dominado por homens, o filme é bem rico. Pelo menos foi para mim. Era anos 70 e as coisas não eram nada boas para as mulheres. Na verdade ainda não são, apesar de já termos obtido diversos avanços. E olhe que foi nos EUA, imagine aqui no Brasil nessa mesma época.

Linda morava com os pais que eram super formais e conservadores, ela mal saía de casa quando conheceu o homem que seria seu marido. Ele era um trambiqueiro e agenciava prostitutas, pelo menos é o que se faz ser entendido do filme. Após um problema financeiro, ele obriga a mulher a entrar na indústria dos pornôs. Linda é a estrela desse único filme, por que depois de tanto apanhar, ser usada, vendida e estuprada, ela se recusa a fazer outros filmes.

Em todo o decorrer do filme fica clara a ideia de objeto que Linda representa para o seu marido. Ele pouco se importa com ela. Ela só é uma boa e bela máquina de sexo e de dinheiro, é só para que ela serve. Ele é violento, agride a mulher muito violentamente (não só fisicamente) e quando ela vai pedir ajuda para a mãe, é entregue de volta ao marido.

Na época era assim que se acreditava que as mulheres deveriam se comportar. As mulheres deveriam ser casadas, respeitar e obedecer seus maridos. E foi isso que a sua mãe a mandou fazer, mesmo depois de ela implorar para ficar uns dias. Mas não posso julgá-la, era o pensamento da época. A consciência que se tinha era essa. Obediência, submissão, patriarcado... Reinava o: " ruim com ele, pior sem ele..."

Ainda bem que isso mudou, ainda bem que as feministas (nós todas) começaram a perceber que havia algo de errado nessa história e lutaram, lutaram muito para mudar o rumo dessa história. Apesar de ainda haver muito para mudar, já que milhares de mulheres são agredidas e mortas todos os dias em nosso país, só pelo fato de serem mulheres e pelo fato de alguém achar que são donos dessas mulheres. Nossos donos. Nunca! Nós não vamos mais aceitar isso, nunca mais.

Graças a tantas lutas, inclusive iniciadas por Linda que militou contra a indústria pornô, é que hoje eu posso sentar na frente do computador e escrever tudo isso que eu escrevo aqui durante todos esses anos.



Rafaela Valverde

sábado, 12 de março de 2016

Roubaram meu celular

Imagem da internet


Há umas semanas eu fui roubada e levaram meu celular novinho. Eu só tinha pago umas três parcelas dele e foi o primeiro celular bom que eu tinha realmente tido coragem de comprar. Primeiro e último, por que agora se um dia voltar a ter celular, vai ser uns fuleiros mesmo. 

Foi na última semana de fevereiro, que já foi uma semana bem difícil para mim. Aliás, os últimos meses têm sido bem difíceis para mim. Não sei como é que eu consigo suportar tanta adversidade, com tanta força. Nem sabia que eu tinha tanta força, na verdade.

Então, estava na frente do shopping da Bahia, entrando no ônibus e num vacilo de dois minutos, fiz uma coisa que eu nunca fazia: coloquei o celular no bolso da frente da mochila, só enquanto eu subia no ônibus. Foi nesse momento que um maldito ladrão abriu a minha mochila e levou meu celular e meu óculos de sol.

O mais engraçado é que segundo algumas pessoas, isso é muito comum ali naquela região, inclusive policiais me falaram isso. Então, por que não ficam policiais à paisana por ali, para prender esses desgraçados? Mas também passei a pensar que estamos passando por um problema tão grave em nosso estado e em nosso país, onde não há interesse em mudar a situação de impunidade, que enquanto estava na delegacia, fazendo a queixa um dos atendentes me informou que os policiais prendem e no outro dia eles estão soltos e ainda voltam na delegacia para pegar os documentos. Isso é o cúmulo do absurdo. Eu, se fosse policial realmente não teria motivação em prender ninguém. Eu tenho vergonha desse país.

Pois bem, fiquei muito triste durante uns dias, porque vou continuar pagando um objeto que quis tanto e que não tenho mais. Mas agora já me conformei, não tem jeito né? O que me surpreende nisso tudo é que não estou sentindo muita falta não. Do WhatsApp então, menos ainda! Não pretendo ter celular tão cedo. Comprei um tablet baratinho para ler os textos da faculdade, ver minhas séries e abrir meus e-mails. E é só. Estou me sentindo mais livre sem celular!



Rafaela Valverde

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Filme Os Oito Odiados

Samuel L. Jackson
Quero falar agora sobre o filme Os Oito Odiados. O mais novo filme do meu diretor queridinho Quentin Tarantino. Fui ver no cinema ontem, na única sala que ainda está em exibição por aqui. Eu precisava ver esse filme no cinema. Fui e fiquei muito feliz.

Enfim, o filme tem Samuel L. Jacson, Kurt Russel, Jennifer Jason Leigh e ... Channing Tatum. Foi uma surpresa quando o vi no filme. Lindão! Adoro (rsrs) pesquisei que ele praticamente implorou para participar do filme, mandando vários e-mails para Tarantino.

A atuação de Samuel para mim se destaca, como sempre. Mas o filme conta com verdadeiros shows em interpretação. O filme é meio paradão. Na verdade ele é mais paradão do que os filmes de Tarantino que eu já assisti. Confesso que em alguns momentos senti sono. Mas dei umas goladas em minha coca e continuei achando genial aquele lentidão. Afinal, eu gosto de filme brasileiro e quem gosta de filme brasileiro sabe o que é lentidão... 

Mas o que é bom nessa lentidão é que eu nunca sabia quando que iria começar o banho de sangue. Uma das marcas do excêntrico diretor. Não vou contar nada  sobre o enredo do filme, leiam sinopses. Não estou afim de revelar nada, apenas as minhas sensações sobre ele. E apenas que ele é genial e eu gostei muito. Mas eu sou suspeita para falar, então...

Enfim, o final eu achei surpreendente, sei lá teve algumas reviravoltas importantes e um revival de cenas interessante. A trilha sonora é excelente e há solos de violão e piano. Super recomendo. Corram! Aqui em Salvador só está em cartaz no  Sala de Arte Paseo Itaigara. Bom filme.


Rafaela Valverde


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Filme Pulp Fiction - Tempos de Violência

Imagem da internet
No sábado assisti o filme Pulp Fiction- Tempo de Violência que é um policial/suspense de Quentin Tarantino lançado em 1995, com  John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, etc. É um filme que eu já queria assistir há um tempo e nesse final de semana finalmente eu o assisti.

Enfim, Tarantino é meu diretor preferido. E primeiro quero falar sobre a trilha sonora que é incrível e ajudou a narrar muito bem as histórias do filme. Eu entendi como uma narrativa de algumas histórias paralelas que se ligavam ou não, de forma direta ou não. Ele vai e volta no passado e em cenas anteriores que ajudam a explicar algumas coisas, ou não.

Ás vezes podem confundir também. Mas em minha opinião não tira a genialidade do filme e em nada me faz deixar de gostar dele. É violento claro, como os filmes de Tarantino. Essa é a marca dele, porém Pulp Fiction para mim é menos violento no que diz respeito às cenas de sangue do que Kill Bill por exemplo que é cheio de sangue durante várias cenas. 

Eu gostei muito desse filme, mas ele divide opiniões. Uns amam outros odeiam. Porém são duas horas e meia alucinantes de filme que ainda conta com Bruce Willis e a atriz portuguesa Maria de Medeiros. Como vi no netflix que é dublado, para mim perde um pouco a visualização das interpretações, porém ainda assim Samuel L. Jackson se destaca, para variar, e dá um show de interpretação. Que homem! Que ator!

Pretendo assistir cada vez mais filmes de Tarantino. Senão todos. Para ser uma fã de verdade (hehehe). E nunca mais tinha visto um filme e contado para vocês aqui. Mas agora tentarei fazer mais isso. Como antigamente que eu sempre fazia isso. Eu adoro filmes, como vocês sabem. Recomendo, para quem gosta do gênero é claro.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

É melhor pensar duas vezes - Vivendo do ócio




Pode ir, e só volte quando você ver a porta aberta
Dizem por aí que você anda louca dizendo que sou eu a
Pessoa certa
Agora está sentindo na pele, se lembra quando eu me
Rastejava por você?
Só faltava me pisar...

A gente faz aqui e paga aqui
E o troco vem todo em moedas
E você não vai trocar

Se falar comigo de novo
Posso até te dar um soco
Acho melhor não, tenho amor as minhas mãos

Pode achar, que eu sou um bêbado, idiota, sem noção
Acredite eu sou um pouco mais do que você imagina
Esse teu olhar de desprezo só faz com que eu me sinta
Cada vez melhor

Mas eu vou repetir que eu só não quero que você fale
Comigo de novo
Que eu sou capaz de te dar um soco
Acho melhor não, prefiro vodka com limão
Acho melhor não, prefiro ir pro bar
Encher a cara até cair no chão




Rafaela Valverde

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sense 8

Imagem da internet
Estava ouvindo já algum tempo sobre a série Sense8 e achei uma modinha e as pessoas estavam ficando chatas por causa dela. Enfim, sou meia implicante sim e só veja, leio, ouço as coisas quando a modinha já acabou. E foi isso o que aconteceu. Estou com acesso ao Netflix e assisti a primeira temporada toda.

Eu gostei muito mesmo dessa série. É muito inteligente e com excelente qualidade dramatúrgica. Eu gostei bastante. Me diverti, me emocionei, sei risada, tive momentos de tensão. Enfim, é uma obra muito boa, os atores são bons. E como há gente bonita nessa série! Dá gosto de ver.

Então, eu gostei muito e a série tem muita qualidade e realmente não é apenas uma modinha. Estou ansiosa para chegar 2016 para eu assistir a segunda temporada. É isso, eu recomendo essa série para quem ainda não viu. Se é que é possível alguém não ter visto.



Rafaela Valverde

domingo, 15 de novembro de 2015

Tristeza e consternação com tanta tragédia!

 Criança morta (Candido Portinari, 1944)
O ano de 2015 em sua reta final está me entristecendo. Muitas tragédias vem ocorrendo nesses últimos dias. No Brasil e no mundo. Ando estarrecida com os altos índices de violência em nosso país que já impera há anos sem controle. O que em minha opinião é fruto de uma dívida social e de uma desigualdade sem tamanho construída gradativamente em nosso país, por diversos motivos.

Enfim, esse é o primeiro problema que me entristece e me indigna dia após dia. Mas esse já virou um problema banal. Ninguém mais se revolta e faz campanhas sobre isso. Mas isso vitima dezenas de pessoas por dia. Números altíssimos de mortes relacionados à violência me chocam diretamente. Mas não vemos campanhas contra nossas mazelas sociais.

Mas esse é um outro assunto. Então, há uns dias um avião russo caiu no Egito matando 224 pessoas. O avião foi derrubado por um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico. Em seguida já no início do mês de novembro, aconteceu o rompimento das barragens em uma pequena cidade de Minas Gerais. Vários lugares foram atingidos inclusive algumas cidades do estado do Espírito Santo mais próximas do estado mineiro. As localidades atingidas estão soterradas de lama, há muita destruição e muitas pessoas ainda estão desaparecidas, além dos mortos é claro.

Há ainda o prejuízo material e ambiental. Esse último irreversível. Em mim causa uma tristeza arrebatadora ver um rio como o rio doce, cuja as dimensões eu só vim conhecer agora e que abastecia toda uma região morrer assim. A contaminação com minério é alta. A fauna e flora dessas localidades estão mortas. Não há mais remédio. Apenas dor e indignação, por que pelo que estou conseguindo acompanhar, foram falhas técnicas que causaram o "acidente" e as falhas técnicas já eram conhecidas pelas empresas responsáveis.

É triste saber que sustentável é apenas uma palavra bonita que usamos com banalidade, mas que não levamos em prática. É triste saber que as futuras gerações não encontrarão o mesmo planeta que encontramos, o que já não era bom. É lamentável perceber que recebemos recursos naturais tão maravilhosos e nem ao menos nos demos ao trabalho de mantê-los. As pessoas não estão com água para beber! Água é básico, água é vida!

E na sexta feira 13 tivemos o desprazer de ouvir noticiar atentados na cidade de Paris, na França. Atentados que mataram mais de cem pessoas e que mais uma vez foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Muitos tiros e explosões em uma casa de shows. Pânico, reféns e mais ataques nas ruas e em um estádio de futebol, onde pessoas horrorizadas pararam um jogo de futebol. Reféns e desespero. Triste. é só o que posso dizer nesse texto. Triste.

E para finalizar, mas nem por isso menos importante falo sobre a consternação que me causa os incêndios na região da Chapada Diamantina. Sim aqui mesmo em nosso estado. Bem perto de nós. Eu nunca fui mas é um lugar lindo e que quem vai fica apaixonado. Mas estamos também destruindo pois os incêndios são criminosos. Afinal fogo não surge do nada não é mesmo? O que estamos fazendo com a nossa natureza? O que estamos fazendo uns com os outros? O que estamos fazendo com a gente? Entendam, está difícil viver e testemunhar tantas atrocidades cometidas por seres humanos.

Percebam que nada disso é um acontecimento sobrenatural, uma fatalidade. Não. São horrores causados por nós mesmos. Humanos? Somos? Com tanta estupidez seria até blasfêmia nos comparar com animais. Eles não são tão sórdidos! Não faço campanhas de modinhas. A minha campanha é essa. A minha campanha são a tristeza e a indignação que estou sentindo nesse momento.


Rafaela Valverde
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